Brasão de armas de Portugal

brasão de armas nacional

O brasão de armas de Portugal pode ser descrito heraldicamente do seguinte modo:

Brasão de armas de Portugal
Brasão de armas de Portugal
Detalhes
Adoção 30 de Junho de 1911
Escudo Português; de prata com cinco escudetes azuis em cruz, cada um carregado com cinco besantes de prata em aspa; bordura vermelha carregada com sete castelos de ouro
«de prata, com cinco escudetes de azul, postos em cruz de Cristo, cada um carregado por cinco besantes de prata, postos em cruz de Sto. André (ou quincunce); bordadura de vermelho carregada de sete castelos de ouro; o escudo sobreposto a uma esfera armilar, rodeada por dois ramos de oliveira (ou loureiro) de ouro, atados por uma fita verde e vermelha»

Histórico e significadosEditar

Nas bandeiras militares, a fita surge colorida singularmente apenas de prata com a inscrição retirada d'Os Lusíadas: "Esta é a ditosa Pátria minha amada".

As armas podem-se dividir em duas metades distintas, embora não seja frequente essa distinção na heráldica portuguesa: as armas maiores são as aqui representadas, ao passo que as armas menores consistem apenas do escudo tradicional (representado na bandeira portuguesa) sobreposto à esfera armilar, sem mais enfeites.

Quanto ao seu significado, a versão mais antiga que se conhece foi divulgada pelo conde D. Pedro (filho bastardo do rei D. Dinis), 1287-1350, que na sua "Crónica Geral de Espanha", de 1344, escreve referindo-se à grande vitória de D. Afonso Henrique na batalha de Ourique em 1139: E, depois que os reis foram vencidos, como dissemos, o rei Dom Afonso de Portugal, por memória daquele bom acontecimento que Deus lhe dera, pôs no seu pendão cinco escudos por aqueles cinco reis, e pô-los em cruz em lembrança da cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. E pôs em cada escudo trinta dinheiros por memória daqueles trinta dinheiros por que Judas vendeu Jesus Cristo.Crónica Geral de Espanha de 1344

Todas as demais explicações foram sendo acrescentadas e alteradas ao longo dos séculos e alguma crítica moderna fixa-se demasiado no número diverso de besantes (tal como, mais tarde, no número diverso de castelos) em várias representações, esquecendo que isso poderia não ter qualquer importância no tempo medieval, mas sim o que os besantes representavam. Com o tempo, a explicação lendária do escudo de prata carregado de escudetes azuis besantados de prata nasceria da mítica, para alguns, batalha de Ourique, na qual Jesus Cristo teria aparecido ao rei D. Afonso Henriques prometendo-lhe a vitória, se adoptasse por armas as suas chagas (em número de cinco, donde os cinco escudetes em quincunce/cruz de Santo André); sobre a origem dos besantes, diz-se ser a representação dos trinta dinheiros pelos quais Judas vendeu Jesus aos romanos (dobrando-se o número cinco no escudete central, por forma a totalizar trinta e não vinte cinco). Contudo, sabe-se pelos selos régios e numismática que o número de besantes mudou bastante ao longo das primeiras dinastias, logo havendo um significado heráldico, não poderia ser esse para alguns autores. Outros supõem ser a prova da soberania portuguesa face a Leão, pelo direito que assistia ao soberano de cunhar moeda própria – de que os besantes mais não são que a constatação heráldica desse facto.

 
Na década de 1910 houve projetos para a escolha do padrão para o regime republicano. O projeto acima foi desenhado por Joaquim Augusto Fernandes com forte inspiração no padrão brasileiro e tem fragmento de verso de Luís de Camões (acervo da Fundação Mário Soares.

A bordadura de vermelho carregada de sete castelos de ouro representa, segundo a tradição, o antigo reino mouro do Algarve, conquistado por Afonso III em 1249, mas sabe-se que os castelos já eram usados como brasão por D. Afonso antes de ascender ao trono, nomeadamente em selos enquanto conde de Bolonha, o que tem sido ignorado pela generalidade dos autores

Enfim, a esfera armilar de ouro, símbolo pessoal de D. Manuel I, conferido por D. João II, representa a expansão marítima dos Portugueses ao longo dos séculos XV e XVI. Historicamente, a associação da esfera armilar a D. Manuel deu-se aquando da sua investidura no Ducado de Beja por D. João II, em 1484, logo após o assassínio do seu irmão D. Diogo, Duque de Viseu, tendo D. João concedido a D. Manuel, por empresa, a esfera armilar e, por mote, a misteriosa palavra Spera (que, pela confusão entre o p e o dígrafo ph, com valor de f, acabou sendo lida como Sfera, criando um jogo de palavras entre a esfera, como representação do mundo, e a espera de D. Manuel para alcançar um trono ao qual nunca havia pensado chegar).

Evolução dos Símbolos de PortugalEditar

Evolução do escudo de PortugalEditar

Evolução dos brasões de armas de PortugalEditar

Evolução dos brasões presentes na bandeira de PortugalEditar

Outros brasões de armas PortuguesesEditar

Brasões/escudos das casas e dinastias reais de PortugalEditar

Brasões de armas governamentais de PortugalEditar

Brasões/Escudos das subdivisões de PortugalEditar

Regiões de PortugalEditar

Antigas ColóniasEditar

Pré-1935Editar

Pré-1932Editar

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Escudo

(1935-Independência)

               
Brasão de armas

(1935-Independência)

               
Brasão de armas

(1951-Independência)

               
Brasão de armas

(1932) (Provisórios)

               

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

 
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