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Caio Calvísio Sabino (cônsul em 26)

Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Caio Calvísio Sabino.
Caio Calvísio Sabino
Cônsul do Império Romano
Consulado 26 d.C.
Morte 39 d.C.

Caio Calvísio Sabino (em latim: Gaius Calvisius Sabinus; m. 39) foi um senador romano eleito cônsul em 26 com Cneu Cornélio Lêntulo Getúlico. Provavelmente era filho de Caio Calvísio Sabino, cônsul em 4 a.C., e neto de Caio Calvísio Sabino, cônsul em 39 a.C.. Durante o reinado de Calígula, Sabino foi acusado de conspiração e preferiu tirar a sua própria vida a se sujeitar a um julgamento.

Índice

CarreiraEditar

Durante seu mandato, Tibério saiu de Roma e se mudou para a ilha de Capri, na Campânia, para nunca mais voltar. Nas calendas de julho, os dois cônsules foram substituídos por Quinto Júnio Bleso e Lúcio Antíscio Veto[1][2]. Esta reclusão de Tibério pode ter sido influenciada pelo seu principal conselheiro, o poderoso prefeito pretoriano Sejano, que acabou preso e executado durante seu próprio consulado em 31. No ano seguinte, Calvísio e três outros senadores de status consular foram acusados de maiestas ("traição"). Um dos delatores, um tribuno de uma coorte urbana chamado Celso, deu um testemunho que exculpava Calvísio e Ápio Júnio Silano, cônsul em 28. Tibério deferiu a decisão sobre os outros dois, Caio Ânio Polião e Mamerco Emílio Escauro[3][4][5].

Durante o reinado de Calígula, Calvísio foi nomeado governador da Panônia, no comando de duas legiões. O imperador, que suspeitava de Calvísio e de sua esposa, chamou-o de volta a Roma em 39 e os acusou de adultério. Cornélia foi acusada de entrar no acampamento à noite vestida de soldado, de interferir na guarda e de manter relações sexuais no edifício principal (principia) do acampamento. Como a condenação era certa, ela e Sabino preferiram o suicídio antes que o julgamento começasse[1][6][7][8][9].

FamíliaEditar

Cornélia, a esposa de Sabino, era provavelmente irmã de Cneu Cornélio Lêntulo Getúlico, seu colega de consulado[1]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c Smith.
  2. Tácito, Anais iv. 46.
  3. Tácito, Anais vi. 9.
  4. Steven H. Rutledge, Imperial Inquisitions: Prosecutors and Informants from Tiberius to Domitian (Routledge, 2001), pp. 98 e 239 online.
  5. Robin Seager, Tiberius (Blackwell, 1972, 2005), p. 192 online.
  6. Tácito, Histórias i. 48.
  7. Dião Cássio, História Romana lix. 18.
  8. Ronald Syme, The Augustan Aristocracy (Oxford University Press, 1986), p. 298, nota 120.
  9. Anthony A. Barrett, Agrippina: Sex, Power, and Politics in the Early Empire (Yale University Press, 1996), p. 60 online.

Ligações externasEditar