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Batalha de Termópilas (191 a.C.)

Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Batalha das Termópilas (desambiguação).
Batalha das Termópilas
Guerra romano-selêucida
Thermopylen.png
Data 191 a.C.
Local Termópilas, na Grécia
Desfecho Vitória romana
Beligerantes
República Romana República Romana Império Selêucida Império Selêucida
Comandantes
República Romana Mânio Acílio Glabrião Império Selêucida Antíoco III, o Grande
Forças
22 000 soldados
Alguns elefantes
10 500 soldados
Baixas
Poucas centenas (200 tradicionalmente) 10 000 entre mortos e prisioneiros
Termópilas está localizado em: Grécia
Termópilas
Localização de Termópilas no que é hoje a Grécia

A Batalha dos Termópilas foi travada em abril de 191 a.C. entre as forças do Império Selêucida, comandadas por Antíoco III, o Grande, e da República Romana, sob o comando do cônsul Mânio Acílio Glabrião no contexto da Guerra romano-selêucida

Contexto históricoEditar

As operações militares em 191 a.C. começaram com a invasão de Antíoco III na Acarnânia, que teve muitas de suas cidades postas sob cerco. Em meio as operações, os selêucidas souberam que as tropas romanas haviam cruzado o Adriático e que o rei da Macedônia, Filipe V, acompanhado do pretor romano Marco Bébio Tânfilo marchava para a Tessália[1] e decidiram retornar para Cálcis.

Pouco depois, com o início da primavera, o exército consular de Mânio Acílio Glabrião (formado por duas legiões romanas e outras duas de aliados italianos, perfazendo um total de 20 000 soldados, 2 000 cavaleiros e alguns elefantes[2]) desembarcou em Apolônia, na Ilíria e se juntou ao exército aliado macedônico. A convergência dos três exércitos sobre Pelinna determinaram o sucesso do cerco iniciado pelo rei macedônico e a fuga do rei Aminandro para Ambrácia[2]. A partir daí Acílio Glabrião assumiu o comando do exército romano e marchou, com o beneplácito do rei macedônico, para o sul da Tessália, onde ainda restavam alguns poucos cercos selêucidas a libertar.

Antíoco, sabendo dos últimos eventos, Antíoco ficou muito assustado, pois os eventos ocorreram exatamente como Aníbal havia previsto. Ele decidiu então enviar mensageiros para a Ásia para solicitar que Polixênides seguisse para a Grécia para ajudá-lo. Enquanto isso não acontecia, ele se preparou para o combate no passo de Termópilas com 10 000 soldados, 500 cavaleiros e outros aliados para impedir que os exércitos da coalização romana avançassem mais para o sul[2].

BatalhaEditar

Os selêucidas construíram uma muralha dupla sobre a qual posicionaram suas armas de cerco. Antíoco posicionou também 2 000 etólios para guardar os estreitos passos de montanha (os mesmos aproveitados pelos persas na famosa Batalha de Termópilas) e levou o resto de suas forças para Heracleia Traquínia[3].

O comandante romano, que conhecia a história grega, lembrou da existência dos passos na montanha e enviou dois de seus tribunos, Lúcio Valério Flaco e Marco Pórcio Catão, à frente de equipes selecionadas por eles para contornar as montanhas à noite e expulsar os etólios da melhor maneira que pudessem. Lúcio não conseguiu o intento, pois enfrentou uma competente defesa dos etólios, mas Catão conseguiu surpreender os inimigos ainda dormindo e conseguiu vencê-los depois de um duro combate[3].

Enquanto Mânio liderou seu exército contra a vanguarda de Antíoco em linhas retas, a única forma possível no passo estreito, Antíoco posicionou suas tropas ligeiras à frente das falagens, que estavam adiante do acampamento com os arqueiros e fundeiros à direita, no sopé de uma das montanhas, e os elefantes do lado esquerdo, perto do mar[3].

As tropas ligeiras de Antíoco atacaram primeiro, vindas de todos os lados, mas os romanos receberam o ataque bravamente, cedendo à princípio, mas avançando e forçando o recuo selêucida em seguida. As falanges se abriram para permitir o recuo das tropas ligeiras e se fecharam para o avanço, com as longas lanças formando uma densa e mortal parede de combate, uma tática com a qual os macedônios, desde os tempos de Alexandre, o Grande, venceram seus inimigos repetidas vezes[4].

Neste momento, os etólios derrotados por Catão apareceram subitamente no acampamento de Antíoco. A princípio, nenhum dos dois lados soube o que estava acontecendo e houve uma confusão em ambas as fileiras. Porém, logo apareceu o próprio Catão à frente de suas forças gritando vitória. As tropas gregas, que já conheciam a fama militar dos romanos e sem saber o tamanho da força de Catão, entraram em pânico. Temendo pela segurança do acampamento, os gregos voltaram em desordem com a intenção de defendê-lo, mas foram seguidos de perto pelos romanos. Uma nova debandada se seguiu e os romanos partiram em perseguição, matando muitos e capturando outros. Quando voltaram, os romanos expulsaram os etólios, que haviam se aproveitado para entrar no acampamento romano, e saquearam o acampamento grego[4][5].

As perdas romanas foram irrelevantes (cerca de 200 soldados) enquanto que a maior parte do exército se Antíoco foi morto ou capturado. O próprio Antíoco fugiu com 500 cavaleiros para Éfeso[6]

Referências

  1. Lívio, Ab Urbe Condita XXXVI, 13-14.
  2. a b c Apiano, Guerras Sírias 17.
  3. a b c Apiano, Guerras Sírias, 18.
  4. a b Apiano, Guerras Sírias, 19.
  5. Frontino, Stratagemata, II, 4.4.
  6. Apiano, Guerras Sírias, 20.

BibliografiaEditar

Fontes primáriasEditar