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Aura Abranches
Aura, numa propaganda brasileira de 1918.
Nome completo Aura Abranches Ruas Pinto Grijó
Nascimento 9 de maio de 1892
Anjos, Lisboa
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Morte 22 de março de 1962 (69 anos)
São Mamede, Lisboa
Ocupação Actriz e dramaturga
Cônjuge Joaquim Pinto Grijó (1876-1934)
IMDb: (inglês)

Aura Abranches Ruas Pinto Grijó (Anjos, Lisboa, 9 de maio de 1892São Mamede, Lisboa, 22 de Março de 1962) foi uma actriz e dramaturga portuguesa.[1]

BiografiaEditar

 
Aura Abranches (2 de fevereiro de 1924).

Filha do empresário Luís Gonzaga Viana Ruas e de sua mulher a actriz Margarida Adelina Abranches, nasceu na Rua das Olarias, número 95, 1º andar, da freguesia dos Anjos. Fez os estudos preparatórios no Convento do Santíssimo Sacramento, em Alcântara. Estreou-se em 1908 no Teatro D. Maria II, na comédia Zefa.

Foi uma das primeiras figuras do teatro português na primeira metade do século XX. Fez diversas digressões artísticas a África e a vários estados do Brasil, à frente da Companhia Abranches-Chaby Pinheiro. Além do teatro, trabalhou em cinema. Estreou-se em Lisboa, Crónica Anedótica (1930), de Leitão de Barros, seguindo-se Rosa de Alfama (1953) e Dois Dias no Paraíso (1958). O papel de Dona Felicidade em O Primo Basílio (1959), de António Lopes Ribeiro, foi a sua derradeira aparição cinematográfica. Nos últimos anos de vida, colaborou activamente em folhetins e em teatro radiofónico na Emissora Nacional e na Radiotelevisão Portuguesa.

Pertenceu ao elenco da Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro. Obteve grande êxito em peças como O Amigo de Peniche, Auto da Barca do Inferno, Conde Barão, Blanchette e A Alegria de Viver. Casou a 21 de fevereiro de 1916 com o actor Joaquim Pinto Grijó, enviuvando em 1934. Foi mãe do ceramista Fernando Abranches Ruas Pinto Grijó.

Como escritora dramática, escreveu Madalena Arrependida, peça estreada no Brasil em 1922, Aquele Olhar, Três Cães a Um Osso, Comédia da Vida em colaboração com Branca de Gonta Colaço. Publicou as Memórias da sua mãe, a actriz Adelina Abranches em 1947.

Faleceu de um tumor maligno no estômago, aos 69 anos, na Rua Rodrigo da Fonseca, número 95, rés-do-chão, onde residia, sendo sepultada no jazigo de família, no Alto de São João.

Referências

  • Grande História Universal Ediclube, 2006.
  • Dicionário Universal Ilustrado, Ed. João Romano Torres & Cª.1911.
  • Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.
  • Nova Enciclopédia Portuguesa, Ed. Publicações Ediclube, 1996.