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Rafael Tobias de Aguiar

(Redirecionado de Brigadeiro Tobias)
Rafael Tobias de Aguiar
Nascimento 4 de outubro de 1794[1]
Sorocaba, Flag of the Princes of Brazil.svg Brasil
Morte 7 de outubro de 1857 (63 anos)
litoral do Rio de Janeiro, Flag of Brazil (1822–1870).svg Brasil
Nacionalidade Império do Brasil Império do Brasil Brasileiro
Ocupação Político

Rafael Tobias de Aguiar (Sorocaba, 4 de outubro de 1794 — litoral do Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1857) foi um líder político e militar paulista. Conhecido como "Brigadeiro Tobias de Aguiar", foi um dos líderes do partido liberal paulista na primeira metade do Século XIX e um dos líderes da Revolução Liberal de 1842, em São Paulo.

BiografiaEditar

Filho de Antônio Francisco de Aguiar e de Gertrudes Eufrosina Aires[1], nasceu numa família de fazendeiros, e iniciou seus estudos em São Paulo.

Entrou na vida pública em 1821, representante da comarca de Itu para a escolha dos deputados brasileiros às Cortes Gerais e Constituintes de Lisboa. Um dos líderes liberais da primeira metade do século XIX, elegeu-se conselheiro do governo provincial em 1827. Foi deputado provincial e geral em numerosas legislaturas. Somente pela Província de São Paulo, foi eleito em dez legislaturas, entre 1838 e 1861, sendo em quatro delas como suplente. Foi escolhido presidente da Província de São Paulo por duas vezes, de 17 de novembro de 1831 a 11 de maio de 1835 e de 6 de agosto de 1840 a 15 de julho de 1841, acumulando neste segundo mandato, os cargos de presidente e deputado provincial.[2]

Entre seus amigos figurava outro liberal famoso, o Padre Diogo Antônio Feijó, de quem foi colega de escola.

Em virtude de sua administração, quando aplicou até mesmo seu salário em escolas, obras públicas e de caridade, recebeu o posto de Brigadeiro Honorário do império.

O líderEditar

 
Em pintura de Maximiliano Scholze.

Em 1842, comandou a Revolução Liberal juntamente com o padre Diogo Antônio Feijó para combater a ascensão dos conservadores pró-Portugal durante o início do reinado de Dom Pedro II.

Em 17 de maio de 1842, é proclamado pelos paulistas presidente interino da Província de São Paulo em Sorocaba, que foi declarada capital provisória da Província pelos paulistas. Foi ele quem se encarregou de reunir a chamada Coluna Libertadora, com mais de 1.500 homens, com a qual tentou invadira capital de São Paulo para depor o presidente da Província, o Barão de Monte Alegre e de quem se dizia à época, "traidor, lambe-botas de Pedro II".

Antes da batalha, casou-se com Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos[3], ex-amante de Dom Pedro I e com quem já tinha seis filhos. De seu relacionamento anterior com D. Pedro I tinha tido cinco filhos, dos quais duas filhas ainda eram vivas.

Foi derrotado pelas forças imperiais e tentou furar o cerco para reoganizar-se no Rio Grande do Sul (terra dos netos dos Bandeirantes) aliando-se aos independentistas da Guerra dos Farrapos. Levou para o Rio Grande do Sul o primeiro cavalo malhado de que se tem notícia e, por essa razão, até hoje esse pelo de equino é ali chamado de Tobiano.[4] Foi preso em Palmeira das Missões e levado para a Fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro. Foi anistiado e deixou a prisão em 1844, retornou a São Paulo, onde foi recebido na capital por toda população.

É o patrono da Polícia Militar do Estado de São Paulo e seu nome homenageia o primeiro batalhão de Choque, chamado Batalhão Tobias de Aguiar, responsável pela ROTA - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar.

Faleceu em viagem da cidade de Santos para o Rio de Janeiro, a bordo do vapor Piratininga, no dia 7 de outubro de 1857, aos 63 anos.

Referências

  1. a b «Museu da Cidade - Rafael Tobias de Aguiar». Consultado em 25 de setembro de 2015. Arquivado do original em 25 de setembro de 2015 
  2. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. «Os Deputados do Império» (PDF). 26 páginas. Consultado em 21 de dezembro de 2013 
  3. CHRISTILLINO, Christiano Luís. Estratégias de família na ocupação do planalto sul-rio-grandense no XIX, IX Encontro Estadual de História, ANPUH-RS, 2008.
  4. FAGUNDES, Morivalde Calvet.História da Revolução Farroupilha. 3ª. Ed. Caxias do Sul: EDUCS, 1984.
  • AMARAL, Tancredo do, 1895, A História de São Paulo ensinada pela biographia dos seus vultos mais notáveis, Alves & Cia. Editores, 353 pp.


Precedido por
Manuel Teodoro de Araújo Azambuja
Presidente da Província de São Paulo
1831 — 1835
Sucedido por
Francisco Antônio de Sousa Queirós
Precedido por
Manuel Machado Nunes
Presidente da Província de São Paulo
1840 — 1841
Sucedido por
Miguel de Sousa Melo e Alvim


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