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Cabo Daciolo

bombeiro militar e político brasileiro
Cabo do Corpo de Bombeiros Militar Corpo de Bombeiros Militares.PNG
Cabo Daciolo
Deputado Federal pelo Rio de Janeiro
Período 1º de fevereiro de 2015
até 31 de janeiro de 2019
Dados pessoais
Nome completo Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos
Nascimento 30 de março de 1976 (43 anos)
Florianópolis, SC
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Cristiane Daciolo
Partido PSOL (2014-2015)
AVANTE (2015-2018)
PATRI (2018-2019)
PODE (2019-presente)
Religião Evangélico
Profissão Bombeiro militar
Serviço militar
Lealdade Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro
Graduação Insignia BM P5.PNG Cabo

Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos,[1] mais conhecido como Cabo Daciolo (Florianópolis, 30 de março de 1976) é um bombeiro militar e político brasileiro, filiado ao Podemos (PODE). Ficou nacionalmente conhecido por ter participado das eleições presidenciais brasileiras de 2018. Com 1 348 323 votos (1.26%), alcançou o sexto lugar nas eleições.[2]

Em 2014, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. Expulso do PSOL em 2015,[3] foi filiado ao AVANTE e PATRI e, atualmente está filiado ao Podemos.[4] Daciolo é casado com Cristiane Daciolo e é pai de três filhos.[5] Daciolo ganhou notoriedade em 2011, quando foi uma das lideranças da greve dos bombeiros no Rio de Janeiro. Na ocasião, os grevistas ocuparam o quartel-general da corporação e acamparam nas escadarias da Alerj. Daciolo chegou a ser preso por nove dias no presídio de Bangu I.[6]

Carreira políticaEditar

Foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições estaduais de 2014.[7]

Em março de 2015, Daciolo gerou atrito dentro do PSOL ao defender a libertação dos doze policiais acusados de participar da tortura e morte do pedreiro Amarildo Dias de Souza em 2013.[3] Em maio do mesmo ano, o diretório nacional do PSOL decidiu, por 53 votos a 1, expulsar Daciolo do partido depois que ele propôs uma emenda constitucional para alterar o parágrafo primeiro da Constituição Brasileira de "todo poder emana do povo" para "todo poder emana de Deus", o que, segundo o PSOL, fere o estado laico. Na mesma reunião do diretório nacional, o PSOL decidiu, por 31 votos a 24, não reivindicar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o mandato de Daciolo.[3]

Durante a votação do impeachment de Dilma Roussef, Daciolo defendeu não somente a saída de Dilma Rousseff, mas também a saída do vice-presidente, Michel Temer; fez críticas ao presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha, à Rede Globo, e ao governador e vice-governador de seu estado, Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles respectivamente.[8]

Em dezembro de 2017, foi noticiada a absolvição de Daciolo pelo Supremo Tribunal Federal com base numa lei por ele mesmo proposta quando já era alvo de ação judicial. Daciolo era réu em ação criminal por associação criminosa (artigo 288, parágrafo único, Código Penal) e por diversos dispositivos da Lei de Segurança Nacional, porém foi beneficiado por lei de sua autoria que anistiou bombeiros e policiais militares de diversos estados que participaram de movimentos grevistas entre 2011 e 2015.[9] Em 28 de março de 2018, foi lançado pelo Patriota como candidato a Presidente da República.[10][11]

Em julho de 2018, em sessão na câmara dos deputados, "profetizou" a cura da colega, também deputada, Mara Gabrilli, deficiente física.[12] Daciolo passou boa parte da campanha eleitoral no Monte das Oliveiras, um monte situado no bairro carioca de Campo Grande.[13]

Candidatura à presidência da RepúblicaEditar

Nas eleições presidenciais de 2018, Daciolo foi candidato pelo partido Patriota, conseguindo ser o sexto candidato mais votado, com 1 348 323 votos (1.26%), à frente de candidatos como Henrique Meirelles e Marina Silva.[14]. Durante a campanha, dava declarações polêmicas e irreverentes, como a "profecia" de que seria eleito o próximo presidente.[15][16]

Suas declarações fizeram com que se tornasse alvo de memes na internet e uma figura popular na época,[17][18] muito pelo seu jeito evangélico e por representar uma figura estereotipada do pastor evangélico brasileiro. Seu jeito de se declarar gerou muito reconhecimento do povo brasileiro em geral e principalmente evangélico, que votaram nele ou se identificaram.[19][20][21]

Durante o debate entre os candidatos, promovido pela Rede Bandeirantes, Daciolo afirmou que o candidato pelo PDT, Ciro Gomes, era um dos fundadores do Foro de São Paulo, e o questionou sobre sua participação da criação de uma suposta União das Repúblicas Socialistas da América Latina, a URSAL. Ciro Gomes, por sua vez, respondeu que não é fundador do Foro de São Paulo e que desconhecia o assunto, gerando risos na plateia. O fato gerou no dia seguinte uma avalanche de memes nas redes sociais, que tratavam o tema com humor.[22]

Referências

  1. «Cabo Daciolo 5020». Eleições 2014. Consultado em 15 de dezembro de 2017. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2014 
  2. «"Candidato meme", Daciolo fica em 6º, à frente de Meirelles e Marina». UOL Eleições 2018. Consultado em 25 de março de 2019 
  3. a b c Franco, Bernardo Mello (16 de maio de 2015). «PSOL expulsa deputado que tenta trocar o povo por Deus na Constituição». Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de dezembro de 2017 
  4. Rezende, Constança (11 de agosto de 2018). «De 'Fruto de um Deus vivo' a líder de greve: quem é Cabo Daciolo». UOL Eleições 2018. Consultado em 11 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 11 de agosto de 2018 
  5. Alves, Francisco Edson (8 de outubro de 2014). «Cabo Daciolo, o 'Psol de Cristo', quer ser governador do Rio - Eleições 2014 - O Dia». O Dia. Consultado em 15 de dezembro de 2017. Cópia arquivada em 2 de janeiro de 2015 
  6. «Líder da greve dos bombeiros é expulso com mais 12». Veja. 12 de março de 2012. Consultado em 15 de dezembro de 2017 
  7. Campos, Mateus (21 de outubro de 2014). «Com tom religioso e sem apoio do PSOL-RJ, Daciolo comemora eleição e promete ir a pé até Brasília». O Globo. Consultado em 15 de dezembro de 2017 
  8. Juliano Camargo (18 de abril de 2016), Cabo Daciolo vota pelo Impeachment em nome de Jesus, consultado em 14 de agosto de 2018 
  9. Vasconcellos, Marcos de (14 de dezembro de 2017). «STF anistia deputado federal com base em lei que ele mesmo criou enquanto era réu». Consultor Jurídico. Consultado em 15 de dezembro de 2017. Cópia arquivada em 15 de dezembro de 2017 
  10. «Preterido por Bolsonaro, Patriota lança bombeiro evangélico à Presidência - Notícias - UOL Eleições 2018». UOL Eleições 2018 
  11. «Cabo Daciolo se lança à Presidência de olho nos debates da TV». Coluna do Estadão 
  12. «Em sessão da Câmara, deputado profetiza que Deus irá 'curar' Mara Gabrilli - Política - Estadão». Estadão 
  13. Cipriani, Juliana (23 de agosto de 2018). «No monte à espera de milagre, Daciolo pode ter ponto cortado na Câmara». Estado de Minas. Consultado em 9 de outubro de 2018 
  14. «Cabo Daciolo 51 - Eleições 2018». Eleições 2018. Consultado em 12 de outubro de 2018 
  15. imperiovivo (27 de setembro de 2018), Daciolo profetiza "serei o próximo presidente do brasil", consultado em 25 de março de 2019 
  16. «'Serei presidente, não sei como', diz cabo Daciolo após encerrar 21 dias de retiro». G1. Consultado em 25 de março de 2019 
  17. «Internet vai à loucura com Cabo Daciolo; veja memes». Notícias ao Minuto Brasil. 27 de setembro de 2018. Consultado em 25 de março de 2019 
  18. «Participação de Cabo Daciolo em debate gera memes na web». Diário Online - Viral. Consultado em 25 de março de 2019 
  19. «Quem é Cabo Daciolo, o candidato que confia sua campanha a Deus». EXAME. 18 de setembro de 2018. Consultado em 25 de março de 2019 
  20. «Conheça Cabo Daciolo, o pastor presidenciável que promete expulsar o demônio do Planalto». O Globo. 9 de agosto de 2018. Consultado em 25 de março de 2019 
  21. Compartilhar; Facebook; Twitter; LinkedIn; Whatsapp (9 de agosto de 2018). «Conheça Cabo Daciolo, o pastor que promete expulsar o demônio do Planalto». Gazeta Online. Consultado em 25 de março de 2019 
  22. «Ciro Gomes: O que Foro de São Paulo e Ursal têm a ver com o candidato». HuffPost. 10 de agosto de 2018. Consultado em 13 de agosto de 2018 

Ligações externasEditar