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Carlos Giannazi
Carlos Alberto Giannazi
Carlos Giannazi
Deputado Estadual por São Paulo
Período 1º de janeiro de 2007
até atualidade

(4º mandato consecutivo)

Vereador de São Paulo
Período 1º de janeiro de 2001
até 31 de dezembro de 2006
Dados pessoais
Nascimento 15 de dezembro de 1961 (57 anos)
São Paulo, SP, Brasil
Partido PT (1980 - 2005)
PSOL (2006 - atualidade)
Profissão Professor
Website http://www.carlosgiannazi.com.br/

Carlos Alberto Giannazi (São Paulo, 15 de dezembro de 1961) é um professor e político brasileiro. Atualmente é deputado estadual pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de São Paulo.[1][2]

BiografiaEditar

Nascido em São Paulo, formou-se em História pela Universidade de Santo Amaro, onde passou a lecionar pelos proximos 18 anos, concomitantemente a uma carreira de docente do ensino público. Posteriormente tornou-se diretor e mestre em História e Filosofia da Educação e Doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo.[3]

PolíticaEditar

Câmara MunicipalEditar

Filiou-se no Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980, tendo concorrido a sua primeira eleição em 1992, onde concorreu para o cargo de vereador de São Paulo e recebeu cerca de 6 mil votos mas não foi eleito. Posteriormente exerceu mandato de vereador da cidade de São Paulo em duas legislaturas (2000 a 2007). Como parlamentar atuou na defesa do magistério, da educação pública e da cidadania, junto aos movimentos sociais e a sociedade civil.[4]

Assembleia LegislativaEditar

Eleito em 2006 com 50.269 votos para exercer seu primeiro mandato de deputado estadual, Carlos Giannazi se candidatou novamente nas eleições de 2010 conseguindo se reeleger com 100.808 votos. Como vereador em São Paulo, foi presidente da CPI da Educação e vice-presidente da CPI dos Bancos, atuando ainda na comissão de Educação (como vice-presidente). Na Câmara, criou o Observatório Municipal da Demanda Escolar e lançou a campanha "Criança Fora da Escola é Crime". É o atual líder da bancada do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo.[5]

O PSOL confirmou na tarde de 31 de março de 2012, Carlos Giannazi como candidato à eleição municipal paulistana em 2012.[6][7][8][9] Ele também cumpriu dois mandatos como vereador. Recentemente, Giannazi atuou em defesa da garantia de direitos dos desabrigados no Desocupação de Pinheirinho.[10][11] Em 2005, Giannazi (na época vereador) foi expulso do PT por votar contra o projeto da prefeita Marta Suplicy que reduziu o investimento na educação[12].

A reeleição em 2018, com 218.705 votos, colocou Giannazi como o terceiro deputado mais votado do Estado[13] e o primeiro da esquerda e oposição ao governo tucano de João Doria.

No parlamento, tem sido considerado como um deputado combativo[14], que fiscaliza e cobra o governo. Seu mandato tem se pautado em defesa e pela melhoria dos serviços públicos e condições de trabalho dos servidores públicos nas àreas da educação, saúde, transportes, meio ambiente, segurança pública, cultura lazer e habitação.

Tem lutado pelo retorno do projeto da gestão de Erundina, a qual colocou a problemática habitacional como prioridade ao apoiar a implantação da habitação de interesse social por mutirão autogerido, o que ajudou a diminuir o déficit habitacional no município[15]. A prática do mutirão foi descontinuada por seus sucessores, como Paulo Maluf, os quais priorizaram a construção de edifícios de apartamentos por métodos convencionais, visto que os mutirões proporcionavam um certo nível de organização política aos envolvidos, assim como possibilitavam sua mobilização com relação ao atendimento de suas demandas, o que não ocorria nos projetos habitacionais de Maluf e dos demais prefeitos[16][17]. Dentre as leis aprovadas pelo deputado, é possível citar as que dão aos profissionais da educação das redes públicas municipais e estadual de ensino, o direito a pagar meia-entrada em eventos culturais e de lazer [18][19], a que limita o número de alunos em salas de aula das rede de ensino pública estadual e privada quando houver matrícula de estudante com deficiência[20] e a que dá aos professores readaptados da rede pública estadual o direito à aposentadoria especial[21].

Desempenho nas EleiçõesEditar

Ano Eleição Coligação Partido Candidato a Votos Resultado
1992 Municipal de São Paulo (PT) PT Vereador 6.000 Não eleito
2000 Municipal de São Paulo "Muda São Paulo"
(PT/PCdoB/PHS/PCB)
PT Vereador 24.992 Eleito[22]
2004 Municipal de São Paulo (PT / PTB) PT Vereador 41.039 Eleito[23]
2006 Estadual de São Paulo Frente de Esquerda por São Paulo
(PSOL, PCB, PSTU)
PSOL Deputado estadual 50.269 Eleito[24]
2010 Estadual de São Paulo sem coligação PSOL Deputado estadual 100.808 Eleito[25]
2012 Municipal de São Paulo Frente de Esquerda
(PSOL, PCB)
PSOL Prefeito 62.431 Não eleito[26]
2014 Estadual de São Paulo Frente de Esquerda
(PSOL, PSTU)
PSOL Deputado estadual 164.929 Eleito[27]
2018 Estadual de São Paulo Sem Medo de Mudar São Paulo
(PSOL, PCB)
PSOL Deputado estadual 208.715 Eleito[28]

ControvérsiasEditar

Giannazi foi expulso do PT por duas vezes, sendo a primeira em 2002 ao votar contra o orçamento para a educação proposto pela prefeitura (governada à época por Marta Suplicy, então no PT). Sua sessão de expulsão, realizada pelo diretório municipal foi tumultuada. Após recorrer da decisão ao diretório estadual teve sua expulsão comutada para suspensão de um ano.[29][30] Em 2005, mais uma vez contraria a orientação partidária e é expulso ao se lançar candidato ao cargo de presidente da câmara.[31] Após a segunda expulsão, filia-se ao PSOL.

Em 2010, o deputado elabora o polêmico Projeto de lei nº 100, onde propôs renomear a Estação Anhangabaú do Metrô de São Paulo para Zumbi dos Palmares. A proposta acabou rejeitada, após cinco anos de tramitação.[32][33]. Segundo um artigo divulgado na 22ª Semana de Tecnologia Metroferroviária da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), o custo de modificação do nome de uma estação ferroviária intermediária como Anhangabaú é de quase R$ 620 mil, razão pela qual a CPTM e o Metrô-SP evitam renomear suas estações, salvo quando obrigados por força de lei.[34]. Isso não demoveu Giannazi de apresentar a mesma proposta (Projeto de Lei 122 de 2019) nove anos depois[35] porque o mesmo artigo defende o estudo da base histórica e cultural da localidade para a adoção de nova nomenclatura. A maioria dos deputados da Assembleia Legislativa rejeitou a memória histórica e não reconheceu o fato de que a Ladeira da Memória, onde está localizada a estação Anhangabaú, foi um antigo Mercado de Escravos da Capital[36].

Referências

  1. Programa do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
  2. "Partido dos Professores" (Gonçalves, 2013)
  3. «Tradicional Aula Magna abre o semestre letivo do curso de Pedagogia». Unisa. 13 de março de 2018. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  4. «"O povo precisa participar das decisões"». Folha Online. 28 de setembro de 2000. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  5. «Carlos Giannazi». Assembléia Legislativa de São Paulo. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  6. «Carlos Giannazi será o candidato do PSOL a prefeito de São Paulo». Estadão. 1 de abril de 2012. Consultado em 19 de maio de 2012 
  7. Estadão (5 de março de 2012). «Quem são os pré-candidatos à Prefeitura de SP em 2012». Consultado em 5 de março de 2012 
  8. R7.COM (13 de março de 2012). «PSOL inicia prévias para escolher candidato à prefeitura de São Paulo». Consultado em 13 de março de 2012 
  9. Terra.COM (31 de março de 2012). «Psol escolhe Carlos Giannazi para disputar prefeitura de SP». Consultado em 31 de março de 2012 
  10. «Ação tenta garantir moradia à população do Pinheirinho, em São José dos Campos». 22 de janeiro de 2012 
  11. «Psol quer que CNJ investigue Justiça paulista por Pinheirinho». Jornal do Brasil 
  12. «Trajetória do Professor Carlos Giannazi» 
  13. «Veja os candidatos a deputado estadual eleitos em SP». G1. 8 de outubro de 2018. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  14. «AGULHA NO PALHEIRO 28». Trip. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  15. «Túneis e vias subterrâneas da cidade de São Paulo» 
  16. NABIL GEORGES BONDUKI (12 de fevereiro de 1996). «Os mutirões autogeridos». Folha.Uol. Consultado em 24 de junho de 2016 
  17. ARANTES, 2004
  18. «Lei n° 14.729, de 30/03/2012». www.al.sp.gov.br. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  19. «Lei n° 15.298, de 10/01/2014». www.al.sp.gov.br. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  20. «Lei n° 15.830, de 15/06/2015». www.al.sp.gov.br. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  21. «Lei Complementar n° 1.329, de 13/07/2018». www.al.sp.gov.br. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  22. «Resultado da Eleição». TSE. 2000. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  23. «Resultado da Eleição». TSE. 2004. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  24. «UOL Eleições 2006». UOL. Consultado em 4 de outubro de 2014 
  25. «Apuração de votos e candidatos eleitos (1º turno)». UOL. Consultado em 1 de outubro de 2014 
  26. «São Paulo/SP: Apuração de votos e candidatos eleitos (1º turno)». UOL. Consultado em 4 de outubro de 2014 
  27. «Resultado das Apurações dos votos das eleições 2014 em SP». G1. Consultado em 6 de outubro de 2014 
  28. «Cargos legislativos: Deputados estaduais». G1-SP. 18 de outubro de 2018. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  29. «Membros do PT-SP querem expulsar novamente vereador». Estadão. 7 de maio de 2002. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  30. «PT expulsa vereador que votou contra Marta:Por 30 votos a 12, diretório municipal decidiu dar punição máxima a Giannazi; houve quebra-quebra após decisão». Folha Online. 17 de abril de 2002. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  31. «PT expulsa Giannazi por indisciplina». Folha de S. Paulo. 29 de março de 2005. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  32. «Pauta 22 DE FEVEREIRO DE 2010 7ª SESSÃO ORDINÁRIA- Ato 26, 3ª coluna». Diário Oficial do estado de São Paulo. 20 de fevereiro de 2010. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  33. Carlos Giannazi (2010). «Projeto de lei 100». Assembléia Legislativa de São Paulo. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  34. Clercia Mara de Oliveira Nisti, Helena da Silva Andrade, Thiago dos Santos da Silva (2016). «Nomenclatura das estações da CPTM – Metodologia para escolha de nome, custos e as consequências de sua alteração» (PDF). Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô. Consultado em 12 de junho de 2019 
  35. «Projeto de Lei 122». Assembléia Legislativa de São Paulo. 2019. Consultado em 12 de junho de 2019 
  36. «Do largo da Memória ao Paissandu, passeio mapeia história negra em SP». Folha de S.Paulo. 17 de novembro de 2018. Consultado em 11 de setembro de 2019 

Ligações externasEditar