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Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) foi criada por um grupo de jornalistas brasileiros interessados em trocar experiências, informações e dicas sobre reportagem, principalmente sobre reportagens investigativas.[1][2]

O objetivo é organizar uma associação mantida pelos próprios jornalistas, sem fins lucrativos, que promova congressos, seminários, oficinas especializadas, que cuide do aperfeiçoamento profissional dos jornalistas interessados no tema 'investigação', que edite livros sobre o assunto, que seja um fórum de trocas de experiências.[1][2]

Em 2019 dados projeto Ctrl+X, da Abraji informaram que mais de 800 políticos brasileiros recorreram à processos judiciais pedindo que conteúdos da internet fossem removidos entre 2018 e 2019. Em 93,5% dos casos, eles alegaram "difamação" para censurar informações.[3]

HistóriaEditar

A iniciativa nasceu no seminário 'Jornalismo Investigativo: Ética, Técnicas e Perigos'. O evento foi organizado pelo Centro Knight de Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas, dirigido pelo jornalista brasileiro Rosental Calmon Alves. No final, os jornalistas se perguntaram por que não havia ainda no Brasil uma instituição parecida com a IRE (Investigative Reporters & Editors), criada pelos jornalistas dos Estados Unidos, ou o Centro de Periodismo de Investigación, mexicano.[4]

O primeiro passo foi uma troca de e-mails entre um grupo de 45 jornalistas de várias redações de várias cidades, iniciativa do Marcelo Beraba, diretor da sucursal da Folha de S. Paulo no Rio de Janeiro à época. Em seguida, diante da boa acolhida e da chegada de novos jornalistas, Rosental ajudou a organizar uma lista de discussao por e-mail (listserv). Os computadores da Universidade do Texas, onde o Rosental leciona, hospedam a lista de discussão que reúne os interessados em participar desta experiência.[4]

A associação foi formalmente constituída em 2003, após um seminário na Universidade Estadual de Londrina. O 1º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo foi promovido pela Abraji em 2005, na PUC-RJ, com mais de 300 participantes. A Abraji conta com mais de 500 sócios, entre estudantes e profissionais. Já treinou centenas de jornalistas em técnicas de reportagem, especialmente de Reportagem com Auxílio do Computador.[4]

LivrosEditar

A Abraji lançou um livro de jornalismo investigativo com "10 reportagens que abalaram a ditadura"[5] e sua continuação com "reunião das melhores reportagens policiais da década de 1950 até os dias atuais."[5]

PrêmioEditar

Referências

  1. a b legypto (23 de junho de 2019). «Congresso Abraji terá mais de 70 painéis». Observatório da Imprensa. Consultado em 9 de julho de 2019. Cópia arquivada em 9 de julho de 2019 
  2. a b Bruno Lupion (11 de dezembro de 2012). «Seminário em São Paulo celebra 10 anos da Abraji». Estadão. Consultado em 9 de julho de 2019. Cópia arquivada em 9 de julho de 2019 
  3. «Ministro do Turismo tenta aplicar censura à Folha de S.Paulo». Abraji. Consultado em 19 de outubro de 2019 
  4. a b c «Quem Somos». Abraji. Consultado em 9 de julho de 2019. Cópia arquivada em 9 de julho de 2019 
  5. a b «Abraji». Abraji. Consultado em 12 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 26 de janeiro de 2019 
  6. «Jornal Gazeta do Povo recebe prêmio deliberdade de imprensa». GaúchaZH. Grupo RBS. 27 de setembro de 2016. Consultado em 1 de julho de 2019 

Ligações externasEditar