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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Caiçara, veja Caiçara (desambiguação).

Caiçara do Rio do Vento, município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil). De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2010, sua população é de 3.304 habitantes. Área territorial de 281 km².

Município de Caiçara do Rio do Vento
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 19 de janeiro
Fundação 1963
Gentílico caiçarense do rio do vento
Prefeito(a) Felipe Muller (PMDB[1])
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Caiçara do Rio do Vento
Localização de Caiçara do Rio do Vento no Rio Grande do Norte
Caiçara do Rio do Vento está localizado em: Brasil
Caiçara do Rio do Vento
Localização de Caiçara do Rio do Vento no Brasil
05° 45' 36" S 35° 59' 52" O05° 45' 36" S 35° 59' 52" O
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Região intermediária

Natal IBGE/2017[2]

Região imediata

São Paulo do Potengi IBGE/2017[2]

Municípios limítrofes Jardim de Angicos (norte), Bento Fernandes e Riachuelo (leste), Ruy Barbosa e São Tomé (sul) e Lajes (oeste)
Distância até a capital 95 km[3]
Características geográficas
Área 281,191 km² [4]
População 3 304 hab. IBGE/2010[5]
Densidade 11,75 hab./km²
Clima semi arido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,587 baixo PNUD/2010[6]
PIB R$ 14 088,590 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 4 461,24 IBGE/2008[7]

Limita-se com os municípios de Jardim de Angicos (norte), Bento Fernandes e Riachuelo (leste), Ruy Barbosa e São Tomé (sul) e Lajes (oeste).

Índice

Principais Atividades EconômicasEditar

Agricultura de subsistência (feijão e milho), atividades familiares de fruticultura em pequena escala (pinha, caju), horticultura (projeto de horta comunitária); pesquisa e lavra de esmeraldas e outros minérios de menor importância; mas a principal atividade econômica do município corresponde ao comércio varejista.

Pontos TurísticosEditar

O principal potencial turístico do município é a Serra da Gameleira com seu clima serrano propício para quem gosta de curtir um clima mais frio, lá podemos encontrar indícios do povoamento pré-colombiano em artes rupestres na gruta conhecida como "Pedra do Letreiro". Também na comunidade rural do Rio Novo, encontramos mais inscrições pré-colombianas incrustadas em lajedos "Boqueirão" as quais carecem ser catalogadas pelos órgãos competentes para evitar sua depredação.

HistóriaEditar

Na Capitania do Rio Grande, em uma Região inóspita e ressequida por longos períodos de estiagem, com flora e fauna características do bioma da caatinga, habitada por povos indígenas, foi concedida pelo governo da capitania a Manoel Rodrigues Coelho em 1743 a data de sesmaria do Rio do Vento, sendo a mesma vendia poucos anos depois para o Padre Manoel Pinheiro Teixeira, esta região corresponde ao hoje município de Caiçara do Rio do Vento. Outros relatos dão conta de que em 1793, também já se criava gado bovino nas margens do Rio Novo (atual Rio dos Ventos).

A ocupação continua teve seu início na primeira metade do século XIV com chegada à região do senhor Manoel Ferreira Pires, oriundo do estado da Paraíba, o mesmo estabeleceu-se nas proximidades do Rio do Vento, ocupando as terras que passou a denominar Sítio Caiçara do Rio do Vento. A localidade fazia parte do município de Jardim de Angicos e posteriormente do município de Lajes comemora seu aniversário em 19 de janeiro data que corresponde à da emancipação política que ocorreu no ano de 1963, situação que continuou até sua emancipação política, que ocorreu em 19 de janeiro de 1963 quando o já distrito de Caiçara do Rio do Vento era um pequeno arruado de poucas casas e alguns estabelecimentos comerciais as margens do rio que dá origem ao seu nome.

Após sua emancipação política a cidade foi administrada pelos prefeitos: Severino Lourenço, Lourenço de Carvalho, Manoel Sinfronio Bezerra, Julio Vitorino de Andrade, Emanoel Gelson de Andrade (três mandatos), Etevaldo Câmara Lisboa (três mandatos) e Felipe Eloi Muller (dois mandatos), (2010) o Município foi administrado pelo Prefeito Francisco Edson Barbosa, que assumiu o cargo (Setembro/2009) após a renuncia do titular, Felipe Eloi Muller. Em janeiro de 2013 a abril de 2013 o município foi administrado pela prefeita interina Conceição Maria Fernandes Soares.Logo em seguida pela senhora Conceição Maria Gomes Lisboa Rocha, e hoje o chefe do executivo municipal é o jovem Felipe Muller.

Projeto simulação no planeta MarteEditar

A cidade também é conhecida por sediar o projeto pioneiro denominado Habitat Marte, de iniciativa do professor Júlio Rezende, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O Habitat Marte é a primeira estação de pesquisa sobre Marte da América do Sul.

 
Bandeira não oficial do planeta Marte utilizada pelo projeto Habitat Marte

Assim como já ocorre em projetos conduzidos pela Mars Society, tais como o Flashline Mars Arctic Research Station (FMARS)[1], localizado na Cratera de Impacto de Haughton, na Ilha de Devon, Nunavut, Canadá e o Mars Desert Research Station (MDRS), na cidade de Hanksville, Utah, Estados Unidos, o Habitat Marte procura simular situações de sobrevivência e melhoramentos tecnológicos em regiões que guardam alguma semelhança ou condições climáticas extremas tais como aquelas existentes em Marte.  

De acordo com o criador do projeto, os principais propósitos da iniciativa são, além da aproximação do público com a ciência e o empreendedorismo, a aplicação de tecnologias pensadas para Marte na solução de problemas da região do semiárido, tais como saneamento e reutilização de água – recurso escasso tanto na região da cidade quanto no planeta vermelho.

Referências

  1. «PMDB». TSE/Gazeta do Povo. Consultado em 29 de janeiro de 2018 
  2. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 29 de março de 2019 
  3. FEMURN. «Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN». Consultado em 31 de outubro de 2010 
  4. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  5. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externasEditar

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