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Batalha de Teruel
Parte da Guerra Civil Espanhola
Espagne guerre octo.png
A Espanha em 1937 pouco antes da Batalha de Teruel. Teruel é logo ao sul de Saragoça. Azul é a Espanha Nacionalista e em vermelho a Espanha Republicana.
Data 15 de Dezembro de 1937 - 22 de Fevereiro de 1938
Local Teruel, Aragão, Espanha
Desfecho Vitória nacionalista
Beligerantes
Segunda República Espanhola República Espanhola Espanha Franquista Espanha Nacionalista
Comandantes
Segunda República Espanhola Juan Hernández Saravia
Segunda República Espanhola Enrique Fernández Heredia
Segunda República Espanhola Juan Ibarrola
Segunda República Espanhola Enrique Líster
Segunda República Espanhola El Campesino
Segunda República Espanhola Karol Świerczewski
Espanha Franquista Francisco Franco
Espanha Franquista Antonio Aranda
Espanha Franquista José Enrique Varela
Espanha Franquista Juan Yagüe
Espanha Franquista Domingo Rey d'Harcourt (prisioneiro)
Forças
40,000[1]
100,000[2][3]
guarnição de Teuel: 4,000[4]-menos de 10,000[1]
reforços: 100,000 [5]
Baixas
60,000[6]-~85,000 ~57,000[7]

A Batalha de Teruel foi travada em torno da cidade de Teruel durante a Guerra Civil Espanhola. Os combatentes travaram a batalha entre dezembro de 1937 e fevereiro de 1938, durante o pior inverno espanhol em 20 anos.[8]A batalha foi uma das ações mais sangrentas da guerra com a cidade mudando de mãos várias vezes, primeiro caindo em mãos dos republicanos e, eventualmente, sendo retomada pelos nacionalistas. No decorrer da luta, Teruel foi submetido a pesada artilharia e bombardeio aéreo. Os dois lados sofreram mais de 140 mil vítimas em dois meses, sendo esta uma batalha decisiva da guerra,[8] Francisco Franco usou de sua superioridade em homens e material para recuperar Teruel, conseguindo uma vitória estratégica.[9]

ConsequênciasEditar

A Batalha de Teruel esgotou os recursos do Exército Republicano. A Força Aérea Republicana não pode substituir os aviões e armas que perdeu na batalha de Teruel.[10] Por outro lado, os nacionalistas concentraram o grosso das suas forças no leste enquanto se preparavam para avançar através de Aragão para alcançar a Catalunha e o Levante.[11] Franco tinha a vantagem sobre o ressuprimento, pois os nacionalistas controlavam o eficiente parque industrial do País Basco. O governo republicano, no entanto, teve que deixar a indústria de armamentos na Catalunha nas mãos dos anarquistas. Um anarquista relatou que "não obstante os gastos extraordinários de dinheiro nesta empreitada, a nossa organização industrial não foi capaz de terminar um único tipo de rifle, metralhadora ou canhão..."[12]. A retomada de Teruel por Franco, após as grandes esperanças engendradas por sua captura, foi um golpe amargo para a República. A retomada também eliminou o último obstáculo entre os Nacionalistas e uma ofensiva em direção ao Mediterrâneo.[13]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Beevor, Antony. The battle for Spain; the Spanish Civil War. Penguin Books. Londres. 2006. pag. 316
  2. Thomas, Hugh. The Spanish Civil War. Penguin Books. Londres. 2001. pag. 768
  3. Jackson, Gabriel. The Spanish Republic and the Civil War, 1931-1939. Princeton University Press. Princeton. 1967. pag. 399
  4. Thomas, Hugh. The Spanish Civil War. Penguin Books. Londres. 2001. pag. 770
  5. Beevor, Antony. The battle for Spain; the Spanish Civil War. Penguin Books. Londres. 2006. pag. 321
  6. Beevor, Antony. The battle for Spain; the Spanish Civil War. Penguin Books. Londres. 2006. pag. 322
  7. Thomas, Hugh. The Spanish Civil War. Penguin Books. Londres. 2001. pag. 773
  8. a b Hugh Purcell,The Spanish Civil War, (part of the Documentary History Series) (1973), página 195, ISBN 399-11283-3 (hardcover)
  9. Paul Preston, The Spanish Civil War, an Illustrated Chronicle 1936-39 (New York, 1986) p. 149.
  10. Carl Geiser, Prisoners of the Good Fight, The Spanish Civil War, 1936-39, (1986), p. 42.
  11. Gabriel Jackson, The Spanish Republic and the Civil War, 1931-1939, (1965), p. 407
  12. Hugh Purcell, p. 98, Coronel Vicente Rojo, quotado no livro de Stanley G. Payne, The Spanish Revolution, (1970)
  13. Carr, E. H. (1984). The Comintern and the Spanish Civil War. [S.l.: s.n.] p. 66 

BibliografiaEditar

  • Beevor, Antony. The battle for Spain; the Spanish Civil War. Penguin Books. London. 2006.
  • Jackson, Gabriel. The Spanish Republic and the Civil War, 1931-1939. Princeton University Press. Princeton. 1967
  • Hugh Thomas, The Spanish Civil War (1961)
  • Hugh Thomas, The Spanish Civil War (1977)
  • Hugh Thomas, The Spanish Civil War (1986), ISBN 0-671-75876-4 (brochura)

Ligações externasEditar


 
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