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Brasão de Fernandópolis

Brasão de armas.

Descrição HeráldicaEditar

Escudo samnítico, encimado pela coroa mural oito torres, de prata. Em campo de ouro, dois leões afrontados de gules, sustentando em escudete que é partido, com o primeiro de bláu com uma roda dentada de Santa Catarina de ouro e o segundo de goles com seis costelas de prata, postas em pala. Em ponta, uma faixa estreita e ondada de bláu. O escudo é orlado de prata, carregada de uma cadeia de sable. duas chaminés de goles e fumegantes, às quaes se sobrepõe a dextra um ramo de café frutificando ao natural e a sinistra um ramo de algodão florido entrecruzados em ponta, sobre os quais se estende um listel de bláu, contendo em letras de ouro e divisa: UNIDOS PELA GRANDEZA DA CIDADE.

SimbologiaEditar

O escudo, preferido para representar brasão de Fernandópolis é de origem francesa, sendo o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal que, por essa razão evoca a origem latina do nosso povo e a herança heráldica dos portugueses. A coroa mural que o sobrepõe, símbolo universal dos brasões de domínio, sendo de prata e de oito torres de das quaes apenas cinco são visíveis, cidade que representa como sendo de segunda grandeza ou seja, sede de Comarca.

A cor do metal ouro do campo do escudo, em heráldica simboliza a nobreza, riqueza, esplendor, glória poder e força (segundo Guelfi), sintetizando as metas que o povo de Femandópolis procura atingir através de um trabalho contínuo e eficaz. O leão rampante em heráldica simboliza a força, a grandeza, o mando, a coragem, e magnanimidade, nobreza de condição, por ser o mais nobre dos animais representados em heráldica. A configuração no brasão de Femandópolis, de dois leões rampantes afrontados e sustentando um escudete com as armas dos Costa, tem por objetivo simbolizar a união dos habitantes das duas vilas, Vila Brasilándia e Vila Pereira, que por interceção do então interventor Fernando Costa, vieram a constituir a cidade que recebe o nome em homenagem ao mediador da contenda que por largos anos dividia os dois povos.

A cor goles significa a intrepidez, coragem, valentia, qualidade que identiticam os pioneiros desbravadores e fundadores das duas vilas. O escudete, tal como já mencionado, representa as armas dos Costas, como a indicar em peça pariante a união em São Paulo ao termo do Estado Novo. A faixa estreita ondada de bláu simboliza Ribeirão Santa Rita que, nascendo nas proximidades da sede do município, serve de marco divisor do município de Estrela d'Oeste, cumprindo essa missão até desaguar no Córrego da Estiva, sendo portanto genuinamente fernandópolense.

A corrente que circunda o escudo, dentro da orla de prata, simboliza liberdade conseguida ou emancipação sendo também o emblema de concordia e fidelidade. A cor sable em heráldica simboliza a prudência, sabedoria, honestidade, firmeza e obediência, traduzindo os predicados dos povos de Vila Brasilãndia e Vila Pereira que souberam prudentemente acatar a autoridade do nobre mediador, conduzindo, com e honestidade e sabedoria os destinos do município. O metal prata da orla é em heráldica o símbolo de amizade, equidade, justiça, inocência e pureza, inspirados da fé cristã de um novo ordeiro e amante da paz. Nos ornamentes exteriores, as chaminés fumegantes simbolizam as indústrias florescentes do notadamente a indústria cerâmica, que contribuem de maneira eficaz e positiva para o engrandecimento da cidade e os ramos de café e algodão, representam os produtos da terra dadivosa e fértil, um dos esteios da economia municipal.

A divisa do listel é uma afirmação de , resumindo tudo quanto o brasão representa, testemunhando valor de seus habitantes.

FontesEditar

  • Câmara Municipal de Fernandópolis, descrição do brasão