Caetano de Melo e Castro

Caetano de Melo e Castro (c. 16806 de abril de 1718) foi um administrador colonial português.

Caetano de Melo e Castro
Nascimento c. 1680
Morte 6 de abril de 1718 (38 anos)
Nacionalidade Português

VidaEditar

Filho de António de Melo e Castro e neto de Francisco de Mello e Castro.

CarreiraEditar

Em 1683 foi nomeado capitão-general de Sena, Sofala e Moçambique. Foi nomeado governador-geral de Pernambuco, exercendo o cargo de 13 de junho de 1693 a 5 de março de 1699, período no qual reprimiu a revolta dos escravos de Palmares e mandou degolar Zumbi dos Palmares. Em carta ao rei de Portugal, Melo e Castro escreveu:[1]

Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares
— Melo e Castro, 14 de março de 1696 (texto adaptado)

De 1702 a 1707, foi governador e vice-rei da Índia Portuguesa. Durante seu vice-reinado, reprimiu com êxito ataque dos árabes de Omã a Damão, conseguindo formar uma esquadra.

Regressado a Portugal, em 1707, foi agraciado com a comenda de Santa Maria de Oliveira de Azeméis.

Foi sepultado no convento dos Carmelitas de Colares.

Referências

  1. Gomes, Laurentino (26 de julho de 2019). Escravidão – Vol. 1: Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. [S.l.]: Globo Livros. p. 420 


Precedido por
João de Sousa Freire
Governador de Moçambique
1682 — 1686
Sucedido por
Miguel de Almeida
Precedido por
Antônio Félix Machado da Silva e Castro
Governador de Pernambuco
1693 — 1699
Sucedido por
Fernando Martins Mascarenhas Lencastre
Precedido por
Conselho de Governo Interino: Agostinho da Anunciação e Vasco Lima Coutinho
Vice-Rei da Índia Portuguesa
1702 — 1707
Sucedido por
Rodrigo da Costa