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Aulo Cecina Alieno

Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Aulo Cecina.
Aulo Cecina Alieno
Cônsul do Império Romano
Consulado 69 d.C.
Morte 79 d.C.

Aulo Cecina Alieno (em latim: Aulus Caecina Alienus; m. 79) foi um general e político romano nomeado cônsul sufecto para o período de setembro a outubro de 69 com Fábio Valente, ambos aliados do imperador Vitélio. Era oriundo de Vicentia[1].

Tácito o descreve como um homem bonito e de ambição sem limites, um orador talentoso e um favorito dos soldados.

CarreiraEditar

Em 68, Alieno foi questor da província da Bética e foi nomeado legado pelo imperador Galba depois da morte de Nero. Contudo, quando se soube que Cecina havia ganho dinheiro com suborno, Galba o processou por desvio de dinheiro público[2]. No final de 68 e início do ano seguinte, Cecina desertou Galba e passou a servir como legado da Legio IV Macedonica, sediada em Mogoncíaco e aliada a Vitélio, de quem ele recebeu o comando de todo o exército da Germânia Superior. Por ordem dele, Alieno marchou para o norte da Itália, onde iria se encontrar com o exército de Fábio Valente, que vinha da Gália, para enfrentar as forças de Otão, que havia assassinado Galba e controlava as legiões italianas[3]. No caminho, Cecina derrotou os helvécios[4] e chegou até Verona, ocupando a região do vale do Pó[5]. Depois de ser derrotado na Batalha de Locus Castrorum, perto de Cremona, por Suetônio Paulino, Cecina se juntou às forças de Valente e os dois venceram a Primeira Batalha de Bedríaco em 14 de abril de 69, o que levou Otão ao suicídio[6].

Em Lugduno e depois em Roma, Cecina e Valente receberam muitas honras do novo imperador[7]. Em setembro, os dois assumiram o posto de cônsules sufectos com mandato até o final do ano. Cecina foi nomeado por ele comandante geral das forças vitelianas contra os exércitos flavianos[8]. Temendo uma derrota, Cecina foi capturado por seus soldados quando tentava bandear para o lado de Vespasiano[9]. Depois da derrota para Vespasiano na Segunda Batalha de Bedríaco, Cecina foi capturado por Antônio Primo, o legado da VII Galbiana e enviado a Vespasiano, que o recebeu bem[10]. Em Roma, Vitélio, que culpou Cecina pela derrota, o substituiu por seu confidente Rósio Régulo em 31 de outubro por um dia[11].

Em 79, Cecina participou de um complô contra Vespasiano com Éprio Marcelo e acabou sendo executado por ordem de Tito, filho dele[12].

Ver tambémEditar

Referências

BibliografiaEditar