Cachoeirinha (Wagner)

Centro histórico do distrito de Cachoeirinha

Cachoeirinha[1][2] é um povoado no município baiano de Wagner,[3]situado às margens do rio de Cachoeirinha[4] que dista 13 quilômetros da sede municipal com acesso através da BA-856.[5][6] Sua população estimada (ano 2008) é de 700 habitantes. Lugar de importância histórica por por ter feito parte da rota da mineração na Chapada Diamantina na segunda metade do século XIX sobretudo na exploração de carbonado (espécie de diamante). A denominação Cachoeirinha se deu pela Resolução Municipal de 1889.

Em 1906, nas imediações do povoado, foi criada uma escola secundária rural, o Instituto Ponte Nova, por missionários presbiterianos.[7]Posteriormente, foi criado também, nas proximidades do colégio, um hospital, o Grace Memorial Hospital. Em torno desses equipamentos, organiza-se um novo núcleo urbano, que viria a se tornar mais tarde a sede do município, enquanto o povoado de Cachoeirinha permaneceu estagnado.

HistóriaEditar

Situada às margens do caminho que ficou conhecido como Estrada Real - que se estendia desde Paraty, no sul do Rio de Janeiro, até Jacobina, no norte da Bahia - Cachoeirinha foi um grande celeiro de hortifrutigranjeiros no período colonial do Brasil e abastecia os garimpeiros das cidades vizinhas, como Lençóis e Palmeiras. Servia também de pouso para comerciantes, tropeiros e garimpeiros que se dirigiam à Chapada Diamantina. A região foi palco de disputas políticas-partidárias, no período do coronelismo no Brasil, entre a família Sá e a família Mattos, ambas em busca de hegemonia na região e de prestígio junto ao governo do Estado.

No final do século XIX, a Cachoeirinha, assim como todo o Nordeste do Brasil, foi atingida por uma grande seca. Nessa ocasião, seus habitantes foram socorridos por um fazendeiro e engenheiro, de origem alemã, conhecido por Franz Wagner[8]. Para homenageá-lo, o antigo nome do povoado, Cachoeirinha, foi substituído por Wagner. Mais tarde o nome de Wagner seria atribuído ao novo núcleo urbano, conhecido até então como Ponte Nova, que se organizara em torno do colégio e do hospital, às margens do rio Utinga.

Ver tambémEditar

Referências

  1. «IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística». Consultado em 21 de fevereiro de 2015 
  2. «Site citybrazil». Consultado em 2 de abril de 2012 
  3. «IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística» (PDF). Consultado em 26 de novembro de 2015 
  4. «IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística» (PDF). Consultado em 2 de abril de 2012 
  5. «Google.com». Consultado em 2 de fevereiro de 2017 
  6. «plataformamaisbrasil.gov.br- SINCOV». Consultado em 26 de outubro de 2019 
  7. Sítio Os missionários da educação e o Instituto Ponte Nova da Bahia. Por Ester Fraga Villas-Bôas Carvalho do Nascimento. Revista Lusófona de Educação, nº 5; Lisboa, 2005 ISSN 1645-7250
  8. ALMEIDA, Belamy Macedo de. Ponte-Nova: Construindo o futuro olhando no retrovisor. Wagner, 2006.
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