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Casa de Teles de Meneses
Estado Reino de Castela e Portugal
Título
Origem
Fundador Telo Peres de Meneses
Fundação Século XII
Casa originária Casa de Teles
Atual soberano
Último soberano Martim Gil de Albuquerque
Linhagem secundária

A Casa de Teles de Meneses foi uma família nobre de senhores, condes e marqueses de Castela e Portugal na idade média. A família tem origem em Telo Peres de Meneses, 1º Senhor de Meneses, magnata leonês e líder militar durante o reinado do rei Afonso VIII além de poderoso nobre na Tierra de Campos. Telo de Meneses ficou conhecido como um grande filantropo, patrono dos mosteiros e hospitais para cativos e leprosos e por meio do filho de Telo, Afonso os Teles de Meneses governaram várias tenências em diferentes períodos, incluindo Cea, Grajal, Madrid, Cabezón, Mayorga, Montealegre e Carrión de los Condes, esta última, partilhado com Gonçalo Rodrigues Girão.[1][2] Os membros dessa casa foram importantes figuras da história como administradores coloniais, militares, navegantes, etc além de uma monarca representada por Leonor Teles.

Índice

Ramos e títulos de nobrezaEditar

Senhor de MenesesEditar

O título foi dado ao fundador da casa Telo Peres de Meneses. Era dono de vastas propriedades na parte leste de Tierra de Campos incluindo Meneses e Montealegre. Também era dono de terras no vale do rio Sequillo e outras propriedades ao longo do Caminho de Santiago, onde fundou hospitais para os peregrinos e os leprosos.[3] Foi tenente de Cea em 1181, a região onde ele também era dono de várias propriedades,[1] assim como em Meneses.[2] O último senhor foi Martim Gil de Albuquerque, 11º. Senhor de Meneses.

Senhor de AlbuquerqueEditar

O filho de Telo Peres de Meneses, Afonso, recebeu o título de senhor de Albuquerque do rei Sancho I[4] depois de conquistar a vila de Albuquerque. Lá ele construiu o Castelo de Albuquerque. O último senhor foi Martim Gil de Albuquerque, 7.º senhor de Albuquerque.[4]

Conde de OurémEditar

O Condado de Ourém é dado pelo Rei D. Fernando I a  D. João Afonso Telo de Menezes (1310-1381). Ainda que tenha tido descendentes, o título não foi hereditário e lhe foi tirado após sua morte.[5]

Conde de Vila RealEditar

Pedro de Meneses, neto do 1º Conde de Ourém, recebeu o título de Conde em 1424 originando a Casa de Vila Real.[6] Este foi a primeira atribuição deste título permanecendo na Casa de Teles de Meneses até Miguel Luís de Meneses, 2.º Duque de Caminha morrendo em 1641 sem deixar descendência extinguindo a linhagem.[7] A segunda atribuição do título ocorreu em 1823 em favor da Casa de Mateus.

Conde de Tarouca/Marquês de PenalvaEditar

João de Meneses é feito 1º conde de Tarouca em 24 de Abril de 1499, por carta de D. Manuel IAlmirante de Portugal,[8]por carta de 9 de Junho de 1489 é nomeado governador da casa do príncipe, servindo também junto a ele os ofícios de mordomo mor, vedor da fazenda, e escrivão da puridade.[9]Tal título permanece em sua linhagem até o fim da monarquia em Portugal (1910) com a última soberana sendo D. Eugénia Teles da Silva (1860-1946), 12º Condessa de Tarouca.

Teles de Meneses no BrasilEditar

Luís Teles da Silva Caminha e Meneses acompanhou a comitiva de D. João VI em 1808, tendo se tornado, posteriormente governador do Rio Grande do Sul (1814-1818).[10]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Sánchez de Mora 2003, p. 478, Vol. I.
  2. a b Barón Faraldo 2006, p. 202.
  3. Barón Faraldo 2006, pp. 201-204.
  4. a b Barón Faraldo 2006, p. 207.
  5. «PORTUGAL NO MUNDO:». www.portugalweb.net. Consultado em 18 de fevereiro de 2018 
  6. «Person:Pedro Meneses (1) - Genealogy». www.werelate.org (em inglês). Consultado em 18 de fevereiro de 2018 
  7. «D. Sebastião de Matos de Noronha - Portugal, Dicionário Histórico». www.arqnet.pt. Consultado em 18 de fevereiro de 2018 
  8. «CM Tarouca / História». www.cm-tarouca.pt. Consultado em 18 de fevereiro de 2018 
  9. CAETANO DE SOUSA, António: Memorias Historicas e Genealogicas dos Grandes de Portugal, pp. 189-190 (Marqueses de Penalva) e 567-582 (Condes de Tarouca).
  10.  Riograndino da Costa e SilvaNotas à Margem da História do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora Globo, 1968. Página 216

BibliografiaEditar