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Arthur de Faria (Porto Alegre, 14 de dezembro de 1968) é um pianista, compositor, produtor musical, arranjador e jornalista brasileiro.

O músicoEditar

Arthur de Faria é músico, arranjador, compositor, produtor de discos, pesquisador, jornalista, radialista e mestre em literatura brasileira pela UFRGS.

Começou sua carreira com o premiadíssimo (no Rio Grande do Sul) Bando Barato pra Cachorro, na virada dos anos 1980 pros 90.

De 1995 a 2015 liderou o Arthur de Faria & Seu Conjunto, septeto/octeto com cinco discos lançados (um deles também no Uruguay e Argentina) e centenas de shows em seis países.

Integrou o Duo Deno, dupla com o baterista e pianista Fernando Pezão. Em 2010 fundou a Surdomundo Imposible Orchestra, com os paulistas Maurício Pereira e Caíto Marcondes, os portenhos Ignacio Varchausky e Martin Sued, e os montevideanos Martin Buscaglia, Osvaldo Fattoruso e Martin Ibarburru.

Em 2013, criou com Áurea Baptista o espetáculo músico-teatral Música de Cena, com sua música para teatro cantada e tocada por 11 atores músicos.

Do mesmo ano é Música Menor, duo com o argentino Omar Giammarco, que lançou disco em 2015 e deu ambos o prêmio Açorianos (de Porto Alegre) de melhores arranjadores.

Em 2016 estreou sua nova banda, Arthur de Faria & Orkestra do Kaos, com quatro músicos da novíssima cena porto-alegrense.

Escreveu a música de 25 filmes - como Insolação, de Daniela Thomas e Felipe Hirsch, estreado no Festival de Veneza a A Mulher do Pai, de Cristiane Oliveira, três vezes premiado no Festival do Rio.

No teatro, desde 2013 integra a paulista Cia Ultralíricos, de Felipe Hirsch, para a qual já compôs e executou ao vivo seis trilhas: Puzzle (A) (B) (C), que estrearam em Frankfurt, mais Puzzle (D) (estreia no festival Mirada) e A Comédia e A Tragédia Latino-Americana, que se apresentarão em Alemanha e Portugal em 2017. Por A Tragédia… está indicado ao Prêmio Shell 2016.

Em Porto Alegre, desde os anos 90 tem trabalhado com alguns dos seus melhores diretores, assinando uma dúzia de espetáculos - como Antígona ou Marxismo, Ideologia e Rock´n´roll, de Luciano Alabarse, O Casamento do Incrível Mágico Maycon Estallone, de Dilmar Messias, Flicts, de Roberto Oliveira, Wonderland e o Que Michael Jackson Encontrou por Lá, de Cia de Teatro Sarcáustico ou Natalício Cavalo, de Patrícia Fagundes. Vários prêmios na área.

Produziu 29 discos, de Nico Nicolaiewski a Helio Flanders e Wander Wildner. Ou El Justiciero Cha-Cha-Cha, compilado de artistas de língua hispânica versionando Mutantes, lançado em  5 países. Também dirigiu 12 shows e escreveu arranjos para discos e shows de Adolfo Almeida Jr., Siba e a Fuloresta, Nei Lisboa, Ultramen, Papas da Língua, Vanguart, Zeca Baleiro, Premê, Edson Natale, MPB4, Bebeto Alves, Julio Reny e Wander Wildner.

Participou de mais de 30 CDs como instrumentista e/ou arranjador, no Brasil (Cida Moreira, Helio Flanders, Odair José, Siba e a Fuloresta, Wander Wildner, Julio Reny, Vanguart, Apanhador Só, Edson Natale, Grupo Fato, Alessandra Leão, Porcas Borboletas, Marcelo Delacroix) e Argentina (Omar Giammarco, La Chicana).

Tem tocado e gravado com vários desses artistas, e também com os argentinos Los Cuatro Vientos, La Bomba del Tiempo, Santiago Vazquez e Dolores Solá, os uruguaios Ana Prada e Leo Maslíah, o catalão Refree, os brasileiros Alessandra Leão, Caçapa, Fernanda Takai e John Ulhôa. Integra a banda de Wander Wildner.

Como compositor, tem parcerias com os gaúchos Daniel Galera, Marcelo Delacroix, Wander Wildner, Jimi Joe, Juli Manzi, Luciano Albo, Vitor Ramil, Frank Jorge e Antonio Villeroy, o paulista Maurício Pereira, o curitibano Marcelo Sandmann, o mineiro John Ulhôa e os argentinos Omar Giammarco, Alejo Vintrob e Acho Estol. Várias delas gravadas e/ ou interpretadas por todos estes, mais Vanessa Longoni, Dudu Sperb, Adolfo Almeida Jr e Alessandra Leão.

Publicou nove trabalhos, como o livro-com-CDs Um Século de Música no RS, livros-CDs sobre Lupicínio Rodrigues e Carlos Gardel e, em 2015, Elis – Uma Biografia Musical.

Foi ouvidor do Santander Cultural, palestrante no Projeto Rumos do Itaú Cultural – em uma dezena de estados brasileiros -, curador do mesmo Rumos, e membro de comissões de seleção como a do prêmio Multicultural Estadão ou os editais de cultura da Petrobrás e da Natura.

Mestre em Literatura Brasileira, com ênfase no estudo da canção, dá aulas e palestras sobre música brasileira no Brasil, Argentina e Uruguay.

Lançou 7 CDs e 3 EPS, e prepara outros 3.

O radialistaEditar

Como radialista, integrou o grupo de comunicadores da rádio FELUSP (Fundação Educacional Luterana São Paulo), pertencente a Ulbracom que mais tarde viria a se tornar a Pop Rock FM e posteriormente Mix FM Porto Alegre. Ali apresentou programas que ficaram marcados por suas personagens e atuação, como o extinto Manhã Morning Show, ao lado de Paulo Inchauspe, onde interpretava um típico gaúcho que dava boletins informativos para surfistas.

De 1997 a 2016 apresentou, ao lado de radialistas como Celso Garavelo, Paulo Inchauspe, Carlos Couto, Eron Dalmolin, Adriano Domingues, Simone Cabral, Mauro Borba e Alexandre Fetter o programa que é o carro-chefe da emissora, o talk-show Cafezinho.

Prêmios e indicaçõesEditar

Prêmio AçorianosEditar

Ano Categoria Indicação Resultado
1992[1] Arranjador Arthur de Faria Indicado
1997[2] Compositor Arthur de Faria Venceu
2000[3] Produtor Arthur de Faria Venceu
Arranjador[4] Arthur de Faria Indicado
2002[5] Disco Erudito Meu Conjunto Tem Concerto Indicado
2007[6] Arranjador Arthur de Faria e Luciano Mello Indicado
2008[7] Produtor Musical Arthur de Faria (por A Mulher de Oslo, de Vanessa Longoni) Venceu
2015[8] Arranjador Arthur de Faria e Omar Giammarco (por Música Menor) Venceu
Produtor Musical[9] Arthur de Faria e Omar Giammarco (por Música Menor) Indicado
Compositor de Pop Arthur de Faria e Omar Giammarco Indicado
Instrumentista de Pop Arthur de Faria Indicado
Álbum de Pop Música Menor (com Omar Giammarco) Indicado

Referências

  1. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. «Indicados ao Prêmio Açorianos de Música - 1992». Consultado em 16 de abril de 2018 
  2. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. «Vencedores do Prêmio Açorianos de Música - 1997». Consultado em 17 de abril de 2018 
  3. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. «Vencedores do Prêmio Açorianos de Música - 2000». Consultado em 18 de abril de 2018 
  4. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. «Indicados ao Prêmio Açorianos de Música - 2000». Consultado em 18 de abril de 2018 
  5. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. «Indicados ao Prêmio Açorianos de Música - 2002». Consultado em 30 de abril de 2018 
  6. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. «Indicados ao Prêmio Açorianos de Música - 2007». Consultado em 2 de maio de 2018 
  7. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. «Vencedores do Prêmio Açorianos de Música - 2008». Consultado em 2 de maio de 2018 
  8. Jornal do Comércio (2 de novembro de 2016). «Divulgados vencedores do Prêmio Açorianos de Música em Porto Alegre». Consultado em 8 de maio de 2018 
  9. Prefeitura Municipal de Porto Alegre (5 de outubro de 2016). «Prêmio Açorianos de Música anuncia lista completa de indicados». Consultado em 8 de maio de 2018 

Ligações externasEditar