Balística interna

Entende-se por Balística Interna a secção da Balística que estuda os fenómenos que ocorrem dentro do cano de uma arma de fogo durante o seu disparo.[1] Mais especificamente estuda as variações de pressão dentro do cano, as acelerações sofridas pelos projécteis, a vibração do cano, entre outras coisas.

IniciaçãoEditar

Uma arma ao disparar começa por iniciar a carga de pólvora da munição. A queima da pólvora origina gases que por estarem confinados vão originar pressão que por sua vez actua na base do projéctil, fazendo força nele.[2] É graças à obturação que os gases não escapam para mais lado nenhum a não ser a boca do cano. A rapidez de queima é proporcional à pressão, logo, as altas pressões geradas vão acelerar a própria queima. No principio das armas de fogo só existia a pólvora negra. Actualmente existem inúmeras pólvoras diferentes, onde entre cada uma pode variar a sua vivacidade característica, tamanho e forma (que pode ir desdes simples grãos a cilindros ocos, p.e.). Uma pólvora muito viva, queima rapidamente que origina altas pressões rapidamente que por sua vez aceleram a queima.

Seguimento do projéctilEditar

O projéctil só inicia o movimento depois de ter ocorrido o seu forçamento para fora do invólucro e nas estrias do cano (a não ser que seja um cano de alma lisa) que lhe conferem um movimento rotacional. O projéctil vai então adquirir uma enorme velocidade em pouco espaço (p.e. no fuzil de assalto HK G3 a bala sai do cano com uma velocidade de cerca de 800 m/s que adquiriu em apenas 45cm).

Gráficos de pressãoEditar

Os gráficos de pressão são o tema central da Balística Interna. Para que uma arma tenha um bom rendimento dos gases da queima e ao mesmo tempo tentar ter canos leves e menos resistentes há que olhar para os gráficos de pressão. Se usarmos uma grande carga de pólvora na munição, as pressões máximas são proporcionalmente maiores. Deve-se então jogar com a forma da pólvora de maneira a que queime lentamente ao principio, quando o projéctil avança com pouca velocidade e com maior velocidade quando o projéctil já começa a deixar espaço livre atrás de si devido à sua velocidade. Existem inúmeras maneiras de obter isto, ora com cargas de pólvora menos vivas, ora com a sua quantidade, ora com a forma dos grãos de carga, ora com o peso do projéctil, etc. Estes conceitos não se aplicam tanto a armas portáteis, tanto porque a variedade de pólvoras para estas armas não é muita, e uma boa resistência dos canos não é dificil de atingir.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Army (Fevereiro de 1965). Interior Ballistics of Guns (PDF). Col: Engineering Design Handbook: Ballistics Series. [S.l.]: United States Army Materiel Command. p. 1-2. AMCP 706-150 
  2. Allan A G Ferreira*, Jorge A M de Goisa, Aldélio B Caldeira (2018). «Análise da interação tubo-projétil durante a balística interna de uma munição APFSDS em um canhão 105 mm» (PDF). Instituto Militar de Engenharia (IME). Consultado em 31 de agosto de 2020 

Ligações externasEditar

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