Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C

Campeonato de Futebol

O Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C, ou simplesmente Brasileirão 1xBet - Série C (por questões de patrocínio), é uma competição equivalente à terceira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. É por meio dela que os clubes conseguem acesso para a Série B. Durante muitos anos, a Série C funcionou como o último nível no sistema de ligas nacionais do Brasil. Sua primeira edição foi realizada em 1981 e, desde então, mudou de regulamento diversas vezes e também teve sua disputa interrompida em algumas temporadas. A partir de 2009, com a criação da Série D, deixou de ser a última divisão do futebol brasileiro, passando a contar com 20 equipes participantes.

Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C
Logotipo oficial da competição.
Dados gerais
Organização CBF
Edições 31
Outros nomes Série C
Terceira Divisão
Terceirona
Local de disputa Brasil
Número de equipes 20
Sistema sistema misto
Divisões
Série ASérie BSérie CSérie D
Soccerball current event.svg Edição atual
editar

Ao todo, 27 clubes de 12 federações diferentes já se sagraram campeões da Série C. O primeiro deles foi o Olaria, enquanto o maior vencedor do torneio é o Vila Nova, com três títulos. Atualmente, além do campeão, a Série C promove as outras três melhores equipes à Série B, totalizando quatro vagas. Da mesma forma, os quatro piores times são rebaixados à Série D.

No Ranking da CBF, a Série C atribui 200 pontos ao campeão. O vice-campeão recebe 160 pontos, o terceiro recebe 150 e o quarto 140. A partir do quinto colocado, cada posição ganha dois pontos a menos em relação ao colocado imediatamente anterior, chegando até os 108 pontos para a equipe que ficar na vigésima e última posição.[1]

A atual edição é disputada por 20 clubes, que se enfrentam em turno único na primeira fase. Ao final, os oito primeiros colocados se classificam para a fase quadrangular, dividida em dois grupos: o primeiro lugar de cada chave vai para a final da competição, enquanto os dois melhores de cada grupo ascendem à Série B. Já os quatro últimos da primeira fase são rebaixados à Série D.

HistóriaEditar

SurgimentoEditar

No segundo semestre de 1980, chegou às mãos do então presidente da CBF Giulite Coutinho a proposta de criar a Taça de Bronze, equivalente à terceira divisão nacional, com o objetivo de manter em atividade no período do Campeonato Brasileiro as equipes que não haviam se classificado para as Taças de Ouro e de Prata (à época, primeira e segunda divisões, respectivamente). O torneio contaria com 24 participantes, um de cada estado do país com futebol profissional (à exceção de Rio de Janeiro e São Paulo, que colocariam duas equipes). Contudo, a federação paulista acabou por não enviar representantes, uma vez que o então presidente Nabi Abi Chedid, desafeto político de Giulite, decidiu antecipar o início da fase classificatória do Campeonato Paulista, impedindo a participação das equipes do estado. Quem também optou por ficar de fora da competição foi o Atlético Paranaense: fora das Taças de Ouro e de Prata pela classificação no Campeonato Paranaense, o time preferiu excursionar pela América do Sul ao invés de disputar o torneio recém-criado.[2]

Assim, a primeira edição da atual Série C foi realizada em 1981 com substituições aos clubes desistentes e em formato misto: as duas primeiras fases foram eliminatórias, enquanto a semifinal foi disputada em dois triangulares, com o primeiro de cada chave avançando à grande final. O primeiro campeão da história do torneio foi o Olaria, que derrotou o Santo Amaro na decisão. Com a conquista, a equipe carioca também garantiria o acesso para a Taça de Prata de 1982, mas acabou perdendo a vaga por ter sido rebaixada no estadual.[2] Apesar do feito histórico, coube ao Olaria um grande prejuízo financeiro após a participação na Taça de Bronze.[3] Também alegando questões financeiras, a CBF anunciou, logo após o encerramento da primeira edição, que o torneio seria descontinuado.[2]

Retomadas sem continuidadeEditar

Devido ao imbróglio que levou à disputa da Copa União em 1987, o Campeonato Brasileiro daquele ano foi disputado em módulos. Os módulos azul e branco, também chamados de Troféu Heleno Nunes e Troféu Rubem Moreira e vencidos por Americano e Operário-MS, respectivamente, chegaram a ser considerados como edições da Série C e, posteriormente, até mesmo da Série B. Contudo, os títulos nunca foram reconhecidos pela CBF como conquistas de nenhuma das divisões.[4][5]

Assim, a segunda edição da Série C só seria disputada em 1988, mas não sem percalços. Inicialmente prevista para ter 63 equipes, a competição contou com diversas desistências (algumas delas à véspera da primeira rodada) devido ao temor pelo fracasso do torneio.[6] A chamada Divisão de Acesso acabou sendo realizada com 43 participantes e foi vencida pelo União São João, que ficou com o título por ter a melhor campanha após dois empates contra o Esportivo de Passos na decisão. A princípio, apenas os dois finalistas seriam promovidos à Série B, porém mais uma vez a CBF decidiu por não dar continuidade à Série C, inchando a segunda divisão na temporada seguinte.[7]

 
Inscrição no estádio da Tuna Luso destaca o título da Série C conquistado pelo clube em 1992

No segundo semestre de 1990, a CBF anunciou a intenção de retomar a terceira divisão naquele mesmo ano. Para isso, definiu a criação de uma seletiva para chegar ao número final de 32 e, posteriormente, 30 participantes.[8] Algumas federações, contudo, indicaram equipes sem basear-se em critérios técnicos.[9] Ao fim do torneio, o Atlético Goianiense conquistou seu primeiro título na Série C após superar o América Mineiro nos pênaltis. Teoricamente, apenas as duas equipes finalistas e os semifinalistas Paraná e América de Natal ascenderiam à segunda divisão, porém novamente a Terceirona foi descontinuada, dessa vez em uma manobra da CBF que acabou beneficiando o Coritiba, evitando o rebaixamento do clube paranaense para a Série C, um ano após ter sido eliminado da Série A em 1989 por punição da própria entidade. Assim, a CBF ampliou o número de participantes da Série B de 1991 de 24 para 64 clubes.[10][11]

A Série C foi novamente retomada em 1992, com 31 equipes agrupadas em sete chaves. Os vencedores de cada grupo seriam promovidos à Série B, mas a CBF alterou o planejado mais uma vez e o regulamento não foi respeitado.[12] Em um artifício que acabou garantindo o acesso do Grêmio para a Série A, a confederação inchou o Brasileirão de 1993 com 12 equipes promovidas da Série B do ano anterior. Assim, em 1993 não houve disputa da segunda divisão, tampouco da terceira.[13] Um Qualificatório para a Segunda Divisão de 1994 chegou a ser disputado, mas não é considerado oficialmente uma edição da Série C.[14]

Consolidação da competiçãoEditar

Somente a partir de 1994, a Série C passou a ser disputada de forma ininterrupta. A única exceção aconteceu em 2000, devido à disputa da Copa João Havelange, na qual os módulos verde e branco foram considerados uma espécie de terceira divisão, mas sem título reconhecido pela CBF.[15]

Apesar da consolidação, o torneio passou por diversas mudanças de regulamento dos meados da década de 1990 até os anos 2000. O número de equipes participantes chegou a variar entre 107, na edição de 1995, até 36, em 1999. Nessa edição de 1999, a competição foi enxugada devido à pressão do Fluminense,[16] o primeiro clube campeão da Série A a disputar a Terceirona: após três rebaixamentos em sequência entre 1996 e 1998 (um deles anulado após uma virada de mesa), o Tricolor teve que disputar a Série C e sagrou-se campeão.[17][18] Devido à já citada criação da Copa João Havelange, em 2000, o clube carioca acabou pulando direto para a primeira divisão no ano seguinte (convidado pelo Clube dos 13, assim como Bahia e América Mineiro, que não conseguiram o acesso na Série B de 1999; e Gama e Juventude, que deveriam ter sido rebaixados da primeira divisão).[19] Posteriormente, além do Fluminense, outras duas agremiações campeãs da Série A acabariam sendo rebaixadas até chegar à Série C: o Bahia e o Guarani.[20][21]

A estabilização da competição revelou uma hegemonia do futebol paulista na Série C: nas cinco primeiras edições desde 1994, em todas pelo menos um time de São Paulo foi promovido.[22] A sequência de acessos, interrompida em 1999, voltou a se repetir entre 2001 e 2004, somando inclusive mais três títulos para agremiações do estado. Não à toa, São Paulo lidera o ranking de títulos da terceira divisão, somando nove conquistas e 24 acessos.[23]

Mudança de patamarEditar

 
O América Mineiro foi o primeiro time a vencer a Série C no formato atual, em 2009

Firmada de vez no calendário do futebol brasileiro, a Série C, contudo, ainda não era atraente financeiramente. Em março de 2008, em meio a especulações sobre uma possível mudança drástica no formato do torneio, o diretor-técnico da CBF Virgílio Elísio declarou que "o mercado não demonstra interesse (na Série C), nós percebemos isso nos últimos anos" e ratificou o intuito de tornar a disputa mais palatável.[24] Pouco tempo depois, a entidade confirmou a mudança de regulamento na Terceirona a partir de 2009, com 20 clubes participantes, sendo 16 classificados do 5º ao 20º lugar da competição de 2008 e os quatro rebaixados da Série B, além de anunciar o surgimento da Série D.[25]

Em março de 2009, a CBF confirmou o formato de disputa da Série C, com quatro grupos de cinco times e um mata-mata a partir da fase final para definir o acesso e título. Os quatro últimos de cada chave seriam rebaixados à Série D.[26] Exclusivamente na edição de 2011, a fase final foi disputada em dois quadrangulares que definiram os clubes promovidos e finalistas.[27] Já a partir de 2012, a competição passou a contar com duas chaves de dez times na primeira fase, aumentando assim o número de datas do torneio. Os quatro mais bem colocados de cada grupo se classificam para as quartas de final, de onde saem os promovidos à Série B. Os dois piores times de cada grupo são relegados à quarta divisão.[28] Esse formato perdurou até a edição de 2020, quando o conselho técnico da competição aprovou a mudança na segunda fase, estabelecendo dois quadrangulares para designar os promovidos e finalistas.[29]

Para 2022, pela primeira vez desde que o torneio passou a contar com 20 equipes, a CBF anunciou que a primeira fase seria disputada em turno único, aumentando uma data em relação à temporada anterior. Assim, os oito melhores se classificam para a segunda fase, que permanece com o mesmo formato, enquanto os quatro piores colocados são rebaixados.[30]

Transmissão televisivaEditar

A competição foi transmitida pela primeira vez em sinal aberto pela Rede Vida, em 2003.[31][32] Contudo, em rede nacional, a pioneira foi a TV Brasil, no ano de 2010, a partir da fase final.[33] Entre 2013 e 2016, a emissora pública exibiu a competição desde a fase de grupos.[34][35] Ao contrário do que acontece em canais privados de televisão, na TV Brasil os clubes não recebiam remuneração pelos jogos transmitidos, sendo beneficiados exclusivamente pela exposição em canal aberto.[36] Como uma rede pública, pertencente à Empresa Brasil de Comunicação, a TV Brasil tem como missão "criar e difundir conteúdos que contribuam para a formação crítica das pessoas"; no entanto, é discutível se as exibições de futebol atingem esse objetivo, uma vez que as transmissões são realizadas no mesmo formato comercial de canais privados, sem maiores preocupações jornalísticas ou discussões que proporcionem a reflexão do telespectador para além da partida em si.[36]

Via antenas parabólicas, a TV Esporte Interativo também veiculou a competição em 2014.[37] Já em transmissões regionais, a Série C já foi exibida por diversas emissoras, como a TV Tribuna, de Recife, e a TV Diário, de Fortaleza.[38] Atualmente, a Band exibe a competição em sinal aberto para algumas praças,[39] e a Globo acertou um contrato de transmissão pela sua afiliada, a TV Bahia, de até seis jogos do Vitória como mandante.[40]

Na TV fechada, foi transmitida pelo SporTV em 1999 (apenas jogos do Fluminense)[41] e entre 2012 e 2014;[42] enquanto a National Sports Channel exibiu a competição entre 2003 e 2006.[43][44] Já o Esporte Interativo, por meio de seu canal fechado, transmitiu o torneio de 2015 a 2018, ano em que encerrou subitamente suas atividades.[45] Com isso, a CBF assumiu temporariamente os jogos da Terceirona, transmitindo as partidas através da CBF TV pelo site e redes sociais da entidade.[46]

A partir de 2019, a DAZN adquiriu os direitos da terceira divisão e passou a exibi-la em seu serviço de streaming, exclusivamente para assinantes.[47] Para a edição de 2020, foi firmada uma parceria com o MyCujoo para que algumas partidas fossem exibidas gratuitamente pelo serviço de streaming parceiro.[48] Em 2021, a empresa fechou um acordo com outra plataforma, a TV NSports, e com a rede social TikTok para dividir as transmissões da competição.[49][50] Ambos os acordos foram renovados para a edição de 2022.[51][52]

Em abril de 2022, o serviço de TV por assinatura via streaming DirecTV Go anunciou a criação do canal esportivo DSports, incluindo a Série C na programação.[53]

CampeõesEditar

A primeira edição da história da Série C teve como campeão o Olaria,[2] logo dando início à hegemonia da região Sudeste na competição, que perdura até os dias de hoje, encabeçada principalmente pelas conquistas do estado de São Paulo.[23] Ao todo, são nove títulos para equipes paulistas, três para times do estado do Rio de Janeiro e dois para Minas Gerais.[54]

Já o maior vencedor da terceira divisão é o Vila Nova, que levantou o caneco do torneio por três vezes, em 1996 (de forma invicta), em 2015 e 2020.[55] Rival da equipe vilanovense, o Atlético Goianiense também possui mais de um título da Série C (em 1990 e 2008),[56] assim como o Ituano (campeão em 2003 e 2021).[57] Já o Sampaio Corrêa é mais um time a ser destacado por também ter vencido uma edição de forma invicta, em 1997, e por acumular dois vice-campeonatos.[58][59]

Ao todo, 27 clubes de 12 federações diferentes já se sagraram campeões da Série C, enquanto outros oito estados apareceram pelo menos uma vez entre os quatro melhores da Terceirona. Já em relação aos municípios, a soberania é de Goiânia, com cinco troféus, enquanto Rio de Janeiro, Belém, Recife e Itu têm dois títulos cada.[54]

ResultadosEditar

Por clubeEditar

 
Taça da Série C conquistada pelo Fluminense em 1999
Clube[54] Títulos Vices 3.º lugar 4.º lugar
  Vila Nova 3 (1996, 2015 e 2020) 0 1 (2007) 1 (2013)
  Atlético Goianiense 2 (1990 e 2008) 0 0 2 (1995 e 2001)
  Ituano 2 (2003 e 2021) 0 0 0
  Sampaio Corrêa 1 (1997) 2 (2013 e 2019) 0 1 (2017)
  América Mineiro 1 (2009) 1 (1990) 0 0
  Boa Esporte[nota 4] 1 (2016) 1 (2010) 0 0
  Remo 1 (2005) 1 (2020) 0 0
  ABC 1 (2010) 0 1 (2016) 1 (2007)
  Criciúma 1 (2006) 0 1 (2010) 1 (2021)
  Red Bull Bragantino[nota 5] 1 (2007) 0 0 1 (2018)
  Náutico 1 (2019) 0 0 1 (1999)
  Olaria 1 (1981) 0 0 0
  União São João 1 (1988) 0 0 0
  Tuna Luso 1 (1992) 0 0 0
  GE Novorizontino 1 (1994) 0 0 0
  XV de Piracicaba 1 (1995) 0 0 0
  Avaí 1 (1998) 0 0 0
  Fluminense 1 (1999) 0 0 0
  Paulista[nota 6] 1 (2001) 0 0 0
  Brasiliense 1 (2002) 0 0 0
  União Barbarense 1 (2004) 0 0 0
  Joinville 1 (2011) 0 0 0
  Oeste 1 (2012) 0 0 0
  Santa Cruz 1 (2013) 0 0 0
  Macaé 1 (2014) 0 0 0
  CSA 1 (2017) 0 0 0
  Operário-PR 1 (2018) 0 0 0
  Guarani 0 2 (2008 e 2016) 0 0
  Botafogo-SP 0 1 (1996) 2 (2018 e 2022) 0
  Gama 0 1 (2004) 1 (1995) 0
  Icasa 0 1 (2012) 1 (2009) 0
  Mogi Mirim 0 1 (2001) 1 (2014) 0
  Londrina 0 1 (2015) 1 (2020) 0
  América de Natal 0 1 (2005) 0 2 (1990 e 2011)
  CRB 0 1 (2011) 0 1 (2014)
  Paysandu 0 1 (2014) 0 1 (2012)
  Vitória 0 1 (2006) 0 1 (2022)
  Manchete[nota 7] 0 1 (1981) 0 0
  Esportivo de Passos 0 1 (1988) 0 0
  Fluminense de Feira 0 1 (1992) 0 0
  Ferroviária 0 1 (1994) 0 0
  Volta Redonda 0 1 (1995) 0 0
  Juventus-SP 0 1 (1997) 0 0
  São Caetano 0 1 (1998) 0 0
  São Raimundo-AM 0 1 (1999) 0 0
  Marília 0 1 (2002) 0 0
  Santo André 0 1 (2003) 0 0
  Bahia 0 1 (2007) 0 0
  ASA 0 1 (2009) 0 0
  Fortaleza 0 1 (2017) 0 0
  Cuiabá 0 1 (2018) 0 0
  Tombense 0 1 (2021) 0 0
  Ipatinga 0 0 4 (2002, 2005, 2006 e 2011) 0
  Botafogo-PB 0 0 2 (1988 e 2003) 0
  Nacional-AM 0 0 1 (1992) 1 (2002)
  Campinense 0 0 1 (2008) 1 (2003)
  Tupi 0 0 1 (2015) 1 (1997)
  Juventude 0 0 1 (2019) 1 (2016)
  Dom Bosco 0 0 1 (1981) 0
  Paraná 0 0 1 (1990) 0
  Uberlândia 0 0 1 (1994) 0
  Figueirense 0 0 1 (1996) 0
  Francana 0 0 1 (1997) 0
  Anapolina 0 0 1 (1998) 0
  Serra 0 0 1 (1999) 0
  Guarany de Sobral 0 0 1 (2001) 0
  Americano 0 0 1 (2004) 0
  Chapecoense 0 0 1 (2012) 0
  Luverdense 0 0 1 (2013) 0
  São Bento 0 0 1 (2017) 0
  Novorizontino 0 0 1 (2021) 0
  Guarani-MG 0 0 0 1 (1981)
  Marcílio Dias 0 0 0 1 (1988)
  Matsubara 0 0 0 1 (1992)
  Catuense 0 0 0 1 (1994)
  Porto-PE 0 0 0 1 (1996)
  Itabaiana 0 0 0 1 (1998)
  Limoeiro 0 0 0 1 (2004)
  Novo Hamburgo 0 0 0 1 (2005)
  Grêmio Barueri 0 0 0 1 (2006)
  Duque de Caxias 0 0 0 1 (2008)
  Guaratinguetá 0 0 0 1 (2009)
  Salgueiro 0 0 0 1 (2010)
  Brasil de Pelotas 0 0 0 1 (2015)
  Confiança 0 0 0 1 (2019)
  Brusque 0 0 0 1 (2020)

Por cidadeEditar

Cidade Títulos[54] Equipes
  Goiânia 5 Vila Nova (3) e Atlético Goianiense (2)
  Belém 2 Remo (1) e Tuna Luso (1)
  Itu 2 Ituano (2)
  Recife 2 Náutico (1) e Santa Cruz (1)
  Rio de Janeiro 2 Fluminense (1) e Olaria (1)
  Araras 1 União São João (1)
  Belo Horizonte 1 América Mineiro (1)
  Bragança Paulista 1 Red Bull Bragantino (1)
  Criciúma 1 Criciúma (1)
  Florianópolis 1 Avaí (1)
  Itápolis[nota 8] 1 Oeste (1)
  Joinville 1 Joinville (1)
  Jundiaí 1 Paulista (1)
  Macaé 1 Macaé (1)
  Maceió 1 CSA (1)
  Natal 1 ABC (1)
  Novo Horizonte 1 GE Novorizontino (1)
  Piracicaba 1 XV de Piracicaba (1)
  Ponta Grossa 1 Operário-PR (1)
  Santa Bárbara d'Oeste 1 União Barbarense (1)
  São Luís 1 Sampaio Corrêa (1)
  Taguatinga 1 Brasiliense (1)
  Varginha 1 Boa Esporte (1)

Por federaçãoEditar

Estado Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
  São Paulo 9 9 6 3
  Goiás 5 0 2 3
  Rio de Janeiro 3 1 1 1
  Santa Catarina 3 0 3 3
  Minas Gerais 2 4 6 2
  Pará 2 2 0 1
  Pernambuco 2 1 0 3
  Alagoas 1 2 0 1
  Maranhão 1 2 0 1
  Paraná 1 1 2 1
  Rio Grande do Norte 1 1 1 3
  Distrito Federal 1 1 1 0
  Bahia 0 3 0 2
  Ceará 0 2 2 1
  Mato Grosso 0 1 2 0
  Amazonas 0 1 1 1
  Paraíba 0 0 3 1
  Rio Grande do Sul 0 0 1 3
  Espírito Santo 0 0 1 0
  Sergipe 0 0 0 2

Por regiãoEditar

Região[54] Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
Sudeste 14 14 14 6
Centro-Oeste 6 2 5 3
Nordeste 5 11 6 14
Sul 4 1 6 7
Norte 2 3 1 2

Promoção e rebaixamentoEditar

 
Duelo entre Portuguesa e Vila Nova no Estádio do Canindé, pela Série C de 2015: jogo garantiu mais um acesso do time goiano para a Série B

O dispositivo de acesso e descenso demorou a ser consolidado na terceira divisão do futebol brasileiro. Além dos diversos regulamentos em cada temporada, questões extracampo por muito tempo também influenciaram na lógica de promoção e rebaixamento entre as Séries B e C, desde desistências de equipes por problemas financeiros, pedidos de licenciamento, punições até viradas de mesa e a falta de continuidade da última divisão.[14]

Somente a partir de 2006, quando a Segundona passou a ser disputada em pontos corridos, estabeleceu-se o modelo existente até os dias de hoje: a cada temporada, quatro equipes são rebaixadas da Série B para a Série C, enquanto outros quatro clubes sobem da terceira para a segunda divisão.[14]

Maior campeão da Terceirona, o Vila Nova é o time com mais acessos para a Série B: além dos anos em que ficou com o troféu, o Tigre também subiu de divisão em 2007 e 2013.[61] Quem também contabiliza cinco acessos da Série C para a Série B é o ABC: a equipe potiguar foi promovida em 1995, 2007, 2010, 2016 e 2022.[62][63] Por outro lado, os mesmos clubes acumulam o maior número de rebaixamentos para a Série C, somando quatro descensos cada.[64][65]

Em relação às unidades federativas e regiões do Brasil, o estado de São Paulo contabiliza, disparado, o maior número de acessos e de rebaixamentos na história da competição, o que faz com que o Sudeste também lidere o ranking por região.[14]

Ano[14] Rebaixados da Série B Promovidos para a Série B
1981   Olaria[nota 9]
1988
[nota 10]
  Pelotas
  Rio Branco-ES
  Treze
  Uberlândia
1990
[nota 11]
  Americano
  Anapolina
  Coritiba
  Treze
1992
[nota 12]
  Operário VG
  Taguatinga
1994   Fortaleza
  Tiradentes-DF
  Ferroviária
  GE Novorizontino
1995
[nota 13]
  Democrata GV
  Ponte Preta
  XV de Piracicaba
  Volta Redonda
  ABC
  Atlético Goianiense
  Gama
  Joinville
1996
[nota 14]
  Central
  Goiatuba
  Sergipe
  Botafogo-SP
  Vila Nova
1997   Central
  Goiatuba
  Mogi Mirim
  Moto Club
  Sergipe
  Juventus-SP
  Sampaio Corrêa
1998   Americano
  Atlético Goianiense
  Fluminense
  Juventus-SP
  Náutico
  Volta Redonda
  Avaí
  São Caetano
1999
[nota 15]
  América de Natal
  Criciúma
  Desportiva Ferroviária
  Paysandu
  Tuna Luso
  União São João
  Fluminense
  São Raimundo-AM
2001   ABC
  Desportiva Ferroviária
  Nacional-AM
  Sergipe
  Serra
  Tuna Luso
  Etti Jundiaí
  Mogi Mirim
  Guarany de Sobral[nota 16]
2002   Americano
  Botafogo-SP
  Bragantino
  Guarany de Sobral
  Sampaio Corrêa
  XV de Piracicaba
  Brasiliense
  Marília
2003   Gama
  União São João
  Ituano
  Santo André
2004   América Mineiro
  América de Natal
  Joinville
  Londrina
  Mogi Mirim
  Remo
  Gama
  União Barbarense
2005   Anapolina
  Bahia
  Caxias
  Criciúma
  União Barbarense
  Vitória
  América de Natal
  Remo
2006   Guarani
  Paysandu
  São Raimundo-AM
  Vila Nova
  Criciúma
  Grêmio Barueri
  Ipatinga
  Vitória
2007   Ituano
  Paulista
  Remo
  Santa Cruz
  ABC
  Bahia
  Bragantino
  Vila Nova
2008   CRB
  Criciúma
  Gama
  Marília
  Atlético Goianiense
  Campinense
  Duque de Caxias
  Guarani
2009   ABC
  Campinense
  Fortaleza
  Juventude
  América Mineiro
  ASA
  Guaratinguetá
  Icasa
2010   América de Natal
  Brasiliense
  Ipatinga
  Santo André
  ABC
  Criciúma
  Ituiutaba
  Salgueiro
2011   Duque de Caxias
  Icasa
  Salgueiro
  Vila Nova
  América de Natal
  CRB
  Ipatinga
  Joinville
2012   CRB
  Grêmio Barueri
  Guarani
  Ipatinga
  Chapecoense
  Icasa
  Oeste
  Paysandu
2013   ASA
  Guaratinguetá
  Paysandu
  São Caetano
  Luverdense
  Sampaio Corrêa
  Santa Cruz
  Vila Nova
2014   América de Natal
  Icasa
  Portuguesa
  Vila Nova
  CRB
  Macaé
  Mogi Mirim
  Paysandu
2015   ABC
  Boa Esporte
  Macaé
  Mogi Mirim
  Brasil de Pelotas
  Londrina
  Tupi
  Vila Nova
2016   Bragantino
  Joinville
  Sampaio Corrêa
  Tupi
  ABC
  Boa Esporte
  Guarani
  Juventude
2017   ABC
  Luverdense
  Náutico
  Santa Cruz
  CSA
  Fortaleza
  Sampaio Corrêa
  São Bento
2018   Boa Esporte
  Juventude
  Paysandu
  Sampaio Corrêa
  Botafogo-SP
  Bragantino
  Cuiabá
  Operário-PR
2019   Criciúma
  Londrina
  São Bento
  Vila Nova
  Confiança
  Juventude
  Náutico
  Sampaio Corrêa
2020   Botafogo-SP
  Figueirense
  Oeste
  Paraná
  Brusque
  Londrina
  Remo
  Vila Nova
2021   Brasil de Pelotas
  Confiança
  Remo
  Vitória
  Criciúma
  Ituano
  Novorizontino
  Tombense
2022   A definir
  A definir
  A definir
  A definir
  ABC
  Botafogo-SP
  Mirassol
  Vitória
Os rebaixados e promovidos por ano estão dispostos em ordem alfabética e não pela ordem de classificação, a não ser em casos extracampo. Nomes riscados denotam que o rebaixamento ou o acesso foi cancelado.

Por federaçãoEditar

Na tabela abaixo são considerados apenas os acessos e rebaixamentos que efetivamente aconteceram entre as Séries B e C.

Unidade federativa[14] P   R  
  São Paulo 26 23
  Santa Catarina 8 6
  Goiás 7 7
  Minas Gerais 7 7
  Rio Grande do Norte 7 7
  Alagoas 4 3
  Maranhão 4 4
  Ceará 4 5
  Pará 4 8
  Bahia 3 3
  Paraná 3 3
  Distrito Federal 3 4
  Rio Grande do Sul 3 4
  Pernambuco 3 6
  Rio de Janeiro 3 6
  Mato Grosso 2 1
  Paraíba 1 1
  Amazonas 1 2
  Sergipe 1 3
  Espírito Santo 0 2

ParticipaçõesEditar

Por muitos anos como a última divisão do futebol brasileiro, a Série C já contou com a participação de 366 equipes ao longo de sua trajetória, considerando também os módulos verde e branco da Copa João Havelange.[14] Sem considerar o ano de 2000, o Confiança é o recordista de participações no torneio, tendo disputado a Terceirona em 20 edições.[71] Levando em conta apenas as edições no formato atual, disputado com 20 clubes a partir de 2009, duas equipes dividem o posto com mais aparições: Botafogo-PB e Paysandu, com nove participações cada.[carece de fontes?]

Apenas três equipes que já foram campeãs da Série A amargam participações na Série C. Atualmente tetracampeão brasileiro, o Fluminense chegou à terceira divisão após ser rebaixado na Série B de 1998, conquistando o troféu em 1999.[72][18] Bicampeão da Série A, o Bahia foi rebaixado para a terceira divisão em 2005, permanecendo dois anos no torneio até conquistar o acesso em 2007.[20][73] Já o Guarani, campeão brasileiro em 1978, disputou a Série C em seis ocasiões: em 2007 e 2008 e, posteriormente, entre 2013 e 2016.[21][74][75][76] Em relação às equipes campeãs da Série B, ao todo 23 contabilizam passagens pela terceira divisão.[carece de fontes?]

Participações totaisEditar

A seguir, os clubes que mais participaram da Série C do Campeonato Brasileiro (de 1981 a 2022):[carece de fontes?]

Em negrito os participantes da edição de 2022.

Clubes Participações Temporadas[nota 17] Títulos P   R  
  Confiança 20 1988, 19941998, 20012004, 20062009, 20152019 e 2022 0 1 1
  Botafogo-PB 18 1988, 19941995, 19981999, 20012003, 2006 e 20142022 0
  Caxias 16 1990, 19951999 e 20062015 0 1
  Tupi 16 1988, 1994, 19961998, 20012004, 20072008, 2012, 20142015 e 20172018 0 1 2
  Ferroviário 16 1988, 1992, 19951998, 20012006 e 20192022 0 1
  Brasil de Pelotas 15 19951999, 20012003, 2006, 20082011, 2015 e 2022 0 1 2
  Fortaleza 14 1990, 19951999 e 20102017 0 1
  Treze 14 1992, 1998, 20012006, 2008, 20122014 e 20192020 0 2
  Volta Redonda 14 1988, 1995, 1999, 20012003, 2005, 2007 e 20172022 0 1
  CSA 13 1990, 19941999, 20012003, 2006, 2008 e 2017 1 1
  Madureira 12 1981, 1998, 2001, 20052008 e 20112015 0 1
  ASA 12 1992, 1997, 2001, 2003, 2005, 20072009 e 20142017 0 1 1
  Sampaio Corrêa 12 1992, 19951997, 20032004, 20072009, 2013, 2017 e 2019 1 4 1
  ABC 12 1988, 19941995, 20022003, 2005, 2007, 2010, 2016, 20182019 e 2022 1 4 1
  Paysandu 12 1990, 20072012, 2014 e 20192022 0 2
Em caso de igualdade na quantidade, os clubes estão dispostos em ordem cronológica das participações.

Participações na Série C desde 2009Editar

A seguir, os clubes que mais participaram da Série C do Campeonato Brasileiro desde 2009, quando começou o formato atual.[carece de fontes?] Participantes da edição de 2022 foram destacados em negrito.

Clubes Participações Temporadas
  Paysandu 9 20092012, 2014 e 20192022
  Botafogo-PB 9 20142022
  Fortaleza 8 20102017
  Salgueiro 8 20092010, 2012 e 20142018
  Águia de Marabá 7 20092015
  Caxias 7 20092015
  Macaé 7 20102014 e 20162017
  Cuiabá 7 20122018
  Luverdense 7 20092013 e 20182019
  Tombense 7 20152021
  Confiança 7 2009, 20152019 e 2022
  Ypiranga de Erechim 7 20162022
Em caso de igualdade na quantidade, os clubes estão dispostos em ordem cronológica das participações.

Campeões da Série A que participaram da Série CEditar

Em negrito, os participantes da edição de 2022. Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série C.[carece de fontes?]

Clube campeão da Série A Participações na Série C
  Guarani 6 (2007, 2008, 2013, 2014, 2015 e 2016)
  Bahia 2 (2006 e 2007)
  Fluminense 1 (1999)
Em caso de igualdade na quantidade, os clubes estão dispostos em ordem cronológica das participações.

Campeões da Série B que participaram da Série CEditar

Em negrito os participantes da edição de 2022. Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série C.[carece de fontes?]

Clube campeão da Série B Participações na Série C[nota 18]
  Fortaleza 14 (1990, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017)
  Sampaio Corrêa 12 (1992, 1995, 1996, 1997, 2003, 2004, 2007, 2008, 2009, 2013, 2017 e 2019)
  Paysandu 12 (1990, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2014, 2019, 2020, 2021 e 2022)
  Villa Nova 11 (1994, 1995, 1997, 1998, 1999, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 e 2007)
  Atlético Goianiense 11 (1990, 1992, 1994, 1995, 1999, 2001, 2002, 2003, 2006, 2007 e 2008)
  Chapecoense 9 (1992, 1995, 1996, 1997, 1998, 2007, 2010, 2011 e 2012)
  Joinville 8 (1994, 1995, 2005, 2006, 2007, 2011, 2017 e 2018)
  Uberlândia 7 (1994, 1995, 1996, 1997, 2001, 2002 e 2003)
  Juventus-SP 6 (1994, 1996, 1997, 1999, 2006 e 2007)
  Tuna Luso 6 (1992, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2007)
  Guarani 6 (2007, 2008, 2013, 2014, 2015 e 2016)
  Campo Grande 5 (1990, 1994, 1995, 1997 e 1998)
  América Mineiro 5 (1990, 2005, 2006, 2008 e 2009)
  Gama 5 (1990, 1995, 2004, 2009 e 2010)
  Brasiliense 5 (2001, 2002, 2011, 2012 e 2013)
  Juventude 5 (2010, 2014, 2015, 2016 e 2019)
  Criciúma 5 (2006, 2009, 2010, 2020 e 2021)
  Inter de Limeira 4 (1995, 1997, 2002 e 2003)
  Red Bull Bragantino 4 (2003, 2007, 2017 e 2018)
  União São João 3 (1988, 2004 e 2005)
  Londrina 3 (2005, 2015 e 2020)
  Portuguesa 2 (2015 e 2016)
  Paraná 2 (1990 e 2021)
Em caso de igualdade na quantidade, os clubes estão dispostos em ordem cronológica das participações.

Técnicos campeõesEditar

 
Márcio Fernandes venceu a Série C duas vezes como treinador, ambas com o Vila Nova

Desde que começou a ser disputada, a Série C foi conquistada por diversos técnicos, mas apenas dois deles conseguiram repetir o feito. O primeiro foi o alagoano Roberval Davino, que venceu a Terceirona de forma invicta com o Vila Nova em 1996, e depois sagrou-se campeão com o Remo, em 2005. Já Márcio Fernandes é bicampeão com o Vila Nova, como comandante responsável pelas taças de 2015 e 2020.[77][78]

Com diversas passagens pela Seleção Brasileira, vencedor da Copa do Mundo de 1994, Carlos Alberto Parreira é o único da lista a ter conquistado também a Série A: campeão em 1999 com o Fluminense, antes o treinador conquistara a primeira divisão com o Tricolor, em 1984.[79] Outro técnico da relação de campeões da Série C que comandou uma Seleção Brasileira foi Oswaldo Alvarez, o Vadão, que treinou a equipe feminina do Brasil em duas passagens, entre 2014 e 2019.[80]

Zé Duarte e Givanildo Oliveira somam títulos na Série C e também na Série B: antes de ser campeão nacional com o União São João, Duarte conquistara a Segundona com o Guarani em 1981;[81] já Givanildo venceu as Séries B de 1997 e de 2001 (por América Mineiro e Paysandu) antes de vencer a Série C com a equipe mineira em 2009.[82][83]

Outros treinadores vencedores de mais de uma divisão do futebol brasileiro são Marcelo Veiga, Flávio Araújo e Gerson Gusmão, que além da Série C possuem também títulos na Série D.[84][85][86]

Artilharia e goleadasEditar

ArtilheirosEditar

 
Túlio balançou as redes 27 vezes na Série C de 2007, pelo Vila Nova, e é até hoje o maior artilheiro de uma única edição da competição

Ao todo, 39 jogadores já se consagraram como artilheiros de uma edição da Série C. O maior goleador em uma única temporada é Túlio Maravilha, que marcou 27 gols em 29 partidas pelo Vila Nova na terceira divisão de 2007.[115] O atacante já havia sido o artilheiro da Terceirona em 2002, quando anotou 11 gols e dividiu o posto com Wellington Dias, seu companheiro na campanha do título do Brasiliense.[116] Além de Túlio, somente mais um jogador foi artilheiro da Série C em mais de uma temporada: por duas vezes, Marciano ficou no topo da lista de goleadores, ambas por equipes cearenses, com o Limoeiro, em 2004, e com o Icasa, em 2009.[117][118]

A CBF não reconhece oficialmente a artilharia em duas edições da Série C, em 1988 e 1994.[119] No entanto, o site Bola na Área lista Kel, do União São João, como maior goleador de 1988 (com 9 gols) e Rogerinho, do Caldas, como artilheiro de 1994 (com 5 gols).[7][12] Já Murilo, da Tuna Luso, por vezes é mencionado como artilheiro da terceira divisão em 2000, porém não entra na listagem, uma vez que a CBF não considera os módulos verde e branco da Copa João Havelange como uma edição do torneio.[120][121]

Assim, as equipes que mais vezes tiveram o artilheiro da terceira divisão são Brasiliense e Atlético Goianiense: além de Túlio e Wellington Dias, o clube do Distrito Federal também teve Edmilson como goleador em 2001; o time goiano, por sua vez, acumula os artilheiros Júlio César (em 1990), Rodrigo Ayres (em 2001) e Marcão (em 2008).[119]

A lista abaixo contempla os artilheiros de cada edição da Série C:[119]

 
Marcelinho Paraíba foi o maior goleador da Terceirona em 1996, pelo Rio Branco-SP
 
Com 25 gols, Kléber Pereira ficou com a artilharia do torneio na edição de 1998, defendendo o Moto Club
 
Marcão foi o terceiro artilheiro do Atlético Goianiense em edições de Série C, convertendo 25 gols em 2008
Ano Artilheiro(s) Clube(s) Gols
1981 Müller   São Borja 5
Fabinho   Santo Amaro
1988 Não reconhecido
1990 Júlio César   Atlético Goianiense 10
1992 Jorge Veras   Ferroviário 9
1994 Não reconhecido
1995 Serginho   XV de Piracicaba 6
1996 Marcelinho Paraíba   Rio Branco-SP 16
1997 Marcelo Baron   Sampaio Corrêa 9
1998 Kléber Pereira   Moto Club 25
1999 Aldrovani   Figueirense 13
2001 Edmilson   Brasiliense 14
Jean Carlos   Etti Jundiaí
Rodrigo Ayres   Atlético Goianiense
2002 Wellington Dias   Brasiliense 11
Túlio Maravilha   Brasiliense
2003 Nilson Sergipano   Botafogo-PB 11
2004 Carlos Frontini   União Barbarense 10
Marciano   Limoeiro
Victor   Gama
2005 Paulinho Marília   América de Natal 10
2006 Sorato   Bahia 16
2007 Túlio Maravilha   Vila Nova 27
2008 Marcão   Atlético Goianiense 25
2009 Marciano   Icasa 8
Nena   ASA
2010 Bruno Rangel   Paysandu 8
2011 Ronaldo Capixaba   Joinville 11
2012 Dênis Marques   Santa Cruz 11
2013 Assisinho   Fortaleza 12
2014 Ytalo   Guaratinguetá 12
2015 Guilherme Queiróz   Portuguesa 12
2016 Jones Carioca   ABC 12
2017 Rafael Grampola   Joinville 13
2018 Caio Dantas   Botafogo-SP 11
2019 Eduardo   Treze 8
Luiz Eduardo   São José-RS
Negueba   Globo
Salatiel   Sampaio Corrêa
2020 Thiago Alagoano   Brusque 12
2021 Quirino   Ypiranga de Erechim 10

Maiores goleadasEditar

A maior goleada da história da Série C ocorreu na edição de 2006, quando a equipe do América Mineiro derrotou a Jataiense por 9–0, pela segunda fase da competição.[122] O segundo confronto na lista foi um duelo entre duas equipes maranhenses, quando o Santa Inês aplicou 8–0 no Tocantins-MA na primeira fase da Série C de 2002.[123] Outros três jogos tiveram uma equipe marcando oito gols, com resultados de 8–1: a goleada do Tupi sobre o Avaí, em 1997;[124] o triunfo do Joinville contra o Mogi Mirim, na edição de 2017;[125] e a vitória do Volta Redonda diante do Brusque, fora de casa, em 2020.[126]

Estas são as catorze maiores goleadas da história da Série C:[127][128]

N.º Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 América Mineiro   9–0   Jataiense Independência 20 de agosto 2006 [122]
2 Santa Inês   8–0   Tocantins-MA Binezão 8 de setembro 2002 [123]
3 Tupi   8–1   Avaí Mario Helênio 12 de outubro 1997 [124]
Joinville   8–1   Mogi Mirim Arena Joinville 9 de setembro 2017 [125]
Brusque   1–8   Volta Redonda Augusto Bauer 28 de novembro 2020 [126]
6 Paulista   7–0   Bayer Jayme Cintra 1 de outubro 1995 [129]
CSA   7–0   Galícia Rei Pelé 26 de setembro 1996 [130]
Confiança   7–0   Treze Batistão 9 de agosto 1998 [131]
Anapolina   7–0   Alvorada Jonas Duarte 16 de agosto 1998 [132]
Ferroviário   7–0   Cori-Sabbá Presidente Vargas 28 de setembro 1998 [133]
Juazeiro   7–0   Cachoeiro-ES Adauto Moraes 21 de outubro 2001 [134]
Ferroviário   7–0   Tocantins-MA Presidente Vargas 9 de outubro 2002 [135]
Botafogo-PB   7–0   Imperatriz Almeidão 7 de novembro 2020 [136]
Ferroviário   7–0   Imperatriz Arena Castelão 28 de novembro 2020 [137]

PúblicosEditar

 
A torcida do Fortaleza é responsável por três dos quatro maiores públicos da história da Série C, na Arena Castelão

Historicamente, os grandes públicos em partidas da Série C são alavancados graças às torcidas da região Nordeste. Na lista com os dez maiores públicos presentes da competição, em todos o mandante foi um time nordestino.[138]

O maior público da história da competição aconteceu na edição de 1997: segundo o jornal O Imparcial, 65.616 pessoas compareceram ao Castelão, em São Luís, para assistir ao derradeiro confronto daquela Série C, no qual o Sampaio Corrêa derrotou o Francana por 3–1 e conquistou o título de forma invicta.[139]

O Fortaleza aparece com os três maiores públicos seguintes, todos acima de 63 mil pessoas, em confrontos válidos pelas quartas de final a partir de 2014 até 2016, quando o clube deixou o acesso escapar por três anos consecutivos, contra Macaé, Brasil de Pelotas e Juventude. Curiosamente, na edição de 2017, quando finalmente conseguiu avançar nesta etapa do torneio e garantir a promoção, a torcida compareceu em menor número, levando pouco mais de 40 mil pessoas à Arena Castelão.[140]

Quem domina a tabela é o Bahia, contabilizando metade dos dez maiores públicos da terceira divisão, todos na campanha do acesso em 2007. Um deles, contudo, ficou marcado por uma enorme tragédia: na partida que sacramentaria a promoção do Tricolor de Aço, contra o Vila Nova, 60.007 pessoas compareceram à antiga Fonte Nova. Com mais de 60 mil pessoas e infra-estrutura precária no estádio, parte da arquibancada superior desabou, causando a morte de sete pessoas e deixando quase uma centena de feridos.[141][142]

Maiores públicos

Estes são os dez maiores públicos presentes da história da Série C:

N.º Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 65 616 Sampaio Corrêa   3–1   Francana Castelão 30 de novembro 1997 [139]
2 63 903 Fortaleza   0–0   Brasil de Pelotas Arena Castelão 17 de outubro 2015 [143]
Fortaleza   1–1   Juventude Arena Castelão 9 de outubro 2016 [144]
4 63 254 Fortaleza   1–1   Macaé Arena Castelão 25 de outubro 2014 [145]
5 60 860 Bahia   2–2   Bragantino Fonte Nova 31 de outubro 2007 [146]
6 60 007 Bahia   0–0   Vila Nova Fonte Nova 25 de novembro 2007 [147]
7 60 000 Santa Cruz   2–1   Betim Arruda 3 de novembro 2013 [148]
8 59 917 Bahia   3–0   ABC Fonte Nova 22 de novembro 2007 [149]
9 59 797 Bahia   1–0   CRAC Fonte Nova 14 de outubro 2007 [150]
10 59 599 Bahia   1–1   Atlético Goianiense Fonte Nova 11 de novembro 2007 [151]

Ver tambémEditar

Notas

  1. a b c d e f g h Não houve partida final. Foi disputado um quadrangular final para decidir o campeão e as duas equipes que seriam promovidas para a Série B no ano seguinte.
  2. Em 2000, foram disputados os módulos Verde e Branco da Copa João Havelange, de igual equivalência. Na fase final, o Malutrom sagrou-se campeão. Porém, apesar destas competições serem consideradas a edição da Série C de 2000 por algumas fontes, a CBF nunca a reconheceu como tal. A entidade alega que esses torneios se trataram apenas de módulos da competição que representou o Campeonato Brasileiro daquele ano, uma vez que qualquer equipe dos quatro módulos poderia conquistar a Copa João Havelange.[60][54]
  3. a b c Não houve partida final. Foi disputado um octogonal final para decidir o campeão e as quatro equipes que seriam promovidas para a Série B no ano seguinte.
  4. O Boa Esporte chamava-se Ituiutaba até 2010.
  5. O Red Bull Bragantino chamava-se apenas Bragantino até 2019.
  6. O Paulista chamava-se Etti Jundiaí de 1998 a 2001.
  7. O Manchete chamava-se Santo Amaro até 2004.
  8. O Oeste foi fundado em Itápolis, mas em 2017 se transferiu para Barueri. O título foi atribuído à cidade onde o clube estava sediado na época da conquista.
  9. Por ter sido campeão da Série C de 1981, o Olaria seria promovido para a Série B, mas perdeu a vaga por ter sido rebaixado no Campeonato Carioca.[2]
  10. Segundo o regulamento da Série B de 1988, Pelotas, Rio Branco-ES, Treze e Uberlândia seriam rebaixados à Série C por terem ficado na última colocação de seus grupos na primeira fase. No entanto, não houve edição da terceira divisão em 1989 e as equipes permaneceram na segunda divisão. Em relação ao acesso, apenas União São João e Esportivo de Passos seriam promovidos para a Série B, mas como diversos outros times acabaram disputando o torneio, não se consideram tais acessos.[7][66]
  11. Segundo o regulamento da Série B de 1990, Americano, Anapolina, Coritiba e Treze seriam rebaixados à Série C por terem ficado na última colocação de seus grupos na primeira fase. No entanto, não houve edição da terceira divisão em 1991 e as equipes permaneceram na segunda divisão. Em relação ao acesso, apenas Atlético Goianiense, América Mineiro, América de Natal e Paraná seriam promovidos para a Série B, mas como diversos outros times acabaram disputando o torneio, não se consideram tais acessos.[10][11]
  12. Segundo o regulamento da Série B de 1992, CEOV e Taguatinga seriam rebaixados à Série C por terem ficado na últimas colocações da classificação geral. Em relação ao acesso, os vencedores de cada grupo da primeira fase da terceira divisão subiriam para a Série B. No entanto, não houve edição da segunda nem da terceira divisão em 1993 e as equipes acabaram disputando o Torneio Qualificatório para a Segunda Divisão de 1994 (exceto Fluminense de Feira e Rio Pardo).[13]
  13. Quatro times desistiram de disputar a Série B de 1996 alegando problemas financeiros: América-SP, Bangu, Ferroviária e GE Novorizontino. No mesmo ano, o Barra do Garças foi excluído após ter acumulado dívidas junto à Federação Mato-Grossense de Futebol. Com isso, ABC, Atlético Goianiense, Gama e Joinville foram promovidos à segunda divisão e o rebaixamento da Ponte Preta à Série C foi cancelado. Já o Democrata-GV, mesmo rebaixado para a terceira divisão, acabou não disputando nenhum torneio nacional em 1996.[67]
  14. Em uma manobra da CBF para evitar a exclusão do Atlético Paranaense e os rebaixamentos de Fluminense e Bragantino para a Série B, todos os rebaixamentos do Campeonato Brasileiro de 1996 foram cancelados, evitando assim as quedas de Central, Goiatuba e Sergipe para a Série C.[68]
  15. O rebaixamento para a Série C de 2000 foi cancelado por conta da realização da Copa João Havelange. A única equipe que não disputou o Módulo Amarelo (equivalente à Série B) foi a Tuna Luso, sendo então a única equipe rebaixada na prática. Dentre as equipes promovidas, o Fluminense subiu diretamente para o Módulo Azul (equivalente à Série A) e o São Raimundo-AM disputou o Módulo Amarelo.[69][19]
  16. O Guarany de Sobral conquistou o acesso para a Série B de 2002 após desistência do Malutrom, que pediu licenciamento junto à CBF.[70]
  17. A temporada de 2000 não é contabilizada nesta tabela, uma vez que não é reconhecida pela CBF como uma edição da Série C.
  18. Atlético-GO, Inter de Limeira, Juventus-SP, Portuguesa, Tuna Luso e Uberlândia, participaram do Módulo Verde e Branco de 2000, que não é reconhecido como série C pela CBF.

Referências

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