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Beata Maria Clara do Menino Jesus
Mãe dos Pobres
Nascimento 15 de junho de 1843 em Amadora
Morte 1 de dezembro de 1899 (56 anos) em Lisboa
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 21 de maio de 2011 por Cardeal Angelo Amato
Principal templo Capela da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição em Linda-a-Pastora, Oeiras, Portugal
Gloriole.svg Portal dos Santos

Maria Clara do Menino Jesus (Amadora, 15 de junho de 1843 - Lisboa, 1 de dezembro de 1899), de seu nome de baptismo Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque, foi uma freira portuguesa beatificada em 2011.

Vida e obraEditar

Nasceu na Amadora em 15 de junho de 1843, tendo sido batizada na Igreja de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, em 2 de setembro do mesmo ano. Era sobrinha de Rodrigo de Moura Teles.

Perdeu a mãe, vítima de cólera morbus, em Maio de 1856. O pai viria a falecer em Dezembro do ano seguinte, de febre amarela.

Acabou por entrar no Internato da Ajuda, destinado a órfãs de famílias nobres, em Outubro de 1857. Pela expulsão das Filhas da Caridade francesas, em Maio de 1862, acabou por deixar o Internato e ser recebida em casa dos Marqueses de Valada, onde habitou durante cinco anos.

Viria a recolher-se, posteriormente, junto das Irmãs Capuchinhas Concepcionistas, no Pensionato de São Patrício, orientado pelo Padre Raimundo dos Anjos Beirão. Neste local percebeu o chamamento do Senhor e recebeu o hábito de Capuchinha, em 1869, tomando o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

Foi enviada para a cidade de Calais, em França, a 10 de fevereiro de 1870, para fazer o Noviciado, na intenção de vir a fundar em Portugal uma nova Congregação. E foi exactamente em França que professou, no dia 14 de abril de 1871, regressando a Portugal em 1 de maio desse ano. Fundou a primeira Comunidade em São Patrício, Lisboa, a 3 de maio de 1871 e, cinco anos depois, a 27 de março de 1876, a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição seria aprovada pela Santa Sé.

A partir daí, abriu grande número de casas para recolher pobres e necessitados, em Portugal continental, e enviou Irmãs para Angola, Índia, Guiné e Cabo Verde.

Morreu em Lisboa, a 1 de Dezembro de 1899, depois de uma vida inteiramente dedicada à caridade. Foi sepultada três dias depois no cemitério dos Prazeres, na capital de Portugal, num funeral que foi acompanhado por uma enorme multidão de fiéis que reconheciam a sua santidade.

Repousa hoje na Cripta da Capela da Casa-Mãe, em Linda-a-Pastora, concelho de Oeiras, onde acorrem inúmeros devotos a implorar a sua intercessão.

BeatificaçãoEditar

A sua beatificação ocorreu em Lisboa, no dia 21 de maio de 2011, no Estádio do Restelo. Esta beatificação deve-se à espanhola Georgina Troncoso Monteagudo. Esta garante que foi curada, em 2003, de um pioderma gangrenoso de que sofria há mais de 30 anos, devido à intercessão da freira portuguesa.

Ligações externasEditar