Carla Camurati

Carla Camurati
Carla em 2010, na reinauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Nome completo Carla de Andrade Camurati
Nascimento 14 de outubro de 1960 (59 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileira
Ocupação
Cônjuge
Outros prêmios
Festival de Gramado
  • 1981 - Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante, por O Olho Mágico do Amor
  • 1985 - Prêmio Especial do Júri, por sua atuação em A Estrela Nua
  • 1987 - Kikito de Melhor Atriz, por Eternamente Pagu

Carla de Andrade Camurati (Rio de Janeiro, 14 de outubro de 1960) é uma atriz e cineasta brasileira. Foi a presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro entre 2007 e 2014.[1][2][3][4]

BiografiaEditar

Após uma premiada carreira como atriz de cinema e televisão, nos anos 80, Carla Camurati lançou-se como diretora, produtora, roteirista e distribuidora em 1995, com o longa-metragem Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, filme que se tornou um marco da era da retomada da produção nacional. Foi o primeiro sucesso de público do cinema nacional na década de 1990, com participação em quarenta festivais e cerca de 1,5 milhão de espectadores conquistados graças a uma iniciativa de distribuição totalmente independente liderada pela própria Carla Camurati.

Antes de estrear na direção de longas, dirigiu dois curtas-metragens: A Mulher Fatal Encontra o Homem Ideal (1987) e Bastidores (1990). Em 1997, novamente dirigiu, escreveu e distribuiu um longa-metragem, La serva padrona, baseado na ópera de Pergolesi, primeiro filme-ópera do Brasil. A partir desse filme, começou a se dedicar à direção de óperas teatrais pelo Brasil, dentre elas Madame Butterfly de Puccini, em 1999, sob a regência de Isaac Karabtchevsky; Carmen de Bizet, em 2001, sob a regência de Jamil Maluf; O Barbeiro de Sevilha de Gioacchino Rossini, em 2003, sob a regência de Silvio Viegas; e Rita, de Donizetti, em 2007, sob a regência de Débora Valdman.

Em 2001, realizou seu terceiro filme, Copacabana, inspirado em histórias do famoso bairro carioca. É uma das sócias fundadoras e diretoras da Copacabana Filmes e Produções, produtora que, em mais de dez anos de atuação, estabeleceu-se como uma das mais renomadas do país na produção de peças teatrais, filmes, óperas, pós-produção cinematográfica, realização de eventos de promoção cultural, distribuição de cinema e, mais recentemente, também na produção de publicidade.

A partir de 2001, ampliou seu trabalho como produtora e distribuidora, abrindo a Copacabana Filmes também para títulos de outros diretores, como A Pessoa É para O Que Nasce (2004), de Roberto Berliner; e o documentário Janela da Alma (2002), de João Jardim e Walter Carvalho. Desde 2003 é uma das diretoras do FICI (Festival Internacional de Cinema Infantil) que, em parceria com o circuito Cinemark, percorre oito cidades com filmes para crianças e títulos de diversas nacionalidades.

Dentro das iniciativas promovidas pelo Festival Infantil está o projeto "A tela na sala de aula", que leva os filmes para serem trabalhados em salas de aula da rede pública. Seu quarto filme, Irma Vap - O Retorno, inspirado na peça de grande sucesso O Mistério de Irma Vap, estreou em 2006. Em 2007, distribuiu o documentário Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim, que já atingiu a expressiva marca de mais de cinquenta e um mil espectadores.

Em 2007, assumiu a presidência da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro e comandou a reforma do teatro que durou cerca de 850 dias ao custo de 75 milhões de reais.[3]

Na TV, destacou-se em novelas como Brilhante, Sol de Verão, Livre para Voar, Fera Radical e Brasileiras e Brasileiros.

Vida PessoalEditar

De 1978 a 1982 morou junto com seu primeiro namorado, o cantor Zé Renato. Em 1983 foi viver junto com o ator Paulo José. A união conjugal terminou em 1986. No mesmo ano iniciou um namoro com o ator Thales Pan Chacon. Ela sabia que ele era portador do vírus HIV, e mesmo assim decidiu manter uma união estável com o mesmo, cuidando-se para não ser infectada. O casal morou junto até 1992, quando separaram-se amigavelmente. O ator faleceu em 1997, vítima de pneumonia, por ter desenvolvido AIDS.[5]

Após manter relacionamentos casuais, em 2000 assumiu estar namorando com o cineasta João Jardim. No mesmo ano foram viver juntos. Em 2003, de parto cesariana, no Rio de Janeiro, nasceu seu único filho, Antônio Camurati Jardim. Em entrevistas revelou que tinha planos de ter filho mais tarde porque adiou a maternidade devido a sua carreira artística, e que pelo fato de sua mãe ter dezessete anos quando a atriz nasceu, e ter visto as diversas privações que sua mãe passou por isso, Carla optou por ter filho depois de ser financeiramente independente. Informou que pensava em ter filhos depois dos trinta, e não imaginaria que o momento certo para a maternidade ter espaço em sua vida só chegaria após os quarenta. A artista separou-se amigavelmente do pai de seu filho em 2014. Não assumiu mais nenhum relacionamento sério para a mídia desde a separação, e eventualmente é vista acompanhada de homens anônimos e famosos.[5]

FilmografiaEditar

Como diretoraEditar

Como atrizEditar

Como apresentadoraEditar

Referências

  1. «Estrutura do Governo - organograma». Governo do Estado do Rio de Janeiro. Consultado em 28 de maio de 2010 
  2. «A Fundação». Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Consultado em 28 de maio de 2010 
  3. a b Moratelli, Valmir (28 de maio de 2010). «Carla Camurati: "Quero distância de obras inacabadas"». iG. Consultado em 28 de maio de 2010 
  4. «Karabtchevsky assume a presidência da Fundação Theatro Municipal do Rio». O Estado de S. Paulo. Grupo Estado. Consultado em 16 de fevereiro de 2015 
  5. a b «Entrevista - Carla Camurati». Terra. Consultado em 14 de junho de 2020 
  6. «Filmografia - Lamarca». Cinemateca Brasileira. Consultado em 14 de junho de 2020 
 
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