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Cesare Cantù
Nascimento 5 de dezembro de 1804
Brivio
Morte 11 de março de 1895 (90 anos)
Milão
Cidadania Reino de Itália, Reino da Sardenha
Ocupação historiador, escritor, político
Assinatura
Cesare Cantù signature.svg

Cesare Cantù (Brivio, 5 de dezembro de 1804Milão, 11 de março de 1895) foi um historiador, escritor e importante intelectual italiano. Autor da obra Storia universale (História Universal) em 72 volumes, inspirada nos ideais do catolicismo liberal. Escreveu também o romance Margherita Pusteria em 1838 e estudos sobre poetas Italianos.

Entre os escritores italianos do século XIX, Césare Cantù ocupa lugar de destaque pela sua grande atividade, não somente de historiador, mas de polígrafo, de político e educador, como professor primeiro, depois como publicista.

BiografiaEditar

Segundo prefácio de Antonio Piccarrolo, encontrado na obra História Universal de 1946, nasceu de uma modesta família em 1805 e tendo perdido o pai muito cedo, aos dezoito anos, como primogênito que era, tornou-se o sustentáculo da mãe e dos irmãos menores. Com esta idade, de fato, o encontramos professor de gramática na cidade de Sondrio de onde passou a Como e depois a Milão. A metrópole Lombarda era naqueles anos centro de atividades patrióticas e de agitações anti-austriácas, que, literalmente, traduziam-se em Romantismo; como o conservantismo reacionário chama-se de classicismo. Cantù, apenas chegado neste meio tão diferente do que deixara nas duas cidades provincianas, formou ao lado dos liberais, que se chamavam Alexandre Manzoni, Tomás Grossi, Jácomo Berchet, Máximo D'Azeglio e outros, na luta entre clássicos e românticos, ocupando desde já lugar de primeira ordem. Esta tendência aliás, já manifestara antes de chegar a Milão, nos seus trabalhos juvenis escritos em Sôndrio e em Como, no "Algiso", poemeto histórico, publicado em 1828, quando o autor tinha apenas 23 anos, e, em modo especial, no Ragionamento sulla Storia Lombarda del Secolo XVII per comento ai Promessi Sposi, que acaba com a seguinte profissão de fé no racionalismo e na unidade politica da Itália:

Pensando que a razão em breve período de tempo, de humilde e quase apagada que era, pôde subir tão alto e difundir-se tão amplamente, tudo dela podemos esperar, agora que uma fervorosa inquietação vai agitando-a; agora que não é mais considerada traição pelos príncipes, impiedade pela igreja, loucura pelo povo; agora que, baseada em motivos seguros como necessidade do século, pede imperiosamente que sua autoridade seja respeitada, seu justo desejo satisfeito, suas conquistas asseguradas, seus impulsos apoiados, a fim de que as ações de todos os homens livres concorram ao conseguimento da conservação mais feliz e do aperfeiçoamento mais rápido e mais completo da sociedade; com a esperança que a indignação, a memória as necessidades prendam a nós todos em uma única justiça, em uma única vontade, em uma única e magnifica fraternidade.

 
Túmulo de Cesare Cantù no cemitério de sua cidade natal, Brivio

Era isso mais que suficiente para provocar as suspeitas e as perseguições da policia austríaca dominante em Milão e em toda Lombardia. Cantù foi preso e fechado durante mais de um ano nas masmorras austríacas. Foi neste retiro involuntário que concebeu e começou o famoso romance Margherita Pusterla, um grito de protesto contra os tiranos publicado somente em 1836, que conseguiu em breve numerosas edições traduções e reduções para o teatro e tornou-se deste modo o livro mais popular da Itália depois de Promessi Sposi.

Em 1836, Giuseppe Pomba, um editor de Turim, encomendou a Cantù uma História Universal, escrita em seis anos e setenta e dois volumes, que se tornou um sucesso editorial e financeiro.

Depois da formação do reino italiano, o Risorgimento, quando a Itália voltou a ser um pais unificado, ele continuou sua carreira literaria, produzindo livro após livro até sua morte. Por um breve período foi membro do parlamento; fundou a sociedade histórica da Lombardia e foi nomeado chefe dos arquivos, cargo de prestígio local. Sua visão era prejudicada por um forte sentido religioso e político e tendências moralizantes, e seu trabalho histórico tinha pequeno valor crítico, embora tenha colecionado vasto material que foi aproveitado por outros autores.

BibliografiaEditar

  • Francesca Kaucisvili Melzi D'Eril: Cesare Cantù e i cattolici liberali francesi, cinque corrispondenze con François-Alexis Rio, Albert DuBoys, Camille de Meaux, Mons. Félix Dupanloup, Maxime de LaRocheterie. (a cura di Francesca Kaucisvili Melzi D'Eril). Milano: Ed. Comune di Milano "Amici del Museo del Risorgimento", 1994
  • Este artigo, na sua versão original em língua inglesa, usa texto da Encyclopædia Britannica 11ª edição, uma publicação em domínio público.