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Candedo (Murça)

freguesia de Murça, Portugal
Portugal Portugal Candedo 
  Freguesia  
Localização
Candedo está localizado em: Portugal Continental
Candedo
Localização de Candedo em Portugal
Coordenadas 41° 21' 49" N 7° 23' 04" O
País Portugal Portugal
Concelho Crest of Murça municipality (Portugal).png Murça
Administração
Tipo Junta de freguesia
Presidente Luis Filipe Ribeiro Alves (PS)
Características geográficas
Área total 28,89 km²
População total (2011) 1 002 hab.
Densidade 34,7 hab./km²
[1][2]

Candedo é uma freguesia portuguesa do concelho de Murça, com 28,89 km² de área e 1 002 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 34,7 hab/km².

A freguesia de Candedo encontra-se na parte sul do concelho de Murça, muito perto do vizinho concelho de Alijó. O remoto povoamento da área na qual actualmente se situa a freguesia pode ser comprovado através de uma série de vestígios arqueológicos.

É uma freguesia com uma história importante, já referida nas Inquirições de 1220, ordenadas por D. Afonso II. A área em que actualmente se encontra, foi abrangida pelo foral concedido a Abreiro em 1225. Em termos de património edificado, salienta-se a Capela de Nossa Senhora do Carmo, com os seus três retábulos em talha dourada no interior. Terá sido construída no século XVIII e remodelada em meados do século XX.

É de salientar a importância das suas água termais das Caldas de Carlão, ou de Santa Maria Madalena. As suas águas têm excelentes propriedades terapêuticas para doenças da pele, reumáticas, músculo-esqueléticas, das vias respiratórias e doenças do aparelho digestivo.

PopulaçãoEditar

Número de habitantes [1]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 498 1 515 1 404 1 414 1 454 1 437 1 554 1 925 1 971 2 009 1 702 1 752 1 134 1 126 1 002

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Património arqueológicoEditar

Castelo de PorraisEditar

Conhecido, localmente, como Alto da Torre ou Alto do Castelo, foi um povoado fortificado da Idade do Ferro. A sua utilização como reduto defensivo prolongou-se pelo tempo e chegou mesmo à Idade Média. Erguido sobre um esporão com excelentes condições estratégicas e ampla visibilidade sobre o vale do Rio Tinhela, era defendido por uma muralha em "pedra seca" de xisto e granito. Uma segunda linha de muralha encontrava-se a uma cota inferior. Não foram muitos os fragmentos cerâmicos encontrados, sendo que os que o foram são de fabrico manual, micáceos e porosos.

Mamoa da Senhora dos MontesEditar

Localizada no Lombo das Colmeias, a mamoa data do período Neolítico e terá sido utilizada entre quatro mil e dois mil a. C.. O seu diâmetro máximo tem cerca de dezoito metros e a sua altura máxima ronda um metro e vinte. Nota-se uma grande cratera de violação na zona central e muita pedra miúda à volta devido à destruição da couraça pétrea. Servia para enterramentos de mortos.

Necrópole de Campas do LadrilhoEditar

A Necrópole situa-se na Serra do Alva e é está data como sendo da Idade Média. Foram encontradas no local algumas campas, denominadas localmente como as "campas dos mouros".

Termas e diversosEditar

Da época romana são alguns achados isolados em Caldas de Carlão, na margem esquerda do Rio Tinhela, perto da sua confluência com o Rio Tua. Aqui apareceram, em finais do século XIX, diversos vestígios romanos, como moedas, cerâmicas, uma ânfora e mosaicos. A nascente, que ainda existe e que é conhecida como Fonte Santa, fazem crer que aqui pode ter existido um edifício termal do período imperial.

Articulada com estas termas e, obviamente, com uma estrada a passar no local, era a Ponte de Caldas de Carlão. É uma ponte sobre o rio Tinhela, de um arco de volta perfeita, em granito, com pedra granítica aparelhada. O actual tabuleiro da estrutura, em betão, é de construção posterior.

Referências

  1. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
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