Arraias

município brasileiro do estado de Tocantins
Arraias
  Município do Brasil  
Hino
Apelido(s) "Cidade das Colinas"
Gentílico arraiano
Localização
Localização de Arraias no Tocantins
Localização de Arraias no Tocantins
Arraias está localizado em: Brasil
Arraias
Localização de Arraias no Brasil
Mapa de Arraias
Coordenadas 12° 55' 51" S 46° 56' 16" O
País Brasil
Unidade federativa Tocantins
Distância até a capital 342 km
História
Fundação 1740 (280 anos)
Aniversário 1 de agosto
Administração
Prefeito(a) Antônio Wagner Barbosa Gentil (PSD, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 5 786,844 km²
População total (IBGE/2010[2]) 11 551 hab.
 • Posição TO: 24º
Densidade 2 hab./km²
Clima Clima tropical com estação seca (Aw)
Altitude [3] 722,40 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [4]) 0,685 médio
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 93 657,177 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 8 570,39
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora dos Remédios
Website arraias.to.gov.br (Prefeitura)

Arraias é um município brasileiro do estado do Tocantins. Possui uma área de 5419,9 km² e localiza-se a uma latitude 12º55'53" sul e a uma longitude 46º56'18" oeste. É a cidade mais alta do estado do Tocantins e a segunda cidade mais alta de toda a Região Norte do Brasil, estando situada a uma altitude média de 722,40 metros. Arraias é também a cidade mais fria do Tocantins e uma das mais frias de toda a Região Norte do país.[3] Sua população estimada em 2004 era de 10 970 habitantes.

HistóriaEditar

Nascida no período áureo da mineração no Brasil, a cidade também atendia às demandas por metais preciosos, mais especificamente por ouro e prata, no período colonial. Essa exploração aconteceu concomitantemente com a da cidade de Goiás, mais conhecida como Goiás-Velho, antiga capital do estado de Goiás.

GeografiaEditar

Localizada no sudeste do estado do Tocantins, é conhecida como "Cidade das Colinas", pois está cercada por muitas destas formações. Com seus 722,40 metros de altitude média, Arraias é a cidade mais alta do estado do Tocantins e a segunda cidade mais alta da Região Norte do Brasil, sendo superada apenas pelo município de Pacaraima (RR). Apesar de Arraias ser a cidade com a maior altitude média do Tocantins, há alguns bairros (ou setores) da cidade de Dianópolis que são mais altos do que a parte mais baixa da cidade. O Setor Buritizinho, localizado na parte noroeste da cidade, é o bairro mais alto de todo o estado. Considerando-se todas as localidades da Região Norte do Brasil, há no entanto algumas aldeias indígenas e povoados que são ainda mais altos do que Arraias e Pacaraima (RR), inclusive no estado do Tocantins (Povoado Baliza, em Paranã).[3]

ArquiteturaEditar

Na arquitetura do município predomina o estilo colonial português. Nas casas mais antigas, pode-se encontrar as iniciais dos patriarcas das famílias que as construíram e o ano em que foram construídas.

TurismoEditar

O município tem um grande potencial turístico, ainda inexplorado. Locais como a Gruta da Fazenda Furnas, as ruínas da Chapada dos Negros, eventos religiosos, o carnaval "inocente" e um contato muito forte com quilombolas, além dos jarros brancos de artesanato típicos de Arraias ainda não despertaram o interesse de empresários que possam alavancar o desenvolvimento da região.

Ver tambémEditar

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. a b c «Cadastro de Localidades Brasileiras Selecionadas» (MDB). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 8 de junho de 2018 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010