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Brasão de Belém
Brasão de Belém
Detalhes
Adoção 1625
Lema Do Latim:
1°- "Vereat (ou Ver est) Aeternum - Tutius Latente" ("Eterna Primavera/Escondida é mais segura")
2°- "Rectionr cum retrogradus" ("É mais reta se olharmos o passado")
3°- "nequaquam mínima est" ("De modo algum és a menor")

Brasão da cidade de Belém é o símbolo de Belém, município do estado do Pará, Brasil.

HistóriaEditar

O Brasão do Município de Belém foi criado em 1626, logo no início da colonização. Naquele tempo o capitão-mor da Capitania do Grão - Pará, Bento Maciel Parente, ao lado de Pedro Teixeira Ayres Chicorro e Baião de Abreu, teve a ideia de instituir um escudo para ser colocado no Forte do Castelo. Esse brasão simbolizaria a coragem, a tradição e o pioneirismo dos portugueses.[1]

SignificadosEditar

O brasão manteve sua forma pelos sucessivos governos ao longo dos séculos de história da cidade, mas seu significado não teve a mesma sorte pois a tradição não o explica. Apesar disto, aceita-se atualmente os seguintes significados para as três faixas com inscrições em latim: (Segundo José Maria)

  • A primeira: "Vereat (ou Ver est) Aeternum - Tutius Latente", que significa "Eterna Primavera/Escondida é mais segura". Faz alusão ao rio Amazonas e ao rio Tocantins que, sendo os rios que se encontram tanto ao oeste quanto ao leste do estado do Pará, escondem suas inúmeras belezas aos olhos dos exploradores.[1]
  • A segunda faixa: "Rectionr cum retrogradus", que quer dizer "É mais reta se olharmos o passado". Essa frase faz alusão ao dia da chegada e estabelecimento de Francisco Caldeira Castelo Branco ao local onde fundaria a cidade de Belém. O momento da fundação foi precedida por uma bela aurora.[1]
  • A terceira faixa: "nequaquam mínima est", que se traduz como "de modo algum és a menor", faz referência à cidade de Belém, na Judeia. O profeta Miqueias (5-1,3) escreveu que Belém de Judá não seria a menor das cidades de Israel, porque "de ti é que sairá aquele que há de ser governante de Israel". Esta profecia antecipa que em Belém nasceria o Messias. Com o nascimento de Jesus, em Belém de Judá, se cumpre a profecia de Miqueias. O Novo Testamento faz-se eco desta profecia, no Evangelhos de São Mateus: (2,6): "pois assim escreveu o profeta, 'E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um príncipe que será o pastor de meu povo Israel'".[1]

Além dessas inscrições, o escudo apresenta animais, flores, frutas, uma torre e um sol radiante, que também possuem significados. O castelo ou a torre de prata, por exemplo, simbolizam a figura do fundador de Belém, o capitão Castelo Branco. O sol nascente representa, por outro lado, a hora em que o referido capitão se aproximou do lugar depois conhecido como Santa Maria de Belém. O campo que se vê abaixo do sol, mostra um boi e uma mula e revela a fertilidade dos campos e as potencialidades naturais da região amazônica para a indústria e o comércio.

Erros de confecçãoEditar

O brasão de Belém possui erros crassos, considerando-se as convenções da heráldica municipal (também denominada "civil") brasileira:

  • O brasão não apresenta uma "coroa-mural", peça utilizada pela maioria dos municípios brasileiros. Tal convenção é herança da heráldica portuguesa, presente na grande maioria dos brasões de municípios brasileiros. Como capital de estado, Belém deveria possuir coroa de cor dourada, igual às dos brasões de Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Teresina, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.
  • O formato do escudo também está errado. O escudo utilizado é um escudo polaco sendo que o correto é um escudo no formato denominado "redondo", ou português como é o das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba e da maioria dos municípios brasileiros.
  • O escudo carece de tenentes, também denominados suportes. Assim como o listel, a grande maioria dos municípios brasileiros contém tal ornamento.

Referências

  1. a b c d BRASÃO DO MUNICÍPIO DE BELÉM Prefeitura Municipal de Belém.

Ligações externasEditar

  • Criando e Refazendo Brasões de Municípios
  • Ribeiro, Clovis, Brazões e Bandeiras do Brasil, São Paulo Editora, São Paulo, 1933.
  • Faria, Arcinóe Antônio Peixoto de. Enciclopédia Heráldica Municipalista, São Paulo, 1953,
  • Mattos, Armando de. Manual de Heráldica, 3ª edição. Porto, Livraria Fernando Machado, 1960.
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