Avenida Goiás (Goiânia)

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A Avenida Goiás, por vezes chamada de Avenida Goiás Norte, é uma avenida da cidade brasileira de Goiânia e é, atualmente, uma das principais vias públicas da cidade. Inicia-se na Praça Cívica, estendendo-se até ao Jardim Balneário Meia Ponte, na região norte. Faz o principal cruzamento da cidade com a Avenida Anhanguera.

Avenida Goiás
Avenida Goiás (Goiânia)
Vista da Avenida Goiás, com destaque para o relógio
Estado Goiás
Cidade Goiânia
Bairro(s) Centro, Norte Ferroviário, Crimeia Leste, Urias Magalhães, Jardim Ipê

Declarada patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no ano de 2004, um trecho da avenida Goiás que corre ao longo do Centro de Goiânia foi objeto de uma ampla reestruturação. Esse projeto visa a valorização da principal avenida da cidade, inspirada nos boulevard franceses.

Na avenida estão os principais monumentos em art decó de Goiânia, destacando-se: o Grande Hotel, o Coreto, o Monumento ao Bandeirante (no cruzamento com a avenida Anhanguera) e O Violeiro.

A Avenida Goiás conta com faixa exclusiva para transporte de ônibus público da Rede Metropolitana de Transporte Público de Goiânia (RMTC), e receberá o Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul concedida pela Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTC).

História

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Inicialmente chamada de Avenida Pedro Ludovico (e, em alguns casos, Avenida Central), a Avenida Goiás esteve no plano original de Goiânia do engenheiro Attilio Corrêa Lima. Em sua concepção, era a principal avenida da cidade em relação as demais, especialmente pelo eixo monumental desenvolvido na via. A via reuniu várias esculturas e monumentos de relevância em Goiânia, como o Monumento ao Bandeirante, doado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1942.[1]

O crescimento de Goiânia e a especulação imobiliária fez com que a avenida se transformasse ao longo do tempo. Attilio Corrêa Lima pensava a Avenida Goiás como um corte do centro comercial, fazendo uma ligação do poder administrativo do município com a Praça da Estação Ferroviária. As paradas de ônibus foram construídas a partir da década de 1960, o que também intensificou o fluxo de veículos e impediu o uso da Avenida Goiás como uma avenida-parque pela população.[2]

Na década de 1970, o canteiro central da via também foi modificado e, na mesma época, a Feira Hippie de Goiânia foi transferida para a região. Apesar disso, a Avenida Goiás continuou tendo relevância em Goiânia, sobretudo por ter sido palco de eventos como as manifestações pelas Diretas Já, em 1983. A feira ocorrida na via só foi remanejada em 2003, a partir da reconfiguração paisagística da Avenida Goiás.[2]

Com a expansão da avenida para a região norte da cidade, a Avenida Goiás passou a abrigar vários pontos da cidade, como o Araguaia Shopping (e o Terminal Rodoviário de Goiânia),[3] a Praça do Violeiro[4] e o Passeio das Águas Shopping.[5] Na década de 2010, as obras do BRT Norte-Sul provocaram uma mudança significativa na avenida.[6][7]

Referências

  1. Silva, Ana Caroline Caixeta (2015). «Narrativa histórica na Avenida Goiás». II Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da UEG. Consultado em 15 de agosto de 2023 
  2. a b Grande, Ivan Oliveira de; Boaventura, Deusa Maria Rodrigues (2015). «Contradições no centro tradicional de Goiânia: usos e transformações no espaço da praça cívica e avenida Goiás». PerCursos. Consultado em 15 de agosto de 2023 
  3. «Goiânia sedia a segunda edição do evento "Samu em Exposição"». G1. Consultado em 7 de fevereiro de 2012 
  4. «Setor Urias Magalhães». Goiás de Norte a Sul. Consultado em 26 de agosto de 2012 
  5. «Shopping gigante afeta paisagem e rotina de região». Jornal Opção. Consultado em 26 de outubro de 2016. Arquivado do original em 11 de setembro de 2014 
  6. Ana Helena Borges (19 de julho de 2018). «Como estão as obras do BRT Norte-Sul? Assista ao vídeo para fazer esse passeio por Goiânia». O Popular. Consultado em 26 de dezembro de 2018 
  7. «Trecho da Avenida Goiás será interditado para obras do BRT a partir desta quarta-feira, em Goiânia; veja desvios». G1. Consultado em 15 de agosto de 2023