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As Variedades da Experiência Religiosa


As Variedades da Experiência Religiosa
Autor(es) William James
Idioma inglês
País Estados Unidos da América
Gênero Filosofia da Religião
Editora Longmans, Green & Co.
Lançamento Estados Unidos da América, 1902
Edição portuguesa
Lançamento 2017
Páginas 488
Edição brasileira
Editora Cultrix
ISBN 9788531614170

As Variedades da Experiência Religiosa: um estudo na natureza humana é uma obra do psicólogo e filósofo da Universidade de Harvard, William James. É composta por suas palestras em Gifford sobre teologia natural que foram entregues na Universidade de Edimburgo, na Escócia, em 1901 e 1902. As palestras diziam respeito à natureza da religião e à negligência da ciência no estudo acadêmico da religião.

Logo após sua publicação, o livro entrou para o Cânone Ocidental da psicologia e filosofia e permaneceu sendo impresso por mais de um século.

Mais tarde, James desenvolveu sua filosofia do pragmatismo. Há muitas idéias sobrepostas em As Variedades da Experiência Religiosa e seu livro de 1907, Pragmatismo.[1]

RecepçãoEditar

A edição de agosto de 1902 do New York Times da primeira edição termina com a seguinte observação:

Em todos os lugares há uma recepção bem-vinda às excentricidades e extravagâncias da vida religiosa. Muitos questionarão se suas exposições mais sóbrias não teriam sido mais proveitosas em termos de resultados, mas o interesse e o fascínio do tratamento estão além da disputa, e assim também é a simpatia à qual nada humano é indiferente.
 
[2].

Uma revisão da revista Time de julho de 1963 de uma edição expandida publicada naquele ano termina com citações sobre o livro de Charles Sanders Peirce e George Santayana:[3]

Ao dar pouca importância ao fato de que as pessoas também podem ser convertidas em credos viciosos, ele adquiriu admiradores que teria deplorado. Mussolini, por exemplo, saudou James como um preceptor que lhe mostrou que "uma ação deveria ser julgada por seu resultado e não por sua base doutrinária". James ... não tinha intenção de dar conforto aos totalitaristas dos últimos dias. Ele estava simplesmente impaciente com seus colegas acadêmicos e seus debates sem fim sobre assuntos que não tinham relação com a vida. Uma pessoa vibrante e generosa, ele esperava mostrar que as emoções religiosas, mesmo as dos desequilibrados, eram cruciais para a vida humana. A grande virtude de The Varieties, observou o filósofo pragmatista Charles Peirce, é sua "penetração nos corações das pessoas". Sua grande fraqueza, retrucou George Santayana, é sua "tendência a desintegrar a idéia da verdade, recomendar a crença sem razão e encorajar a superstição".

Ligações ExternasEditar

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As Variedades da Experiência Religiosa no Projeto Gutenberg


Referências

  1. Poole, Randall A (2003). «William James in the Moscow Psychological Society». In: Grossman, Joan DeLaney; Rischin, Ruth. William James in Russian Culture. Lanham MD: Lexington Books. p. 143. ISBN 978-0739105269 
  2. «A Study of Man: The Varieties of Religious Experience». The New York Times. 9 de Agosto de 1902. Consultado em 20 de maio de 2010 
  3. «Books: The Waterspouts of God». Time. 19 de Julho de 1963. Consultado em 20 de maio de 2010