Bromelia laciniosa

planta da família das bromeliáceas chamada macambira

A macambira ou mocambira (Bromelia laciniosa) é uma planta da família das bromeliáceas, do gênero Bromelia. Possui vários usos que vão desde a utilização da planta para evitar a erosão, até como alimento para o gado. Como sua folha possui modificações que dão uma natureza espinhenta a mesma, a macambira é queimada antes de ser oferecida ao gado.

Como ler uma infocaixa de taxonomiaMacambira
Bromelia laciniosa
Bromelia laciniosa
Classificação científica
Reino: Plantae
Filo: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Subclasse: Commelinidae
Ordem: Poales
Família: bromeliácea
Subfamília: Bromelioideae
Género: Bromelia
Espécie: B. laciniosa
Nome binomial
Bromelia laciniosa
Mart. ex Schult. & Schult.f.
Inflorescência da macambira

Características

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A macambira está presente nas áreas secas do nordeste, desde a Bahia até o Maranhão. É característica nas chapadas e planaltos da região.

Seu caule é cilíndrico e suas folhas (constituídas de duas partes distintas: base dilatada e limbo) encontram-se distribuídas em torno do caule.[1] O caule desta planta geralmente é confundido com a raiz, porém as raízes da macambira são finas, diferentemente do caule que é mais espesso. O tamanho da planta é variado e o seu fruto é uma baga de três a cinco centímetros de comprimento e diâmetro variando de 10 a 20 milímetros. Essas bagas quando maduras assumem uma coloração amarela, lembrando um cacho de pequenas bananas.[1]

História e utilização

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Macambira, uma das plantas típicas da caatinga.

A origem do uso da macambira se deu com os povos indígenas da Caatinga, sendo utilizada em suas tradições. Atualmente, o povo Fulni-Ô, de Pernambuco, ainda usa essa planta em sua medicina tradicional, mantendo um conhecimento milenar.[2]

Em geral, a macambira pode ser utilizada como planta ornamental, porém sua maior utilização é nas laterais de rodovias que cortam o semi-árido para evitar a erosão (isso devido ao fato de sua raiz ser do tipo fasciculada o que dificulta a erosão). Quando queimada é utilizada como alimento para o gado. Além disso, da base de suas folhas é extraída uma massa da qual se fabrica um tipo de pão.

Diferenças entre crauá, gravatá e macambira

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De uma forma semelhante a confusão que há entre os cágados, jabutis e tartarugas, há uma confusão na diferenciação entre crauá, macambira e gravatá. Vale ressaltar que são indivíduos de espécies diferentes que vivem em grupos na caatinga.

  • Crauá é da espécie Neoglaziovia variegata que possui folhas verde-escuras com machas brancas e flores vermelhas.
  • Macambira é a Bromelia laciniosa, que possui folhas constituídas de partes distintas: base dilatada e limbo em torno do caule.[3]
  • Gravatá é uma versão da espécie Aechmea blanchetiana que forma touceiras mais abertas e densas com até 70 a 1,30 m de altura. [4]


Referências

  1. a b Ana Ester Sampaio Angelim; Jadson Patrick Santana de Moraes; José Aliçandro Bezerra da Silva; Rita de Cássia Rodrigues Gonçalves Gervásio (jul. 2007). «Germinação e Aspectos Morfológicos de Plantas de Macambira (Bromelia laciniosa), encontradas na Região do Vale do São Francisco.)». Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 5, supl. 2. pp. 1065–1067. Consultado em 3 de fevereiro de 2013  line feed character character in |coautores= at position 34 (ajuda)
  2. Da Silva, Valdelina A. (2003). «Etnobotânica dos índios Fulni-Ô». UFPE. Consultado em 28 de maio de 2024 
  3. Angelim, Ana Ester Sampaio; Moraes, Jadson Patrick Santana de; Silva, José Aliçandro Bezerra da; Gervásio, Rita de Cássia Rodrigues Gonçalves . Germinação e Aspectos Morfológicos de Plantas de Macambira (Bromelia laciniosa), encontradas na Região do Vale do São Francisco. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 5, supl. 2. pp. 1065–1067. 2007.
  4. «Caraguatá do mato (Bromelia balansae)». www.colecionandofrutas.com.br. Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
 
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