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Carlota, Grã-Duquesa de Luxemburgo

BiografiaEditar

Quando sua irmã mais velha, a grã-duquesa Maria Adelaide, que tinha sucedido a seu pai, foi forçada a abdicar em 14 de janeiro de 1919, Carlota teve que lidar com as tendências revolucionárias de seu país. Diferentemente da irmã, ela escolheu não se envolver na política.[1][2][3]

Em um referendo quanto à nova constituição, realizado em 28 de setembro de 1919, 77,8% do povo luxemburguês votou para a continuação da monarquia grã-ducal com Carlota como Chefe de Estado. Nesta constituição, todavia, o poder da monarquia foi severamente restrito.[1][2][3]

Na Segunda Guerra Mundial, a grã-duquesa, a família grã-ducal e o governo do Luxemburgo refugiam-se na França e, após a rendição da França aos alemães, obtêm um visto do cônsul português Aristides de Sousa Mendes em Bordéus. Mudam-se para Portugal, numa comitiva de 17 carros e 72 pessoas. Instalaram-se no Hotel do Buçaco. Salazar atribui à grã-duquesa e aos seus ministros o estatuto de refugiados desde que estes se abstivessem de qualquer atividade ou declarações políticas. Depois de Coimbra, a grã-duquesa muda-se para Cascais[4].

Mais tarde, sediaram-se no Canadá, onde angariaram fundos para apoiar os seus concidadãos refugiados.

Carlota, em exílio em Londres, revelou ser um importante símbolo de unidade nacional.[1][2][3] Na BBC fez uma alocução, em luxemburguês, protestando contra a anexação do seu país, que teve um enorme impacto.

Apenas regressou ao Luxemburgo após luz verde dos Aliados, em abril de 1945.

Casamentos e filhosEditar

Em 6 de novembro de 1919, Carlota desposou o príncipe Félix de Bourbon-Parma, seu primo-irmão.[1] Eles tiveram seis filhos:

Abdicação e morteEditar

Em 12 de novembro de 1964, Carlota abdicou em favor de seu filho mais velho, o príncipe João, que tinha sido regente por três anos. A grã-duquesa morreu de câncer em julho de 1985, aos oitenta e nove anos de idade.[1]

CondecoraçõesEditar

Referências

  1. a b c d e f «La gran duquesa Carlota, orgullo de Luxemburgo». HOLA USA (em espanhol). 19 de julho de 2015 
  2. a b c d «La Gran Duquesa que se opuso a los nazis». Vanity Fair (em espanhol). 17 de agosto de 2015 
  3. a b c d País, Ediciones El (10 de julho de 1985). «Carlota, gran duquesa de Luxemburgo». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582 
  4. Revista E n.º 2413 (26 de Janeiro de 2019). Fuga para a liberdade, pág. 47.
  5. a b «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Carlota Aldegundes Elisa Maria Guilhermina Grã-Duquesa". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 16 de abril de 2015 
Precedido por
Maria Adelaide
Grã-duquesa de Luxemburgo
1919–1964
Sucedido por
João

AncestraisEditar

 
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