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B2W Digital
Razão social B2W Companhia Digital
Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa BTOW3: [1]
Atividade Comércio eletrônico
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 13 de dezembro de 2006 (12 anos)
Sede Rio de Janeiro,  Brasil
Proprietário(s) Lojas Americanas
Pessoas-chave Anna Christina Ramos Saicali (Chairman)[1]

Marcio Cruz (CEO)[2]

Empregados 8.000
Produtos Diversos
Valor de mercado Aumento R$ 17,33 bilhões (Abr/2019)[3]
Lucro Baixa R$ -397,4 milhões (2018)[4]
Faturamento Aumento R$ 15,005 bilhões (2018)[5]
Website oficial b2w.digital

B2W Digital é uma empresa de comércio eletrônico criada no final de 2006 pela fusão entre Submarino, Shoptime, Americanas.com.[6][7][8]

As Lojas Americanas possuem o controle acionário do grupo, detendo mais de 60% do capital social; as demais ações restantes são parte integrante do free float. As ações da Companhia são negociadas por meio do código BTOW3 na BOVESPA, no segmento Novo Mercado, que possui o mais alto índice de Governança Corporativa do Brasil. A nova empresa nasceu com cerca de 50% do setor de vendas on-line no país, com forte perspectiva de expansão em diversos canais de distribuição, com o objetivo de competir com as maiores empresas do varejo tradicional.[9]

A nova empresa iniciou as operações em 2006 com o valor de mercado de cerca de R$ 6,5 bilhões, tornando-se a terceira maior do setor no mundo.

A B2W Digital é líder em comércio eletrônico na América Latina. A Companhia opera por meio de uma plataforma digital, com negócios que apresentam forte sinergia e um modelo único, multicanal, multimarca e multinegócios.

A B2W Digital possui um portfólio com as marcas Americanas Empresas, Americanas.com, Submarino, Shoptime, Submarino Finance e Sou Barato, que oferecem mais de 38 categorias de produtos e serviços, por meio dos canais de distribuição internet, televendas, catálogos, TV e quiosques.

Índice

Aumento de capitalEditar

Em janeiro de 2014, a B2W Digital anunciou um aumento de capital no valor de R$ 2,38 bilhões que tem por objetivo melhorar a estrutura de capital da Companhia, utilizando os recursos para amortizar parte da dívida, permitindo que a empresa siga investindo nos pilares do seu negócio, acelerando o seu crescimento e consolidando sua posição de liderança no mercado. A operação contou ainda com a participação do investidor de tecnologia/internet Tiger Global, que entre outras possui participação na Amazon.[10]

AquisiçõesEditar

LogísticaEditar

A B2W anunciou em 14 de Junho de 2014 a aquisição da Direct, maior operadora logística de e-commerce no Brasil, especializada em entregas de itens pequenos. Em 2013, a Companhia já havia realizado a aquisição da Click – Rodo, operadora logística também especializada em entregas para o comércio eletrônico, com foco em itens grandes.[11][12][13]

TecnologiaEditar

No ano de 2013, a B2W realizou a aquisição de três empresas de tecnologia especializadas em desenvolvimento de sistemas e soluções para comércio eletrônico e criou o BIT - B2W Inovação e Tecnologia. Com isso, a Companhia dobrou seu time de tecnologia/internet, que é o maior da América Latina e conta atualmente com mais de 600 engenheiros em escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.[14][15][16]

Empresas adquiridasEditar

  • Uniconsult: Otimização de controle de pedidos (expedição e reversa), de sistemas para operação de múltiplos centros de distribuição e desenvolvimento de sistemas específicos para operação de marketplace;[15]
  • Ideais Tecnologia: Desenvolvimento e otimização das plataformas de venda online, B2B/B2B2C e sistemas mobile;[14]
  • Tarkena: Otimização de sistemas de busca e algoritmos para gerenciamento de frete;[14]
  • Em junho de 2015, a B2W comprou o Sieve Group, grupo de empresas especializadas na prestação de serviços para o e-commerce, entre elas a Sieve, especializada em monitoramento e inteligência de preços online, a InfoPrice focada em monitoramento e inteligencia de preços no mercado offline (varejo físico), a Admatic, de gerenciamento de mídias digitais, Skyhub, integradora de Marketplace e o Site Blindado, focado em soluções de segurança.[16]

Vendas de AtivosEditar

Em setembro de 2015 a companhia vende a Ingresso.com por R$280MM e também finaliza a venda do Submarino Viagens para a CVC.[17][18]

CompetiçãoEditar

Na época de sua criação, a empresa era responsável por mais da metade do comércio eletrônico brasileiro recém surgido.[6] Porém, o crescimento do comércio eletrônico chamou a atenção de grandes redes de varejo, que passaram a explorar o setor com estratégias de forte agressividade em preço, com isso a B2W viu sua participação de mercado reduzir entre os anos de 2009 e 2011. No segundo semestre de 2012, a Companhia iniciou um processo de virada de suas operações, investindo fortemente em tecnologia e logística com o objetivo de estar mais perto dos clientes e oferecer uma melhor experiência de compra. Como reflexo dessas melhorias, a Companhia voltou a crescer venda acima do mercado e tem apresentado nos últimos anos um crescimento médio de 30%. Além disso, a Companhia registou uma forte evolução nos indicadores de atendimento ao cliente, recebendo inúmeros prêmios.

Software AbertoEditar

Ao longo de 2016 e 2017 a B2W Digital lançou seus dois primeiros projetos de código aberto, o Marvin-AI, plataforma de inteligência artificial e o restQL, uma linguagem de consulta para micro serviços.[19][20][21]

Americanas EmpresasEditar

Americanas Empresas[22] é um site de comercio eletrônico B2B e brasileiro do grupo B2W Digital voltado exclusivamente para vendas para pessoas jurídicas, fundando em fevereiro de 2019, tendo como marca-mãe a Americanas.com. A nova marca possui um funcionamento totalmente independente, tanto operacional, quanto de público-alvo, proporcionando uma experiência de compra em duas modalidades de vendas corporativas: uso e consumo e revenda.[23]

Apesar da alusão à marca Americanas.com, elas se distinguem quanto os tipos de clientes aceitos. Não é permitido mais compradores pessoas jurídicas nas demais marcas da B2W Digital devido às regras de emissão da NF-e 4.0 que entrou em vigor[24] no Brasil, em meados de 2018, portanto, enquanto a Americanas.com vende exclusivamente para pessoas físicas, a Americanas Empresas surgiu para vender exclusivamente para pessoas jurídicas em canal próprio, garantindo as particularidades fiscais.

HistóriaEditar

Após mudanças fiscais efetuadas no Brasil em 2018, onde houve a criação da nota fiscal eletrônica 4.0,[25] o grupo que operava as marcas Americanas.com, Submarino e Shoptime, se deparou com a necessidade de se ajustar estrategicamente para continuar suas vendas para pessoas jurídicas. Com isso, inicialmente foi criado um portal à parte chamado B2W Empresas, o primeiro e-commerce a aceitar o cartão BNDES,[26] para que as vendas de uso e consumo e revenda por parte de clientes que utilizam um CNPJ pudessem continuar sendo realizadas.

Paralelamente, alguns meses após a implementação, começou a ocorrer dentro da companhia o projeto Americanas Empresas, com o intuito dos consumidores anteriores que já compravam nas marcas nos mesmos portais que atendia B2C e B2B, se sentirem mais familiarizados com a experiência de compra.

No dia 7 de fevereiro de 2019 a nova marca - Americanas Empresas - começou a operar como o único site do grupo a atender o público corporativo, no sistema soft opening. No dia 12 de fevereiro de 2019 a marca Americanas Empresas foi oficialmente lançada e divulgada.[27][28]

A marcaEditar

Tendo como marca-mãe a Americanas.com, a Americanas Empresas foi lançada de modo reformulado, com adaptabilidade de logotipo, identidade visual e tom de voz, próprios para a sua área de atuação e seu objetivo de se comunicar com clientes pessoas jurídicas. A Americanas Empresas foi criada como alternativa para atender clientes que antes realizavam compras com o CNPJ nas demais marcas do grupo. Atualmente a marca opera no Rio de Janeiro, no prédio de tecnologia da B2W Digital com uma equipe de dedicação exclusiva.

A Americanas Empresas é lançada no Brasil evidenciando uma tendência de mercado mundial de comércio eletrônico com foco em B2B.[29][30]

Ligações externasEditar

Referências

  1. «B2W tem prejuízo de R$ 35 mi e anuncia criação de empresa disruptiva». InfoMoney. 7 de março de 2018. Consultado em 7 de março de 2018 
  2. «B2W tem prejuízo de R$ 35 mi e anuncia criação de empresa disruptiva». InfoMoney. 7 de março de 2018. Consultado em 7 de março de 2018 
  3. https://www.bloomberg.com/quote/BTOW3:BZ
  4. «Resultado B2W 4T18» (PDF). B2W Digital. 20 de março de 2019. Consultado em 30 de abril de 2019 
  5. «Resultado B2W 4T18» (PDF). B2W Digital. 20 de março de 2019. Consultado em 30 de abril de 2019 
  6. a b «Os capitães da Internet». Isto É. 29 de novembro de 2006. Consultado em 13 de novembro de 2014 
  7. «B2W sofre prejuízo de R$ 37,9 milhões no terceiro trimestre». Brasil Econômico. 10 de novembro de 2011. Consultado em 19 de novembro de 2011. Enfrentando problemas de logística, a B2W, união da Americanas.com, Shoptime e do Submarino, informou que sofreu prejuízo de R$ 37,9 milhões no terceiro trimestre, ante o lucro de R$ 15,9 milhões apurado um ano antes. [...] No acumulado de janeiro a setembro, a B2W apresenta um prejuízo de R$ 60,4 milhões, ante o ganho líquido de R$ 47,8 milhões obtido em 2010. 
  8. «Multa contra a B2W derruba ações da companhia». Brasil Econômico. 10 de novembro de 2011. Consultado em 19 de novembro de 2011. Nesta manhã, a companhia responsável por Americanas.com, Shoptime e Submarino recebeu multa de R$ 1,7 milhão do Procon-SP e pode ter suas atividades suspensas por três dias em represália ao atraso nas entregas. 
  9. «FolhaOnLine - Submarino e Americanas.com anunciam fusão das operações». Folha de São Paulo - Mercado. Folha Online. 23 de novembro de 2006. Consultado em 2 de maio de 2019 
  10. Moreno, Felipe (24 de janeiro de 2014). «B2W receberá aporte de R$ 2,4 bilhões por investidores a R$ 25 por ação». www.infomoney.com.br. InfoMoney. Consultado em 8 de março de 2018 
  11. «B2W conclui aquisição da Direct Express». Negócios. 1 de setembro de 2014 
  12. «B2W conclui aquisição da Direct Express | EXAME». exame.abril.com.br. Consultado em 8 de março de 2018 
  13. «Cade aprova operação entre Click-Rodo e 8M | EXAME». exame.abril.com.br. Consultado em 8 de março de 2018 
  14. a b c «B2W compra duas empresas para proteger mercado de rivais». Valor Econômico 
  15. a b «B2W anuncia compra da Uniconsult | Next Ecommerce». Next Ecommerce 
  16. a b «B2W compra Sieve e estreita espaço para concorrentes». Valor Econômico 
  17. «CVC conclui compra da Submarino Viagens, que pertencia à B2W | EXAME». exame.abril.com.br. Exame.com. 1 de setembro de 2015. Consultado em 20 de março de 2018 
  18. «B2W fecha venda da Ingresso.com para Fandango Media por R$ 280 milhões». Valor Econômico. 15 de setembro de 2018. Consultado em 20 de março de 2018 
  19. «B2W Digital compartilha sistema de inteligência artificial na web». Valor Econômico. 17 de janeiro de 2018. Consultado em 8 de março de 2018 
  20. «Marvin: B2W disponibiliza na web sua plataforma de Inteligência Artificial». Tecmundo. 18 de fevereiro de 2018. Consultado em 8 de março de 2018 
  21. «restQL, uma linguagem de consulta para microservices, lançada no GitHub». InfoQ. 8 de fevereiro de 2018. Consultado em 8 de março de 2018 
  22. B2W Digital, Releases de resultados (20 de março de 2019). «Release de Resultados da B2W Digital 4T18» (PDF). B2W Digital. Consultado em 19 de abril de 2019 
  23. «O que é o Americanas Empresas - nova marca do B2W Marketplace?». Blog B2W Marketplace. 18 de fevereiro de 2019. Consultado em 19 de abril de 2019 
  24. «Nota fiscal 4.0 entre em vigor hoje (2/8)». IT Forum 365. 2 de agosto de 2018. Consultado em 23 de abril de 2019 
  25. «NF-e 4.0: saiba o que muda com a nova versão da nota fiscal eletrônica». Portal Contabeis. Consultado em 19 de abril de 2019 
  26. «B2W Empresas é o primeiro e-commerce a aceitar o cartão BNDES». B2W Services. 20 de junho de 2017. Consultado em 19 de abril de 2019 
  27. «Confira as principais notícias dos jornais desta quinta-feira». Money Times. 21 de fevereiro de 2019. Consultado em 19 de abril de 2019 
  28. «Americanas.com lança site para vendas corporativas». Coluna do Broadcast. Consultado em 19 de abril de 2019 
  29. News, Redação E.-Commerce (18 de janeiro de 2018). «E-commerce B2B é tendência para a indústria no caminho da alta rentabilidade». E-Commerce News. Consultado em 19 de abril de 2019 
  30. «E-commerce B2B: grande tendência para 2018». Blog Openk Tecnologia. 16 de fevereiro de 2018. Consultado em 19 de abril de 2019