Bisfenol A

composto químico
Bisfenol A
Alerta sobre risco à saúde
Bisphenol A skeletal.png
Bisphenol A.svg
Nome IUPAC 4,4'-dihidroxi-2,2-difenilpropano
Outros nomes BPA, 4,4'-(propano-2-ilideno)difenol,
p, p'-isopropilidenobisfenol,
4,4´-isopropilidenodifenol
2,2-bis(4-hidroxifenil)propano
Identificadores
Número CAS 80-05-7
PubChem 6623
Número EINECS 201-245-8
Número RTECS SL6300000
Propriedades
Fórmula química C15H16O2
Massa molar 228.28 g mol-1
Aparência Sólido. Flocos ou pó branco a castanho claro
Densidade 1,20 g/cm³ [1]
Ponto de fusão

155 a 156 °C[2]

Ponto de ebulição

360 °C

Solubilidade em água 300 mg·l−1 [1]
Solubilidade solúvel em álcool[1]
Farmacologia
Riscos associados
NFPA 704
NFPA 704.svg
0
3
0
 
Frases R R37, R41, R43, R62, R52
Frases S S2, S26, S36/37, S39, S46

, S61

Ponto de fulgor 227 °C
Temperatura
de auto-ignição
600 °C
Compostos relacionados
Outros aniões/ânions 2,2-Bis(4-aminofenil)propano (aminas no lugar das hidroxilas)
Metoxibisfenol A (2,2-bis(4-metoxifenil) propano ou MBPA)
Bisfenóis relacionados Bisfenol E (1,1-bis(4-hidroxifenil)etano)
Bisfenol B (2,2-bis(4-hidroxifenil)butano)
Bisfenol AP (1,1-bis(4-hidroxifenil)-1-feniletano)
Bisfenol C (2,2-bis(3-metil-4-hidroxifenil)propano)
Bisfenol S(4,4'-sulfonil-difenol)
Bisfenol AF (2,2-bis(4-hidroxifenil)hexafluoropropano)
Compostos relacionados Policarbonato de bisfenol A
2,2-Difenilpropano
Página de dados suplementares
Estrutura e propriedades n, εr, etc.
Dados termodinâmicos Phase behaviour
Solid, liquid, gas
Dados espectrais UV, IV, RMN, EM
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Bisfenol A (BPA) é um composto orgânico sintético usado na produção de vários plásticos. É um sólido incolor solúvel na maioria dos solventes orgânicos comuns, mas pouquíssimo solúvel em água.[3] O BPA é produzido em escala industrial através da reação de condensação do fenol com a acetona. Sua produção global está estimada em 10 milhões de toneladas em 2022.[4]

A maior aplicação do BPA é como um comonômero na produção de policarbonatos (~65%), seguida pela fabricação de resinas epóxi (~30%).[5][6] O restante da produção é utilizado, principalmente, como estabilizante e antioxidante na fabricação de PVC, e como matéria prima em retardantes de chama.[4][6][7]

Os efeitos do BPA na saúde têm sido objeto de prolongado debate público e científico.[8][9][10] O BPA é um xenoestrógeno, isto é, uma substância que interfere no funcionamento do sistema endócrino por apresentar propriedades semelhantes ao estrogênio.[11] Sendo considerado um disruptor endócrino, o BPA pode provocar efeitos na saúde humana, mesmo em baixas concentrações.[4][12] O composto está presente em uma gama de materiais e produtos comuns,[13] como no revestimento interno de latas de alimentos,[14] bem como em produtos têxteis,[15] recibos de compras[16] e brinquedos.[17][18] Os efeitos do BPA na saúde humana têm sido investigados por órgãos públicos de saúde em muitos países, bem como pela Organização Mundial da Saúde.[19] Embora os níveis de exposição estejam abaixo do nível atualmente associado ao risco (determinado pelas agências regulatórias) várias jurisdições tomaram medidas para reduzir a exposição com base no princípio da precaução. Esta medida se deu, em particular, através da proibição do BPA em mamadeiras. Como resultado disso, existem evidências de que a exposição ao BPA em bebês diminuiu.[20] Plásticos livres de BPA (BPA-free) fabricados usando bisfenóis alternativos, como bisfenol S e bisfenol F, têm sido introduzidos no mercado. No entanto, também há controvérsia sobre os efeitos na saúde mediante à exposição desses compostos.[21][22]

A partir de 2008 países como Estados Unidos e Canadá iniciaram a implementar leis que restringiam o uso de BPA em produtos infantis. Em 2010, alguns países da União Europeia, como Dinamarca, França e Suécia, proibiram o uso de BPA em embalagens alimentares. Desde então, outros países, como China (2011), Japão (2012) e Austrália (2012), também proibiram o seu uso em produtos infantis.[20] No Brasil, em 2011, a ANVISA proibiu a fabricação e importação de mamadeiras que contenham BPA em sua composição. Essa medida diminuiu a exposição de lactentes ao BPA.[23]

HistóriaEditar

A síntese do bisfenol A foi relatada pela primeira vez em 1891 pelo químico russo Aleksandr Dianin.[24][25]

Em 1934, químicos da da I.G. Farbenindustrie relataram o acoplamento entre o BPA e epicloridrina. Na década seguinte, revestimentos e resinas derivados de materiais similares foram descritos por trabalhadores das empresas DeTrey Freres na Suíça e Devoe e Raynolds nos EUA. Esses trabalhos iniciaram o desenvolvimento de resinas epóxi, que por sua vez promoveu a produção de BPA em larga escala.[26] A produção do BPA foi ainda mais impulsionada com o desenvolvimento de plasticos policarbonatos pela Bayer e General Electric. Esses plásticos entraram em circulação em 1958, sendo produzidos pela Mobay, General Electric e Bayer.[27]

No início da década de 1930, o efeito do BPA no sistema endócrino já vinha sendo estudado, de modo que o bioquímico britânico Edward Charles Dodds o avaliou como um estrogênio artificial.[28][29][30] Trabalhos subsequentes determinaram que o BPA se ligava aos receptores de estrogênio dezenas de milhares de vezes mais fracamente do que o estradiol, o principal hormônio sexual feminino.[31][32] Dodds eventualmente desenvolveu um composto estruturalmente semelhante, o dietilestilbestrol (DES), que foi usado como um fármaco estrogênico sintético em mulheres e animais até que foi proibido devido ao seu risco de causar câncer. A proibição do uso de DES em seres humanos veio em 1971 e em animais, em 1979. O BPA, em si, nunca foi usado como um fármaco, seus usos se restringiram à fabricação de plásticos.[28]

Em 2003, o consumo anual de BPA nos EUA era de 856 mil toneladas, 72% dos quais eram usados na fabricação de policarbonatos e 21% de resinas epóxi.[33][ligação inativa] Nos Estados Unidos, o BPA é fabricado pela Bayer MaterialScience, Dow Chemical Company, SABIC Innovative Plastics (antes GE Plastics), Hexion Specialty Chemicals e Sunoco Chemicals. Em 2004, essas empresas produziram pouco mais de 1 milhão de toneladas do BPA, em comparação com 7.260 toneladas em 1991.[carece de fontes?] Nos Estados Unidos, menos que 5% do BPA produzido é utilizado em aplicações de contato com comida.[34]

ProduçãoEditar

A síntese de Dianin ainda é utilizada na produção do BPA, sem grandes alterações mesmo depois de mais de 130 anos.

A produção consiste na condensação de dois equivalentes de fenol com acetona (por isso bisfenol A), liberando um equivalente de água (H2O).[35] A reação é catalisada por um ácido forte, como o ácido clorídrico, ácido sulfúrico ou um catalisador sólido ácido.[36] Tipicamente, utiliza-se um grande excesso de fenol para garantir a condensação completa e limitar a formação de subprodutos como o composto de Dianin. A produção do BPA é relativamente barata, uma vez que a reação de síntese apresenta uma grande economia atômica e os materiais de partida são facilmente obtidos através do processo do cumeno.[3] A produção global em 2022 deverá atingir 10 milhões de toneladas.[4]

Normalmente, a adição da acetona ocorre na posição para em ambos os fenóis, no entanto pequenas quantidades dos isômeros orto-para e orto-orto também são produzidos, além de vários outros subprodutos.[37] Estas impurezas nem sempre são removidas e são identificadas em amostras comerciais de BPA.[37][38]

PropriedadesEditar

O BPA pertence ao grupo dos derivados do difenilmetano. O BPA tem um ponto de fusão alto para um composto orgânico, mas pode ser facilmente dissolvido em uma ampla gama de solventes como tolueno, etanol e acetato de etila.[39] Pode ser purificado através da recristalização em ácido acético com água.[40] Os cristais formam-se no grupo espacial monoclínico P 21/n (onde n indica o plano de transflecção); dentro deste grupo, moléculas individuais de BPA estão arranjadas com um ângulo de torção de 91,5% entre os anéis de fenol.[41][42][43] Dados espectroscópicos estão disponíveis no AIST.[44]

Usos e aplicaçõesEditar

Usos principaisEditar

PolicarbonatosEditar

 
Monômero constituinte do policarbonato de bisfenol A

Cerca de 65-70% de todo o bisfenol A é utilizado para fabricar plásticos policarbonatos,[5][6] cuja massa consiste em quase 90% de BPA. A polimerização é realizada através de uma reação com fosgênio, conduzida sob condições bifásicas; o ácido clorídrico é eliminado com base aquosa.[27] Este processo converte as moléculas individuais de BPA em grandes cadeias poliméricas.

 

Resinas epóxi e vinil-ésterEditar

Cerca de 25-30% de todo o BPA é usado na fabricação de resinas epóxi e resinas vinil-éster.[5][6] Para a resina epóxi, é primeiro convertido em éter diglicídico do bisfenol A (geralmente abreviado BADGE ou DGEBA),[45][46] através de uma reação com epicloridrina em meio básico.

 

O produto (BADGE) ainda pode ser utilizado na fabricação de resinas éster-vinil através da reação com ácido metacrílico para formar bis-GMA. Alternativamente, e em menor grau, o BPA pode ser etoxilado e, em seguida, convertido em seus derivados de diacrilato e dimetacrilato (bis-EMA, ou EBPADMA). Estes produtos podem ser incorporados em baixos níveis em resinas éster-vinil, alterando suas propriedades físicas,[47] para aplicação em resinas dentárias e selantes.[48][49]

Outros usosEditar

 
Copos de plástico também podem possuir bisfenol em sua composição, porém em menores quantidades.

Os 5% restantes do BPA são usados em uma ampla gama de aplicações, muitas das quais envolvem plástico.[50] BPA é um componente importante de vários plásticos de alto desempenho, a produção destes é baixa em comparação com outros plásticos, mas ainda está na escala de produção de milhares de toneladas por ano. Quantidades comparativamente menores de BPA também são usadas como aditivos ou modificadores em alguns plásticos commodities (tais quais o polietileno, polipropileno, poliestireno e PVC). Esses materiais são comuns, mas o teor de de BPA em sua composição é baixo.

PlasticosEditar

Componente majoritárioEditar
Componente minoritárioEditar
  • O BPA pode ser incorporado em espumas de poliuretano seus derivados como extensores de cadeia de segmento duro, particularmente em materiais viscoelásticos.[57][58]
  • O PVC pode conter BPA por diversos motivos. O BPA é usado às vezes como um antioxidante em ftalatos,[59] que são extensivamente usados como plastificantes para PVC. O BPA também tem sido usado como um antioxidante para proteger estabilizadores de calor sensíveis usados no PVC. O éter diglicídico do bisfenol A (BADGE) é usado como um sequestrante de ácidos, particularmente em dispersões de PVC, como organosóis ou plastisóis,[60][61] que são usados como revestimentos para o interior de latas de alimentos, bem como estampas de roupas em alto relevo usando técnicas específicas como a serigrafia ou vinil de transferência de calor.[15]
  • BPA é usado em retardantes de chama usados em plásticos.[62] A bromação do BPA forma o tetrabromobisfenol A (TBBPA), principalmente usado como um componente reativo de polímeros, o que significa que é incorporado na cadeia principal do polímero. É usado para preparar policarbonatos resistentes ao fogo, substituindo certa quantidade de bisfenol A. TBBPA de menor qualidade está presente em resinas epóxi usadas em placas de circuito impresso. O TBBPA também é convertido em tetrabromobisfenol A-bis(2,3- dibromopropil éter) (TBBPA-BDBPE) que pode ser usado como retardante de chama em polipropileno. O TBBPA-BDBPE não é ligado quimicamente ao polímero e pode ser lixiviado, isto é, migrar para o ambiente.[63] O uso desses compostos está diminuindo devido às restrições aos retardantes de chama bromados. A reação do BPA com cloreto de fosforila e fenol forma o difosfato de bisfenol A (BADP), que é usado como retardador de chama líquido em algumas misturas poliméricas de alto desempenho, como misturas de policarbonato/ABS.[64]

Outras AplicaçõesEditar

 
Papéis térmicos também são um dos responsáveis pela exposição humana ao BPA
  • BPA é usado como um antioxidante em fluidos de freio.[65]
  • BPA é usado como um agente de desenvolvimento em papel térmico (recibos de loja).[16]
  • Os produtos de papel reciclado também podem conter BPA,[66] embora isso possa depender de como é reciclado. A remoção da tinta (deinking) pode eliminar 95% do BPA, porém se esse processo não for realizado, o BPA permanece nas fibras, e o papel é geralmente reciclado em papelão ondulado.[5]
  • O BPA etoxilado encontra menor uso como 'agente nivelador' na galvanoplastia.
  • Derivados do BPA estão sendo investigados como fármacos, como o EPI-001 e seus derivados.[67]
 
Formas de plástico podem conter BPA

Produtos que podem conter BPA no BrasilEditar

No Brasil, os fabricantes são obrigados por lei a informarem "ostensiva e adequadamente, a presença de Bisfenol A (BPA) nas embalagens e rótulos de produtos que contenham essa substância em sua composição" desde o início de 2011.[68]

Por precaução, a importação e fabricação de mamadeiras que contenham Bisfenol A está proibida desde janeiro de 2012 conforme a Resolução RDC n.41/2011.[68] No entanto, para outros produtos de plástico "o BPA ainda é permitido, mas a legislação estabelece limite máximo de migração específica desta substância para o alimento que foi definido com base nos resultados de estudos toxicológicos."

Produtos livres de BPA (BPA-free) podem conter outros tipos de bisfenol que, assim como o BPA, podem apresentar efeitos nocivos à saúde mediante a exposição.[21][22]

Substitutos do Bisfenol AEditar

Preocupações com os efeitos do BPA na saúde levaram alguns fabricantes a substituí-lo por outros bisfenóis, como o bisfenol S e o bisfenol F. Estes compostos são produzidos de maneira semelhante ao BPA, substituindo a acetona por outras cetonas, que sofrem reações de condensação análogas.[3] Preocupações de saúde também foram levantadas sobre esses substitutos.[22][69]

Fórmula estrutural Nome CAS Reagentes
  Bisfenol AF 1478-61-1 Fenol Hexafluoroacetona
  Bisfenol F 620-92-8 Fenol Formaldeído
  Bisfenol S 80-09-1 Fenol Trióxido de enxofre
  Bisfenol Z 843-55-0 Fenol Ciclohexanona
  Tetrametil bisfenol F 5384-21-4 2,6-xilenol Formaldeído

Efeitos sobre a saúdeEditar

Os efeitos do BPA na saúde têm sido objeto de um longo debate público e científico,[8][9][10] com a PubMed listando mais de 16.000 artigos científicos até 2022.[70] No início da década de 1930, o efeito do BPA no sistema endócrino já vinha sendo estudado, de modo que o bioquímico britânico Edward Charles Dodds avaliou o composto como sendo um estrogênio artificial (ou seja, por seu papel semelhante ao estrogênio no organismo).[11][28][29][30] O BPA foi identificado como uma substância de alta prioridade para a avaliação de risco à saúde humana.[71] Um estudo da Food and Drug Administration (FDA) de 2010 levantou preocupações quanto à exposição de fetos, bebês e crianças pequenas ao BPA.[72] De acordo com o Greenpeace, é uma substância com graves riscos para a saúde.[73]

A maior parte dos estudos está relacionada à sua atividade como um desregulador do sistema endócrino, apesar de possivelmente interagir com outros sistemas receptores,[74] incluindo danos ao fígado, interrupção da função pancreática de células-β, perturbações hormonais na tireóide e promoção da obesidade.[71] Essas interações são consideradas fracas, mas a exposição ao BPA acontece efetivamente ao longo de toda a vida, levando à preocupação com efeitos potencialmente cumulativos.[8] Estudar este tipo de interação com baixas doses e a longo prazo é difícil e, embora tenha havido estudos numerosos, existem discrepâncias consideráveis em suas conclusões a respeito dos efeitos observados assim como dos níveis em que ocorrem.[8]

Uma crítica comum é que os testes financiados pela indústria tendem a mostrar o BPA como sendo mais seguro do que os estudos realizados por laboratórios acadêmicos ou governamentais,[10][75] embora isso também tenha sido explicado em termos de estudos financiados pela indústria sendo melhor projetados.[9][76] Os autores que alegam a superioridade dos estudos financiados pela indústria estão vinculados a órgãos regulatórios e/ou empresas químico-farmacêuticas.[9][76]

O BPA apresenta toxicidade aguda muito baixa, como indicado pela sua DL50 de 4 g/kg (em ratos). Os relatórios indicam que se trata também de um irritante menor para a pele, embora menos do que o fenol.[3] No entanto, em 2015, com base em dados de um estudo de toxicidade reprodutiva multi-geração em ratos, uma ingestão diária tolerável temporária (t-TDI) de 4 ug/kg de peso corporal por dia foi estabelecida pelo Painel da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) sobre Materiais de Contato com Alimentos, Enzimas Aromatizantes e Auxiliares de Processamento. Com base na incerteza científica e nos resultados de um estudo do Programa Nacional de Toxicologia (NTP),[77] a EFSA está atualmente reavaliando este t-TDI.[17]

ExposiçãoEditar

Devido à presença do BPA em plásticos e outros materiais comuns, a maioria das pessoas é frequentemente exposta a vestígios do composto.[78][79][80] A principal fonte de exposição humana é através de alimentos, como epóxi e PVC são usados para revestir o interior de latas de alimentos para evitar a corrosão do metal por alimentos ácidos. Os recipientes de bebidas de policarbonato também são uma fonte de exposição, embora a maioria das garrafas de bebidas descartáveis seja feita de PET, que não contém BPA. Entre as fontes não alimentares, as rotas de exposição incluem poeira,[6] papel térmico,[16] roupas,[15] materiais odontológicos[81] e dispositivos médicos.[13]

Embora a exposição ao BPA seja comum, sua acumulação no corpo é pequena, uma vez que estudos toxicocinéticos mostram que a meia-vida biológica do BPA em humanos adultos é de cerca de duas horas.[82][83] Após a exposição e absorção, o corpo converte o BPA em compostos mais solúveis em água via glucuronidação ou sulfatação. Então, esses derivados são removidos do corpo através da urina. Isso permite que a exposição seja facilmente determinada por testes de urina, facilitando o biomonitoramento do composto em populações.[13][20][84]

FarmacologiaEditar

 
Sobreposição de estradiol, o principal hormônio sexual feminino em humanos (verde) e BPA (roxo). A relação estrutura-atividade permite que o BPA imite os efeitos do estradiol e de outros estrógenos.

Descobriu-se que o BPA interage com uma gama diversificada de receptores hormonais, tanto em humanos quanto em animais.[74] O composto se liga a ambos os receptores nucleares de estrogênio (ERs), ERα e ERβ. O BPA pode apresentar tanto um efeito semelhante ao estrogênio, quanto assumir um papel de antagonista do hormônio, indicando que é ou um modulador seletivo do receptor do estrogênio (SERM), ou um agonista parcial do ER. Apesar disso, ele é de 1000 a 2000 vezes menos potente que o estradiol, o principal hormônio sexual feminino em humanos.[85]

Em altas concentrações o BPA também se liga como um antagonista ao receptor de andrógenos (RA). Além da ligação ao receptor, verificou-se que o composto afeta a esteroidogênese de celulas de Leydig, incluindo a expressão de 17α-hidroxilase/17,20 liase e aromatase, e interfere na interação receptor-ligante do hormônio luteinizante (LH).[85]

O bisfenol A interage com o receptor gama relacionado ao estrogênio (ERR-γ). Este receptor órfão (sem ligante endógeno conhecido) se comporta como um ativador constitutivo da transcrição. BPA parece se ligar fortemente a ERR-γ (constante de dissociação = 5,5 nm), mas apenas fracamente ao RE. A ligação do BPA ao ERR-γ preserva a sua atividade constitutiva basal. O composto pode igualmente protegê-lo da desativação do SERM 4-hydroxitamoxifeno (afimoxifeno). Este pode ser o mecanismo pelo qual o BPA actua como xenoestrogénio.[86] A distribuição da expressão de ERR-γ em diferentes partes do corpo pode ser responsável pelas variações do efeito do bisfenol A. Verificou-se também que o BPA atua como agonista do receptor de estrogênio acoplado à proteína G (GPER/GPR30).[87]

Disruptor endócrinoEditar

O bisfenol A é um disruptor endócrino que pode estar relacionado à patogênese de várias doenças.[88][89][90][91][92] Em 2009 a Endocrine Society divulgou comunicado científico expressando preocupação com a exposição humana corrente ao BPA.[92] Nesta revisão da literatura, os autores argumentam que disruptores endócrinos (incluindo o BPA) apresentam efeitos tanto no sistema reprodutor feminino quanto no sistema reprodutor masculino.[92]

De acordo com o relatório de 2008 do Programa Nacional de Toxicologia (NTP) dos EUA, a atual exposição humana ao BPA é de "alguma preocupação" para efeitos no desenvolvimento da próstata e cérebro e para efeitos comportamentais em fetos, bebês e crianças, além de "pouca preocupação" no desenvolvimento de glândulas mamárias e puberdade precoce em pessoas do sexo feminino.[93] Mais recentemente, a Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) identificou o BPA como uma "substância de grande preocupação" devido às suas propriedades de reprotoxicidade e desregulação endócrina.[17]

Síndrome do Ovário PolicísticoEditar

Os efeitos do Bisfenol como disruptor endócrino podem estar relacionados à patogênese da síndrome do ovário policístico (SOP). Esses efeitos potencialmente são transferidos de maneira epigenética para as filhas de mães que foram expostas ao BPA.[94]

O BPA parece desregular a produção do hormônio liberador de gonadotropinas (GnRH) - note-se que ao nível da glândula pituitária (hipófise), produtos químicos industriais (incluindo-se o BPA), por si só, foram capazes de perturbar a liberação de gonadotrofinas.[95] Consequentemente, tais distúrbios, conforme se viu acima em Causas relacionadas a desordens endócrinas, encontram-se na raiz da Síndrome do Ovário Policístico - SOP, até mesmo porque a produção exarcebada do hormônio liberador de gonadotropinas (GnRH) desequilibra a produção do Hormônio luteinizante (LH) em proporção superior à do Hormônio Folículo Estimulante (FSH).[95] Este aumento do Hormônio luteinizante (LH) seria o estimulador da superprodução de andrógenos, fato que se agrega à produção exagerada de androgênios pelos ovários.[96]

Gestantes expostas ao BPA podem apresentar um desequilíbrio hormonal que pode aumentar as chances de que o feto, no caso de ser do sexo feminino, desenvolva a síndrome do ovário policístico (SOP).[94] Além disso, observa-se que mulheres adultas já diagnosticadas com SOP podem sofrer um agravamento da sintomatologia típica da síndrome acaso entrem em contato com disruptores endócrinos como o BPA.[carece de fontes?]

Funcionamento da tireóideEditar

Estudo de 2007 concluiu que o BPA bloqueia os receptores do hormônio da tireóide.[97]

Sistema reprodutor e comportamento sexualEditar

Estudos de 2009 apontam para anomalias do ovário e efeitos carcinogênicos por exposição durante períodos pré-natais críticos de diferenciação, alteração permanente dos mecanismos hipotalâmicos estrógeno-dependentes que organizam o comportamento sexual da fêmea de ratos exposta no período neonatal, disfunção sexual masculina referida por adultos que trabalham com BPA.[98]

Pesquisa realizada em 2010 demonstrou que o BPA aumenta o risco de disfunções sexuais masculinas, reduz a concentração e qualidade do sêmen, segundo estudo publicado na revista “Fertility and Sterility”. A pesquisa foi realizada durante cinco anos com 514 operários que trabalhavam em fábricas da China.[99]

Outros efeitosEditar

Afeta o coração de mulheres, danifica de forma irreversível o DNA de camundongos e ratos e está entrando no corpo humano por uma variedade de fontes desconhecidas.[100]

Provoca aborto, prematuridade, restrição ao crescimento intrauterino e pre-eclampsia. Impacta a permeabilidade intestinal. Induz a asma. [carece de fontes?]

Problemas neurológicosEditar

Em 2007 um painel do National Institutes of Health, nos EUA, demonstrou "alguma preocupação" com os efeitos do BPA sobre o desenvolvimento cerebral e o comportamento de fetos e bebês.

O estudo do NTP também indicou "alguma preocupação" com o efeito do BPA sobre o desenvolvimento cerebral e comportamento de fetos e bebês.[101]

Estudo de 2008 concluiu que a exposição neonatal ao BPA pode afetar o comportamento ligado ao dimorfismo sexual no adulto. Também em 2008 conclui-se que o BPA afeta, mesmo em nanodosagem, o processo da memória, porque altera a potenciação a longo prazo do hipocampo.[carece de fontes?]

Estudo com primatas da Yale School of Medicine observou interferência do BPA em conexões celulares do cérebro vitais para a memória, aprendizagem e humor.[102][103]

Hiperatividade, déficit de atenção e aumento da sensibilidade a drogas de abuso resultam do aumento da atividade mesolímbica da dopamina causada pelo mimetismo da atividade estrogênica pelo BPA.[104]

O BPA é considerado tóxico para o fígado e os rins (após exposição prolongada) e tem uma classificação harmonizada na União Europeia (UE) como tóxico para a reprodução.[17]

Câncer de mamaEditar

Estudo de 2009 baseado em experimentos com ser humanos e dados epidemiológicos reforça a hipótese de que a exposição fetal ao composto seja uma das causas subjacentes do aumento do câncer de mama nos últimos 50 anos.[105]

Crescimento da próstataEditar

Estudo in vitro de 2007 mostrou aumento permanente de tamanho da próstata com concentrações de BPA usualmente encontradas no soro humano.[106]

ToxicologiaEditar

ToxicocinéticaEditar

Existe uma diferença significativa na distribuição do BPA em humanos e roedores.[107][108]

Em humanos, uma dose única (baixa ou elevada) de BPA é bem absorvida e o composto sofre metabolização de 1ª passagem completa no fígado a glucuronídeo de BPA, como principal metabolito. Este glucuronídeo é, de seguida, excretado na urina de uma forma rápida, demorando menos de 6 horas.[109][110][111] O sulfato do BPA tem sido reportado como um metabolito minoritário na urina em humanos.[112]

Em ratos o BPA é biotransformado pelas mesmas reacções,[107] mas nestas espécies, o BPA sofre recirculação entero-hepática. Uma vez excretado do fígado pela bíle no tracto gastrointestinal como conjugados do BPA, estes conjugados são novamente quebrados a BPA e o BPA livre é reabsorvido. Como resultado, a clearance do BPA é mais demorada nos roedores do que nos humanos, variando o tempo de meia-vida de 19-78 h.[107]

O BPA livre é o composto toxicamente relevante, uma vez que o conjugado não retém a actividade biológica do composto que lhe deu origem.[113][114][115] Por isso, a capacidade e o nível de conjugação são importantes para a avaliação do risco do BPA.

Em conjunto, as diferenças toxicocinéticas e metabólicas sugerem que feto e o recém-nascidos em fase de desenvolvimento podem ser mais sensíveis ao bisfenol A devido à redução da depuração, aumento da meia-vida do bisfenol A livre e a sua incapacidade de glucuronidar de forma eficaz o BPA.[116]

ToxicidadeEditar

Estudos epidemiológicos recentes, têm sugerido alguma associação, estatisticamente significativa, entre a exposição ao BPA (ex.: doseando as concentrações de BPA na urina), e os efeitos na saúde humana em adultos (ex.: desenvolvimento de doenças coronárias, distúrbios reprodutivos, etc.), e alterações comportamentais em jovens do sexo feminino. Contudo, o Painel da EFSA[117] salientou que os estudos epidemiológicos podem demonstrar associações estatísticas entre a exposição ao BPA e a presença (doença coronária), ou a ausência (cancro e asma), em termos de efeitos para a saúde, mas o desenho inerente aos estudos transversais não permite o estabelecimento de relações causais entre a exposição ao BPA e as consequências prejudiciais na saúde (ex.: doenças crónicas).[117]

Estudos in vitro e in vivo acerca de alterações em receptores, hormônios, sistema imunitário, proliferação celular, apoptose, proteómica, genómica e epigenética foram apresentados para compilar/ resumir os dados mais recentes acerca de mecanismos endócrinos potencialmente relevantes mediados pelo BPA.[carece de fontes?]

Doses elevadas de BPA (>5 mg/kg peso corporal/dia) podem ter efeitos bioquímicos e moleculares consistentes com aqueles observados com outras substâncias estrogénicas. Também se têm referido efeitos com uma exposição a baixas doses de BPA, que podem ser independentes dos receptores hormonais clássicos. O BPA possui uma ligação fraca afinidades para estes receptores, mas os seus efeitos podem ser alternativamente induzidos por vias de sinalização iniciadas através de cinases membranares. Porém, na ausência de curvas dose-resposta claras e devido às falhas no desenho experimental, não se pode retirar qualquer conclusão acercas das alterações bioquímicas e moleculares nem é possível definir que têm ou não impacto na saúde humana. Devido à falta de um modo de ação claramente definido para o BPA em baixas doses, a relevância toxicológica dos efeitos do BPA descritos, não podem ser avaliados e os resultados não podem ser tidos em consideração para a derivação ingestão diária aceitável (TDI). Apesar de serem referidas algumas alterações bioquímicas como consequência de efeitos de uma dose baixa de BPA, o Painel da EFSA[117] não considerou este efeito adverso reprodutível.[117]

Efeitos ambientaisEditar

Distribuição e degradaçãoEditar

O BPA tem sido detectado no meio ambiente natural desde a década de 1990, e agora já está amplamente distribuído pelo globo.[118][119] É um poluente principalmente de águas doces superficiais,[120] mas também tem sido encontrado no ambiente marinho,[121] nos solos[122] e, em níveis mais baixos, na atmosfera. A solubilidade do BPA na água é baixa (~ 300 g/ tonelada de água),[123] no entanto, isso já possibilita a distribuição do composto no meio ambiente.[122] Boa parte da poluição por BPA acontece através da água, particularmente através das águas residuais de indústrias que utilizam BPA. A reciclagem de papel, quando inclui o papel térmico,[5] pode ser uma importante fonte de liberação do composto no meio ambiente. A lixiviação do BPA em materiais de PVC[120] e de aterros sanitários[124] também podem ser fontes significativas.

Em todos esses casos, o tratamento de águas residuais pode ser altamente eficaz na remoção de BPA, reduzindo em até 91-98% a concentração do composto.[125] Independente disso, os 2-9% restantes continuarão a ser liberados no meio ambiente, sendo que baixos níveis de BPA comumente observados em águas superficiais e sedimentos nos EUA e na Europa.[126]

Uma vez no meio ambiente, o BPA é biodegradado através de processos aeróbicos por uma grande variedade de organismos.[118][127][128] Sua meia-vida em água foi estimada entre 4,5 e 15 dias.[122] A degradação no ar é mais rápida do que na água, enquanto no solo é mais lenta.[122] O BPA em sedimentos degrada-se ainda mais lentamente, particularmente onde este processo é anaeróbico. A degradação abiótica já foi reportada, mas geralmente é mais lenta que a biodegradação. Os mecanismos de degradação abiótica incluem a foto-oxidação e reações com minerais, tais como o goethita, que podem estar presente no solo ou em sedimentos.[129]

Impactos à vida selvagemEditar

O BPA é um contaminante emergente preocupante.[124] Apesar de não apresentar uma elevada bioacumulação e sua meia-vida ser curta, a liberação do BPA no ambiente expõe continuamente a plantas[130] e animais ao composto. Embora muitos estudos tenham sido realizados, estes geralmente se concentram em uma gama limitada de organismos modelo e podem usar concentrações de BPA muito maiores que os níveis comumente encontrados no meio ambiente.[131] Dessa forma, os efeitos precisos do BPA no crescimento, reprodução e desenvolvimento do organismo aquático não são totalmente compreendidos.[131] Independentemente disso, os dados existentes mostram que os efeitos do BPA na vida selvagem geralmente são negativos.[132][133] O BPA parece ser capaz de afetar o desenvolvimento e a reprodução em uma ampla gama de animais selvagens,[133] com certas espécies sendo particularmente sensíveis, como invertebrados e anfíbios.[132]

Regulação do uso de BPAEditar

A substância é proibida em países como Canadá, Dinamarca e Costa Rica, bem como em alguns Estados norte-americanos. No Brasil, o bisfenol era empregado na produção de garrafas plásticas, mamadeiras, copos para bebês e vários outros produtos de plástico.[134] No final de 2011, foi proibida a fabricação de mamadeiras com o composto (com prazo até o fim de 2012 para a retirada das prateleiras e estoques).[135] Para os demais fins, o BPA continua sendo amplamente utilizado no Brasil e é virtualmente onipresente,[carece de fontes?] até mesmo no ramo da alimentação (em recipientes, tais como os garrafões de água mineral, latas de alimentos e bebidas). Outros usos incluem: papeis de recibos e extratos bancários, CDs, telefones, periféricos para computadores etc.

No Brasil, a ANVISA, no dia 15 de setembro de 2011, proibiu mamadeiras com BPA a partir de janeiro de 2012.[136] Não há notícias, todavia, de que a ANVISA tenha feito novas proibições, conquanto as evidências científicas contra o uso do bisfenol venham cada vez mais se acumulando.[carece de fontes?]

No Congresso Nacional do Brasil tramitam vários projetos de lei (PL 3075/2011; PL 3075/2011; PL 1197/2011; PL 5831/2009) visando a proibição parcial de tal substância em produtos voltados para o público infantil.

Em 2008, após vários artigos do governo dos EUA questionarem sua segurança, alguns varejistas retiraram das prateleiras produtos com BPA.[carece de fontes?]

Em janeiro de 2011, A Comissão Europeia publica a Directiva que proíbe o uso do BPA nas mamadeiras. A Comissão Europeia, com base no princípio da precaução, e até estarem disponíveis dados científicos que esclareçam a importância toxicológica da utilização de BPA na fabricação de mamadeiras, proibiu a produção, a partir de 1 de março de 2011, e a venda e importação de mamadeiras com BPA para a União Europeia, a partir de 1 de junho.[137]

Em março de 2011, a China propõe banir o BPA. O Ministério da Saúde da China publicou uma regulamentação provisória que propõe banir o BPA em qualquer tipo de recipiente concebido para conter alimentos ou bebidas para crianças.[138] Devido aos potenciais riscos à saúde associados ao BPA, no Japão a maioria das embalagens com epóxi foram substituídas por filmes de PET.[139]

Em abril de 2011 foi publicado um estudo conduzido pelo Comite de Aconselhamento da Sociedade Alemã de Toxicologia, que avaliou criticamente as evidências chave dos efeitos prejudiciais para a saúde humana da exposição ao BPA. Este estudo confirma a ingestão diária aceitável (tolerable daily intake - TDI) de 0,05 mg/kg peso corporal/dia, para o BPA, e concluiu que, de acordo com os dados atualmente disponíveis, a exposição ao BPA não representa riscos para a saúde humana, incluindo recém-nascidos e bebes.[140]

Em junho de 2011, Piracicaba é primeira cidade do Brasil a aprovar uma lei municipal que proíbe a comercialização de mamadeiras, chupetas, alimentos e bebidas que contenham o BPA, segundo informação da Câmara dos Vereadores da cidade, no dia 30 de junho de 2011.[141]

Os anos iniciais do desenvolvimento parecem ser o período de maior sensibilidade a seus efeitos.[142] Órgãos reguladores, como a FDA (EUA) e a ANVISA (Brasil), determinaram níveis seguros para seres humanos, mas estes níveis são atualmente questionados ou revistos como resultado de novos estudos científicos.[143]

Recomendações aos paisEditar

De acordo com artigo publicado na Veja a recomendação para os pais é que "Se puder, substitua mamadeiras, copos, pratos e recipientes para guardar alimentos de plástico por aqueles que que sejam feitos de vidro, madeira, porcelana, aço ou metal. Ao comprar qualquer produto, especialmente para crianças, busque informações nos rótulos das embalagens, como o selo bisfenol free, os números 3 e 7 no símbolo da reciclagem ou uma certificação de órgãos como o Inmetro e a Anvisa. Não compre brinquedos ou qualquer tipo de produto que sejam de má qualidade, principalmente para crianças pequenas. Se tiver em casa utensílios de cozinha de plástico, evite colocá-los no microondas ou mesmo congelar alimentos nesses recipientes. Produtos de plástico velhos, danificados ou vencidos devem ser jogados no lixo".[144]

Estudos relevantesEditar

O bisfenol A, conforme o estudo Impact of early-life bisphenol A exposure on behavior and executive function in children [145] sugere que o BPA pode comprometer o comportamento, inclusive sexual, de garotas. Neste estudo, a exposição ao BPA durante a fase gestacional afetou a regulação nos domínios comportamentais e emocionais, especialmente entre as meninas. Os médicos podem aconselhar os pacientes em questão para reduzir a sua exposição a certos produtos de consumo, mas os benefícios de tais reduções não são claras. Em resumo, a exposição ao BPA durante a fase gestacional pode afetar processos endócrinos ou de outros neurotransmissores e perturbar a diferenciação sexual do cérebro, alterando o comportamento de uma maneira dependente do gênero sexual.[145]

Estudo semelhante, publicado em 2014 no The Journal of the Society for Reproduction and Fertility, chegou a conclusões desconcertantes e surpreendentes. Intitulado como Sex Specific Estrogen Receptor beta (ERβ) mRNA Expression in the Rat Hypothalamus and Amygdala is Altered by Neonatal Bisphenol A (BPA) Exposure [146], o estudo esclareceu que a vida perinatal é uma janela crítica para a organização cerebral do dimorfismo sexual e é profundamente influenciada por hormônios esteróides. A exposição a compostos de disruptores endócrinos (EDC) pode interromper este processo, resultando em uma fisiologia reprodutiva e comportamental comprometidas. Para testar a hipótese de que a exposição ao BPA no período neonatal pode alterar a expressão do receptor sexo-específico de estrogênio beta (RpE) em regiões cerebrais fundamentais para o comportamento sociossexual, foram mapeados os níveis de mRNA RpE no principal núcleo do leito do núcleo do terminal de estria (BNSTp), o núcleo paraventricular (PVN), o núcleo medial da parte anterior da amígdala (MEA), o núcleo de super óptico (SON), o núcleo suprachiasmic (SCN) e a habenula lateral (LHb) em dias pós-natal (PNDs) 0 a 19. Em seguida, foram injetados, nos filhotes de ratos de ambos os sexos, por via subcutânea durante os três primeiros dias de vida, 10 ug de benzoato de estradiol (BE), 50 ug / kg de BPA (LBPA), ou 50 mg / kg de BPA (HBPA) e RpE em níveis quantificados em cada região de interesse (ROI) em 4 e 10 dias pós-natal (PNDs). A exposição ao benzoato de estradiol (EB) diminuiu o sinal do Receptor Sexo-específico de estrogênio beta (RpE) na maioria das regiões de interesse (ROIs) feminino e no núcleo paraventricular (PVN) masculino. No núcleo de terminal de estria (BNSTp), a expressão do Receptor Sexo-específico de estrogênio beta (RpE) diminuiu em machos LBPA machos e fêmeas HBPA no dia pós-natal nº 10, revertendo, assim, a diferença entre os sexos na expressão. No núcleo paraventricular (PVN), os níveis de mRNA RpE estavam elevados nas mulheres LBPA, também resultando em uma reversão da expressão do dimorfismo sexual. No núcleo medial da parte anterior da amígdala (MEA), o BPA diminuiu a expressão RpE no dia pós-natal (PND) nº 4". O mais importante, todavia, é a conclusão do estudo: "Coletivamente, estes dados demonstram que a região e a expressão sexo-específica (RpE) é vulnerável, no período neonatal, a uma exposição ao BPA, especialmente em regiões, do cérebro de ratos em desenvolvimento, críticas para o comportamento sociossexual".[146]

No artigo A ameaça dos disruptores endócrinos, de José Santamarta, o autor resgata aspectos centrais das pesquisas já realizadas para alertar a todos nós que estamos sendo vítimas de certas substâncias químicas que, por diferentes mecanismos, estão afetando especialmente os processos reprodutivos de aves e mamíferos. Tais substâncias, agindo no sistema endócrino, inclusive dos seres humanos, podem colocar em risco nossa sobrevivência como espécie. Os chamados disruptores endócrinos (ou burladores, fraudadores) não são venenos clássicos, eles interferem no sistema hormonal, sabotando as comunicações e alterando os mensageiros químicos que se movem, permanentemente, dentro do nosso corpo. Como resultado, estamos sujeitos a um conjunto de efeitos maléficos à saúde, o que inclui anormalidades sexuais em crianças e adultos, homens e mulheres. Nos homens, pesquisas mostram a redução drástica do número de espermatozoides no sêmen.[147].

O estudo Bisphenol A (BPA) and its potential role in the pathogenesis of the polycystic ovary syndrome (PCOS) [94], publicado na revista Gynecol Endocrinol em janeiro de 2014, confirmou assertivas insertas em pesquisas anteriores acerca do potencial papel do BPA no desenvolvimento da Síndrome do Ovário Policístico (SOP). Observações recentes demonstraram níveis mais elevados de BPA em fluidos biológicos de mulheres com SOP e seu papel na patogênese da hiperandrogenismo e hiperinsulinemia. Há fortes indícios de que a exposição da mãe ao BPA durante a gravidez também pode levar ao desenvolvimento da SOP na prole feminina.[94]

Outro estudo de 2011, "Endocrine Disruptors and Polycystic Ovary Syndrome (PCOS): Elevated Serum Levels of Bisphenol A in Women with PCOS", [148] concluiu foram encontrados níveis maiores de BPA em mulheres com SOP e uma associação estatisticamente positiva e significativa entre andrógenos e o BPA, fatores estes que apontam para o fato de que o BPA possui um potencial e relevante papel, por ser um disruptor endócrino, na fisiopatologia da SOP.[148]

No artigo "Industrial endocrine disruptors and polycystic ovary syndrome", revelou-se que o eixo hipotálamo-hipofisário é castigado pelo BPA, uma vez que o mesmo desregula a produção do hormônio liberador de gonadotropinas (GnRH). Ao nível da glândula pituitária (hipófise), produtos químicos industriais (incluindo-se o BPA), por si só, foram capazes de perturbar a liberação de gonadotrofinas.[95] Tais distúrbios, conforme se viu acima em causas relacionadas a desordens endócrinas, encontram-se na raiz da SOP, até mesmo por conta do desequilíbrio causado na produção do Hormônio luteinizante (LH) em proporção superior à do Hormônio Folículo Estimulante (FSH).[carece de fontes?]

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