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Beruri é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à Microrregião de Coari e à Mesorregião do Centro Amazonense, sua população é de 19 679 habitantes, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019.[3]

Município de Beruri
"Terra da Castanha"

"Princesinha do Purus"

Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 10 de dezembro
Fundação 10 de dezembro de 1981
Gentílico beruriense
Prefeito(a) Maria Lucir Santos de Oliveira (PMDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Beruri
Localização de Beruri no Amazonas
Beruri está localizado em: Brasil
Beruri
Localização de Beruri no Brasil
03° 53' 54" S 61° 22' 23" O03° 53' 54" S 61° 22' 23" O
Unidade federativa Amazonas
Mesorregião Centro Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Coari IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Anamã, Anori, Caapiranga e Tapauá.
Distância até a capital 173 km
Características geográficas
Área 17 251,235 km² [2]
População 19 679 hab. estimativa populacional - IBGE/2019[3]
Densidade 1,14 hab./km²
Clima equatorial Am
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,506 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 108 037 mil IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 6 233,39 IBGE/2013[5]

HistóriaEditar

Beruri encontra-se ligada historicamente à Manacapuru, cujas origens retornam à 1786, quando foi fundada a atual cidade deste nome numa preexistente aldeia de índios Muras. Em 1894, Manaus desmembrou-se e formou o município de Manacapuru, que recebeu sua autonomia no mesmo ano. No ano de 1938, o povoado de Beruri passa a ser considerado uma zona distrital de Manacapuru. Em 1939, após perder grande parte de seu território para o município de Manaus, Manacapuru fica limitado apenas a dois distritos, além da sede do município: Caapiranga e Beruri.

Em 1961, o distrito de Beruri é emancipado e passa a constituir município autônomo. Nove anos mais tarde, em 1970, através da Lei nº.1.012, volta a ser distrito de Manacapuru. Beruri voltou a ser município autônomo em 10 de dezembro de 1981, através da Emenda Constitucional nº 12, acrescentando em seu território áreas pertencentes à Borba e Manacapuru, de onde se emancipou.

GeografiaEditar

Localiza-se a uma latitude 03º53'54" sul e a uma longitude 61º22'23" oeste, estando a uma altitude de 35 metros.

Possui uma área de 17.250,19 km², o que representa 1,10% da área territorial do Amazonas. Localiza-se na microrregião de Coari e na Mesorregião do Centro Amazonense. Foi criado em 1981.

EconomiaEditar

Setor primário

Esta atividade é pouco desenvolvida, voltada principalmente para o consumo doméstico.

Setor secundário

Há indústrias no município de serraria, estaleiro, móveis de madeira, olaria e gelo.

Setor terciário

O comércio varejista na cidade é movimentado principalmente por gêneros alimentícios e materiais de construção, incluindo medicamentos, tecidos, calçados, roupas, confecções e estivas. Há apenas uma agência bancária na cidade.

InfraestruturaEditar

SaúdeEditar

O município possuía, em 2009, 2 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 27 leitos para internação.[6] Em 2014, 100% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. Em 2016, o índice de mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos foi de 17,65, indicando uma redução em comparação com 2001, quando o índice foi de 55,56 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entre crianças menores de 1 ano de idade, a taxa de mortalidade reduziu de 55,56 (2001) para 15,69 a cada mil nascidos vivos, totalizando, em números absolutos, 104 óbitos nesta faixa etária entre 1995 e 2016. No mesmo ano, 34,90% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres não registrou nenhum óbito entre 1996 e 2016, mantendo um bom resultado neste período. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, não houve em Beruri nenhuma internação hospitalar relacionada ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, entre 2008 e 2017.[7]

Em 2016, 75% das mortes de crianças com menos de um ano de idade foram em bebês com menos de sete dias de vida. Óbitos ocorridos em crianças entre 7 e 27 dias de vida representaram 12,50% do total registrado. Da mesma forma, 12,50% dos óbitos foram em crianças entre 28 dias e um ano de vida. No referido período, a mortalidade materna, que é quando a gestante entra em óbito por complicações decorrentes da gravidez, atingiu um total de 7. O Ministério da Saúde estima que 85,71% das mortes de bebês ou gestantes que ocorreram em 2016, no município, poderiam ter sido evitadas, especialmente se a gestante tivesse uma atenção mais adequada durante a gestação. 100% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 0,7% delas estavam desnutridas.[7][8]

Até 2009, Beruri possuía 2 estabelecimentos de saúde especializados em obstetrícia e pediatria, e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em psiquiatria, cirurgia bucomaxilofacial, traumato-ortopedia ou clínica médica. Dos 2 estabelecimentos de saúde, todos eram com internação.[6] Até 2016, havia 8 registros de casos de HIV/AIDS, sendo que 5 casos foram registrados em homens e 3 em mulheres.[7] Entre 2001 e 2012 houveram 19 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo a principal delas a dengue e a leishmaniose.[9]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 12 de setembro de 2016. Consultado em 12 de setembro de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 9 de setembro de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  6. a b Cidades@ - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serviços de saúde - 2009». Consultado em 14 de dezembro de 2018 
  7. a b c Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (2014). «ODS 03: Saúde e bem-estar». Relatórios Dinâmicos. Consultado em 14 de dezembro de 2018 
  8. Portal ODM (2015). «1 - acabar com a fome e a miséria». Consultado em 14 de dezembro de 2018 
  9. Portal ODM (2012). «6 - combater a Aids, a malária e outras doenças». Consultado em 14 de dezembro de 2018