Brothers in Arms: Road to Hill 30

vídeojogo de 2005
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre um jogo eletrônico. Se procura o álbum de Dire Straits, veja Brothers in Arms. Se procura música de mesmo nome, veja Brothers in Arms (canção).

Brothers in Arms: Road to Hill 30 é um jogo eletrônico de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela Gearbox Software e publicado pela Ubisoft para Microsoft Windows, OS X, Xbox e PlayStation 2. É o primeiro jogo da série Brothers in Arms. O jogo é definido na Segunda Guerra Mundial durante a invasão da Normandia.

Brothers in Arms: Road to Hill 30
Capa norte-americana para PC
Desenvolvedora(s) Gearbox Software[1]
Publicadora(s) Ubisoft
Diretor(es)
Designer(s)
  • Randy Pitchford
  • Brian Martel
Escritor(es)
  • Mike Neumann
  • John Antal
Programador(es)
  • Patrick Deupree
  • Steve Jones
Artista(s)
  • Brian Martel
  • Jeramy Cooke
Compositor(es) Stephen Harwood
Motor Unreal Engine 2.0
Série Brothers in Arms
Plataforma(s) Microsoft Windows
Mac OS X
Xbox
PlayStation 2
Nintendo Wii (como parte de Brothers in Arms: Double Time)
Lançamento Xbox
  • AN 1 de março de 2005
Windows, PlayStation 2
  • AN 15 de março de 2005
Wii
  • AN 23 de setembro de 2008
Gênero(s) Tiro em primeira pessoa, tiro tático
Modos de jogo Single-player, multiplayer
Brothers in Arms: Earned in Blood

O game foi portado para o Wii em 2008, como parte da compilação Brothers in Arms: Double Time.

Brothers in Arms: Road to Hill 30 foi usado para recriar cenários em um especial do History Channel de 2005, intitulado Brothers in Arms.

JogabilidadeEditar

Brothers in Arms: Road to Hill 30 é jogo tiro de em primeira pessoa com elementos táticos de suprimir e flanquear o inimigo. Na maioria dos níveis, o jogador está no comando de uma ou duas equipes separadas de 1 a 3 homens, com exceção de várias seções nas quais o jogador não está no comando de nenhuma unidade. Existem dois tipos de equipes, que são fornecidos automaticamente antes de cada missão:

Equipe de fogo: formada por soldados com fuzis M1 Garand e o fuzil automático Browning, usada para suprimir e encurralar o inimigo com fogo supressor. Equipe de assalto: formada por soldados geralmente com a Carabina M1A1, submetralhadoras Thompson e granadas, sendo a ideal para flanquear o inimigo enquanto eles são imobilizados pela equipe de fogo do jogador. Além disso, alguns níveis fornecem ao jogador um tanque em vez de uma equipe, fornecendo aos jogadores um grande poder de fogo e cobertura móvel. O jogador pode equipar a metralhadora Browning M1919 ou Browning M2 montada no cilindro do tanque para supressão adicional. Um círculo vermelho acima dos inimigos mostra quando eles estão ativos na batalha e são uma ameaça, tanto para o jogador quanto para o seu esquadrão. Quando o jogador emite uma ordem de tiro supressivo o círculo fica cinza e o inimigo está suprimido ou encurralado, indicando uma oportunidade para o jogador ou esquadrão mover-se para uma posição de flanco melhorada. Para melhores estratégias e manobras de flanco, o jogo conta com um modo de "consciência situacional" (situational awareness no original), que pausa o jogo e a câmera sai da primeira pessoa e foca de uma perspectiva de cima, permitindo o jogador visualizar o seu personagem e todo o campo de batalha ao seu redor. Este modo também permite o jogador visualizar a sua posição atual, a posição das tropas aliadas e inimigas, bem como visualizar o objetivo da missão.

Brothers in Arms: Road to Hill 30 é notável por seu sistema de comando intuitivo. Equipes e tanques podem ser ordenados a se mover, lançar fogo supressor, reunir-se, encontrar cobertura e atacar o inimigo. O jogo enfatiza em vários pontos a eficácia das táticas de fogo e manobra, conhecidas como os Quatro Fs (Finding, Fix, Flank e Finish), que foram manobras realmente usadas ​​pelos militares americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Ela se expressa no tutorial do jogo como: "Encontrar, Suprimir, Flanquear e Eliminar", descrevendo as etapas para encontrar, suprimir, flanquear e eliminar um inimigo.

O foco no comando da equipe, em vez da pontaria individual, é enfatizado ao fornecer ao jogador uma mira imprecisa. Em vez de ter uma precisão quase perfeita com armas em jogos como Call of Duty e Medal of Honor, Brothers in Arms modela armas com precisão errática e o fogo inimigo pode interferir na mira do jogador para simular os efeitos do fogo supressor. A relativa falta de precisão é projetada para simular a dificuldade em atingir alvos em uma situação de combate e para forçar o jogador a usar membros da equipe para engajar unidades inimigas e fornecer melhores oportunidades táticas.

HistóriaEditar

A história é centrada durante os desembarques aerotransportados na Normandia, sendo baseada na história real da missão Albany atribuída a 101ª Divisão Aerotransportada, que foi lançada atrás das linhas alemãs na Normandia, na noite do Dia D. O jogo é baseado nas ações reais do 502º Regimento de Infantaria Paraquedista desde a segurança da saída 4 na Praia de Utah até a captura e a defesa de Carentan. A história do jogo gira em torno do Sargento Matthew Baker (baseado em Harrison C. Summers) que precisa lidar com a responsabilidade de liderar um esquadrão de 13 homens e traze-los de volta da missão com vida. A história acompanha Baker desde o seu salto inicial na Normandia em 6 de junho até a batalha pela "Colina 30" na defesa de Carentan durante a climática Batalha de Bloody Gulch, oito dias depois.

DesenvolvimentoEditar

Brothers in Arms: Road to Hill 30 usa uma versão modificada do Unreal Engine 2.0 com vários efeitos, como desfoque de movimento, cores e iluminação, filtragem anisotrópica, balística realista, som surround e amortecimento.[2][3] A história por trás de Brothers in Arms se baseia nas missões reais que foram conduzidas pelo 502º Regimento de Infantaria Paraquedista da famosa 101ª Divisão Aerotransportada, quando se lançaram atrás das linhas alemãs durante o Dia D. Randy Pitchford, o desenvolvedor do jogo, descreveu-o como "o melhor jogo [em que ele] já trabalhou".[4] Ele e sua equipe de desenvolvimento tentaram recriar a aparência real da Normandia de 1944 e seus edifícios, marcos, ruas e campos de batalha. Eles pesquisaram sobre os soldados reais do 502º que lutaram lá, as fotografias de reconhecimento histórico, operações e batalhas como a tomada do Objetivo XYZ, a Praia de Utah, a estrada N13 perto de Carentan (chamada de Purple Heart Lane), a própria cidade de Carentan e seus arredores e a Batalha de Bloody Gulch, apresentada no prólogo e no clímax do jogo. A pesquisa incluiu entrevistar vários veteranos e recriar as armas reais da linha do tempo do jogo.[5]

O coronel aposentado do Exército dos Estados Unidos, John Antal, foi o consultor da equipe de desenvolvimento na criação da jogabilidade tática inovadora do jogo.[6] Ele foi encarregado no sentido de assegurar que as acções e os comandos do jogo foram os mais precisos e autênticos possíveis, ele ensinou a equipe de desenvolvimento, tanto na sala de desenvolvimento quanto no campo sobre a tomada de decisões em combate real. A equipe de desenvolvimento pesquisou e analisou outros jogos de tiro táticos e estratégicos para criar sua própria jogabilidade exclusiva em Brothers in Arms. Eles projetaram os personagens do jogo para se comportarem como verdadeiros soldados treinados, que eram totalmente capazes de enfrentar o inimigo, cobrindo-se mutuamente e obtendo boas posições de tiro. Pitchford descreveu o desenvolvimento do jogo como "caro e demorado", e o processo de fazer o jogo exigiu vários protótipos e tentativas que custaram tempo, recursos e ideias.[7] Essas tentativas foram feitas a fim de tornar o combate tático o mais divertido e envolvente possível, sem torná-lo parecido com outros shooters padrões do mercado. Pitchford teve problemas em fazer a história devido ao fato de que os shooters da Segunda Guerra Mundial naquele momento eram tão "roteirizados como um passeio na Disneylândia e não tão interativos" na indústria de videogames.[8] Portanto, a equipe de desenvolvimento se certificou de que a história não fosse tão clichê e roteirizada como outras histórias da Segunda Guerra Mundial, e tornaria o jogo tão dinâmico e plausível com os jogadores realmente se preocupando com a vida de seus personagens e o combate em que estavam. O jogo foi lançado em 15 de março de 2005 para PC, Xbox e PlayStation 2. A Ubisoft Shanghai ajudou a portar o jogo para as limitações gráficas do PS2.[9] Brothers in Arms: Road to Hill 30 foi o primeiro jogo de propriedade independente da Gearbox Software, e Pitchford fez questão de proteger sua licença de outras editoras que quisessem comprá-lo. Pitchford deu crédito à Ubisoft por assumir o risco, dando-lhes liberdade para desenvolver o jogo como se fosse seu e ajudando-os em seu marketing.[10]

RecepçãoEditar

Brothers in Arms: Road to Hill 30 foi um sucesso comercial, vendendo 1,7 milhões de cópias até o final de março de 2005.[11][12] O lançamento para PC de Brothers in Arms recebeu um prêmio de vendas "Prata" da Entertainment and Leisure Software Publishers Association (ELSPA), indicando vendas de pelo menos 100.000 cópias no Reino Unido.[13]

Brothers in Arms: Road to Hill 30 recebeu críticas "geralmente favoráveis", de acordo com o agregador de críticas Metacritic.[14][15][16]

Philip Morton do Thunderbolt deu ao jogo uma nota 10/10 e chamou-o de "exatamente o que o gênero de shooters precisava." Ele elogiou a jogabilidade que descreveu como "afiada até quase a perfeição".[17]

No entanto, a jogabilidade repetitiva do jogo recebeu feedback negativo de outros críticos. A Maxim deu às versões de consoles (Xbox e PS2) uma pontuação de 8/10 e afirmou que "Os jogadores com períodos curtos de atenção provavelmente acharão todo o gerenciamento de esquadrão tedioso, mas achamos que adiciona uma dimensão muito necessária a um gênero muito obsoleto."[18] A versão de PS2 foi em geral criticada por sua limitação gráfica se comparada as outras plataformas.

Detroit Free Press deu a versão de Xbox 3 de 4 estrelas, dizendo que "poderia ter sido um jogo de quatro estrelas, se não fosse por algumas coisas que não funcionam bem. Você pode pressionar um botão para dar-lhe um visão aérea durante as missões. Mas, em vez de ajudar a avançar o enredo, a visão turbulenta e ampliada me deixou tonto. E a inteligência do inimigo está muito baixa, o que significa que eles não perseguem você com muita astúcia."[19]

O Sydney Morning Herald, por outro lado, deu ao jogo 4 de 5 estrelas, elogiou a IA que eles descreveram como inteligente, mas criticou a jogabilidade redundante dizendo que "a maioria dos encontros são superados usando o mesmo método: colocar fogo suprimindo e flanquear."[20]

LegadoEditar

Brothers in Arms: Road to Hill 30 e suas sequências principais, Brothers in Arms: Earned in Blood e Brothers in Arms: Hell's Highway são incluídos em muitas listas de melhores jogos de tiro ambientados na Segunda Guerra Mundial.[21][22] Críticos e sites de jogos elogiaram a inovação na jogabilidade que Brothers in Arms trouxe para o gênero de jogos da Segunda Guerra Mundial, que já estava se tornando obsoleto e impopular naquela época. Durante seu lançamento, a GameSpot o chamou de "uma das melhores experiências de jogo da Segunda Guerra Mundial até hoje".[23] Gamerant classificou-o em sétimo lugar na lista dos "9 melhores videogames da Segunda Guerra Mundial", afirmando que "enquanto a maioria dos shooters da Segunda Guerra Mundial tende a se concentrar em ações de protagonismo, Brothers in Arms trata de estratégia e táticas inteligentes e que "também tem um foco maior no desenvolvimento emocional e companheirismo dos personagens, que são apresentados como soldados comuns que estão constantemente sofrendo com o estresse emocional causado pela guerra, o que difere da narrativa explosiva e exagerada de outros jogos do gênero. Brothers in Arms possui uma narrativa de videogame da Segunda Guerra Mundial mais emocional e madura disponível para os jogadores experimentarem."[24]

Como um jogo histórico, Philip Morton da Thunderbolt elogiou o jogo por capturar o período de forma mais precisa e realista do que outros jogos anteriores.[25] Ele afirmou que outros jogos do gênero, como Call of Duty e Medal of Honor, nada mais eram do que versões de Hollywood da guerra, e descreveu Brothers in Arms em uma experiência equivalente a Band of Brothers ou Saving Private Ryan, por ser um "retrato autêntico e emocional da guerra". Morton afirmou que foi "sem dúvida o melhor jogo da Segunda Guerra Mundial já feito". Ben Griffin da PC Gamer elogiou-o por seu retrato real da guerra, descrevendo-o como "uma grande lição de história, ultrapassando sem esforço a linha entre o autêntico e o agradável".[26]

Referências

  1. name=Demiurge Studios
  2. name="PC Gamer">Griffin, Ben. «Reinstall: Brothers in Arms». PC Gamer  April 16, 2014
  3. Leaf, Thomas. «PC Review - 'Brothers in Arms: Road to Hill 30'». Worth Playing  April 7, 2005
  4. name="GameSpot Dev">Staff. «Brothers in Arms: Road to Hill 30 Q&A - Final Thoughts». GameSpot  March 3, 2005
  5. name="Thunderbolt2"
  6. name="GameSpot Dev"
  7. name="GameSpot Dev"
  8. name="GameSpot Dev"
  9. name="GameSpot Dev"
  10. name="Gama">Nutt, Christian. «Catching Up With Gearbox's Randy Pitchford». Gamasutra 
  11. name=salesagain>«Ubisoft publie ses résultats» (Nota de imprensa) (em French). Agence française pour le jeu vidéo. 29 de abril de 2005. Arquivado do original em 19 de outubro de 2005 
  12. name=sales2>«4th Quarter 2004-2005 Sales: €221 Million (Up by 50% at Constant Exchange Rates) FY 2004-2005: 17 Million Units Sold Under 8 Major Brands, Operating Cash Flow* Over €50 Million» (Nota de imprensa). Ubisoft. 28 de abril de 2005. Cópia arquivada em 21 de setembro de 2017 
  13. «ELSPA Sales Awards: Silver». Entertainment and Leisure Software Publishers Association. Consultado em 3 de fevereiro de 2009. Arquivado do original em 21 de fevereiro de 2009 
  14. name="MCPC"
  15. name="MCPS2"
  16. name="MCXBOX"
  17. name="Thunderbolt2">Morton, Philip. «Brothers in Arms: Road to Hill 30». Thunderbolt. Consultado em 10 de julho de 2016. Arquivado do original em 1 de dezembro de 2017  April 7, 2005
  18. «Brothers in Arms (PS2, Xbox)». Maxim. 2005 
  19. name=Detroit
  20. name=Sydney
  21. name="Thunderbolt2"
  22. McCarter, Reid. «The 10 Best World War II Videogames». Paste Magazine  April 16, 2014
  23. name="Gamespot">Colayco, Bob. «Gamespot: Brothers in Arms: Road to Hill 30 review». GameSpot  March 18, 2005
  24. Griffin, Ben. «9 Best World War II Video Games». Gamerant  April 16, 2014
  25. name="Thunderbolt2"
  26. name="PC Gamer"

Ligações externasEditar

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