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Bonifácio José Tamm de Andrada

(Redirecionado de Bonifácio Andrada)
Bonifácio Andrada
Deputado federal Bonifácio Andrada
Deputado federal por Minas Gerais
Período 1 de fevereiro de 1979
até 31 de janeiro de 2019
(10 mandatos consecutivos)
Deputado estadual de Minas Gerais
Período 1959 - 1975
(4 mandatos consecutivos)
Vereador de Barbacena
Período 1954 - 1958
Dados pessoais
Nascimento 14 de maio de 1930 (89 anos)
Barbacena, MG
Partido DEM (2018-atualidade)
PSDB (1997-2017)
PTB (1994-1996)
PDS (1980-1993)
ARENA (1966-1979)
UDN (1954-1965)
linkWP:PPO#Brasil

Bonifácio José Tamm de Andrada (Barbacena, 14 de maio de 1930) é um advogado, jornalista, cientista político, professor universitário e político brasileiro, filiado ao DEM. Foi deputado federal de 1979 até 2019, tendo exercido dez mandatos consecutivos.

Anteriormente, foi vereador de Barbacena, de 1954 a 1958, e deputado estadual em Minas Gerais, de 1959 a 1975, tendo assim exercido cargos legislativos durante sessenta anos.

É filho de José Bonifácio Lafayette de Andrada e de Vera Raymunda Tamm de Andrada, e irmão do já falecido deputado José Bonifácio Tamm de Andrada. É ainda descendente[1] do estadista José Bonifácio de Andrada e Silva – irmão de seu trisavô, Martim Francisco Ribeiro de Andrada, casado com a filha do patriarca da independência.

O parlamentar é casado com Amália Borges de Andrada e tem 8 filhos, dentre eles políticos como Antônio Carlos Doorgal de Andrada e Lafayette Luiz Doorgal de Andrada, o ex-advogado geral da União e vice-procurador-geral da República José Bonifácio Borges de Andrada, e o desembargador do TJMG Doorgal Gustavo Borges de Andrada.

Carreira políticaEditar

Bonifácio foi um dos fundadores da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos - CNEC na década de 1950 e bacharelou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro após ter feito os primeiros anos do curso na Faculdade Mineira de Direito.

Após formado, iniciou a advocacia privada em sua cidade natal, na qual foi eleito vereador por um mandato (1954 a 1958) pela UDN. Foi deputado estadual em Minas Gerais por 4 mandatos consecutivos (1959 - 1975), pela UDN nos 2 primeiros e pela ARENA nos demais[2][3][4][5].

É deputado federal por Minas Gerais pelo 10° mandato consecutivo (desde 1979), eleito pela ARENA no seu primeiro mandato, pelo PDS nos 3 seguintes, pelo PTB nas eleições de 1994 e pelo PSDB desde então[6].

Fundou em Barbacena, juntamente com o seu pai, o semanário Correio da Serra em 1954, jornal de oposição aguerrida de linha "udenista" do qual foi redator-chefe por muitos anos. Foi filiado à UDN (1954-1965) - pelo qual foi eleito vereador e deputado estadual, ocasião em que defendeu dentre outros temas o regime parlamentarista (sobre o qual, inclusive, possui obras publicadas), à ARENA (1966-1979), ao PDS (1980-1993), ao PTB (1994-1996) e ao PSDB (desde 1997).

Ausentou-se da votação da Emenda Dante de Oliveira em 1984 que propunha Eleições Diretas para Presidência da República, faltaram vinte e dois votos para a emenda ser aprovada.[7]

Foi membro da Assembleia Nacional que elaborou a Constituição de 1988[6].

Como deputado estadual, presidiu a Assembleia Legislativa de Minas Gerais em 1968. E como deputado federal, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados em Brasília. Atualmente é o deputado federal mais velho do Brasil.

Foi candidato a vice-presidente da República do Brasil na Eleição presidencial de 1989 na chapa de Paulo Maluf tendo esta chapa obtido 5.986.575 votos ficando em 5° lugar, atrás do vencedor Fernando Collor de Mello, de Luiz Inácio Lula da Silva, de Leonel Brizola e de Mário Covas, e derrotando nomes conhecidos como o de Ulysses Guimarães, Aureliano Chaves e Enéas Carneiro.

Foi eleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019), pelo PSDB. Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[8] Já no Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[8] Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.[8][9]

Em setembro de 2017, foi escolhido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser o relator da 2ª denúncia contra o presidente da república Michel Temer pelos crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa. Em 10 de outubro, recomendou a rejeição da denúncia na CCJ.[10][11]

Atividades partidáriasEditar

  • Presidente do Departamento Nacional dos Estudantes Udenistas (1952);
  • Líder da UDN na Câmara de vereadores;
  • Líder da UDN na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (1962-1963);
  • Secretário-geral e vice-presidente da UDN de Minas Gerais;
  • Líder da ARENA na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (1966-1969);
  • Vice-presidente da ARENA de Minas Gerais;
  • Membro da Executiva da ARENA de Minas Gerais;
  • Líder do governo da ARENA na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (1971-1975);
  • Membro do Diretório do PDS;
  • Membro da Comissão Executiva Nacional do PDS;
  • Vice-líder do PDS (1980, 1982, 1989-1990 e 1991);
  • Primeiro vice-líder do PDS (1982-1986);
  • Presidente da Fundação Milton Campos;
  • Vice-líder do PTB (1994);
  • Membro da Executiva do PSDB (2001);
  • Vice-líder do PSDB (2002 e desde 2008).

Filiações partidáriasEditar

  • UDN (1954-1965);
  • ARENA (1966-1979);
  • PDS (1980-1993);
  • PTB (1994-1996);
  • PSDB (desde 2 de outubro de 1997);
  • DEM (2018).

Cargos públicosEditar

Começou a vida pública como oficial de gabinete do Ministro da Agricultura (1955) no governo Eurico Gaspar Dutra. Após ter exercido vários mandatos eletivos, foi nomeado secretário de Estado da Educação e Cultura de Minas Gerais (1965) na gestão do então governador Magalhães Pinto. Posteriormente, ocuparia a secretaria de Estado do Interior e Justiça de Minas Gerais (1974-1977) durante o governo Aureliano Chaves.

E após sucessivos mandatos parlamentares federais, foi convidado durante o governo Hélio Garcia para ser mais uma vez o titular de secretaria estadual - agora da secretaria de Administração e Recursos Humanos (1994-1997).

Outros cargosEditar

  • Presidente do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (Araguaína, TO);
  • Presidente do Instituto de Estudos Parlamentares da Assembleia Mineira, 1967-1970;
  • Organizador e primeiro Presidente da Campanha de Educandários da Comunidade (CNEC) em Minas Gerais;
  • Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais;
  • Membro do Instituto da Ordem dos Advogados de Minas Gerais;
  • Criador da Fundação e da Universidade Presidente Antônio Carlos, da Fundação José Bonifácio Lafayette de Andrada e de várias faculdades e colégios em Minas Gerais;
  • Membro da Academia Mineira de Letras.

Vida docenteEditar

Atividades sindicais, representativas de classe e associativasEditar

  • Presidente da UEE de Minas Gerais;
  • Membro do sindicato dos professores;
  • Membro da OAB/MG;
  • Membro do sindicato Rural de Barbacena;
  • Advogado do sindicato.

Estudos e cursos diversosEditar

Missões oficiaisEditar

  • Integrante da delegação parlamentar mineira ao Congresso de Estudos Municipais, Barcelona (1967);
  • Viagem aos EUA a convite do governo americano (1968);
  • Viagem a Formosa, China, a convite daquele país (1977);
  • Integrante da delegação brasileira à Reunião Parlamentar, Havana (1981);
  • Chefe da delegação do PDS à Conferência de Solidariedade ao Iraque, Bagdá (1981);
  • Observador da delegação brasileira à ONU (1981);
  • Integrante do grupo parlamentar brasileiro que visitou o Chile a convite do governo daquele país;
  • Membro do Seminário sobre a Constituição Federal Brasileira, Bonn, Alemanha;
  • Membro do Parlamento Latino-Americano - representou-o na Conferencia em Haia, Holanda.

Obras publicadasEditar

  • Idéias e propostas para um Brasil livre;
  • Seminário Minas e a Constituição;
  • Parlamentarismo e a evolução brasileira: breve ensaio sobre o parlamentarismo, presidencialismo e a evolução política brasileira (1962);
  • A educação e segurança nacional (1966);
  • Os poderes da Assembléia Nacional Constituinte;
  • Migrações sazonais no Nordeste: relatório de pesquisa (1981);
  • Constituição, regime democrático e revisão constitucional (1993);
  • Parlamentarismo e a realidade nacional (1993);
  • A revolução de 1930: marco histórico (1995);
  • Ciência política, ciência do poder (1998)

Homenagens e condecoraçõesEditar

Durante a carreira, Bonifácio tem recebido homenagens e condecorações. Dentre elas, destacam-se:

  • Medalha da Inconfidência, governo de Minas Gerais (1966);
  • Medalha Santos Dumont, governo de Minas Gerais (1968);
  • Medalha Santos Dumont da FAB (1969);
  • Medalha Alferes Tiradentes, PM de Minas Gerais (1977);
  • Ordem do Mérito do Barão do Rio Branco (1980);
  • Mérito Legislativo de Minas Gerais (1982);
  • Mérito do governo do Chile;
  • Mérito do Superior Tribunal do Trabalho;
  • Medalha do Mérito Militar do Exército;
  • Mérito Militar da Marinha;
  • Mérito Militar da Aeronáutica.

Ver tambémEditar

Referências

  1. www.bonifacioandrada.com.br/ Bonifácio Andrada
  2. ALMG 3ª Legislatura Site da Assembléia Legislativa de Minas Gerias - acessado em 13 de julho de 2010
  3. ALMG 4ª Legislatura Site da Assembléia Legislativa de Minas Gerias - acessado em 13 de julho de 2010
  4. ALMG 5ª Legislatura Site da Assembléia Legislativa de Minas Gerias - acessado em 13 de julho de 2010
  5. ALMG 6ª Legislatura Site da Assembléia Legislativa de Minas Gerias - acessado em 13 de julho de 2010
  6. a b Câmara Site da Câmara - acessado em 13 de julho de 2010
  7. Primeira página: Folha de S.Paulo - Coletânea das mais importantes primeiras páginas do jornal desde 1921. São Paulo: Publifolha. p. 170 
  8. a b c G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017 
  9. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  10. G1 (28 de setembro de 2017). «Denúncia contra Temer: Bonifácio de Andrada é anunciado relator na CCJ». G1. Consultado em 30 de setembro de 2017 
  11. G1 (10 de outubro de 2017). «Relator na CCJ recomenda rejeição da denúncia contra Temer, Padilha e Moreira». G1. Consultado em 10 de outubro de 2017 

Ligações externasEditar