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Capão do Leão
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Capão do Leão
Bandeira
Brasão de armas de Capão do Leão
Brasão de armas
Hino
Gentílico leonense
Localização
Localização de Capão do Leão no Rio Grande do Sul
Localização de Capão do Leão no Rio Grande do Sul
Capão do Leão está localizado em: Brasil
Capão do Leão
Localização de Capão do Leão no Brasil
Mapa de Capão do Leão
Coordenadas 31° 45' 46" S 52° 29' 02" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Municípios limítrofes Pelotas, Rio Grande, Morro Redondo, Cerrito, Pedro Osório e Arroio Grande
Distância até a capital 265 km
História
Fundação 3 de maio de 1982 (37 anos)
Aniversário 03/05
Administração
Prefeito(a) Mauro Nolasco (PT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 785,374 km²
População total (est. IBGE/2016[2]) 25 441 hab.
Densidade 32,39 hab./km²
Clima subtropical
Altitude 21 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 96160-000
Indicadores
IDH (PNUD/2000[3]) 0,77 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 405 624,000 mil
PIB per capita (IBGE/2012[4]) R$ 16 633,47
Outras informações
Padroeiro(a) Santa Tecla

Capão do Leão é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

TopônimoEditar

"Capão" é uma palavra de origem tupi. Possui duas etimologias possíveis:

  • "mato redondo", através da junção dos termos ka'a ("mata") e pu'ã ("redondo")[5].
  • "intervalo de mata", através da junção dos termos ka'a ("mata") e pa'um ("intervalo")[6].

HistóriaEditar

A história de Capão do Leão é a história de um distrito de Pelotas. Para isto queira ver também Pelotas. Capão do Leão tem muito de sua história e identidade relacionadas de modo profundo com suas reservas de granito. Muito embora, não foi a pedra que fundou o Capão do Leão, mas o boi.

No turbulento século XVIII de disputas territoriais entre portugueses e castelhanos pelas terras da margem oriental do rio Uruguai, os habitantes da vila de Rio Grande se lançaram além do Canal São Gonçalo e ocuparam terras que mais tarde seriam os atuais municípios de São Lourenço do Sul, Turuçu, Arroio do Padre, Canguçu, Morro Redondo, Arroio Grande, o próprio Capão do Leão, chegando mesmo às serras de Piratini e às praias do rio Jaguarão.

Tudo com o propósito de “marcar território” diante de castelhanos que reivindicavam direitos mais antigos sobre a terra que os lusos. Depois de 1777, ano do Tratado de Santo Ildefonso, podemos dizer que toda a região supracitada já era portuguesa de fato e direito e daí começa a história documental mais abundante sobre todos esses rincões, pois foi quando se começou a ter os primeiros registros de sesmeiros (donos de sesmarias – áreas concedidas pelo governo português) na região. Capão do Leão aparece como um ponto inóspito a meio caminho entre “os campos de Pelotas” e o Forte de São Gonçalo em Arroio Grande. Não existia verdadeiramente o Capão do Leão como um ponto ou localidade delimitada, existiam sim eram cinco sesmarias na área do atual município: das Pedras (na região do Passo das Pedras, porém que se estendia até os atuais Cerrito e Pedro Osório), Pavão (maior e que ocupava mais da metade do nosso atual município, pertenceu ao brigadeiro Rafael Pinto Bandeira), Sant’Anna (na parte norte do município, também se estendendo até o atual Morro Redondo), São Thomé (entre os arroios São Thomé e Fragata) e a do Padre Doutor (entre o arroio São Thomé até o Passo das Pedras, pertencente ao Padre Doutor Pedro Pereira Fernandes de Mesquita e onde também viveu na infância e juventude seu sobrinho Hipólito José da Costa, fundador do primeiro jornal brasileiro, o Correio Brasiliense, em 1808, e patrono da Imprensa Brasileira. Hipólito muito provavelmente recebeu seus primeiros estudos na estância do Padre Doutor – residência hoje que é a sede da Estância Santa Tecla.

Foi o boi e a necessidade de ocupar a terra que trouxe para esses pagos – sem considerar os índios tapes e minuanos que havia aqui – os primeiros colonos luso-brasileiros e sacramentinos da Colônia do Sacramento. Rebanhos e rebanhos, ora xucros, ora domesticados, eram a riqueza da região naquela época, seja para a produção do charque que já se embrionava, seja para a produção de couro que sempre tinha mercado.

A pecuária de corte no Capão do Leão foi a atividade econômica mais importante desde a chegada dos primeiros luso-brasileiros no fim do século XVIII até a década de 1880. Tropas de gado e os tropeiros que a conduziam ajudaram a criar os primeiros caminhos leonenses, literalmente abertos na ponta de cascos de bois, cavalos e mulas. A maioria de nossas estradas rurais e mesmo vias urbanas como a Avenida Narciso Silva e a Avenida Três de Maio, simplesmente eram no passado “corredores de tropas” que se direcionavam ou para as charqueadas pelotenses, ou para serem negociadas na Tablada, ou para engorda nos campos úmidos do Pavão.

Pouco se sabe a respeito do Capão do Leão no século XIX, a não ser que o tal Capão era um rincão certamente povoado nos arredores de Pelotasveja aqui. O fato é que Capão do Leão existia documentalmente. Em 1809, um requerimento levado ao Rio de Janeiro pelo Padre Felício pede que seja autorizado o erguimento de uma freguesia (uma paróquia com capela matriz) no “lugar denominado Capão do Leão da fazenda de Pelotas”. O pedido foi acatado, porém a freguesia surgiria onde hoje é o centro de Pelotas.

Em 1828, o soldado alemão Carl Seidler, a serviço do Império na Guerra da Cisplatina, pernoitou em Capão do Leão. Seidler descreve sua passagem por este rincão eivada de criticismo, pois fora recebido por mestiços e negros. Ele se chocou brutalmente com os costumes rústicos das pessoas que encontrou. Diferente de quando chegou a Pelotas, onde foi hospedado por pessoas de costumes bem mais próximos à educação europeia. Foi uma experiência não muito agradável no seu olhar eurocêntrico, pois ela teve que se abrigar numa “venda de mulatos” – lugar onde muitos aspectos o assombraram.

Na Guerra dos Farrapos, o rincão leonense foi disputado bravamente por legalistas e revolucionários. Consta até o registro de uma batalha oficial em 1837, vencida pelos farroupilhas. Mais tarde, no ano de 1851, uma inusitada experiência colonizadora foi tentada nos campos que hoje fazem parte do Jardim América, Embrapa e Loteamento Zona Sul: uma colônia formada por irlandeses e ingleses. Vieram patrocinados pela Associação Auxiliadora da Colonização de Pelotas. Os irlandeses eram provenientes da baronia de Forth, Condado de Wexford.

Não teve êxito a colônia, mas muitos descendentes permaneceram na região e no município. É a partir da década de 1880 que as coisas no obscuro Capão do Leão das tropas de bois e de ralas informações começam a mudar. Em 1884, a Southern Brazil Railway Company inaugura a ferrovia Pelotas-Bagé. Capão do Leão torna-se um ponto de parada e é agraciado com uma estação. Logo, outros acontecimentos favorecem a transformação da antiga grota em próspera vila.

Até aquele momento, pessoa importante aqui era Florentino Antonio dos Santos, por que possuía por essas bandas uma espécie de taverna com hospedaria e potreiro destinada a atender viajantes e tropeiros que vinham da Campanha. Florentino e sua taverna eram a referência naquilo que era denominado o Capão do Leão. Só que Florentino resolveu vender todas as suas propriedades a Domingos Fernandes da Rocha que queria ganhar dinheiro com criação e reprodução de cavalos. No entanto Rocha teve revés nos negócios e para arcar com as dívidas resolveu vender tudo o que tinha, loteando a área em pequenas propriedades e as vendendo para renomados cidadãos das elites pelotense e rio-grandina.

Essas pequenas propriedades foram ocupadas por elegantes casas de inspiração europeia e famílias que desejavam aproveitar o clima silvestre do lugar, principalmente nas épocas de veraneio. Em pouco tempo, surgiriam as elegantes Villa do Capão do Leão e Villa Theodózio. A multiplicação dessas novas moradias fez surgir toda uma rede de comércio e serviços. A estação ferroviária também foi um motivo para que isso acontecesse. Pessoas e produtos agrícolas se dirigiam à estação com rumo à Campanha ou à Pelotas. Onde há circulação, há necessidades de comércio. O primitivo núcleo urbano leonense crescia e se desenvolvia aceleradamente.

Em 1901, devido ao crescimento do Capão do Leão foi erguida uma capela em homenagem à Santa Tecla – iniciativa da Baronesa de Santa Tecla, cujo marido, falecido um ano antes, possuía sua estância em terras leonenses. Outra atividade econômica de importância nas primeiras décadas do século XX foi a fruticultura, com destaque para a produção de laranjas, pêssegos, morangos, tangerinas e uvas. Houve até uma fábrica de vinhos e uma de compotas.

Em paralelo, a fruticultura de clima temperado tomava corpo como importante atividade econômica. Logo em seguida, a produção de lenha, carvão e as primeiras explorações de granito completavam o quadro favorável do fim do século XIX. Tamanho desenvolvimento trouxe a Princesa Isabel que almoçou no requintado Hotel Benjamin em 1885. Com a República, o Capão do Leão passava a ser oficialmente distrito de Pelotas em 1893.

Foi a partir de 1909, porém que a Villa do Capão do Leão assistiu seu cotidiano transformar-se ainda mais. Com o propósito de construção dos Molhes da Barra no Porto de Rio Grande, a Companhia Francesa, Compagnie Française du Port du Rio Grande do Sul, ocupara o antigo Cerro das Pombas (hoje Cerro do Estado) para extrair grandes blocos de pedra. Junto vieram uma tecnologia de extração mineral inovadora para a época, eletricidade, migrantes e progresso econômico. Mesmo com a saída da companhia dez anos depois, em 1919, Capão do Leão e suas pedras tornaram-se famosos na região. A atividade mineradora sempre permaneceu como um destaque leonense, não circunscrito somente a Serra do Granito, mas se estendendo até o Cerro das Almas, Descanso e Passo das Pedras.

Pedras, veraneios, frutas e um regular progresso marcaram o Capão do Leão até meados do século XX. Depois, as antigas famílias que aqui tinham chácaras passaram a ir embora. A fruticultura foi quebrando graças à maestria de algumas políticas econômicas regionais e seus criadores. As pedras sempre continuaram, mas foi a partir de 1950 até meados da década de 1980, com o início do processo do êxodo rural em toda a metade sul do estado, que se inicia um considerável período de contínua migração em território leonense. Mais do que saiu, entrou gente em Capão do Leão. Era afinal o distrito mais próximo a Pelotas.

É a época do surgimento do Jardim América (década de 1950), das expansões das áreas urbanas na Embrapa, Teodósio, Cerro do Estado e as primeiras casinhas às margens da BR-293, embriões das futuras Vila do Toco, Vila Gabriela Gastal e Parque Fragata. Enquanto alguns desses migrantes são absorvidos pela ainda importante mas não tão forte agroindústria de conservas e doces, boa parte vem para trabalhar nos nascentes frigoríficos, nas grandes obras das rodovias, na Universidade Federal de Pelotas e nas plantações de arroz.

A região da atual Vila da Embrapa e Avenida Eliseu Maciel já tinha ocupação desde o ano de 1944 – ocasião em que foi criado o Instituto Agronômico do Sul (Agrisul) e depois cresceu com a criação da Universidade Federal de Pelotas em 1969. Entre o bairro Fragata em Pelotas e a Vila do Capão do Leão existia uma vasta zona de campos de arroz, aspargo e pequenas hortaliças, pouco povoada, denominada Várzea do Fragata.

Em 1948, o empresário italiano radicado em Rio Grande, Comendador Henrique Loréa, comprou nessa região a antiga estância de Jairo Costa a fim de construir um bairro popular inspirado nas cidades-jardim inglesas. Em 1954, o bairro tornou-se realidade com o nome de Jardim América, embora durante os seus primeiros vinte e cinco anos, a transferência de moradores para o loteamento tenha sido lenta e pouco significativa. Entretanto, a partir da década de 1980, seu crescimento foi extraordinário, tornando-se em pouco tempo na maior zona urbana do município, com cerca de 15 mil habitantes.

Em 1963, houve a primeira tentativa de emancipação do Capão do Leão, quando, embora o “SIM” tenha vencido, o prefeito de Pelotas Edmar Fetter conseguiu na Justiça anular o processo e impedir a separação do distrito. Apesar disso, o movimento de crescimento populacional permaneceu, pois a construção das rodovias BR-116 e BR-293 estimularam a vinda de novos moradores, bem como a instalação de frigoríficos e a expansão do campus da UFPel. Em 1974, desmembrou-se a antiga Fazenda Fragata, de Jair Matos da Silva Coronel, e foi criado o Parque Fragata. Em 1979, por iniciativa do Sr. Oriente Brasil Caldeira, surgiu o Loteamento Zona Sul. Em 1981, foi a vez do surgimento da Vila Gabriela Gastal.

Se em 1963, Capão do Leão, já com algum destaque socioeconômico regional, tentasse sua emancipação, o sonho logo posto abaixo pelo prefeito de Pelotas, em 1981/1982, a história se repetiria, só que agora com a conquista da autonomia política finalmente concretizada. O fato de profunda relevância na história do município, sua emancipação, é considerado um ganho, mesmo com todos os seus problemas. Pois pela arrecadação que Capão do Leão, o antigo quarto distrito de Pelotas produzia, era muito maltratado nas decisões políticas. Serviços básicos demoravam um “eito” para chegarem, a prioridade das ações públicas se direcionava mais para a zona norte de Pelotas e seus distritos “alemães”. Mesmo tendo permanente um representante na Câmara de Vereadores – Elberto Madruga – a situação não vislumbrava muito uma melhoria. [7]

Na década de 1980, a realidade já era bem diferente de décadas anteriores. Foi o boom da imigração! O município estava sendo construído dentro de um contexto regional turbulento, pois foi o período da crise derradeira da indústria conserveira na região. A década seguinte não fugiu à tona.

Em 1983 o primeiro prefeito de Capão do Leão foi emposado: Elberto Madruga (PMDB), passou a governar em 01 de janeiro de 1983. Antes de ser prefeito de Capão do Leão, Madruga foi sete vezes consecutivas vereador em Pelotas, sempre ligado a terras leonenses. Apesar disso, seu governo foi curto, pois Madruga faleceu em julho de 1985, sendo substituído pelo seu vice, Getúlio Victória ([[Movimento Democrático Brasileiro (1980)|MDB) que governou até o fim de 1988. Em 1989, assumiu o governo municipal Manoel Nei Neves (PFL), ficando no cargo de prefeito até 1992. Em 1993, Getúlio Victória (MDB) retornou ao comando da prefeitura e foi substituído, a partir de 1997, pelo seu próprio antecessor, Manoel Nei (que agora já estava no PPB).

Na virada do Milênio a tendência esquerdista no Município se concretizou: a partir de 2001, houve dois mandatos consecutivos de Vilmar Motta Schmitt do PDT, que ainda fez seus dois sucessores: João Serafim Quevedo (2009-2012) e Cláudio Victória (2013-2016) até culminar em Mauro dos Santos Nolasco, do PT

Zonas urbanas do MunicípioEditar

Campus da UFPel/Embrapa: área federal com certa “personalidade” própria no município. Sua origem remonta a uma repartição ocorrida na área original da Fazenda da Palma, por volta da década de 1920 e que foi encampada pela Prefeitura de Pelotas. Em 1941, a área passou a administração federal e em 1944, foi criado o Instituto Agronômico do Sul, que décadas mais tarde seria transformado em unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Com a criação da UFPel em 1969 e a conversão do local em campus universitário, a área cresceu em número de prédios e benfeitorias. Havia a “Vila da Embrapa” numa área contígua ao campus.

Jardim América: a antiga zona da Várzea do Fragata, já era habitada desde o início do século XX. No início da década de 1950, o Comendador Henrique Loréa, através da Companhia e Construtora América, loteou a área com o intuito de criar um bairro popular com áreas verdes e de lazer: surgiu um conjunto urbano de 94 ruas, 134 quadras e 4.000 lotes. Cada lote, por seu turno, media aproximadamente 360 m². O povoamento da área foi muito lento nos seus primeiros quinze anos, tomando verdadeiro impulso na década de 1970, com as obras da construção da Estrada Pelotas-Jaguarão e a instalação de frigoríficos nos arredores. Com a emancipação em 1982, o bairro vai começar a receber melhorias de infra-estrutura (água, luz, saneamento, transporte, polícia), o que vai resultar em um acréscimo populacional ainda maior. É o principal bairro do município, com cerca de quinze mil habitantes.

Loteamento Armindo Wickboldt: surgiu em 1984, às margens da Avenida Eliseu Maciel, tal como o Sítio São Marcos. Possuía interesse inicial semelhante a este.

Loteamento Campestre: de iniciativa do Sr. Oriente Brasil Caldeira, situado atrás do Clube Campestre, junto à linha férrea. Data de 1987.

Loteamento Olaria: surgira em 1992 num terreno próximo a rótula em que se encontram as avenidas Três de Maio e Eliseu Maciel, sendo planejado pela Empresa de Engenharia Zambrano. O nome deriva de uma primitiva olaria de tijolos que ali existiu. Foi regularizado em 1995.

Loteamento Oriente Brasil Caldeira: trata-se do conjunto urbano formado pelas ruas Alberto Demari, São Lourenço do Sul e Joaquim Maciel, que liga o bairro Jardim América à Avenida Eliseu Maciel. Data de 1985.

Loteamento Zona Sul: surgiu por iniciativa do Sr. Oriente Brasil Caldeira, em 1977. Nesta época, houve a instalação da 1ª Etapa do loteamento – situado entre a Avenida Três de Maio e a BR-116. Em 1980, seguiu-se a 2ª parte do loteamento – na outra banda da BR-116. Entre 1983 e 1989, a área da 1ª etapa do loteamento foi quase que em sua totalidade ocupada. Já a área da 2ª etapa por ser maior, foi sendo povoada gradativamente, com grande impulso na década de 1990, embora ainda existam lotes vazios. Foi resultado do natural crescimento do bairro Jardim América. Seu nome é uma homenagem a origem dos migrantes que povoaram aquela região.

Parque da Hidráulica: conhecido como “Vila do Toco”, em razão da antiga casa comercial que ali existiu durante vários anos. É a via de acesso entre a BR-293 e a Estrada da Hidráulica. O loteamento foi oficialmente regularizado em 1987. Teve um crescimento extraordinário nos últimos dez anos.

Parque Fragata: a área interior da zona surgiu em 1987, mas já havia casas à margem da BR-392. É uma das zonas de maior crescimento populacional do município. O nome advém da antiga denominação da região entre os arroios Fragata e São Tomé: “Várzea do Fragata”. Era área de criação de gado.

Sítio São Marcos: área surgida em 1982. Foi loteada a antiga propriedade rural que recebia este nome. Se destinava a pessoas que trabalhavam na UFPel, embora fosse empreendimento particular.

Vila Alaíde: é da mesma época da Vila Maria. Está situada entre o Cerro das Almas e o Cerro do Estado. Tal como acontece com outras áreas novas, apresenta crescimento rápido nos últimos anos.

Vila Cazaubon: loteamento que surgiu da antiga área da chácara do Sr. João Alfredo Cazaubon, por volta da década de 1970. João Alfredo Cazaubon era funcionário do DEPRC, responsável pela linha férrea.

Vila Gabriela Gastal: três locais eram referência na área que surgiu às margens da BR-392: a cancha de carreiras do Sr. Pedro Gardey, o matadouro do Sr. Clodomiro Quadros e a casa de comércio do Sr. Pedro Behocaray. Todos muito antigos e anteriores ao loteamento que deu origem aquela zona, que pertencia a Sra. Gabriela Gastal. A partir de 1981, iniciou-se a ocupação da área de fato. Gradual nos primeiros anos, a zona recebeu melhorias e acréscimo populacional a partir da década de 1990, tal como aconteceu em outras zonas do município.

Vila Maria: situada nos “fundos” da Vila Cazaubon, constitui-se de terrenos cedidos pela Prefeitura Municipal a partir do final da década de 1990, com o intuito de habitação popular.

Vila Municipal: com terrenos sendo vendidos a partir de 1983, o loteamento foi regularizado pela Prefeitura Municipal em 1986. Tomou rápido crescimento devido à proximidade com áreas já urbanizadas.

Vila Nova: no ano de 1991, foram entregues 35 chalés de madeira construídos pela Firma Madeireira Santo Antônio, de Viamão, numa área do bairro Jardim América até então paradoxalmente despovoada. Com coordenação do governo municipal e financiamento da Cohab e da Caixa Econômica Federal, o objetivo era atender uma demanda antiga que consistia na alocação da população mais pobre em moradias mais dignas e decentes.

Vila Real: loteamento que surgiu da antiga área da chácara do Sr. Francisco Tomé Real, por volta da década de 1960. O filho de Francisco, Vicente Real, foi prestimoso médico homeopata da Vila de Capão do Leão, além de ter sido vereador em Pelotas. Morava na sede da antiga chácara[8]

GeografiaEditar

Localiza-se a uma latitude 31º45'48" sul e a uma longitude 52º29'02" oeste, estando a uma altitude de 21 metros.

Possui uma área de 784 716 km² e sua população estimada em 2010 era de 24.300 habitantes.

Em seu território está localizada a segunda maior serra de granito do mundo[carece de fontes?].

O território leonense é banhado pelos arroios São Pedro e Padre Doutor, e pelo canal São Gonçalo, o município é cortado pela linha férrea que liga Rio Grande a Cacequi, e pelas BRs 116 e 293.

Distritos e BairrosEditar

O município conta com três distritos: Pavão, Hidráulica e Passo das Pedras.

Conta também com seis bairros: Centro, Teodósio, Cerro do Estado, Parque Fragata e Jardim América (maior bairro do município maior do que a própria sede da cidade) e com vilas como a vila da palha, vila nova (Pombal) vila Maria, Sítio São Marcos, Loteamento Zona Sul, Vila Armazém Brasil (uma das mais antigas da cidade).

Capão do Leão conta também com a UFPEL com sede no bairro Jardim América na localidade da Embrapa onde há um intenso fluxo de trânsito e de pessoas.

CulturaEditar

Brasão do municípioEditar

Em 1984, foi montado um concurso para definir um brasão para o Capão do Leão. Quem ganhou o concurso foi um militar e o prêmio foi entregue pelo prefeito Madruga, junto com a inauguração da biblioteca pública em 7 de setembro de 1984.

É um brasão tripartido onde na parte superior há um leão e uma pedra representando a pedra da bandeira. Na parte inferior esquerda há um vacum representando a pecuária, forte no município e, na direita, as plantações de arroz.

Segundo estudiosos de heráldica, o brasão está fora das regras.

EconomiaEditar

A base da economia leonense é a agricultura, seguida do extrativismo mineral em geral, comércio, indústrias de pequeno, médio e grande porte, e também a prestação de serviços.

As grandes indústrias instaladas em Capão do Leão são a Cosulati (Danby), a Avipal, SLC Marfrig, BBM Logistica e a Votorantim Celulose e Papel , a SBS Engenharia e a Ivaí Engenharia.

Fatores Estratégicos PositivosEditar

A proximidade com a cidade de Pelotas (Polo Regional) e Rio Grande (Polo Naval) e as rodovias BR-116, BR-392 e a BR-293, que cruzam o território municipal o que contribui para o escoamento da produção da região.

TurismoEditar

Destacam-se, no município, o Cerro das Almas (antes conhecido como Serranía del Pabón, segundo um mapa do século XVIII); as pedreiras, principal atividade econômica do município; a Estância Santa Tecla e a Cacimba do Padre Doutor (tio do patrono da imprensa brasileira, Hipólito José da Costa); as cercas de pedra da época dos escravos; o Túmulo do Enforcado; os obeliscos de pedra em comemoração ao fim da Primeira Guerra Mundial e da Segunda Guerra Mundial; a Ferrovia Rio Grande-Cacequi; a Mesa de Pedra (marco de topografia do exército de 1949); a Toca do Miguel; a Gruta das Santinhas, no antigo Horto Florestal; a Pedra do Dedo (formação rochosa batizada assim pelos moradores); o monumento símbolo de Capão do Leão; a estátua de bronze em homenagem aos graniteiros; o busto de Elberto Madruga (primeiro prefeito da cidade); e a Pedra da Bandeira, que já não existe mais. Entretanto, a maioria desses marcos está correndo risco ou simplesmente foi abandonado, a mercê de ladrões e vândalos.[9]

PolíticaEditar

PrefeitosEditar

  • Elberto Madruga (1983/1985) – faleceu em 1985, sendo substituído pelo vice, Getúlio Victória
  • Getúlio Victória (1985-1989)
  • Manoel Nei Neves (1989/1992)
  • Getúlio Victória (1993/1996)
  • Manoel Nei Neves (1997/2000)
  • Vilmar Schmitt (2001/2004)
  • Vilmar Schmitt (2004/2008)
  • João Quevedo (2009/2012)
  • Claudio Vitória (2013/2016)
  • Mauro Nolasco (2017/2020)

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Estimativas populacionais para os municípios e para as Unidades da Federação brasileiros em 01.07.2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 23 de junho de 2017 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.340
  6. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p.168
  7. «Meu Olhar sobre Capão do Leão (Historiador, professor, Dr Joaquim Dias)» 
  8. «as zonas urbanas do Capão» 
  9. «FARIAS, Bruno Martins. MEMÓRIAS LEONENSES: personagens, lugares históricos e lendas de Capão do Leão. São José. Trabalho de Conclusão de Curso, Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, 2009. Disponível em:<www.memoriasleonenses.xpg.com.br>». Consultado em 8 de maio de 2010 

Ligações externasEditar

Ver tambémEditar