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No épico hindu Ramáiana, Bharata (sânscrito: भरत, IAST Bharata) foi o segundo irmão do principal protagonista, senhor Rama, e filho do Imperador Dasaratha e Kaikeyi da Dinastia Solar. É dito que, após Rama, ele era o símbolo do dharma e do idealismo. Poucos comentadores, no entanto, julgam Bharata de ser ainda melhor que o próprio Rama em virtude. Ele é considerado de ter nascido no aspecto do Sudarshana Chakra, o mais famoso dos Panchayudhas de Vishnu.

NascimentoEditar

Bharata era o segundo dos quatro filhos de Dasaratha. Embora o Ramáiana descreva todos os quatro irmãos como devotos uns aos outros, Shatrughna era, de modo geral, mais próximo a Bharata e Lakshmana era mais próximo a Rama. Ele se casou com Mandavi, filha do irmão do rei Janaka, Kushadhvaja, e era, portanto, prima de Sita. Eles tiveram dois filhos, Taksha e Pushkala.

Exílio de RamaEditar

O Ramáiana relata como Kaikeyi traiu o rei prometendo colocar Bharatha no trono de Ayodhya e banindo Rama em exílio na floresta por 14 anos.

Resposta de BharataEditar

Bharata estava fora de Ayodhya quando Rama foi no exílio. Quando ele soube do exílio, ficou chocado. Ele severamente repreendeu a sua mãe, e imediatamente declarou a sua decisão de trazer Rama de volta da floresta, e, se fosse necessário, de servir no exílio por ele. Quando o povo de Ayodhya e os numerosos aliados de Rama souberam disso, o seu desprezo e ódio a Bharata (devido à suposição de que ele teve um papel no exílio de Rama) acabou, e ele foi imediatamente tornado imortal em fama ao mundo pela sua abnegação, honra pela sua família e tradição, aderência à verdade e justiça e, por último mas não menos importante, amor pelo seu irmão mais velho.

O guru de Ayodhya, Vasishta, disse que ninguém aprendeu as lições do dharma melhor que Bharata.

'Rei' de AyodhyaEditar

Depois de dar as dolorosas notícias da morte do seu pai a Rama e Lakshmana, Bharata tentou convencer Rama a voltar a Ayodhya como imperador, mas esse rapidamente recusou, dizendo que tal ato não seria correto. Baseado numa explicação do rei Janaka de que, desde que o amor de Bharata por Rama era sem paralelos, o seu dever de fazer com que Rama vivesse justamente, Bharata desistiu nos seus esforços de trazer Rama de volta a Ayodhya antes que os 14 anos de exílio acabassem. Apesar de profundamente desapontado, Bharata voltou a Ayodhya após receber uma promessa de Rama de que ele iria retornar prontamente ao fim dos 14 anos de exílio e, então, ascender ao trono. Ele jurou a Rama que, se Rama não retornasse imediatamente após o término dos 14 anos, ele iria desistir da sua vida por autoimolação.

Ele concordou governar Ayodhya, não como o imperador, mas somente como o representante de Rama. O povo apoiou Bharata, se tornando 'rei' de Côssala e Ayodhya, mas o próprio Bharata colocou as sandálias de Rama aos pés do trono real, e nem sentou no trono, nem se coroou.

O reino de Bharata foi justo, e o reino estava seguro e próspero, mas Bharata continuamente almejava o retorno de Rama. Durante esse tempo, ele não perdoou a sua mãe Kaikeyi, e diligentemente serviu a Kousalya, mãe de Rama, e Sumitra, mãe de Lakshmana.

O profundo amor e estima que Rama tinha por Bharata é comprovado com a declaração de Rama de que o seu amor por Hanuman estava em par com o seu amor por Bharata.

Rei de TaxilaEditar

Também é sabido que Bharata conquistou os gandaravas e criou o seu reino de Taxisila compreendendo as atuais regiões de Panjabe, Paquistão, Afeganistão e partes da Ásia Central. É evidente, pelo nome da cidade capital do Uzbequistão, Tasquente, que é realmente derivado da palavra "Taxisila." A cidade indiana atual de Taxila também é um marco desse governo.

Retorno de RamaEditar

Quando o período de quatorze anos do exílio de Rama acabou, Rama há pouco tinha derrotado Ravana, o imperador rakshasa de Lanka.

Lembrando do juramento de Bharata, Rama, ansioso e preocupado, mandou Hanuman à sua frente, para evitar que Bharata sacrificasse a sua vida.

No retorno de Rama a Ayodhya, Bharata liderou o desfile para cumprimentar os legítimos rei e rainha, e o seu irmão Lakshmana. Embora Rama devesse coroar Lakshmana como Yuvaraja, ou príncipe herdeiro, após a sua própria coroação, Lakshmana disse que as grandes virtudes de Bharata e anos de experiência como administrador de Ayodhya o qualificavam mais, e, assim, foi imediatamente feito Yuvaraja por Rama.

RetiroEditar

Quando Rama decidiu se retirar, Bharata e Shatrughna se juntaram a ele. Quando Rama foi ao rio Sarayu, ele se transformou na sua eterna e original forma de Mahavishnu, e Bharata e Shatrughna foram ao rio e também se uniram a ele.

Ligações externasEditar