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Brasão de armas

O Brasão de Franca, cuja descrição consta da lei municipal nº 144 de 26 de janeiro de 1955, foi criado pela lei municipal de 14 de abril de 1930, de autoria de Affonso D'Escragnolle Taunnay. Foi desenhado por Henrique Manza.

DescriçãoEditar

O escudo português, redondo. É encimado pela coroa das municipalidades. No centro um escudo pequeno (escudete) com meia-lua que lembra o santo do município, Nossa Senhora da Conceição.

No brasão à esquerda, em campo vermelho (goles), um "gibão de armas" dos bandeirantes de São Paulo, ao natural, com três flechas de prata, e um rio de prata com três bagres nadantes de sable (cor preta dos brasões), lembrando que o toponímio bandeirante de Franca era "Pouso dos Bagres", assim chamado pelos exploradores do nosso interior.

No brasão à direita em vermelho, com um leão que investe e duas coroas: real de Portugal em 1818 e imperial do Brasil.

O leão representa as armas da Vila Franca, em Portugal. As coroas recordam que Franca se chamou "Vila Franca Del Rei" e "Vila Franca do Imperador".

A parte inferior do brasão em azul, uma cidade fortificada, de prata, lembra resistência obstinada, feita pelos francanos à invasão em suas terras por mineiros. A bandeira, plantada em cima do baluarte, com braço armado de prata, sobre o fundo em vermelho do brasão da cidade de São Paulo.

Com a farda de gala, e insígnias da Ordem de Cristo, lembrando Antônio José de Franca e Horta, Governador e Capitão General da Capitania de São Paulo. À direita, um homem vestido de couro, armado de bacamarte e trazendo a garrucha à cinta, lembra a figura de Anselmo Ferreira de Barcelos, fomentador da Anselmada.

O listel, ramos de café frutados, lembrando a lavoura do município, bem como o capim mimoso, que faz parte dos campos do município, tanto que Franca já foi chamada de "Campos de Capim Mimoso". Vê-se a inscrição: "GENTI MEAE PAULISTAE FIDELIS" (Fiel à minha grei paulista).

Completando com nove estrelas, representando os nove voluntários francanos que morreram durante a Revolução Constitucionalista de 32.

Erros de confecçãoEditar

O brasão de Franca possui erros crassos, considerando-se as convenções da heráldica municipal (também denominada "civil") brasileira:

  • A coroa mural (a peça acima do escudo) possui número errado de torres. Ao invés das três aparentes que atualmente possui, deveria ter cinco, como toda cidade comum. Do modo como está, indica que Franca é um povoado, com menos de 5000 habitantes e não emancipado.
  • As portas da mesma coroa devem ser pintadas em sable (preto) indicando portas fechadas. Do como com está (portas em branco), dá a indicação de portas abertas, algo que não se usa de maneira alguma em coroa mural. Só o preto é aceitável.
  • A lua crescrente desenhada na porta central da coroa mural está em lugar errado. Deve ser excluída ou então trazida para dentro do escudo. Não se coloca nenhum tipo de símbolo sobre a coroa-mural.
  • As oito estrelas desenhadas no mesmo setor da cidade fortificada estão em posição errada. Fazem alusão a um fato histórico e a fortificação a outro. Portanto, merecem um espaço à parte no escudo do brasão.
  • Os ramos de capim mimoso estão "escondidos" atrás dos tenentes (as personalidades retratadas ladeando o escudo). Deve-se manter ou os ramos ou as personalidades, não os dois, que estão em claro conflito no brasão.
  • O nome da cidade que aparece acima do brasão deveria vir para o listel (faixa abaixo do brasão) junto com a frase neste inscrita.

ReferênciasEditar