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Obra Redenção de Can[1] (1895). Avó negra, filha mulata, genro e neto brancos, para o governo da época, a cada geração o brasileiro ficaria mais branco. Quadro de Modesto Brocos y Gomes.

Clareamento racial, branqueamento racial ou simplesmente branqueamento, é uma ideologia que era amplamente aceita no Brasil entre 1889 e 1914, como a "solução" para o excesso de negros.[2] Simpatizantes da ideologia de Branqueamento acreditavam que a raça negra iria avançar culturalmente e geneticamente, ou até mesmo desaparecer totalmente, dentro de várias gerações de miscigenação entre brancos e negros. Esta ideologia ganhou o apoio da ideologia do racismo cientifico e foi um ato Darwinismo social, no qual foi aplicada a teoria de Darwin da seleção natural a uma sociedade ou a sua raça. Combinando essas duas ideias, o branco da elite da época acreditaram que o sangue ''branco" seria superior e inevitavelmente iria "clarear" as demais raças.

Índice

Uso da ideologiaEditar

O uso prático da ideologia de Branqueamento parece ter ocorrido somente no Brasil, e não foi visto na Europa ou nos Estados Unidos. Muitos Europeus acreditavam que a mistura de raças poderia produzir prole degenerada e eles temiam que a mistura pode tornar-se uma ameaça para a raça branca. Nos Estados Unidos uma barreira entre negros e brancos foi formada pela segregação, que proibiu a mistura das duas raças. [carece de fontes?]

Percepção da raça branca no BrasilEditar

No Brasil, a raça hoje é um percebida de modo diferente do restante do mundo. As raças no Brasil podem ser definidas com as pessoas que estão na parte superior do sistema de classes como brancos e aqueles que se encontram na parte inferior da classe do sistema como pretos, podendo haver mobilidade quando se sobe na estrutura social, tal fenômeno só acontece no país, devido ao alto grau de miscigenação e ao fato do homem branco ser visto como o topo da hierarquia social.[3]

Classe e educação também têm uma influência na percepção do nível de brancura de um indivíduo, ou seja, alguém que alcança o ensino superior é percebido como mais branco no Brasil.[4]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Ciência Hoje, ed. (15 de outubro de 2002). «Livro explica surgimento do Homo brasilis». Consultado em 4 de maio de 2015 
  2. Skidmore, Thomas.
  3. Hier, Sean P.; Greenberg, Joshua L. (1 de janeiro de 2002). «Constructing a discursive crisis: risk, problematization and illegal Chinese in Canada». Ethnic and Racial Studies. 25 (3): 490–513. ISSN 0141-9870. doi:10.1080/01419870020036701 
  4. Dávila, Jerry (2006). Diploma de Brancura: Política Social E Racial No Brasil, 1917-1945. [S.l.]: Editora UNESP. ISBN 9788571396524 

Ligações externasEditar