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Batalhão de Operações Especiais (PMDF)

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Batalhão de Operações Policiais Especiais
Brasão BOPE.jpg
Simbolo BOPE-PMDF
País  Brasil
Estado  Distrito Federal
Corporação Polícia Militar do Distrito Federal
Subordinação Comando de Missões Especiais (CME)
Missão Operações especiais
Sigla BOPE
Criação 1971
Lema Operações Especiais... Caveira! / "Ultima Ratio" / "Ripan qui duran est"
Comando
Major Edson Gondim Silvestre

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) é a unidade brasileira de elite da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Seu efetivo é composto por um grupo seleto de Policiais Militares, disciplinados e altamente treinados, para situações de alto risco e extremo rigor. É responsável pela execução, com exclusividade, das atividades policiais e de segurança pública complexas e que requeiram um alto grau de especialização de seus profissionais, uso e emprego de técnicas, táticas, armas e equipamentos policiais especiais, dentre elas, o resgate tático de reféns e as ações de detecção, isolamento e desativação de artefatos explosivos.

Por ser uma unidade de elite, o Batalhão possui um grande investimento na compra de equipamentos de ultima geração, e na preparação dos seus policiais que mantem constantes intercâmbios com unidades de elite de todo o mundo. Por estar sediado na capital do país o Batalhão é bastante empregado na proteção das autoridades governamentais do Brasil.

No contexto da Segurança Pública do Distrito Federal o Batalhão é a ''Ultima Ratio'', ou seja, a última resposta.

Índice

HistóriaEditar

 
Policiais do BOPE.

O BOPE foi criado para atender a demanda no policiamento no Distrito Federal, devido ao crescimento rápido do Distrito Federal, a criminalidade cada vez aumentava mais. Antes de se chamar BOPE, em 1971, era a Companhia de Operações Especiais, e já pertencia a estrutura da PMDF, porém 10 anos depois teve seu nome mudado para Companhia de Polícia de Choque, e finalmente em 1999, por um decreto assinado pelo então Governador, a CPChoque passou a se chamar Batalhão de Operações Policiais Especiais.

A partir de mudanças na estrutura operacional da Polícia Militar do Distrito Federal em 2010, o BOPE não tem mais na sua estrutura a Companhia de Controle de Distúrbios Civis (CCDC), Companhia de Policiamento com cães (CPCães), e a Companhia de PATAMO. Já as outras companhias se tornaram independentes do batalhão, o CCDC agora é o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e dentro de sua estrutura conta com a Cia. PATAMO e a CPCães é o Batalhão de Policiamento com cães (BPCães).

AtribuiçõesEditar

O BOPE é hoje um dos mais modernos e avançados grupos de Operações Especiais do país, focando a sua atuação em situações de alto risco, como resgate de reféns, combate ao terrorismo e operações anti e contra-bombas. O Batalhão está pronto para agir em qualquer situação de alto risco em todo o Distrito Federal. Suas principais atribuições são:

  • Resgate de Reféns
  • Combate ao Terrorismo
  • Combate ao Narcotráfico
  • Combate Urbano e Rural
  • Gerenciamento de Crises
  • Desarmamento de Explosivos
  • Intervenções de Alto Risco
  • Proteção de Autoridades
  • Operações Helitransportadas

EstruturaEditar

 
Atirador de precisão do BOPE.

O Batalhão dentro da sua estrutura interna possui sub-unidades, são elas:

  • Grupo de Intervenção 13 de Maio (GI-13) - responsável por toda e qualquer situação que necessite do emprego de Armas e Táticas Especiais, tais como: Resgate de Reféns, Combate ao Terrorismo, Gerenciamento de Crises, Proteção de Autoridades, e ainda o Tiro Policial de Precisão, sendo esse último composto por policiais que possuem curso especifico para tal atividade. Dentre as operações acionadas pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, destaca-se o papel de Grupo de Intervenção na Operação Gerente, onde há risco iminente a vida (resgate de reféns e suicidas armados).
  • Grupo de Negociação Policial - composto por policiais especializados em negociação de crises. A negociação é a primeira alternativa tática empregada numa situação de crise, em virtude de proporcionar uma solução pacífica. Quando acionada a Operação Gerente, a missão do Negociador Policial é conquistar a confiança do causador da crise e convencê-lo a libertar as vítimas, se houver, e se  render. Os policiais desse grupo participam de diversos cursos dentro nessa área, realizados na unidade e em outras co-irmãs.
  • Esquadrão de Bombas - tem a responsabilidade de atender ocorrências, e realizar operações envolvendo artefatos explosivos em todo o Distrito Federal. Dentre estas, existe a Operação Petardo, no qual é um plano de segurança, aprovado através de uma portaria da segurança publica do Distrito Federal, que prevê ao BOPE a total autonomia nos casos envolvendo explosivos.

Além desses grupos, a unidade possui dentro de sua estrutura seções responsáveis por auxiliar as ações do Batalhão, são elas: seção de inteligência, de logística, operacional e ainda uma seção de instrução especializada (SIEsp).

ArmamentoEditar

  • O BOPE possui um armamento diferenciado das outras unidades da PMDF, por se tratar de uma unidade de Elite:
  • Fuzis e Carabinas
    • Bushmaster XM15 calibre 5.56x45
    • Imbel IA2 calibre 5.56x45
    • SIG SAUER SSG 3000 calibre 7.62x51
    • SR 90 calibre 7.62×51
  • Submetralhadoras
    • Heckler & Koch MP5 calibre 9mm
    • Taurus SMT 40 calibre .40 S&W
  • Espingardas
    • Benelli M3T 12
    • Maverick 88 Pump-Action 12 ga.
    • CBC 586.2/7 12/19" CYL Pump-Action 12 ga.
  • Pistolas
    • Glock G17 calibre 9mm

Veículos OperacionaisEditar

  • A unidade possui veículos para serem utilizados em qualquer tipo de missão e terreno, são eles:
  • Nissan Frontier
  • Mitsubishi Pajero Dakar
  • Mitsubishi L200 Triton
  • Chevrolet S10
  • Agrale Marruá AM23
  • Mercedes-Benz Sprinter
  • Ford Transit Furgão
  • Fiat Ducato
  • Comil Campione 3.65 O-500M (comando móvel).

O Batalhão dispõe ainda de uma Lancha de Ações Táticas.

CuriosidadesEditar

O BOPE-PMDF é uma tropa de destaque no país principalmente pelo seu Grupo de Intervenção 13 de Maio (GI-13) e seu Esquadrão de Bombas. Ambas as subunidades detém os mais novos conhecimentos e técnicas aplicados atualmente no Brasil.

O Batalhão de Operações Policiais Especiais através do GI-13 mantém uma grande frequência de intercâmbios e cursos, realizados com diversas unidades especiais do Brasil e do mundo, tais como: SWAT - Special Weapons And Tactics dos EUA, SEK - Spezialeinsatzkommando da Alemanha, GEO - Grupo Especial de Operaciones da Espanha, COPES - Polícia Nacional da Colômbia, COMANF - Comandos Anfíbios-Fuzileiros Navais e o COT - Comando de Operações Táticas da Policia Federal do Brasil, dentre outros.

O Esquadrão de Bombas conta com equipamentos de última geração, visto que o Distrito Federal é um dos lugares com mais ocorrência de artefatos explosivos. São realizados também intercâmbios com outras policias, como a Polícia Nacional da Colômbia, Policia de Segurança Pública de Portugal e US Army – USA. O Esquadrão, inclusive, já ministrou cursos de desarmamento e identificação de explosivos em várias unidades renomadas no Brasil, tais como: o Batalhão de Operações Policiais Especiais (PMERJ), Comandos Anfíbios-Fuzileiros Navais, Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e a Coordenadoria de Recursos Especiais (PCERJ).

SeleçãoEditar

Para integrar a seleta equipe operacional do BOPE é necessário terminar com aprovação o Curso de Operações Policiais Especiais da PMDF. São aceitos integrantes detentores do Curso de Operações Especiais de outras unidades (co-irmãs nacionais e internacionais), após um estágio de adaptação.

Demais integrantes de áreas administrativas, Gerenciamento de Crises e do Esquadrão de Bombas integram a equipe do BOPE, porém é necessário que façam cursos dentro da unidade e que possuam qualificação e notado saber na área fim de atuação.

Curso de Operações Policiais Especiais - COEspEditar

O Curso de Operações Policiais Especiais da PMDF teve seu início a partir dos primeiros integrantes da Corporação que foram fazer o Curso de Operações Policiais Especiais (COEsp) no antigo Núcleo da Companhia de Operações Especiais (NuCOE), instalado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), da PMERJ, Sulacap/RJ, em 1981. Os representantes do Distrito Federal foram o SGT NAILÔ e SD BRITO que trouxeram a doutrina e os conhecimentos adquiridos para a PMDF, e aplicaram nos cursos que seguiram a partir de 1982.

Inicialmente, o conceito de Operações Especiais utilizado nas polícias teve origem nas Forças Armadas, principalmente nos Comandos/FE (Exército Brasileiro) e nos Comandos Anfíbios (Marinha do Brasil). A passagem desta doutrina, inicialmente de guerra, para policiais que atuam sob a égide do Estado Democrático de Direito, necessitou de adaptações e ocorreu em resposta a um mundo em intensa transformação social e de valores no final do século XX, onde, consequentemente, a violência passou a tomar contornos mais complexos.

Ao longo dos anos a PMDF capacitou vários de seus integrantes em Cursos de Operações Especiais e cursos afetos à atividade, de diversas forças, fazendo intercâmbios de conhecimento e consolidando uma doutrina adaptada às necessidades do Distrito Federal. Dentre estes cursos, estágios e intercâmbios em diferentes unidades é possível citar:

  • Curso de Operaciones Policiales Especiales, no GOPE – Grupo de Operaciones Especiales – Chile;
  • Intercâmbio com os MARSOC – USMCORP – USA;
  • Intercâmbio de Operações Especiais - Spezialeinsatzkommando SEK - Alemanha;
  • Curso de Técnicas de Intervenção - RAID - França;
  • Táticas Especiais - SWAT Texas - USA;
  • Especialização em atividades com bombas e explosivos - Policia de Segurança Pública - Portugal;
  • Curso de Operações Antidrogas – US Army – USA;
  • Grupo Especial de Operaciones – GEO – Espanha;
  • Curso de Brechero da División de Fuerzas Especiales da Polícia da Província de Buenos Aires – Argentina;
  • Curso de Negociação da División de Fuerzas Especiales da Polícia da Província de Buenos Aires – Argentina;
  • Curso de Buceo Tático do Grupo de Intervención y Rescate – GIR – da Polícia Nacional do Equador;
  • Curso de Explosivista da Polícia Nacional da Colômbia;
  • Curso de Operações Especiais da Polícia Nacional da Colômbia  – COPES;
  • Curso de Ações Anti e Contra Bombas – PNC – Colômbia;
  • Curso de Operações Policiais Especiais:
    • COEsp –PMRJ;
    • COPE – PMPE;
    • COEsp – Paraná;
    • COEsp – Rio Grande do Sul;
    • COEsp – Goiás;
    • COEsp – Mato Grosso;
    • Comandos e Operações Especiais – COE – SP;
  • Curso de Comandos Anfíbios – Marinha do Brasil;
  • Curso de Comandos – Exército Brasileiro;
  • Estágio Básico Paraquedista – Exercito Brasileiro;
  • Curso de Para-Comandos – Força Aérea Brasileira;
  • Curso de Resgate-SAR – Força Aérea Brasileira;
  • Curso Básico Paraquedista – Força Aérea Brasileira;
  • Curso de Operações Táticas – COT – PF;
  • Curso de Atirador Policial de Precisão – PF;
  • Curso de Contramedidas – PF;
  • Curso de Operações Aerotáticas – CAOP – PF;
  • Curso de Ações Táticas – GATE – SP;
  • Curso de Especialização de Salvamento e Extinção de Incêndio – CESEI – CBMDF;
  • Curso de Ações Táticas – Piauí;
  • Curso de Ações Táticas Especiais – Espírito Santo;
  • Curso de Ações Táticas Especiais – Rio de Janeiro.
  • Curso Intensivo de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga - CIOSAC - PMPE

Todas estas experiências, trouxeram aprimoramento técnico para o Batalhão de Operações Policiais Especiais, que repassa os conhecimentos adquirido ao longo destes anos para os alunos do Curso de Operações Policiais Especiais, atentando para a melhor formação profissional e adequando às necessidade de atuação da PMDF.

Ações do BOPE no Distrito FederalEditar

O BOPE em toda sua história no Distrito Federal obteve 100% de aproveitamento nas suas ações, sejam elas Resgate de Reféns, Intervenções de alto risco e Desarmamento de explosivos. Sendo algumas citadas abaixo:

  • Policiais do BOPE desocupam prédio invadido em Brasília.
    • A Polícia Militar desocupou o Torre Palace Hotel que estava ocupado por um grupo de um movimento de sem teto, uma tentativa de desocupação foi realizada no dia 01 de junho, mas sem sucesso, a partir deste momento o BOPE assumiu a ocorrência com o emprego de Negociadores Policiais, que operaram por mais de 90 horas e como se tratava de um grupo altamente resistente na manhã deste domingo (5), por volta das 6h30, houve a operação para retirar os sem-teto. A ação durou cerca de 40 minutos. Os invasores eram 12 adultos, sendo 4 mulheres com 4 crianças. Foram utilizados dois helicópteros, onde policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) fizeram o acesso pela parte superior do prédio simultaneamente com a equipe do BPChoque que adentrou pelas escadarias. Cerca de 200 policiais foram utilizados na desocupação. Uma das maiores preocupações era assegurar a integridade física das crianças. Elas foram as primeiras a saírem do prédio nos braços dos policias do BOPE e levadas ao Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). Os adultos foram apresentados na Delegacia de Polícia Especializada (DPE), onde responderam pelos crimes de resistência, dano ao patrimônio e tentativa de homicídio. 
  • Homem é imobilizado pelo Bope após fazer cinco pessoas reféns na Asa Sul.
    • Um homem de 30 anos manteve cinco pessoas reféns em uma casa que funciona como pensão na quadra 708 da Asa Sul, na noite do domingo de 30/9/2012. De acordo com testemunhas, por volta das 18 horas, o suspeito começou a atirar objetos como roupas e móveis pela janela da varanda do segundo andar do local. Assustados, os vizinhos, acionaram a polícia duas horas depois do início da confusão. Foi então que o homem colocou uma pilha de objetos na porta da casa, fazendo uma espécie de barricada para impedir que os outros moradores saíssem do local. As cinco vítimas correram, então, para se esconder nos quartos da pensão. Utilizando um facão e um lança e com o rosto coberto com uma camiseta, ele ameaçou, por diversas vezes, explodir a casa com gás. Segundo os policiais, ele também afirmou que iria se matar. Vinte e cinco policiais do Batalhão de Operações Especiais foram acionados. Aproveitando que o homem estava na varanda do 2º andar conversando com o negociador, uma equipe de policiais, por meio de um fosso que dava acesso ao térreo da casa, conseguiu entrar na pensão e libertar os moradores. Uma hora depois, aproveitando um novo momento de distração do homem, um policial desceu pelo telhado do local e conseguiu imobilizar o suspeito. Ninguém ficou ferido.[1]
  • Assaltante fez sete reféns em farmácia em Ceilândia.
    • Os funcionários de uma farmácia chegavam para trabalhar numa quarta-feira, dia 20 de agosto de 2008, quando por volta das 07h30 o assaltante entrou na farmácia com um revólver calibre 38 e rendeu os sete empregados. "Ele anunciou que era um assalto. Estava armado e pediu carteira, celular e dinheiro. Estava bastante tenso", conta o gerente da farmácia, Silas Almeida. Uma mulher que passava pela rua viu o assalto e chamou a polícia. Quando o carro da PM chegava ao local, o assaltante abaixou a porta do comércio. Os funcionários viraram reféns. Roger Duarte Pinto, de 21 anos, um fugitivo da Papuda que se identificou como Francinaldo, pediu um carro, um colete à prova de balas e a presença da avó e de um advogado. Cerca de 40 policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais cercaram a área, que foi isolada. Os policiais passaram a negociar com o bandido. Em duas horas, o sequestrador libertou cinco reféns, mas manteve o office-boy Alex Lisboa e a caixa Regina dos Santos, que ficou o tempo todo sob a mira do revólver. Por volta das 11h, ocorreu um dos momentos mais tensos: Roger foi até a porta da farmácia com os dois reféns e deu um tiro dentro da farmácia. Pouco antes das 13h, a pedido do bandido, o office-boy sai da farmácia para buscar o carro que seria usado na fuga. Quando ele estaciona, policiais do time tático do BOPE abrem a porta e o office-boy é resgatado. O sequestrador dispara e é atingido na cabeça por um atirador de elite do BOPE, que estava do outro lado da rua, numa janela. A operação termina com todos os sete reféns resgatados e sem nenhum ferimento.[2]  
  • Bope desarma bomba em Sobradinho.
    • Uma ação envolvendo o Esquadrão de Bombas da PMDF conseguiu desarmar uma bomba que estava instalada em um carro, na quadra central do setor bancário em Sobradinho. A ação teve inicio por volta de 19h de sábado e terminou às 2h de domingo, 13/12/2015. Os policiais receberam a denuncia de que teria uma bomba amarrada em baixo de um veículo. O local foi isolado, e o BOPE foi acionado. Após horas de trabalho no local, o explosivo que seria acionado por um celular amarrado ao artefato foi desativado. O principal suspeito de ter colocado a bomba no carro é o ex-marido da proprietária do veículo, que não aceitava o termino do relacionamento. Ele já havia feito diversas ameaças e cumpria medida protetiva.[3]

Ver TambémEditar

Ligações ExternasEditar

FontesEditar

  • Meireles, Olivia (1 de outubro de 2012). «Homem é imobilizado pelo Bope após fazer cinco pessoas reféns na Asa Sul». Correio Braziliense. Consultado em 19 de junho de 2016 
  • Recondo, Felipe (21 de agosto de 2008). «Assaltante é morto após fazer 7 reféns no DF». Estadão. Consultado em 19 de junho de 2016 
  • Soares, Eduardo (13 de dezembro de 2015). «Polícia Militar desarma bomba em Sobradinho». Polícia Militar do Distrito Federal. Consultado em 19 de junho de 2016