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Biblioteca do Congresso

Biblioteca dos Estados Unidos
(Redirecionado de Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos)
Library of Congress
(Biblioteca do Congresso)
Logo

Seal
Edifício Thomas Jefferson
País  Estados Unidos
Estabelecida 1800
Localização Avenida Independência, 101[1]
Colina do Capitólio, SE
 Distrito de Colúmbia
Coordenadas 38°53′19.3" N, 77°0′21" W
Acervo
Tamanho 155,357,302 total Itens[2]
Acesso e uso
População servida Não aberta ao público
Membros 535 membros do Congresso dos Estados Unidos, seus funcionários e membros públicos.
Outras informações
Orçamento US$ 613.496.414[2]
Empregados 3,312 [2]
Website www.loc.gov
Library of Congress
Registro Nacional de Lugares Históricos
Marco Histórico Nacional dos EUA
Nomeado NHL: 21 de dezembro de 1965 (52 anos)
Registro NRHP: 66000000

A Biblioteca do Congresso (em inglês: Library of Congress) é a biblioteca de pesquisa do Congresso dos Estados Unidos, sendo de facto a biblioteca nacional dos Estados Unidos e a instituição cultural mais antiga daquele país.

Localizada em três edifícios na capital dos Estados Unidos, Washington, D.C., a Biblioteca do Congresso possui mais de 155 milhões de itens, incluindo materiais disponíveis em 470 idiomas, configurando a maior biblioteca do mundo em espaço de armazenagem e número de livros.[3]

Índice

HistóriaEditar

 
O Grande Hall interior da Biblioteca do Congresso.

A Biblioteca do Congresso foi inaugurada em 24 de abril de 1800, quando o presidente norte-americano John Adams assinou um Ato do Congresso transferindo a sede de governo nacional da Filadélfia para a nova capital federal, Washington.

A legislação destinou verbas de cinco mil dólares para a aquisição daqueles livros que eram necessários ao uso do congresso e para deixar um apartamento adequado para contê-los. A biblioteca original foi hospedada no novo Capitólio até agosto de 1814, quando as tropas invasoras britânicas atearam fogo no prédio do Capitólio, destruindo o conteúdo da pequena biblioteca, que continha então apenas três mil volumes.

Dentro de um mês, o ex-presidente Thomas Jefferson ofereceu sua biblioteca pessoal como reposição. Jefferson tinha gasto 50 anos acumulando livros “armazenando tudo que fosse relacionado aos Estados Unidos, e realmente tudo que fosse raro e valioso em cada ciência”. Sua biblioteca foi considerada uma das melhores dos Estados Unidos. Jefferson, que estava pesadamente endividado, procurou usar o lucro com a venda dos livros para quitar suas dívidas com os credores. Ele antecipou a discussão sobre o universo da sua coleção, que incluía livros em línguas estrangeiras e volumes de filosofia, ciência, literatura e outros tópicos que não eram normalmente vistos em uma biblioteca legislativa. Ele escreveu: “Eu ignoro que haja em meu acervo qualquer ramo da ciência que o congresso deveria excluir da sua coleção; não existe, de fato, nenhum assunto que um membro do congresso não tenha oportunidade de utilizar.”

Em janeiro de 1815 o congresso aceitou a oferta de Jefferson destinando 23 950 dólares em troca de seus 6487 livros. O conceito Jeffersoniano de universalidade, a crença de que todos os assuntos são importantes para a biblioteca legislativa dos Estados Unidos, é a filosofia e a lógica por trás das políticas de coleção da biblioteca do congresso nos dias atuais.

Em dezembro de 1851, houve um incêndio na biblioteca do congresso. O fogo destruiu 35 mil livros, um retrato original de Cristóvão Colombo, retratos dos cinco primeiros presidentes dos Estados Unidos pintados por Gilbert Stuart e estátuas de George Washington, Thomas Jefferson e do Marquês de Lafayette.

AcervoEditar

A biblioteca possuía, em 2009, mais de 32 milhões de livros catalogados, mais de 63 milhões de manuscritos, 3 milhões de gravações de áudio, mais de 5 milhões de mapas, 16 milhões de microformas e a maior coleção de livros raros da América do Norte, incluindo uma das quatro cópias restantes da Bíblia de Gutenberg em papel velino.[3]

UtilizaçãoEditar

A biblioteca é aberta ao público em geral para pesquisa acadêmica e turistas também podem visitá-la. Somente os portadores do "cartão de identificação do leitor" podem entrar nas salas de leitura e ter acesso à coleção. Esse cartão está disponível no edifício Madison a pessoas que tenham, no mínimo, 16 anos de idade, comprovados pela apresentação de algum documento de identificação contendo foto e emitida pelo governo (ex: carteira de habilitação ou passaporte). No entanto, apenas membros do Congresso, juízes da Suprema Corte de Justiça, seus empregados, empregados da Biblioteca do Congresso e alguns outros oficiais do governo podem realmente fazer um exame minucioso dos livros.

Referências

  1. http://www.loc.gov/help/contact-general.html
  2. a b c [1]
  3. a b «About the Library» (em inglês). The Library of Congress. Consultado em 28 de junho de 2010. 

Ligações externasEditar