Carl Lindström Company

Carl Lindström GmbH, antes Carl Lindstrom AG (de 1908 até 1951), foi uma gravadora alemã que teve grande importância no mercado europeu de discos e toca-discos durante a fase acústica de gravação e reprodução sonora. Fundou ou controlou diversas gravadoras e selos que ficariam conhecidos, como Parlophone Records, Odeon Records, Beka Records e Fonotipia Records.

Carl Lindström GmbH
Sociedade de responsabilidade limitada
Atividade
Fundação 1897
Fundador(es) Carl Lindström
Destino Fusão com a Electrola Records
Encerramento 30 de novembro de 1972
Sede Colônia
Área(s) servida(s) Europa
Proprietário(s) EMI
Pessoas-chave
  • Carl Lindström
  • Max Straus
Produtos
Empresa-mãe EMI
Sucessora(s) Electrola Records

HistóriaEditar

Fundada em 1897 em Berlim por um imigrante sueco - Carl Lindström - que trabalhava como engenheiro e começou a fabricar toca-discos - com o nome comercial de Parlophon para competir com o gramofone. A empresa não foi bem-sucedida e entrou em falência em 1903. Seu maior credor era o Löwenherz Bank e, então, 3 funcionários com informações privilegiadas - Max Straus, Heinrich Zuntz e Otto Heinemann - ofereceram uma sociedade para livrar a empresa dos débitos: Lindström continuaria participando da empresa, mas a presidência iria para Max Straus e a empresa passaria a gravar e vender discos também, não só máquinas toca-discos. Com um repertório majoritariamente baseado em canções populares, a empresa começou a ter grandes lucros utilizando o selo Parlophon. Assim, em 1908, a empresa abriu o capital e tornou-se uma sociedade anônima, Carl Lindstrom AG. Nos anos seguintes, a empresa se internacionalizaria adquirindo e fundando diversas gravadoras na Alemanha, Áustria, França, Itália, Espanha e Inglaterra (Parlophone Records, Odeon Records, Beka Records e Fonotipia Records).[1][2][3]

A empresa teria grandes êxitos até o início das gravações elétricas, em 1925, quando passou a experimentar dificuldades financeiras. Quando a Gramophone Company fundou a Electrola Records na Alemanha, sua competidora inglesa - a Columbia Graphophone Company - passou a comprar participação nas operações da Carl Lindström e, em 1926, passou a controlar a empresa. Quando veio a fusão das duas companhias inglesas que levou à criação da EMI, em 1931, as duas empresas alemãs passaram a trabalhar de modo coordenado, com a Carl Lindström passando a fabricar os discos da sua antiga concorrente, que teve a fábrica fechada. Após a guerra, em 1951, a empresa voltou a ser uma sociedade de responsabilidade limitada e mudou-se para a cidade de Colônia, mesmo endereço da Electrola. As duas empresas dividiam as operações e, em 1972, passaram por uma fusão tornando-se a EMI Electrola GmbH.[1][2][3]

Referências

  1. a b Peter Tschmuck (2012). «Creativity and Innovation in the Music Industry». Google Books. Consultado em 29 de abril de 2019 
  2. a b Frank Hoffmann (2005). «Encyclopedia of Recorded Sound». Google Books. Consultado em 29 de abril de 2019 
  3. a b «Carl Lindström AG label». Discogs. N.d. Consultado em 29 de abril de 2019