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Carlos de Médici

Cardeal católico
Carlos de Médici
(Carlo di Ferdinando de' Medici)
Cardeal da Santa Igreja Romana
Deão do Colégio dos Cardeais
Retrato do Cardeal Carlos de Médici, por Justus Sustermans

Título

Cardeal-bispo de Óstia-Velletri
Atividade Eclesiástica
Diocese Diocese de Roma
Nomeação 23 de setembro de 1652
Predecessor Francesco Barberini
Sucessor Giulio Roma
Mandato 1652 - 1666
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 1645
Nomeação episcopal 6 de março de 1645
Ordenação episcopal 17 de abril de 1645
por Annibale Bentivoglio
Cardinalato
Criação 2 de dezembro de 1615
por Papa Paulo V
Ordem Cardeal-diácono (1615-1644)
Cardeal-presbítero (1644-1645)
Cardeal-bispo (1645-1666)
Título Santa Maria em Domnica (1616-1761)
São Nicolau no Cárcere (1623-1644)
Santo Eustáquio (1644)
São Sisto (1644-1645)
Sabina (1645)
Frascati (1645-1652)
Porto e Santa Rufina (1652)
Óstia-Velletri (1652-1666)
Brasão
Coat Cardinal De Medici.svg
Dados pessoais
Nascimento Flag of the Grand Duchy of Tuscany (1840).svg Florença
19 de março de 1595
Morte Flag of the Grand Duchy of Tuscany (1840).svg Florença
17 de junho de 1666 (71 anos)
Progenitores Mãe: Cristina de Lorena
Pai: Fernando I, Grão-Duque da Toscana
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Carlos de Médici (em italiano: Carlo de' Medici, também designado por Carlo di Ferdinando de' Medici [1]; 19 de março de 159517 de junho de 1666), foi um cardeal italiano, cardeal protodiácono e nos últimos anos de vida, decano do Colégio dos Cardeais.[2]

BiografiaEditar

De tradicional família Médici, era o segundo filho de Fernando I, Grão-Duque da Toscana e Cristina de Lorena. Seu irmão, Cosme II de Médici, tornou-se Grão-Duque da Toscana. Era tio dos cardeais João Carlos de Médici (1644) e Leopoldo de Médici (1667).[2]

Um amante das artes e da vida rica, adornou a Villa Medici em Roma, e em Florença construiu o Casino di San Marco, por Bernardo Buontalenti e reestruturou, por exemplo, a Villa di Careggi.[2]

Vida religiosaEditar

No consistório realizado em 2 de dezembro de 1614 pelo Papa Paulo V, foi criado cardeal, recebendo o barrete cardinalício e o título de cardeal-diácono de Santa Maria em Domnica em 18 de maio de 1616.[2]

Passa para o título de São Nicolau no Cárcere, em 2 de outubro de 1623. Como cardeal Protodiácono, coroa o Papa Clemente X em 4 de outubro de 1644. Passa para o título de Santo Eustáquio em 17 de outubro de 1644.[2]

Passa para a ordem dos cardeais-presbíteros e para o título de São Sisto em 12 de dezembro. Ainda foi nomeado cardeal protetor da Espanha.[2]

Passou para a ordem dos cardeais-bispos e para sé suburbicária de Sabina, em 6 de março de 1646. Passa para a sé suburbicária de Frascati em 23 de outubro de 1645. Passou para a sé suburbicária de Porto e Santa Rufina, em 29 de abril de 1652. Em 23 de setembro, torna-se Deão do Colégio dos Cardeais e cardeal-bispo de Óstia-Velletri.[2]

Juntamente com o seu sobrinho, o cardeal João Carlos de Médici (um dos chefes da fação espanhola), participou no Conclave de 1655, no qual Fábio Chigi foi eleito Papa com o nome Alexandre VII.

Morreu em Florença em 1666. Jaz sepultado na Capela dos Médici, na Basílica de São Lourenço, em Florença.[2]

ConclavesEditar

Ligações externasEditar

ReferênciasEditar

  1. Carlo di Ferdinando de’ Medici era um típico nome italiano do renascimento: ao nome próprio (neste caso Carlo) juntava-se o nome próprio do pai (Ferdinando) e, por fim, o nome da família (de' Medici): Carlo filho de Ferdinando da família Médici. A particularidade de introduzir o nome do pai, permitia distinguir os diversos Carlos que existissem na família Médici.
    Alguns autores traduzem, erradamente, Carlo di Ferdinando pelo composto Carlos Fernando. Mas, uma tradução mais aproximada seria Carlos de Fernando (isto é, Carlos filho de Fernando).
  2. a b c d e f g h «The Cardinals of the Holy Roman Church» (em inglês). Fiu.edu 

BibliografiaEditar