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Azeredo da Silveira

Antonio Francisco Azeredo da Silveira
Brasil Ministro das Relações Exteriores
Período 1974 – 1979
Antecessor Mário Gibson Barbosa
Sucessor Ramiro Elísio Saraiva Guerreiro
Dados pessoais
Nascimento 22 de setembro de 1917
Rio de Janeiro, RJ
Morte 27 de abril de 1990 (72 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Profissão diplomata

Antonio Francisco Azeredo da Silveira (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1917Rio de Janeiro, 27 de abril de 1990) foi um diplomata brasileiro, ministro das Relações Exteriores no governo de Ernesto Geisel, de 15 de março de 1974 a 15 de março de 1979.

Sua gestão foi marcada pela nova orientação da política externa brasileira, o dito “pragmatismo responsável e ecumênico”, o que resultou em ser o Brasil o primeiro país a reconhecer o novo governo português que pôs fim à ditadura de Salazar, bem como na afirmação da postura em relação à descolonização e à abertura para novos mercados, estabelecendo relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos e o Omã países exportadores de petróleo, portanto indispensáveis na nova conjuntura internacional de aumento de preços. Reconheceu, ainda, a independência de Guiné-Bissau, de Angola e de Moçambique, apoiando o ingresso das ex-colônias portuguesas na ONU, e estabeleceu relações diplomáticas com a República Popular da China.

Azeredo da Silveira recebeu o chanceler da Arábia Saudita, ocasião em que o Brasil se pronunciou pela primeira vez a favor da retirada de Israel dos territórios árabes ocupados e do reconhecimento dos direitos dos palestinos, tendo a delegação brasileira à VII Sessão Especial da Assembleia Geral da ONU, votado uma moção que afirmava ser o sionismo uma “política racista”. Tomando a mesma postura em relação ao regime do apartheid da África do Sul. Ainda em relação à política anticolonialista e anti-racista, apoiou o governo independência do Zimbábue e a independência da Namíbia.

Azeredo da Silveira assinou em Bonn, o Acordo nuclear Brasil-Alemanha, que previa a construção e a instalação de oito centrais nucleares, de uma usina de enriquecimento de urânio e de empresas para fabricação e reprocessamento de combustível atômico e prospecção de minérios.

Com o início do governo de João Baptista Figueiredo, em março de 1979, foi substituído por Ramiro Saraiva Guerreiro, sendo em seguida nomeado Embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Em maio de 1983, foi transferido para a embaixada do Brasil em Portugal, ocupando o cargo até 1985. Em dezembro desse ano, foi transferido para o Quadro Especial da carreira de diplomata e, em setembro de 1987, ao completar 70 anos, para o quadro de aposentados.

Antes de falecer, Silveira concedeu uma entrevista sobre seu período a frente do Itamaraty. Em 2010 essa, entrevista foi publicada em um livro [1]. Em maio de 2000, o embaixador Dário Moreira de Castro Alves fez um discurso traçando, em poucas palavras, a vida de Azeredo da Silveira, seu amigo e colega, de forma bastante completa e muito pungente. [2] Dário teria sido o principal responsável por Geisel ter escolhido Azeredo da Silveira como ministro.[3]

Na ocasião do centenário do Embaixador Antonio Francisco Azeredo da Silveira, em 22 de setembro de 2017, a Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) realizou um seminário sob a direção de seu Presidente, Embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima. A publicação subsequente contém “discursos e conferências de Azeredo da Silveira, bem como notas introdutórias, artigos e ensaios selecionados de diplomatas e professores de relações internacionais”.[4]

BibliografiaEditar

  • SPEKTOR, Matias (Org.). "Azeredo da Silveira: um depoimento". Rio de Janeiro: FGV, 2010. ISBN 978-85-225-0834-1.

Referências

  1. http://silveiradepoimento.com.br/site
  2. http://www.editionsfads.ch/publications_portugues.html ("Palavras do Embaixador Dário Moreira de Castro Alves na homenagem prestada pelo Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores, à memória do Embaixador Antonio Francisco Azeredo da Silveira ao se completarem dez anos de seu falecimento")
  3. GASPARI, Elio (2014). A Ditadura Derrotada 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca. 544 páginas. ISBN 978-85-8057-432-6 
  4. LIMA, Sérgio Eduardo Moreira (Org.). “O Pragmatismo Responsável na Visão da Diplomacia e da Academia”. Brasília, DF: FUNAG, 2018. Disponível em: <http://funag.gov.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=934>. Acesso em: 21 fev. 2018.


Precedido por
Mário Gibson Barbosa
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1974 — 1979
Sucedido por
Ramiro Saraiva Guerreiro


 
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