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Batalha de Maratona
Guerras Médicas
Plain of Marathon 1.jpg
A planície de Maratona nos dias atuais.
Data Agosto/Setembro (métagitnion) de 490 a.C.
Local Mícale, Jônia
Desfecho Vitória grega
  • Campanha persa contra a Grécia é abandonada por dez anos;
Mudanças territoriais A Pérsia perde o controle das Ilhas Egeias; a Jônia inicia uma segunda revolta contra o domínio persa
Beligerantes
Atenas
Plateias
Império Persa
Comandantes
Milcíades
Calímaco  
Aristides
Xantipo
Temístocles
Stesilaos 
Dátis
Artafernes
Hípias
Forças
9 000 – 10 000 atenienses
1 000 plateianos
25 000 soldados de infantaria e 1 000 de cavalaria (estimativas modernas)

100 000+ remadores armados e marinheiros
600 trirremes

200+ navios de suprimentos
Baixas
192 atenienses, 11 plateianos mortos (Heródoto)
1 000 – 3 000 mortos (estimativas modernas)
6 400 mortos
7 navios afundados (Heródoto)
4 000 – 5 000 mortos (estimativas modernas)

A batalha de Maratona (em grego: Μάχη τοῡ Μαραθῶνος; transl.: Māche tou Marathōnos) ocorreu durante a Primeira Guerra Médica, em setembro de 490 a.C., numa planície a leste de Atenas.

O general helênico Milcíades, avisado do desembarque persa, incumbiu os atenienses de lhe fazerem frente. Ao mesmo tempo, enviou Fidípides a Esparta para solicitar ajuda, o que o fez correr cerca de 200 quilômetros em menos de um dia. Os espartanos prometeram acatar o pedido, mas argumentaram que devido a razões religiosas (encontravam-se no nono dia do mês lunar) não poderiam fazê-lo antes de seis dias. Milcíades, contudo, não podia esperar tanto tempo, e se lançou ao ataque contra os persas com os efetivos que dispunha.

O número de atenienses provavelmente girava em torno de dez a quinze mil combatentes, ao passo que as forças persas provavelmente seriam de vinte a trinta mil homens. Heródoto afirma que os persas possuíam seiscentos barcos, conquanto outros autores gregos aumentem as forças inimigas até um milhão de efetivos — dado exagerado e inverossímil. Durante a batalha, os gregos cercaram os persas, que responderam com uma chuva de flechas, levando os gregos a precipitarem contra o inimigo e forçando a disposição das tropas em formações fechadas, o que impedia o uso da cavalaria.

Esta ação foi determinante, pois os persas não podiam fazer muito contra as largas lanças das forças gregas preparadas para um combate corpo a corpo, já que seus arcos não os serviam e as espadas, punhais e espadas curtas não podiam fazer grande dano aos gregos protegidos com couraça. Os persas ofereceram grande resistência, conseguindo romper por um momento o cerco grego, que logo foi reagrupado. Os gregos, então, fizeram recuar os persas até o local do desembarque, onde se deu a última parte do combate.

Os atenienses capturaram sete barcos, mas eram insuficientes para impedir a retirada do exército inimigo, que foi totalmente massacrado. Do lado persa houve cerca de 6.000 baixas, e pelos atenienses morreram 192 hoplitas. As tropas persas, derrotadas, regressaram à Ásia, mas isto não significava que o problema estava solucionado entre persas e gregos, pois logo ocorreria uma nova guerra.

Segundo conta a lenda, Fidípides recebeu de Milcíades a ordem de correr os 42 quilômetros (250 estádios) que separavam a cidade de Maratona da cidade de Atenas, a fim de comunicar a vitória grega. Após tê-la anunciado com a frase "Alegrai-vos, atenienses, nós vencemos!", teria caído morto devido ao esforço.

FotosEditar

FontesEditar

 
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