Astorga (Espanha)

municipio da província de León, Espanha
Espanha Astorga 
  Município  
Muralha, Palácio Episcopal e Catedral de Astorga
Muralha, Palácio Episcopal e Catedral de Astorga
Símbolos
Bandeira de Astorga
Bandeira
Brasão de armas de Astorga
Brasão de armas
Gentílico astorgano, -na [nt 1]
Localização
Astorga está localizado em: Espanha
Astorga
Localização de Astorga na Espanha
Coordenadas 42° 27' 27" N 6° 3' 24" O
Comunidade autónoma Castela e Leão
Província Leão
História
Fundação c. 14 a.C.
Alcaide Juan José Alonso Perandones (2019, PSOE)
Características geográficas
Área total 46,78 km²
População total (2016) [1] 11 264 hab.
Densidade 240,8 hab./km²
Altitude 870 m
Código postal 24700
Outras informações
Orago São Turíbio (16 de abril)

Santa Marta (23 de fevereiro)

Website www.aytoastorga.es

Astorga (em asturiano e leonês: Estorga)[2] é um município da Espanha na zona central da província de Leão, comunidade autónoma de Castela e Leão.[3] Tem 46,78 km² de área e em 2016 tinha 11 264 habitantes (densidade: 240,8 hab./km²).[1] Situa-se na área de transição entre as planícies do Páramo Leonês e os Montes de Leão e é o principal polo económico das regiões histórico-culturais comarcas históricas da Maragateria La Cepeda e Ribera del Órbigo.[4] É a sede de uma das dioceses mais antigas e mais extensas de Espanha, cuja jurisdição abarca metade da província de Leão e parte das províncias de Ourense e de Samora, e sede do partido judicial número 5 da província de Leão.[5]

A cidade começou por ser um acampamento militar romano da Legio X Gemina em finais do século I a.C.,[6] tornando-se depois a cidade Asturica Augusta, que foi a capital do Convento Asturicense. Desenvolveu-se como um importante nó de comunicações do noroeste da Península Ibérica e teve alguma prosperidade nos primeiros séculos da era cristã graças à mineração de ouro, tendo sido definida por Plínio, o Velho como vrbs magnífica.[7] Em meados do século III d.C. tornou-se sede episcopal, com Basílides como seu primeiro bispo.[8] Na sequência das invasões bárbaras, fez parte do Reino Suevo e em 714 foi tomada pelas tropas muçulmanas de Tárique. Foi reconquistada pelo Reino das Astúrias poucas décadas depois, mas em finais do século X voltou a ser atacada em três ocasiões pelos muçulmanos comandados pelo caudilho do Alandalus Almançor.[9]

Desde o século XI, graças ao Caminho de Santiago, a cidade foi-se desenvolvendo progressivamente, com o apoio da Igreja. Em 1465, Henrique IV de Castela concedeu o título de Marquês de Astorga a Álvaro Pérez Osorio, Conde de Trastâmara, pelo que a cidade perdeu a sua autonomia para passar a seu um feudo.[10] No início do século XIX, Astorga sofreu as consequências da invasão francesa e foi uma das primeiras cidades espaholas a rebelarem-se contra os ocupantes, com os camponeses e jornaleiros a amotinarem-se em 2 de maio de 1808. As tropas francesas entraram na cidade no dia 31 de dezembro do mesmo ano e durante os anos seguintes a praça mudou de mãoes várias vezes até que finalmente os franceses capitularam a 17 de agosto de 1812.[11]

Entre meados do século XIX e princípio do século XX, assistiu-se a um significativo desenvolvimento industrial, no qual tiveram papéis fundamentais a chegada do caminho de ferro e o apogeu da indústria chocolateira.[12] Esta última continua ativa, juntamente com outros ramos da indústria alimentar, como a pastelaria e indústrias de carne, embora a economia do município se baseie sobretudo nos serviços, onde se destacam sobretudo a administração, comércio e turismo cultural. Este último é sustentado principalmente pelo património histórico-artístico, nomeadamente a catedral, o Palácio Episcopal (da autoria de Gaudí), a Casa Consistorial (paços do concelho, sede do governo municipal) e o ergástulo romano, os quais estão todos classificados como bens de interesse cultural nacional,[13] além de ser uma das extremidades da Via da Prata e um local de passagem do Caminho de Santiago francês, o qual está classificado como Património Mundial pela UNESCO.[nt 2]

As celebrações festivas mais representativas são o Carnaval (no primeiro fim de semana depois da quarta-feira de cinzas), a Semana Santa (declarada festa de interesse turístico nacional),[16] a festa dos Ástures e Romanos (declarada de interesse turístico regional)[17] e, de forma descontínua, a procissão da Zuiza em honra do pendão de Clavijo e a procissão da Virgem de Castrotierra, cuja imagem é levada para a cidade em anos de seca desde o seu santuário situado a 17 km da cidade.

ToponímiaEditar

O topónimo de Astorga é uma evolução natural e popular do antigo topónimo latino Asturica. Sobre a origem e significado desde último há várias teorias. Para alguns autores, como o cronista Gil González de Ávila (c. 1577–1658), provém de Astyr ou Astur, escudeiro do herói grego Mêmnon; para outros deriva de Astiria, Astirica ou Asturia, nome que ainda era usado durante as conquistas de Munuza, no século VIII.[18]

Apoiando-se noutros textos, como o Diccionario de Covarrubias, Pedro Junco escreveu em 1635 que o nome derivava de Astu e Orgia, duas palavras que juntas formariam Astorgia, com o significado de "cidade para celebrar o culto dos deuses", concretamente de Baco. que latinizada se trasnformaria em Asturica; mais afirmou que antes de se chamar Asturica se chamava Rhoma, sinónimo de forte em grego antigo.[18][19]

A cidade é mencionada como Astorica em documentos de 878, como Osturga e Austurga no Codex Calixtinus e como Astur, Asturius e Asturia ao longo da Idade Média.[20] João de Barros refere: «Astorga - cidade na Espanha Terraconense chamava-se `Astruria´como diz o Itinerário, e `Asterica´. Os Godos lhe chamavam `Roma´.[21] No século XIX, Víctor Gebhardt escreveu na sua Historia general de España[22] que em épocas anteriores Astorga teve o nome de Asturica Amak. Na edição de 1734 do dicionário de Antonio de Nebrija, a cidade aparece com os nomes Asturia e Asturica: «Asturia, região e cidade perto de Portugal» e «Asturica Augusta, cidade da Espanha tarraconense, vulgarmente llamada Roma». Em todo o caso, Asturica foi o nome da antiga capital das 22 tribos ástures, que mais tarde recebeu de Augusto o apelido de Augusta quando a elevou a capital de convento jurídico.[23]

Símbolos e títulosEditar

O escudo heráldico municipal tem a seguinte descrição oficial: «Escudo de gules, um ramo de carvalho da sua cor. O timbre é uma coroa de marquês[24] Desconhece-se quando começou a ser usado. Num documento de 1320 aparece um selo do Concelho de Astorga no qual é representado um castelo com três torres e uma árvore.[25] Porém, em 1635 já se usava o escudo ainda vigente atualmente, o qual aparece na obra de Pedro Junco Fundación, nombres y armas de la ciudad de Astorga. Este interpretou que o antigo nome da cidade — Roma — provinha do apelativo de robur e daí a representação dum carvalho do qual Quercus robur é uma das espécies mais comuns, com o significado de força, firmeza e fortaleza, similares aos atributos de solidez e longevidade da mitologia clássica. Em relação ao campo de cor vermelha seria similar ao de Roma, com o significado do sangue do inimigo que tentasse conquistar a cidade.[19] A bandeira municipal tem seguinte descrição oficial: «Bandeira de cor vermelha com o escudo no centro.»[24]

Os títulos da cidade são «Mui Nobre, Leal, Benemérita, Magnífica e Augusta». Os três primeiros foram concedidos pelo papel desempenhado durante a Guerra da Independência. Vários séculos antes, o epíteto de «Augusta» foi recebido do imperador romano Augusto e o de «Magnífica» por Plínio, o Velho.[26]

HistóriaEditar

 
Operações militares romanas durante as Guerras Cantábricas nas duas frentes contra cântabros (Bellum Cantabricum) e contra ástures (Bellum Asturicum).
  Campanha de Décimo Júnio Bruto Galaico de 137 a.C.
  Campanha de Júlio César de 61 a.C.
  Campanha de 25 a.C.
  Campanha de 26 a.C.
 
O sarcófago de San Justo de la Vega atesta a presença duma comunidade cristã na região de Astorga entre os séculos III e IV

AntiguidadeEditar

Teoriza-se que a história de Astorga remonte à época pré-romana, pois Ptolemeu referiu-se a Asturica como cidade ásture e capital dos amacos. Baseados nesta hipótese, vários estudiosos, como Manuel Gómez-Moreno (1870–1970) ou José María Luengo Martínez, atribuíram-lhe origem indígena.[27][28][29] No entanto, nas escavações arqueológicas realizadas no recinto urbano não foi descoberto material que possa corrobar tal origem,[30] pelo que não se pode afirmar cientificamente que tenha havido povoamento pré-romano, apesar da existência de vários castros da Idade do Ferro nos arredores de Astorga, como o de La Mesa, em Castrillo de los Polvazares.[31][32] A partir dos dados arqueológicos, a fundação da cidade está relacionada com a presença dum destacamento da Legio X Gemina devido às Guerras Cantábricas. Essa presença é atestada pela descoberta de duas trincheiras ou fossos que formavam um sistem defensivo, bem como pela existência de várias valas de fundações para possíveis estruturas de madeira.[6] Quando as campanhas militares de Augusto contra os ástures e os cântabros terminaram, entre 29 e 19 a.C., foi erigido um acampamento militar, que depois da pacificação do território, se converteu num assentamento de caráter civil dentro da província Tarraconense. Essa conversão deve ter ocorrido no início do século I d.C., pois no ano 27, o Hospitalitas (pacto de hospitalidade) com os zelas demonstra que as relações de Roma com os indígenas já estavam estabilizadas.[33]

Aproximadamente na transição entre os reinados de Cláudio (r. 41–54) e Vespasiano (r. 69–79), a cidade tornou-se a capital do Convento Asturicense (Conventus Iuridicus Asturum) e era o principal núcleo recetor do ouro extraído de Las Médulas. Este apogeu fez com que Plínio, o Velho, na altura procurador da Hispânia Tarraconense, qualificasse a cidade como vrbs magnifica na sua obra Naturalis Historia.[7][34] Com a regorganização territorial realizada no século III, a cidade passou a fazer parte da Província da Hispânia Galécia, com capital em Bracara Augusta (atual Braga). Quando as explorações mineiras terminaram, na época de Diocleciano, começou a decadência de Astorga.[carece de fontes?]

Em meados do século III deve ter-se estabelecido como sede episcopal com Basílides como seu primeiro bispo.[8] Porém, a implantação do cristianismo foi ameaçada pelas invasões bárbaras e pela expansão das doutrinas priscilianistas e maniqueístas, contra as quais lutaram mais tarde Idácio e São Turíbio.[35]

Idade MédiaEditar

Na sequência das invasões bárbaras, os suevos estabeleceram-se no território da antiga Galécia, cerca de 410, e a cidade passou a fazer parte do seu reino. O confronto dos survos com os visigodos provocou vários saques destes a Astorga, o primeiro por Teodorico II em 459 e o segundo por Leovigildo em 569. A cidade perdeu o estatuto de capital de convento jurídico, juntamente com o desaparecimento do sistema político e administrativo romano, e o protagonismo regional passou então para a cidade de Leão. Em 714, durante a invasão muçulmana da Península Ibérica, Astorga foi atacada e destruída por Tárique na sua marcha para norte.[9][36] Após o surgimento do Reino das Astúrias em meados do século VIII, Afonso I das Astúrias avançou para sul e reconquistou para os cristãos várias cidades, entre elas Astorga. Ordonho I das Astúrias, que ascendeu ao trono em 850, encarregou o conde Gatón do repovoamento e reconstrução da cidade.[carece de fontes?]

Anos mais tarde, os cinco filhos de Afonso III das Astúrias sublevaram-se contra o pai, que repartiu a coroa entre eles após abdicar. Garcia I de Leão ficou com o Reino de Leão e instalou a sua corte em Astorga durante os quatro anos do seu reinado, que terminou com a sua morte em 914. O seu herdeiro e irmão Ordonho II, até então rei da Galiza, transferiu a capital para Leão. Em 988, a cidade de Leão foi saqueada pelo caudilho do Alandalus Almançor, o que segundo Víctor Gebhardt provocou a mudança temporal da capital para Astorga,[37] que também foi cercada e saqueada pelas tropas de Almançor em 988, 994 e 996.[9]

Em 1034, Sancho Garcês III de Pamplona tomou a cidade e o resto do reino leonês devido a desavenças com Bermudo III de Leão. Em 1073 foi estabelecida a tenência como forma de governo.[38][39] Nos primeiros anos do século XII, esta tenência esteve ocupada por Teresa, condessa de Portugal, aproveitando as disputas entre a sua irmã Urraca de Leão e Afonso I de Aragão; em 1143 passou a ser domínio do seu filho Afonso Henriques de Portugal. Durante o reinado de Fernando III de Castela, o modo de administração territorial foi alterado e as tenências passaram a ser senhorios. No caso de Astorga, isso aconteceu em 1277, mas em 1345 Afonso X de Castela decidiu que o governo da cidade passasse a estar nas mãos dum corregedor e vários regedores.[carece de fontes?]

A partir de 1367 e até finais do século XIV, a cidade esteve em crise devido à peste, aos confrontos entre os filhos de Afonso XI de Castela Pedro, o Cruel e Henrique de Trastâmara e a má situação económica. Nesta época, os comerciantes astorganos mantinham relações comerciais com várias povoações da Galiza, o que pode ter estado na origem do que se tornaria uma atividade pela qual ficou conhecida a Maragateria: a arriería (condução de mulas e cavalos).[40]

Em 16 de julho de 1465, através dum privilégio dado em Toro, Henrique IV de Castela concedeu o título de Marquês de Astorga a Álvaro Pérez Osorio, Conde de Trastâmara, pelo que a cidade perdeu a sua autonomia para passar a seu um feudo.[10] O poder do marquesado exerceu uma grande influência no governo da cidade e chegou a afetar áreas que estavam sob a alçada do cabido catedralício.[41]

Idade ModernaEditar

Os primeiros anos do século XVI foi marcado pela Guerra dos Comuneiros (1520–1522), na qual Astorga tomou o partido do rei, pois o marquês era apoiante do monarca Carlos V.[42] Nesse período foram fundadas numerosas confrarias que socorriam, através de hospitais, pobres e peregrinos, para o que contribuiu o facto da cidade estar no Caminho de Santiago. Dos muitos hospitais que existiram na cidade ainda restam os hospitais das Cinco Chagas[43] e o de São João Batista, este último mencionado na classificação de Património Mundial dos Caminhos de Santiago.[15] A influência religiosa estava sempre presente, não só pelo domínio moral e eclesiástico, mas também porque o cabido era proprietário de vastas propriedades rústicas e urbanas.[43]

A chegada da imprensa em 1545, pela mão de Agustín de Paz, favoreceu a produção escrita, que então se resumida quase exclusivamente a missais e obras eclesiásticas, como o Thesaurus Angelorum de Francisco de Evia. Na cidade desenvolveu-se uma tradição de impressores, como Antonio de la Calzada, cujo apogeu ocorreu no fim do século XIX e início do século XX, quando havia em Astorga mais tipografias do que na capital provincial, entre as quais as de Antonio Gullón, Juan Alonso, Porfirio López, Nicesio Fidalgo e de González Revillo y Ortiz.[44]

Durante o século XVIII a cidade teve alguma prosperidade e na vida quotidiana dos seus habitantes eram habituais os jogos de canas (simulações de ações bélicas a cavalo), touradas Plaza Mayor, boliche (regulado em 1601), peças de teatro e atos religiosos.[45] Entre os séculos XVIII XIX, o território de Astorga viu-se afetado pela divisão da província em cantões e jurisdições, que depois foi modificada durante a Guerra Peninsular.[carece de fontes?]

Idade ContemporâneaEditar

No início do século XIX, o crescimento da cidade deteve-se devido a epidemias e à ocupação francesa. Astorga foi das primeiras cidades a revoltar-se contra os ocupantes, com o amotinamento de camponeses e jornaleiros ocorrido a 2 de maio de 1808[11] e a formação da Junta de Armamento e Defesa no mês seguinte. O exército francês entrou na cidade em 31 de dezembro de 1808 e nos anos seguintes a praça trocou de mãos várias vezes. Ocorreram alguns atos heróicos, como a defesa comandada pelo general Santocildes, até que finalmente os franceses capitularam a 17 de agosto de 1812, graças à estratégia preparada pelos generais Castaños e Wellington. Os combates em Astorga foram descritos pelo general Santocildes na sua obra Resumen histórico de los ataques, sitio y rendición de Astorga.[46]

Após a restituição do trono a Fernando VII, este aboliu a constituição de 1812 e reestabeleceu o absolutismo, o que foi bem recebido pelos setores eclesiástico, nobre e burguês da cidade. A influência da diocese e do cabido manteve-se forte ao longo dos séculos XIX e XX.[47] Em relação à administração local, durante o breve governo de José Bonaparte (r. 1808–1813) foi proposta uma nova organização territorial, na qual Astorga figurava como sede de um dos departamentos, o do Esla.[48] A ideia nunca foi posta em prática e em 1820, com o início do Triénio Liberal, foi planeada uma nova divisão, na qual Astorga era um dos onze partidos da província de Leão, mas em 1823 foi anulada. Em 1833, com a nova reordenação territorial a cidade e a Maragateria foram integradas na província de Leão.[carece de fontes?]

Durante o reinado de Isabel II e depois da constituição de 1845, Astorga foi representada nas cortes pelo progressita Santiago Alonso Cordero. Nas décadas seguintes os deputados pr Astorga foram Pío Gullón Iglesias, que fez parte da alternativa política a Cánovas del Castillo, e Manuel García Prieto, que foi primeiro-ministro várias vezes, a última delas em 1922, anterior ao golpe militar de Primo de Rivera.[49] Logo a seguir ao golpe de estado de 18 de julho de 1936, que marcou o início da Guerra Civil Espanhola, a Guarda Civil e as tropas franquistas tomaram o controlo da cidade a 20 de julho, quando as colunas de mineiros que inicialmente tinham marchado para sul foram para as Astúrias. À semelhança da maior parte da província, a cidade permaneceu em território controlado pelos nacionalistas durante a guerra. Décadas depois, a Transição e a chegada da democracia trouxeram um novo impulso ao desenvolvimento de Astorga, com uma maior diversidade das atividades económicas graças ao aumento do turismo, dos transportes rodoviários e a revitalização como centro comarcal.[carece de fontes?]

GeografiaEditar

O município de Astorga tem 46,78 km² de área e situa-se na zona de transição entre a planície do Páramo Leonês e os Montes de Leão,[50] uma localização que torna a cidade um núcleo estratégico de comunicações, atestado desde há muitos séculos, ao ser a encruzilhada entre o Caminho de Santiago francês e a Via da Prata e a porta natural de entrada na Galiza.[51]

Municípios limítrofes de Astorga
Brazuelo Brazuelo • Villaobispo de Otero San Justo de la Vega
Brazuelo   San Justo de la Vega
Santa Colomba de Somoza Val de San LorenzoSantiago Millas San Justo de la Vega
Orografia

A cidade situa-se na zona noroeste da bacia do Douro e o seu relevo é suave em geral, com duas zonas diferenciadas: a oeste há uma série de serras orientadas a ESE-NNO, com materiais geológicos do Paleozoico Inferior; a leste estende-se a planície do rio Tuerto, com materiais do Terciário cobertos posteriormente durante o Quaternário. A zona ocidental tem uma morfologia de vales, com a mesma orientação das estruturas de orogenia hercínica (ESE-NNO), caraterizados por fundos planos com sedimentos do Mioceno, ao passo que a zona oriental é constituída por planícies aluviais com vários níveis de terraços.[52]

A altitude média do município varia entre os 830 m das várzeas que circundam a cidade e mais de mil metros no extremo ocidental,[53] culmina em cumes como o de El Sierro (969 m de altitude), La Cuesta (996 m) e o Cuerno (1114 m). Apesar desta diferença de altitude, as encostas são suaves.[54] A cidade propriamente dita situa-se num alto com 870 m de altitude, cujo perfil faz lembrar um esporão, com as encostas mais suaves no lado ocidental.[55]

Vista panorâmica de Astorga desde a Muralha, com os Montes de Leão ao fundo
Hidrografia
 
O rio Jerga em Astorga

Todo o município se encontra na bacia hidrográfica do Douro. Como em grande parte da província, os cursos de água têm caudais bastante irregulares, muito baixos no verão e grandes crescimentos no outono e inverno devido à chuva e à fusão das neves.[56]

A várzea do rio Tuerto, afluente do Órbigo, é a maior do município, estendo-se pela sua parte oriental. Porém, o curso de água com o leito mais comprido no município é o rio Jerga, que nasce na {Peña del Gato, perto da portela de Foncebadón, nos Montes de Leão e, depois de passar por Castrillo de los Polvazares, Murias de Rechivaldo, Astorga e Celada de la Vega, desagua no rio Tuerto a poucos quilómetros de Astorga. Outros cursos menores são as ribeiras que desaguam nesses dois rios, como o da Moldera, o de Val Seco ou o do Fontanal.[53]

Clima

O clima é do tipo mediterrânico continental[57][58] (Csb na classificação de Köppen), de transição entre o mediterrânico (Csa) e o oceânico (Cfb). Os invernos são frios, com geadas frequentes, e verões são quentes e secos. A média do mês mais quente não é superior a 22 °C, mas baixa para 10 °C durante cinco ou mais meses. A variação térmica anual ronda os 15 °C e a diário por vezes ultrapassa os 20 °C. As chuvas distribuem-se de forma irregular ao longo do ano, sendo escassas no verão e concentrando-se no final do outono, nos meses de inverno e no princípio da primavera.[57][58][59] A altitude acima do nível do mar e das áreas em volta, bem como a exposição aos ventos, favorecem uma temperatura geralmente fresca grande parte do ano, sendo especialmente instável e pouco agradável especialmente no inverno e na primavera.[60]

A cidade tem uma estação meteorológica situada em El Sierro, que depende da Agência Estatal de Meteorologia.[59]

Dados climatológicos para Astorga
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 6,9 9,3 12,3 15,2 18,5 23,7 27,3 26,8 23,0 17,1 11,3 7,4 27,3
Temperatura média (°C) 3,0 4,6 7,4 9,4 12,6 16,8 19,6 19,3 16,4 11,6 6,7 3,7 10,8
Temperatura mínima média (°C) -0,9 0 2,6 3,7 6,7 10 11,9 11,9 9,8 6,1 2,1 0 0
Precipitação (mm) 54 55 33 51 55 40 23 28 47 66 79 76 607
Fonte: [61]

AmbienteEditar

Geologia

Em termos geológicos, Astorga situa-se na Zona Asturocidental-Leonesa, a sudoeste do Domínio do Navia-Alto Sil. Os materiais litológicos mais importantes que se encontram no município são, por um lado, áridos naturais do Quaternário e argilas do Mioceno, as quais são tradicionalmente usadas para o fabrico de cerâmica, tanto de forma industrial como artesanalmente, e por outro quartzitos, arenitos e ardósias do Paleozoico. Sobre os depósitos do Mioceno dão-se concentrações de ouro de cráter secundário e baixo rendimento, tanto em terraços aluviais antigas como modernas.[52] Na estratigrafia da parte ocidental do município encontram-se níveis das formações geológicas da Série de Los Cabos, do Câmbrico Superior e do Ordovícico Inferior, e das Ardósias de Luarca, do Ordovícico Médio. Os afloramentos do Paleozoico são flanqueados por níveis do Mioceno sobre os quais de dispoem em áreas extensas os sedimentos do Quaternário e cobrem totalmente as bacias fluviais dos rios Jerga y Tuerto.[52][62]

Flora

A área do município encontra-se na zona climática por altitude supramediterrânica, pelo que a sua vegetação clímax é composta por espécies marcescentes e coníferas.[63][64] Entre elas encontram-se o carvalho-negral , que cresce nas zonas mais frescas e húmidas do oeste do município, sobre depósitos do Quaternário e solos predominantemente silícios, assim como os pinhais plantados, que se encontram principalmente na área do Alto del Cuerno, compostos de espécies como o Pinus sylvestris. A azinheira também está presente, geralmente de forma dispersa, exceto no monte entre Castrillo de los Polvazares e Murias de Rechivaldo, onde forma uma unidade homógenea, que se encontra muito degradada devido ao uso tradicional da azinheira para lenha e carvão, o que também sucede no resto da província.[65]

No estrato inferior encontram-se, por exemplo, o Trifolium arvense e espécies dos géneros Genista e Lavandula. Nas zonas onde não está presente o estrato arbóreo, principalmente nas encostas mais expostas ao sol, devido à fraca qualidade dos solos e à escassez de água, aparecem matagais de alecrim, esteva e Adenocarpus hispanicus. Na várzea do rio Tuerto, há plantações de choupos-negros e também se encontram choupos-brancos, salgueiros e Alnus.[carece de fontes?]

DemografiaEditar

Variação demográfica do município entre 1991 e 2004
1991 1996 2001 2004
12500 12564 12242 12207

PatrimónioEditar

  • Museu do Chocolate
  • Câmara Municipal
  • Museu Romano
  • Celda de las Emparedadas
  • Igreja de Santa Marta
  • Capela de São Estêvão
  • Teatro Gullón
  • Casa-Museu de Leopoldo Panero
  • Catedral

GastronomiaEditar

O prato típico de Astorga é o Cocido maragato, composto, em primeiro lugar, pelas suas sete variedades de carne, depois as verduras (repolho) e a continuação com a sopa com grão.[66]

NotasEditar

  1. Embora em desuso, também existe o gentílico también asturicense, da antiga Asturica Augusta.
  2. Na documentação da ampliação do sítio do Património Mundial "Caminhos de Santiago de Compostela: Caminho francés e Caminhos do Norte de Espanha"[14] figuram um conjunto de elementos de Astorga associados à classificação.[15]

Referências

  1. a b «Cifras oficiales de población de los municipios españoles: Revisión del Padrón Municipal». www.ine.es (em espanhol). Instituto Nacional de Estatística de Espanha. Consultado em 7 de abril de 2017 
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  5. «Partido judicial n.º 5 de León» (em espanhol). Consejo General de Procuradores de España 
  6. a b González 1996, pp. 85-90.
  7. a b Plínio, o Velho,[falta página]
  8. a b «Descripción y datos generales» (em espanhol). Diocese de Astorga. www.diocesisastorga.es. Consultado em 27 de junho de 2013. Cópia arquivada em 6 de março de 2010 
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  10. a b Martín Fuertes 1983, pp. 39-56.
  11. a b Alonso González 2000, p. 42.
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  13. «Bienes de Interés Cultural». Ministerio de Educación, Cultura y Deporte 
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  15. a b «Chemins de Saint-Jacques du Nord d'Espagne. Candidature d'incription sur la liste du Patrimoine Mondial. Proposition d'extension de lincription du Chemim de Saint-Jacques» (PDF) (em francês). Centro do Património Mundial. whc.unesco.org. 2015 
  16. «Resolución de 27 de julio de 2011, de la Secretaría General de Turismo y Comercio Interior, por la que se concede el título de «Fiesta de Interés Turístico Nacional» a la fiesta «Semana Santa» de Astorga (León).» (PDF) (em espanhol). boe.es. Consultado em 10 de agosto de 2011 
  17. «Orden CYT/1429/2011, de 20 de octubre, por la que se declaran Fiestas de Interés Turístico de Castilla y León» (PDF) (em espanhol). Bocyl.es. Consultado em 24 de novembro de 2011 
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