Bernard Nieuwentyt

Bernard Nieuwentijt, Nieuwentijdt, ou Nieuwentyt (West-Graftdijk, 10 de agosto de 1654Purmerend, 30 de maio de 1718) foi um filósofo, matemático, médico, magistrado, prefeito (de Purmerend) e teólogo holandês.

O filósofo Bernard Nieuwentyt

CarreiraEditar

Como filósofo, Nieuwentyt era um seguidor de René Descartes e um oponente de Baruch Spinoza. Em 1695, ele se envolveu em uma controvérsia sobre os fundamentos do cálculo infinitesimal com Leibniz.[1] Nieuwentijt defendia infinitesimais 'nilsquare' (que têm potências maiores de zero), enquanto Leibniz estava incerto sobre adotar explicitamente tal regra - eles, no entanto, passaram a ser usados em toda a física a partir de então.

Ele escreveu vários livros (em holandês), incluindo sua obra principal Het regt gebruik der werelt beschouwingen, ter overtuiginge van ongodisten en ongelovigen [O Verdadeiro Uso da Contemplação do Mundo] (1715), que defendia a existência de Deus e atacou Spinoza.[2] Passou por várias edições (1715, 1717, 1720, 1725, 1730, 1740) publicadas por Joannes Pauli, e foi traduzido para o inglês, intitulada The religious philosopher, or the right use of contemplating the works of the Creator (1718) e para ofrancês: De l'existence de Dieu démontrée par les merveilles de la nature, ou traité téléologique dirigé contre la doutrina de Spinoza par un médecin hollandais. Voltaire possuía uma cópia deste livro, e foi uma influência sobre William Paley, na medida em que em 1859, Robert Blakey poderia fazer a detailed argument for plagiarism por Paley.[2][3] À versão em inglês foi acrescentada em uma carta ao tradutor de John Theophilus Desaguliers.[4] Gronden van zekerheid, publicado, de forma póstuma, por Nieuwentyt [Fundaments of Certitude, or the Right Method of Mathematicians in the Ideal as well as the Real] (1720) argumentou que o “método geométrico” de Spinoza não era o “método experimental” adequado da ciência. A obra também contém uma crítica do argumento ontológico semelhante a uma crítica posterior de Kant.[5]

ObrasEditar

  • Het regt gebruik der werelt beschouwingen, ter overtuiginge van ongodisten en ongelovigen, Amsterdã, 1715
  • O Filósofo Religioso, 1718
  • Gronden van Zekerheid, 1720

Ver tambémEditar

Referências

  1. Beth, Evert W (1950). «Critical Epochs in the Development of the Theory of Science». British Journal for the Philosophy of Science. 1 (1): 27–42. doi:10.1093/bjps/I.1.27 
  2. a b Jonathan Israel, Enlightenment Contested, p. 385–6
  3. Benjamin C. Jantzen (2014). An Introduction to Design Arguments. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 168–169. ISBN 978-0-521-18303-1 
  4. Bernard Nieuwentyt The Religious Philosopher: Or, The Right Use of Contemplating the Works of the Creator, Vol. II (transl. by John Chamberlayne) Cambridge: Cambr. Uni. Press, 2015
  5. Beth, Evert W (1950). «Critical Epochs in the Development of the Theory of Science». British Journal for the Philosophy of Science. 1 (1): 27–42. doi:10.1093/bjps/I.1.27 

BibliografiaEditar

  • E. W. Beth, Nieuwentyt's significance for the philosophy of science, Synthese, Vol. 9 No. 1, 1955, pp. 447-453 (Published also as Chapter V in Science: a Road to Wisdom, D. Reidel Publishing Company, Dordrecht, Holland, 1972, Print ISBN 978-94-011-7646-0, DOI 10.1007/978-94-011-7644-6_5.)
  • Gysel C., Odontology, theology and antispinozism according to Bernard Nieuwentyt (1654-1718), Ned Tijdschr Tandheelkd, 1977 Jun; 84(6):214-6.
  • Michael John Petry (1979). Nieuwentijt's Criticism of Spinoza, E. J. Brill.
  • R. H. Vermij (1989). Een zekere, zakelijke wijsbegeerte. Tijdschrift Voor Filosofie 51 (3):544-544.
  • JANTZEN, BENJAMIN C.. An Introduction to Design Arguments. CAMBRIDGE UNIVERSITY PRESS, 2014. ISBN 978-1-107-00534-1 Hardback, ISBN 978-0-521-18303-1 Paperback.

Ligações externasEditar