Augusto de Castro
| Augusto de Castro | |
|---|---|
| Nome completo | Augusto de Castro Sampaio Corte-Real |
| Nascimento | 11 de janeiro de 1883 Porto, Portugal |
| Morte | 24 de julho de 1971 (88 anos) Estoril, Cascais, Portugal |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Escritor, advogado, jornalista, diplomata e político |
| Magnum opus | Um díptico |
Augusto de Castro Sampaio Corte-Real GCC • GCSE • GCIH • GOB (Porto, 11 de Janeiro de 1883 — Cascais, Estoril, 24 de Julho de 1971), mais conhecido por Augusto de Castro, foi um advogado, jornalista, diplomata e político com uma carreira que se iniciou nos anos finais da Monarquia Constitucional Portuguesa e se estendeu até ao Estado Novo.[1]
BiografiaEditar
Escritor, jornalista e diplomata, foi um dos mais destacados publicistas do Estado Novo, ganhando notoriedade como comissário da Exposição do Mundo Português, em 1940.
Formou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1903) e exerceu advocacia no Porto. Nesta cidade dirigiu o diário A Província. Já em Lisboa, foi Deputado do Partido Progressista e redactor-principal do "Jornal do Comércio" e cronista de "O Século", onde manteve a secção «Fumo do meu Cigarro». Ensinou ainda no Conservatório (1912-1922) e foi chefe de repartição da Caixa Geral de Depósitos (1919). A 28 de Junho de 1919, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.[2] Em Março de 1924, foi nomeado chefe de missão de 4.ª classe na Embaixada de Portugal em Londres.
Por Decreto de 6 de Junho de 1924 foi transferido para a Embaixada de Portugal junto da Santa Sé, na qualidade de chefe de missão de 1.ª classe, cargo que viria a ocupar também em Berlim, por Decreto de 28 de Setembro de 1929. Foi depois transferido para Bruxelas, pelo Decreto de 18 de Novembro de 1929, e por Decreto de Janeiro de 1931 foi nomeado ministro plenipotenciário em Roma (Quirinal), cargo que desempenhou até 1935.
A 4 de Janeiro de 1935 foi transferido para a legação portuguesa no Vaticano. Ainda nesse ano regressa a Bruxelas, onde permanece até 1938, Em 1942 regressou à actividade diplomática, sendo em 1945 ministro plenipotenciário em Paris.
Foi director do "Diário de Notícias" de 1919 a 1924, de 1939 a 1945, e a partir de 1947 até à data da sua morte. Também colaborou na "Revista Nova"[3] (1901-1902).
Foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito a 25 de Janeiro de 1945, ocupando a Cadeira N.º 5, que pertencera a Eugénio de Castro (1869-1944).
A 2 de Fevereiro de 1950, foi feito Grande-Oficial da Ordem de Benemerência, a 19 de Julho de 1961 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, e a 13 de Julho de 1967, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[2]
Recebeu o Doutoramento Honoris Causa da Universidade do Porto em 1970.
ObrasEditar
- Teatro
- Até que enfim! Revista em 1 Prólogo e 8 quadros. Escrita expressamente para ser representada na récita de despedida do Curso do 5º ano de Teológico-Jurídico de 1901-1902. Coimbra: Tipografia França Amado, 1902.
- Amor à antiga. Comédia em 4 actos. Representada pela primeira vez no Teatro de D. Maria II em 16 de Fevereiro de 1907. Lisboa: Ferreira & Oliveira, 1906; 2ª edição, Lisboa: Empreza Literária Fluminense, 1922.
- Caminho perdido. Peça em 3 actos. Representada pela primeira vez no Teatro D. Maria II em 24 de Março de 1906. Anteriormente havia sido proibida a sua representação, pelo Comissário do Governo, pela ousadia do tema, o que lhe valeu a sua demissão. Lisboa: Livraria Editora Viúva Tavares Cardoso, 1906.
- Chá das cinco. Comédia em 3 actos. 1909.
- Vertigem. Peça em 4 actos. Representada pela primeira vez no Teatro de D. Amélia, de Lisboa, na noite de 18 de Fevereiro de 1910. Porto: Livraria Magalhães & Moniz, limitada, 1910.
- As Nossas Amantes. Comédia em 3 actos. Representada pela primeira vez no Theatro da Républica em 3 de Janeiro de 1912. Lisboa: Livraria Ferreira, 1912.
- A Culpa. Peça em 1 acto. Representada pela primeira vez no Teatro República de Lisboa, em Abril de 1918. Lisboa: Portugália, 1918.
- Amor. Peça em 4 actos, com 1 Prólogo e 1 Epílogo. Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade, 1934. [inédita na cena].
- As mulheres e as cidades (1928)
Referências
- ↑ «AUGUSTO DE CASTRO SAMPAIO CORTE REAL (AUGUSTO DE CASTRO)» (PDF). Parlamento / Publicações online. Consultado em 28 de dezembro de 2012
- ↑ a b «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Augusto de Castro". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 16 de fevereiro de 2016
- ↑ Pedro Mesquita (25 de Junho de 2013). «Ficha histórica: Revista nova(1901-1902)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de setembro de 2015