Carlos Eduardo Torres Gomes

político brasileiro
Eduardo Gomes
Senador Eduardo Gomes.jpg
Eduardo Gomes
Senador pelo Tocantins
Período 1º de fevereiro de 2019
até atualidade
Secretário da Governadoria do Tocantins
Período 15 de julho de 2019
até 15 de agosto de 2019
Governador Mauro Carlesse
Deputado Federal pelo Tocantins
Período 1º de fevereiro de 2003
31 de janeiro de 2015
Vereador de Palmas
Período 1º de janeiro de 1997
até 31 de janeiro de 2003
Dados pessoais
Nascimento 28 de abril de 1966 (54 anos)
Estância
Progenitores Mãe: Gilda Torres Gomes
Pai: José Gomes Sobrinho
Prêmio(s) Medalha do Pacificador[1]
Cônjuge Luciene Maria de Araújo Gomes
Partido PPB (1995-1997)
PSB (1997-1999)
PSDB (1999-2013)
Solidariedade (2013-2019)
MDB (2019-presente)
Profissão Empresário

Carlos Eduardo Torres Gomes, também conhecido como Eduardo Gomes (Estância, 28 de abril de 1966), é um empresário e político brasileiro. Foi deputado federal do estado do Tocantins e atualmente é senador pelo mesmo estado, sendo filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) desde 2019. Em 4 de outubro de 2013, assinou a ficha de filiação ao Solidariedade, partido no qual chegou ao cargo de vice-presidente[2], depois de militar durante seis anos pelo Partido da Social Democracia Brasileira. Em 7 de outubro de 2018, foi eleito Senador pelo Tocantins tendo obtido 248.358 votos (19,48%) e sendo o mais votado desta eleição[3]. Em janeiro de 2019 filiou-se ao MDB e, já no novo partido, foi eleito Segundo Secretário da Mesa Diretora do Senado no dia 2 de fevereiro de 2019. Desde outubro de 2019 é líder do Governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional do Brasil.[4]

Carreira políticaEditar

Iniciou carreira na administração pública em em 1986 quando exerceu, por dois anos, o cargo de Secretário Municipal de Educação e Cultura de Xambioá. Em seguida, foi Secretário Municipal de Cultura de Araguaína de 1988 a 1989, quando passou a ser chefe de gabinete na Assembleia Legislativa do Tocantins até 1996, de onde se transferiu em 1997 para a Secretaria Municipal de Articulação em Palmas[5].

Nas eleições de 1996 elegeu-se vereador por Palmas pelo PPB, para o mandato de 1997 a 2001, mas se transferiu ao PSB em 1997.

Em 1999 filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), onde se reelegeu em 2000 como vereador da capital tocantinense. Nesta legenda, reelegeu-se vereador por Palmas, nas eleições de outubro de 2000. Chegou à presidência da casa legislativa, cargo que o alçou, interinamente, à prefeitura de Palmas.[6]

Foi eleito deputado federal em 2002, com 37.251 votos[7]. A primeira função de destaque do deputado tocantinense na Câmara foi de terceiro secretário da Mesa Diretora, em 2005, cargo ocupado pela primeira vez na história de um político do Estado[carece de fontes?].

Em outubro de 2005, Gomes votou pela abertura de processos de cassação contra treze deputados envolvidos no Escândalo do mensalão. No entanto, defendeu que três dos acusados fossem absolvidos pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados do Brasil: Vadão Gomes, Pedro Henry e Wanderval Santos. [5]

Em 2006, foi reeleito para a Câmara dos Deputados do Brasil, com 33.664 votos[8]. Em dois mandatos, Eduardo Gomes se tornou um dos mais influentes parlamentares do Brasil.[6] Foi presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.[9]

Também em 2006, assessores de Eduardo Gomes se envolveram no Escândalo dos sanguessugas, o que levou ao afastamento de Gomes do cargo de terceiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara.[5] No ano seguinte, foi investigado pela Polícia Federal do Brasil por formação de quadrilha e corrupção passiva, mas não chegou a ser indiciado.

No ano de 2007, Eduardo Gomes assumiu a liderança do PSDB dentro da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. Ele aceitou o convite do então presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra para participar da coordenação política dos tucanos. No mesmo ano foi membro da Comissão de Minas e Energia, além da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional, da qual foi presidente.[10] À frente da Comissão de Mudanças Climáticas, Gomes promoveu audiências junto a autoridades locais e organizações da sociedade civil que atuam na área ambiental.[11] Também apresentou projetos de lei com vista a regulamentar o mercado de carbono no país, mas as propostas acabaram arquivadas pela Câmara. [12]

Em 2011 foi eleito primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, cargo que ocupou até 2013. Encerrou seu mandato em 2015, após tentativa frustrada de se eleger senador pelo Tocantins em 2014, quando foi derrotado por uma diferença de 5.932 votos pela senadora Kátia Abreu.[13] O vaga no senado foi obtida quatro anos mais tarde, em 2018.[3]

Em 2014, apoiou Aécio Neves como candidato à Presidência da República.[14]

Em julho de 2019, Gomes pediu licença do recém-conquistado cargo de senador para assumir como secretário de Governo do estado de Tocantins, comandado pelo governador Mauro Carlesse. Permaneceu como secretário por apenas um mês.[4] Como senador, Eduardo Gomes usou verbas indenizatórias do Senado Federal do Brasil para financiar a imprensa local do Tocantins com notícias a seu favor.[15] [16]

ReferênciasEditar

  1. «Boletim do Exército do Brasil de julho de 2019». Secretaria Geral do Exército do Brasil (pdf). Consultado em 10 de setembro de 2020 
  2. «Solidariedade sai fortalecido das eleições e partido comemora crescimento». Solidariedade. 15 de outubro de 2018. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  3. a b «Senadores e deputados federais/estaduais eleitos: Apuração e resultado das Eleições 2018 TO». UOL Eleições 2018. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  4. a b «Saiba quem é Eduardo Gomes, escolhido por Bolsonaro para líder do governo no Congresso». G1. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  5. a b c Brasil, CPDOC-Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «Carlos Eduardo Torres Gomes». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  6. a b DIAP (2007). «Os "Cabeças" do Congresso Nacional». Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Ano XIV). Consultado em 1 de novembro de 2020 
  7. «UOL Eleições 2002». eleicoes.uol.com.br. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  8. «UOL Eleições - Placar». eleicoes.uol.com.br. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  9. «Biografia do(a) Deputado(a) Federal EDUARDO GOMES». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  10. «Participação em Comissões de Eduardo Gomes - Senado Federal». www25.senado.leg.br. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  11. «CMMC - Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas - Atividade Legislativa - Senado Federal». legis.senado.leg.br. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  12. «PL 493/2007». Câmara dos Deputados. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  13. «Senador e deputados federais/estaduais eleitos: Apuração e resultado das Eleições 2014 TO (Fonte: TSE) - UOL Eleições 2014». placar.eleicoes.uol.com.br. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  14. «Discurso do(a) Deputado(a) EDUARDO GOMES, SOLIDARIEDADE-TO em 12/05/2014 às 16:57». www.camara.leg.br. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  15. «Com dinheiro público, líder do governo paga imprensa local por notícias a seu favor». Crusoé. Consultado em 1 de novembro de 2020 
  16. «Líder do governo Bolsonaro usa dinheiro público para pagar por notícias a seu favor». O Antagonista. 11 de outubro de 2020. Consultado em 1 de novembro de 2020 
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