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Basílio Villani

político brasileiro
Basílio Villani
Nascimento 3 de setembro de 1940 (79 anos)
Bauru
Cidadania Brasil
Ocupação político

Basílio Villani nasceu no dia 3 de setembro de 1940, na cidade de Bauru em São Paulo e foi administrador de empresas, bancário e político brasileiro. Foi filho de de Francisco Villani e Serafina Tambulato Villani.[1] Casou-se com Precides Paiola Villani, com quem teve três filhos.[2]

Mudou-se para o Paraná e, em 1978, matriculou-se no curso de administração de empresas na Faculdade de Administração e Economia da Universidade Federal do Paraná, graduando-se no ano de 1982.

Formação profissionalEditar

Iniciou sua vida como bancário, fundando e presidindo a Associação dos Funcionários do Bamerindus. Após se formar na faculdade, dirigiu e foi presidente da Cooperativa dos Bancários de Curitiba, de 1985 a 1986.

Carreira políticaEditar

Filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (atual MDB), foi eleito deputado federal constituinte em 1986,[3] contudo, o Tribunal Regional Eleitoral negou o registro de seu nome por conta de uma acusação de abuso de poder econômico.[2] Basílio foi inocentado pelo Tribunal Superior Eleitoral e, após assumir seu mandato no dia 1 de fevereiro de 1987, tornou-se filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Na Assembléia Nacional Constituinte, trabalhou como titular da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças e da Subcomissão do Sistema Financeiro. Também foi suplente da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições e da Subcomissão do Sistema Eleitoral e Partidos Políticos.

Projetos na Assembleia Nacional ConstituinteEditar

Durante seu mandato na Constituinte, Basílio Villani votou a favor:

  • Da soberania popular;
  • Do presidencialismo;
  • Da anistia aos pequenos e micro empresários;
  • Da unicidade sindical;
  • Do mandato de cinco anos do presidente José Sarney.

Votou contra projetos como:

  • Rompimento da diplomacia com países que praticam políticas de discriminação racial;
  • Aborto;
  • Pluralidade sindical;
  • Criação de fundo de apoio à reforma agrária;
  • Legalização do jogo do bicho;
  • Estatização do sistema financeiro;
  • Nacionalização do subsolo;
  • Jornada semanal de 40 horas;
  • Limitação de encargos da dívida externa;
  • Demissão sem justa causa;
  • Limitação do direito de propriedade privada;
  • Remuneração 50% superior para o trabalho extra;
  • Pena de morte;
  • Limite de 12% ao ano para juros reais
  • Turno ininterrupto de seis horas;
  • Mandado de segurança coletivo;
  • Voto aos 16 anos;
  • Proibição do comércio de sangue
  • Desapropriação da propriedade produtiva.

Promulgada a Constituição de 5 outubro de 1988, Villani retornou aos trabalhos legislativos da Câmara, presidindo o diretório regional e, em 1989, tornou-se secretário-geral do PTB. No mesmo ano, foi transferido para o Partido da Reconstrução Nacional (PRN),[4] formado por conta da candidatura de Fernando Collor de Melo à presidência da República. Nos anos de 1989 e 1990, foi participante ativo das comissões de Finanças e de Finanças e Tributação. Em 1990, foi um dos vice-líderes do PRN na Câmara e também vice-presidente do partido no estado do Paraná.

Em outubro de 1990, Basílio Villani foi reeleito ao cargo de deputado federal, tomando posse no mês de fevereiro do ano seguinte, prosseguindo seus trabalhos na Comissão de Finanças e Tributação. Nos dias 29 e 30 de setembro de 1992, Villani foi um dos 38 parlamentares que foram contrários ao processo de impeachment do presidente Collor, acusado de crime de responsabilidade pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A abertura foi aprovada por 441 votos. No mesmo ano, desta vez filiado ao Partido Democrático Social (PDS), foi ativo na CPI mista (Senado e Câmara) que tratava de assuntos como irregularidades do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Atuou como segundo-vice-presidente na comissão especial do projeto de Emenda Constitucional nº17/91, não deixando de participar da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Tornou-se filiado ao Partido Progressista Reformador (PPR) em 1993 e, no ano seguinte, teve participação na CPI sobre a evasão de divisas e fuga de capital. Ao longo desse mandato, votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e do Fundo Social de Emergência (FSE), ambos eram estratégias para garantir o financiamento do Plano Real. No mês de outubro de 1994, Basílio foi reeleito pelo PPR, com maioria de votos nas bases eleitorais das regiões do centro-oeste e norte do estado. Integrando a Comissão de Orçamento como segundo vice-presidente e a Comissão de Finanças e Tributação como membro titular, tornou-se também vice-líder do partido.

Em 1997, transferiu-se do Partido Progressista Brasileiro (PPB) para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB),[4] tornando-se titular das comissões de Agricultura e Política Rural e de Viação e Transporte. Em fevereiro do mesmo ano, mostrou ser a favor da emenda que possibilitava a reeleição para presidentes, governadores e prefeitos e do projeto que aprovava o fim da estabilidade no serviço público em caso de mau desempenho do servidor.

Em 1998, no mês de outubro, foi reeleito deputado federal pelo PSDB. No mês de novembro, votou a favor dos destaques da reforma da Previdência, com propostas de adoção de idade mínima e tempo de contribuição para aposentadorias no setor privado e estabelecimento de teto para as aposentadorias de funcionários públicos. Durante seu novo mandato em 1999, tornou-se vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados, representando o partido na Comissão de Orçamento, ainda presidindo o mesmo no estado do Paraná nos anos de 2001 a 2003. Em seu mandato, votou a favor da recriação da CPMF, da demissão de funcionários públicos por mau desempenho e da extinção de juízes classistas.

Em outubro de 2002, durante seu pleito, Basílio Villani não disputou a reeleição para a Câmara, dedicando-se apenas na campanha do candidato Beto Richa (PSDB) para o governo do estado. Ocupou seu cargo de presidência do partido no Paraná até março de 2003. Nesse mesmo ano, afastou-se da carreira política por problemas cardíacos.

Referências

  1. «Conheça os Deputados». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 26 de setembro de 2018 
  2. a b Brasil, CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «VILLANI, BASILIO | CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 26 de setembro de 2018 
  3. «Basílio Villani - CPDOC». CPDOC. Consultado em 2 de janeiro de 2018 
  4. a b «Conheça os Deputados». Portal da Câmara dos Deputados