Barra de Santa Rosa

Barra de Santa Rosa
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Barra de Santa Rosa
Bandeira
Brasão de armas de Barra de Santa Rosa
Brasão de armas
Hino
Lema Cultivando venceremos
Apelido(s) "Barra"
Gentílico barrense
Localização
Localização de Barra de Santa Rosa na Paraíba
Localização de Barra de Santa Rosa na Paraíba
Mapa de Barra de Santa Rosa
Coordenadas 6° 43' 12" S 36° 03' 39" O
País Brasil
Unidade federativa Paraíba
Região intermediária[1] Campina Grande
Região imediata[1] Cuité-Nova Floresta
Região metropolitana Barra de Santa Rosa
Municípios limítrofes Cuité, Damião, Casserengue, Algodão de Jandaíra, Pocinhos, Olivedos e Sossêgo (PB).
Distância até a capital 139 km
História
Fundação 1959
Aniversário 8 de maio[2]
Administração
Prefeito(a) Jovino Pereira Nepomuceno Neto (Democratas, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [4] 825,097 km²
População total (IBGE/2015[5]) 15 145 hab.
Densidade 18,4 hab./km²
Clima semi-árido[3] (Bsh)
Altitude 457 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[6]) 0,575 baixo
PIB (IBGE/2008[7]) R$ 50 250,543 mil
PIB per capita (IBGE/2008[7]) R$ 3 804,55

Barra de Santa Rosa é um município brasileiro no estado da Paraíba, localizado na Região Geográfica Imediata de Cuité-Nova Floresta. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2014 sua população foi estimada em 14.999 habitantes. Área territorial de 825 km².

Um dos principais pontos de admiração da cidade está na Praça Frei Martinho, em frente a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde todas as árvores/arbustos são poldadas em várias formas (topearia), incluído vários animais, o nome da praça, e um crucifixo que fica de frente a porta principal da igreja, tudo feito por um dos moradores do município (conhecido na cidade como Seu Biu e o seu filho Evandro).

A cidade de Barra de Santa Rosa é a 3 cidade mais populosa do Curimataú, atrás somente de Cuité e Picuí, e a maior em extensão e tem 26 escolas. Polariza os municípios de Sossego, Damião, Casserengue, Telha dentre outros. O município possui o 4º maior índice de desertificação no Estado da Paraíba e é um pólo de assentamentos rurais.[8].

História

Uma propriedade pertencente a José dos Santos de Oliveira, situada à margem direita do Rio Curimataú, por volta do ano de 1880, deu origem ao atual município de Barra de Santa Rosa, nome que lhe foi atribuído com origem na palavra "barra" que significa o resultado do encontro dos Rios Santa Rosa e Poleiros.

O povoado, propriamente dito, teve início em 1888, num dia de quinta-feira, quando pela primeira vez foi realizada uma feira livre ao pé de uma antiga quixabeira.

O local era ponto de encontro de comerciantes e homens de negócios que tanto vinham do Sertão, como do Brejo e chamando a atenção de muitas regiões.

Logo, muitas famílias foram fixando suas moradias no local.

Sua Emancipação política se deu em 8 de maio de 1959.

Geografia

Clima

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[9] Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas, da Universidade Federal de Campina Grande, mostram que Barra de Santa Rosa apresenta um clima com média pluviométrica anual de 365.8 mm e temperatura média anual de 23.6 °C.

Dados climatológicos para Barra de Santa Rosa
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 31,4 31,0 30,4 29,6 28,5 27,3 27,1 28,1 29,4 30,8 31,5 31,6 29,7
Temperatura média (°C) 24,8 24,7 24,5 24,1 23,3 22,3 21,7 21,9 22,8 23,7 24,4 24,7 23,6
Temperatura mínima média (°C) 20,5 20,7 20,7 20,3 19,7 18,7 17,7 17,7 18,6 19,3 19,9 20,4 19,5
Chuva (mm) 12,3 36,5 74,3 79,1 47,6 41,4 33,5 13,5 7,5 4,7 6,1 8,0 365,8
Fonte: Departamento de Ciências Atmosféricas.[10][11][12][13]

Relevo

As altitudes da maior parte do município variam entre 530 e 550 metros, com declividade elevada ao sul e médias e baixas rumo a leste e nordeste. A altitude na cabeceira do Rio Caraibeiras, na Serra do Sabão atinge 650 metros.[3]

Hidrografia

Barra de Santa Rosa está inserida nos domínios da bacia hidrográfica do rio Curimataú. Tem como principais tributários são os rios da Caraibeira, Curimataú e Guandu e os riachos do Soares, da Ramada, do Bombocadinho, Fechado, do Guandu, Fundo, da Cruz, das Caraibeiras, Peleiro, da Piaba, das Meninas, do Acauã, Samambaia, Riachão, do Cantinho, Catolé, do Lajedo, da Gangorra, do Espinheiro, do In ácio, da Barriguda, do Catucaí, do Urubu, da Bola, da Cachoeira, da Catingueira, do Sabão, Souto, do Salgado, dos Barreiros, do Padre e Jandaíra, todos de regime intermitente. Conta ainda com os açudes Poleiros (7.933.700 m³) e o Açude Público Curimataú.[3]

Bairros

  • Centro
  • Beira Rio
  • Tribofe
  • São Francisco
  • Conjunto Francisco Inácio da Silva
  • Tancredo Neves
  • Naldo Ribeiro Diniz
  • Lico Pascoal

Economia

A economia do município está baseada no setor primário, cuja participação é superior à 75,1%. representado pela agricultura e a pecuária. Os principais produtos agrícolas cultivados no município são sisal, algodão, milho, feijão e mandioca. Na pecuária, destaca-se a criação de bovinos, caprinos e ovinos, além da avicultura e a criação de galináceos.

A participação do setor secundário é inferior a 10%. O setor terciário, por sua vez, contribui com 5 a 25%.[3]

Pontos Turísticos

Praça Frei Martinho

Com a construção da igreja matriz em Barra de Santa Rosa, pelo frade franciscano Frei Martinho, restou um grande espaço na frente da mesma e a comunidade começou a usar nas tardes como local de encontros. As crianças usavam aquele espaço para jogar peladas de futebol. Quando o 3º Batalhão De Engenharia Do Exercito chegou na cidade, em 1959, com o objetivo de construir o açude do curimataú, dois benefícios o exercito fez, o primeiro foi a construção de uma quadra de esportes na escola professor José coelho. O segundo foi a construção da praça Frei Martinho, num terreno doado pelo Sr. Silvino Casado, pai de Chico de Silvino, um agricultor da região. No governo municipal cuja administração coube ao Sr. José Ribeiro Diniz, que durou de 1963 a 1969, a praça foi totalmente reconstruída. Houve ainda uma reforma no governo de Sólon Diniz (que durou de 1989 a 1992).

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. «O Governador do Estado da Paraíba» 
  3. a b c d «Diagnóstico do município de Barra de Santa Rosa» (PDF). Ministério das Minas e Energia. 2005. Consultado em 8 de outubro de 2009 
  4. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  5. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil «Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)» Verifique valor |url= (ajuda). 2000. 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  8. IFPB - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba. Líderes de Barra de Santa Rosa se reúnem com gestores do IFPB; Disponível em <[1]> Acesso em 11 de Abril de 2014.
  9. «Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro» .
  10. «TEMPERATURA COMPENSADA MENSAL E ANUAL DA PARAÍBA». Departamento de Ciências Atmosféricas. Consultado em 14 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 
  11. «TEMPERATURA MÍNIMA MENSAL E ANUAL DA PARAÍBA». Departamento de Ciências Atmosféricas. Consultado em 14 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 
  12. «PRECIPITACAO MENSAL». Departamento de Ciências Atmosféricas. 1911–1990. Consultado em 14 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 
  13. «TEMPERATURA MAXIMA MENSAL E ANUAL DA PARAIBA». Departamento de Ciências Atmosféricas. 1911–1980. Consultado em 14 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 

Ligações externas

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