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Caso Marco Aurélio

Caso Marco Aurélio
Local do crime São Paulo
Data 8 de junho de 1985
Tipo de crime Desaparecimento
Vítimas Marco Aurélio Simon
Juiz Walter Luiz Esteves de Azevedo (1990)[1]

O caso Marco Aurélio refere-se ao desaparecimento do garoto escoteiro Marco Aurélio Simon, durante uma excursão ao Pico dos Marins, no município de Piquete, em São Paulo, em 8 de junho de 1985.[2] Camila Galvão, do Mega Curioso, notou similaridades no caso com Stranger Things (2016), chamando de "Stranger Things Brasil".[2] Para tentar encontrar o garoto, foi posicionada uma das maiores equipes de buscas do Brasil.[2] A revista Go Outside elegeu como um dos dez maiores desaparecimentos do mundo, colocando em terceiro lugar.[3]

As investigações oficiais foram encerradas após o arquivamento do caso em 8 de abril de 1990.[1] O caso foi desarquivado para estudo em 10 de março de 2005,[4] para investigação feita pelo jornalista investigativo Rodrigo Nunes, que foi publicada em dois livros, posteriormente compilados em um só, em 2015. A investigação apresentada no livro aponta inconsistências nos relatos dos garotos escoteiros, do líder deles, da investigação policial e contém diversas teorias e entrevistas de testemunhas da época.

HistóriaEditar

Versão oficialEditar

Marco Aurélio
Nome completo Marco Aurélio Bezerra Bosaja Simon[5]
Nascimento 16 de janeiro de 1970 (49 anos)[5](desapareceu com 15 anos)
São Paulo[5]
Nacionalidade Brasileiro
Progenitores Mãe: Tereza Neuma Bezerra Simon[5]
Pai: Ivo Bosaja Simon[5]
Parentesco Marco Antônio Bezerra Bosaja Simon (irmão gêmeo)[5]
Fábio Simon (irmão mais velho)[6]

A versão oficial do inquérito policial foi produzida a partir de relatos do líder Juan Bernabeu Céspedes e dos escoteiros Osvaldo Lobeiro, Ricardo Salvione e Ramatis Rohm. Afonso Xavier, que era muito familiarizado com o local, cedeu um espaço para o grupo se acomodar, que fica na base do Pico dos Marins. Ao escalar o pico, um dos garotos, Osvaldo Lobeiro, teria dito que machucou o joelho.[7]

Juan Bernabeu Céspedes disse que permitiu que Marco Aurélio voltasse sozinho ao acampamento, descendo o Pico dos Marins e abrindo caminho na frente, marcando as pedras com giz o número 240 (identificação do Grupo de Escoteiros Olivetanos).[7] Fazia frio e tinha neblina na região, fazendo com que as marcações nas pedras desaparececem e[7] eles não tinha equipamento para tal situação.[8]

Quinze minutos depois da separação dos garotos, já não era possível ver Marco Aurélio descendo o Pico do Marins em direção ao acampamento.[7][2] Juan Bernabeu Céspedes disse que tentou fazer uma maca com uma árvore da região.[8]

Vindo após Marco Aurélio, o grupo identificou somente três marcas deixadas pelo garoto, que os levaram até uma bifurcação. Marco Aurélio teria escolhido seguir pelo lado esquerdo da bifurcação, mesmo tendo obstáculos que atrapalhariam a passagem do grupo com um dos membros machucado. O líder Juan teria contrariado a opinião dos garotos e foi pelo lado direito, direção oposta de Marco, afirmando que os caminhos se encontravam mais à frente, o que não aconteceu.[2]

A decisão do líder fez o grupo enfrentar o caminho mais extenso em baixas temperaturas, chegando quinze horas depois do acidente, entre cinco e seis da manhã do dia seguinte. Marco não tinha chegado no acampamento e o local estava todo revirado.[9] Na manhã do dia seguinte, Juan procurou Marco cerca de quatro horas[9] andando nas trilhas, como não o achou, chamou as autoridades.[2]

Após entrevistar o datilógrafo Vicente de Paula Santos, que disse que um major proibiu que ele acompanhasse os depoimentos, tendo que datilografar depois com o delegado Izidro de Ferraz ditando, Rodrigo Nunes disse que o inquérito policial não é confiável.[10] O guia e voluntário Olindo Roberto Bonifácio, que participou da reconstitução do caso, questionou a versão de Juan Bernabeu Céspedes sobre ter cortado uma árvore, "de onde Juan falou que cortou uma árvore, até hoje não a encontramos".[11]

Gláucio Luiz MagalhãesEditar

O escoteiro Gláucio Luiz Magalhães (morto em 2006, vítima de tumor na cabeça[12]), com dez anos na época, se perdeu no mesmo dia, um pouco antes de Marco Aurélio Simon.[13] Ele disse que enquanto estava perdido, encontrou um homem descendo a montanha.[13] Ele tinha estatura média, cor morena, bigodes aparados, camisa, calça e chapéus marrons.[13] O homem veio da mesma direção que seu grupo, que subia a montanha mais à frente.[13]

Gláucio Luiz Magalhães, ao conseguir reencontrar seu grupo, os questionou sobre o homem.[13] Ele disseram que não viram ninguém.[13] O grupo subiu até o Pico dos Marins e quando retornavam, viram uma barraca armada, com pessoas próximas à ela e uma caminhonete verde com placa da cidade de Lorena.[13]

Dezessete dias após o desaparecimento de Marco Aurélio Simon, a polícia tomou o depoimento de Gláucio Luiz Magalhães e dos outros escoteiros que estavam com ele.[13] A polícia questionou se o homem que desceu o Pico dos Marins era Juan Bernabeu Céspedes, Gláucio Luiz Magalhães disse que não.[13] Impaciente, a polícia encerrou a investigação em relação ao homem misterioso.[13]

Nas palavras do delegado Izidro Ferraz, registrada no dia seguinte: "As informações sobre o homem estranho não são dignas de apuração, pois garoto Gláucio tem dez anos de idade e disse que quando viu o sujeito estava dominado por exitação e medo."[13] Ao ser entrevistado novamente mais de vinte anos depois, Gláucio Luiz Magalhães deu a mesma descrição sobre o homem misterioso[14] e disse que ficou impressionado por ter descido da mesma direção que seu grupo sem eles terem visto nada.[14]

Buscas e investigaçãoEditar

Por ter contatos, Ivo Simon mobilizou através da imprensa as forças armadas nas buscas, o Quinto Bil, o Batalhão de Infantaria Leve de Lorena, com 180 soldados, O Centro de Operações Especiais (COE) com 18 homens. Tiveram também 6 alpinistas de agulhas negras, helicópteros da base área da Escola de Especialistas de Aeronáutica de Guaratinguetar e um avião, mandado pelo governador Franco Montoro.[3]

Ivo Simon pediu um helicóptero à Rede Globo, que disse que não tinha e à Rede Bandeirantes, que disse que estava quebrado.[15] Ivo Simon contatou o dono do jornal O Estado de S. Paulo, o seu amigo Julio de Mesquita, este tinha um helicóptero em funcionamento no Guarujá, que foi direcionado para Piquete.[15]

O chefe Gugu disse que ficou desconfiado em relação ao caso, quando o médico Luiz Antônio disse que o escoteiro Osvaldo Lobeiro não tinha se machucado gravemente.[16] Gugu faleceu em meio as entrevistas do livro Operação Marins.[16] Não participaram do livro Afonso Xavier, o delegado Izidro de Ferraz e o Major Edmundo Zaborski, estes morreram antes das investigações do livro.[16]

TeoriasEditar

Suposto caso UFOEditar

Foram indicadas várias teorias para o desaparecimento. Uma delas foi apontada por um delegado, que sugeriu o possível envolvimento de extraterrestres, devido ao Pico dos Marins ser supostamente uma região com poder magnético.[17] Quando os adolescentes se preparavam para dormir após a segunda noite de buscas, desta vez, próximo ao local que Marco desapareceu, ouviram o som de um grito que foi seguido pelo apito direcionado do matagal.[18] Sabendo que Marco tinha um apito por ser escoteiro, saíram correndo em direção ao matagal, observando apenas luzes azuis que piscaram três vezes.[18] O grupo gritou e apitou, mas não obtiveram resposta.[2] A teoria das luzes azuis é sustentada somente pelo grupo de escoteiros que presenciou.[18] Afonso Xavier, que também presenciou o fato, discordou deles, disse que as luzes eram de casas distantes da região.[18]

A teoria dos extraterrestres, dentre outras, foi questionada por Ivo Bosaja Simon em 2011:

"Tínhamos uma amizade muito grande com o Juan [Bernabeu Céspedes], seus pais, irmã, cunhado e sobrinhos. Chegamos a passar Natal juntos. Após o fato, ele prestou os depoimentos à Polícia e desapareceu. (…) Os depoimentos no inquérito nos levam a muitas suposições. Os erros do líder foram propositais? Falou-se em discos voadores e, por sugestão de um delegado de São Paulo, fomos a Brasília falar com o general Moacyr Uchoa, expert no assunto. Falou-se da seita Borboleta Azul e, no depoimento à Policia, seu responsável deu um endereço em Goiás, para onde teriam viajado na época alguns jovens. Pedi a jornalistas amigos para investigarem e o endereço era uma casa abandonada. (…) Se Marco Aurélio quisesse fugir, como suspeita o perito, poderia fazê-lo em São Paulo, com roupas, dinheiro e documentos. Na barraca na serra, ficou tudo isso."[19]

Possível assassinatoEditar

Um depoimento controverso foi obtido do escoteiro Osvaldo Lobeiro, que foi separado dos outros garotos e presenciou Juan Bernabeu Céspedes sendo torturado, sem o acompanhamento do escrivão, gerou a seguinte versão: antes da subida ao Picos dos Marins, Marco Aurélio saiu da barraca a noite para urinar, Juan Bernabeu Céspedes saiu atrás de Marco e ficaram 15 minutos fora da barraca e quando retornaram. Quando retornaram, Marco Aurélio teria dito que estava com sono e parecia abatido. A partir desse depoimento, a polícia tentou avançar com a hipótese que Juan Bernabeu Céspedes abusou de Marco Aurélio e o teria matado.[17][3]

ContradiçõesEditar

Inquérito policialEditar

O resumo do inquérito divulgado no blog da família apresenta uma lista de questionamentos nos autos envolvendo o líder dos escoteiros Juan Bernabeu Céspedes.[19]

"1 - Em reunião na diretoria do Grupo Escoteiro Olivetano foi decidido que a subida ao Pico dos Marins somente seria feita com guia especializado. Foi indicado para a função o sr. Afonso, mais de 30 anos guia na região. O líder Juan dispensou o guia, alegando ter ouvido que ele não teria tempo. A alegação foi desmentida pelo sr. Afonso e pela esposa dele, em depoimento à Polícia, quando informaram que até lanche ele já tinha preparado para esse trabalho (IP - fls. 7 e 11);
2 - Outro grupo escoteiro que escalaria o Pico dos Marins passou pelo acampamento e convidou o Grupo Olivetano para subir junto. O líder não aceitou (IP - fls. 26 e 27);
3 - Quando o escoteiro se machucou, por volta de 14,00 horas, o líder autorizou Marco Aurélio a buscar socorro. Caminhou com ele cerca de 100 metros, até duas pedras, indicou o caminho e voltou sozinho até onde estavam os demais garotos. Regra básica em locais desconhecidos é nunca separar elementos do grupo. Por que o líder, de grande experiência no escotismo, ignorou isso?
4 - O líder e os três garotos decidiram regressar à base. Caminharam até as duas pedras e, sob a alegação de que o garoto machucado não conseguiria passar por elas (as pedras), desceram pela direita, caminho totalmente diferente do seguido por Marco Aurélio. Se conseguisse socorro, como Marco Aurélio reencontraria o grupo, se este havia seguido um caminho diferente?
5 - Por volta de 2h00 da manhã, o grupo chegou à Fazenda do "Seu" Filinho. O óbvio seria perguntar se um escoteiro teria passado por ali. O líder não fez isso (IP - fls. 21).
6 - Quando o grupo chegou à base do acampamento, por volta de 5,00 ou 6,00 (da manhã seguinte), Marco Aurélio ali não estava. O lógico seria o líder ter ido à casa do sr. Afonso, a 50 metros de distância, e perguntar se Marco Aurélio estaria lá ou havia passado por lá. O líder não o fez (IP fls.23).
7 - O líder deixou os escoteiros na base e regressou sozinho à montanha para (segundo ele) tentar reencontrar Marco Aurélio. Regressou cinco horas depois, sem sucesso (IP - fls. 23).
8 - Face às suspeitas, o líder concordou em passar pelo Polígrafo (IP - fls. 73). Na data determinada, o delegado Francisco Baltazar Martin afirmou que ele havia sofrido pressão psicológica e o resultado poderia dar alterado (IP - fls. 74/75). Segundo comentários na Polícia, a decisão deveu-se a ingerência da União dos Escoteiros do Brasil, para preservar a imagem da instituição.
9 - Como antecedentes, o líder foi expulso de outro grupo escoteiro (IP - fls. 100). Outros depoimentos explicitam sua má conduta:
a) Dr. Anivaldo Registro, Delegado do G.A.S. - Grupo Anti-Sequestro de SP, afirma que ele cometeu erros "de forma proposital" (IP - fls. 67, 68, 69, 77);
b) Pedro Teixeira da Silva, industrial, ..."este não cumpria o regulamento do escotismo, era autoritário, ameaçava os garotos e não admitia ser repreendido" (IP - fls. 93);
c) Dr. Pedro Orlando Petrere Júnior, dentista, "... modo estranho de comportamento ... frio, com conduta que às vezes fugia ao normal de uma pessoa sã." (IP - fls. 100;
10 - O laudo da reconstituição só foi fornecido após longo tempo e o pai do garoto ter recorrido à Corregedoria da Polícia Civil. O laudo foi tendencioso, apontando apenas indícios de fuga do garoto. O inquérito policial tem 391 fls. e foi arquivado em 26 de abril de 1990, por determinação do Juiz de Direito Walter Luiz Esteves de Azevedo, acolhendo manifestação do Doutor Promotor Mauro de Oliveira Navarro.
"

EscoteirosEditar

Osvaldo Lobeiro

O doutor Luiz Antônio Pereira, ao examinar o escoteiro Osvaldo Lobeiro, notou que ele não tinha se machucado gravemente.[20]

Líder Juan Bernabeu Céspedes

Na procura por Marco Aurélio Simon, o delegado Carlos Vieira, questionou o motivo de Juan Bernabeu Céspedes ao ter usado a trilha da Cruz de Ferro quando estavam perdidos.[21] Ela era perigosa e estava desativada desde 1952 pelo delegado.[21] O chefe dos escoteiros Gugu, questionou por qual motivo Juan Bernabeu Céspedes fez sinal para o escoteiro Osvaldo Lobeiro ficar calado, ao entrar no interrogatório em 1985.[22] Em uma entrevista posterior, Osvaldo Lobeiro disse que "que tenho uma vaga lembrança dele fazendo esse gesto na delegacia de Piquete. Até hoje não entendo o que ele quis dizer com isso."[23] Juan Bernabeu Céspedes negou que fez o sinal.[22]

O Grupo Anti-Sequetro (GAS) chamou Juan Bernabeu Céspedes para interrogatório, onde foi torturado com choques elétricos, sem ser informado que o sequestro estava sendo investigado com base em denúncia anônima.[24]

Ivo Simon disse que não considerava Juan Bernabeu Céspedes culpado pelo desaparecimento, "até o momento em que ele falou que, se fosse preciso, faria tudo de novo.[25] (…) Não estou dizendo que ele é um homicida, mas tem culpa, sim."[26]

Procurado em 2011, Juan Bernabeu Céspedes através da esposa e advogada, declarou que não ia conceder entrevista para comentar o assunto em ligação ao Uol Notícias.[27] Juan Bernabeu Céspedes afirmou depois, mais de uma vez, que Marco Aurélio estava vivo, era só procurar.[28]

Ramatis Rohm Ramatis Rohm aceitou ser entrevistado mais tarde, na presença do pai, que era militar, e Rodrigo Nunes ao questionar o escoteiro sobre a tortura, observou que o mesmo ficava nervoso e olhava para o pai como se pedisse autorização para responder.[29]

Ricardo Savione Ao ser entrevistado por Rodrigo Nunes, o jornalista disse que Ricardo Salvione parecia convicto daquilo do que estava dizendo e[29] mesmo que "despercebidamente, começou a relatar os fatos como se entedesse da técnica jornalística da pirâmide invertida" onde "o acontecimento mais importante é contado primeiro que os motivos que o ocasionaram."[30] Segundo Savione, Marco Aurélio decidiu ir na frente para buscar ajuda para Osvaldo Lobeiro[31] e quando o grupo retornou depois de estarem perdidos, as coisas que ficaram na barraca estavam remexidas.[32]

TrilhaEditar

Ao conceder uma entrevista à Rádio Mantiqueira, o delegado questionou o tempo que grupo de escoteiro levou para subir o Pico do Marins[33]:

"O grupo de escoteiros dirigido por Juan havia o perdido o caminho na ida e na volta, pois na ida gastou seis horas (das oito da manhã às quatorze horas) numa caminhada que, pela trilha comum, batida e assinalada, não se leva hora e meia."[33]

IncêndioEditar

No terceiro dia de buscas por Marco Aurélio Simon, ocorreu um incêndio de grandes proporções no Picos dos Marins.[34] Dois delegados, o George Henry e Bayerlein, que presenciavam o fato, questionaram se o possível incidente não teria sido proposital para atrapalhar as buscas, pois aquele seria o primeiro dia em que os dois iriam trabalhar no caso Marco Aurélio.[34]

Batalhão de Infantaria Leve de LorenaEditar

O guia Ronaldo Nunes questionou por qual motivo o tenente Fischer, do Quinto Batalhão de Infantaria Leve de Lorena, ordenou que operação pente fino fosse feita em fila indiana.[35] Mesmo com o erro apontado, o tenente ignorou.[35]

OpiniõesEditar

Tenente Airton RibeiroEditar

No documentário "O Mistério dos Marins",[36] o Primeiro Tenente Coronel da Polícia Militar, Airton Ribeiro da Costa, que participou das buscas em 1985,[37] disse que Juan Bernabeu Céspedes avisou as autoridades após 48 horas do desaparecimento, deixando "difícil cercar uma linha de pensamento do que de fato teria acontecido."[38] O tenente também afirmou que logo após o desaparecimento as buscas foram feitas por voluntários, sem uma equipe de buscas especializadas, precisando acionar o COE, que chegou quase dois dias depois. Surgiram "boatos", na opinião do tenente: o possível assassinato, o disco voador e uma caminhonete, deixando "tudo numa situação de hipótese".[38] Em entrevista para o livro Operação Marins, disse que a sessão de hipnose foi autorizada por Juan Bernabeu Céspedes, ele sempre estava "sob nossas vistas, mas não chegou a ser preso" e em "momento algum houve violência contra quem quer que seja".[37]

Lázaro AlvesEditar

O bombeiro Lázaro Alves também disse que não presenciou Juan Bernabeu Céspedes sofrendo agressões de policiais.[39] Acrescentou que o mesmo era "um sujeito frio e calculista e tinha uma experiência fantástica dentro escotismo. Conhecia variedades de árvores, tinha conhecimento sobre topografia e era muito bem instruído (…) É difícil bater o martelo nesse caso, mas eu tenho no coração que esse menino foi morto e que não deixaram nenhum vestígio."[39]

Rodrigo NunesEditar

Para a Tv Vale em 2015, o jornalista investigavo Rodrigo Nunes, que entrevistou pessoas na região, incluindo líderes da associação de escoteiros, disse que algumas diziam que Marco Aurélio estava vivo, mas sempre negavam falar oficialmente em vídeo afirmando que iriam se "comprometer".[28] Outras simplesmente não indicavam onde ele estava.[40] Nunes também observou que os três escoteiros presentes no desaparecimento: Osvaldo Lobeiro, Ricardo Salvioni e Ramatis Rohm, após trinta anos, moram em São Paulo e não conversam entre si, o que não ajudaria o caso.[28]

Rodrigo Nunes, que já tinha trabalhado como guia na região, questionou o tempo e a trilha que Juan Bernabeu Céspedes usou para subir o pico, e a hipótese de possível abdução feita por ufólogos e místicos, apontou que em sua opinião "ele foi tirado de lá", já que o pico não foi investigado por completo e teria acontecido "um homicídio com ocultação de cadáver".[38] Se Juan Bernabeu Céspedes confessasse algo a partir de 2015, só sofreria "condenação moral", já que o crime prescreveu.[40]

O carcereiro Manuel Rocha e o datilógrafo Vicente de Paula Santos, disse que não presenciaram Juan Bernabeu Céspedes sofrendo agressões de policiais.[39] Suspeitando que existia uma tentativa de proteger a imagem das corporações policiais, Rodrigo Nunes desligou o gravador e em seguida Vicente de Paula falou: "Alguns soldados diziam na delegacia que dariam uma 'canseira' no Juan caso ele não confessasse."[39]

ProfessoresEditar

Todos os professores da escola de Marco Aurélio assinaram uma declaração onde diziam que Marco Aurélio Simon não demonstrou nenhuma suspeita que planejava fugir, ou qualquer ideia sobre isso.[40]

MídiaEditar

ImprensaEditar

Com a intensificação das buscas por Marco Aurélio Simon, a imprensa se aproximou para cobrir o caso: os jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Valeparaibano.[41] A jornalista Helena de Grammont se aproximou do caso após ser contatada pelo delegado Izidro Ferraz.[41] Paulo Antônio, repórter da Rádio Mantiqueira, disse que não desconfiou do comportamento de Juan Bernabeu Céspedes e os jornalistas foram bem tratados.[42] Também observou que "faltou na época uma cobertura investigativa. Todos os repórteres que estavam ali colhiam os depoimentos da forma como se apresentavam. (…) As informações e as linguagens eram totalmente referenciais, ou seja, o desaparecimento aconteceu, as buscas iniciaram, o comandante tal falou isso e o delegado tal falou aquilo."[42]

Em 13 de junho de 1985, o jornal Vale Paraíbano reservou uma página inteira com um artigo escrito pelo jornalista Hélio Costa.[43] Após relatar vários boatos, uma matéria da Folha de S.Paulo atrapalhou as investigações.[44] A jornalista Helena de Grammont, reponsável por produzir as matérias do Jornal Nacional, disse que se emocionou ao entrevistar os pais de Marco Aurélio e que chegou a entrar na mata para procurar o garoto.[45] Sobre Juan Bernabeu Céspedes, Grammont comentou que "ele parecia um louco na Serra. Dava ordens e não demonstrava desespero ou aflição. Observei o comportamento de Juan durante um bom tempo e posso dizer que a sensação que tive é que ele era uma pessoa que não batia muito bem."[45] A jornalista também observou que "faltou mesmo um jornalismo investigativo".[45]

A falta de desfecho nas investigações fez programas de televisão sensacionalizar o caso, como o Aqui Agora, Silvia Poppovic, Hebe Camargo e Domingo Legal (19 de junho de 2005).[45] O Vale Paraíbano abordou o caso novamente em 2005.[45]

Série de livrosEditar

Rodrigo Nunes Godoy[46] resolveu desarquivar o inquérito em 2005, para um trabalho de conclusão de curso (TCC). Um dos motivos para escolher o caso, é que por ser um guia turístico antes, as pessoas o perguntavam sobre a "lenda" de Marco Aurélio, sendo que é um fato histórico, questionando também se o caso não teria sido criado para o turismo na região. Observou também que muita coisa surgiu do imaginário popular, algumas coisas ao serem investigadas "caíram por terra",[7] como ataque de animal e ufologia. Não procuraram o garoto na serra inteira, porém em um raio de 30 Km a partir do local em que Osvaldo teria se machucado.[40]

Pessoas da região, inclusive as que participaram nas buscas de 1985, questionaram qual o motivo de Rodrigo Nunes investigar o caso que estava parado. Após o primeiro livro, pessoas procuraram o jornalista para passar informações, uma delas a filha de Afonso Xavier, Marlene Xavier que disse que viu Juan Bernabeu Céspedes mexendo em uma enxadinha, sem autorização, um dia após desaparecimento de Marco Aurélio.[47] Após o acontecimento, Afonso Xavier pegou a ferramenta que encontrou e questionou a filha, após saber quem a pegou, pediu segredo, provavelmente com receio de que a polícia o ligasse ao crime.[29]

O primeiro livro foi lançado em julho de 2006,[46] "Operação Marins – O Sumiço do Escoteiro Marco Aurélio" (Editora Atlas[46]), feito com base em sessenta entrevistas.[7] O primeiro livro apresenta as versões e as hipóteses, dexando a conclusão para o leitor.[17]

Foi seguido por "Operação Marins 2 – Novas Descobertas" (da Editora Conecta, em dezembro de 2007[46]) e "Operação Marins - Edição Brasil - Desaparecimento do Escoteiro Marco Aurélio - 30 anos de mistério" (Editora Casa, 2015). O último livro é a compilação do volume 1 e 2, com dados atualizados e com algumas teorias selecionadas pelo autor que foram enviadas por leitores. Todos os livros foram revisados pelo jornalista Caco Barcellos.[40][28]

Blog e filmeEditar

O também jornalista Ivo Bosaja Simon, pai de Marco Aurélio, declarou em 2011 que montava um roteiro de cinema e iria abrir um blog (lançado como "EscoteiroDesaparecido" no blogspot) para preservar a história do caso, nesse mesmo ano foram reabertas as investigações particulares por parte da família.[27] Ivo possui cerca de 400 páginas das investigações, com os laudos nelas assinadas por policiais que já se aposentaram ou morreram.[27] Também foi anunciado que estava sendo produzido um filme.

O retrato atual do irmão gêmeo de Marco Aurélio, Marco Antônio foi divulgado em um cartaz em 2013[48] para ajudar nas investigações com a descrição no blog da família: "De acordo com as características do irmão, Marco Aurélio deve estar hoje com aproximadamente 80 quilos, 1,70m de altura e 40 anos. Entre os sinais característicos estão estrabismo acentuado no olho esquerdo e uma cicatriz de cirurgia no abdômen." Foram feitos testes de DNA em cinco pessoas que afirmavam ser Marco Aurélio, todos deram negativo.[49]

ControvérsiaEditar

UEBEditar

A União dos Escoteiros do Brasil (UEB) teve sua reputação afetada devido ao caso. Após o Jornal Verdade, da Rádio Mantiqueira de Cruzeiro noticiar qua existia um grande número evasões após o desaparecimento de Marco Aurélio Simon,[50] no dia seguinte, em entrevista a Mário Viana, da Folha de S.Paulo, Antônio Augusto Lopes, chefe da UEB de São Paulo disse que estava fazendo todo o possível para ajudar nas buscas e confirmou a evasão dos escoteiros.[50]

Dois dias após a entrevista, foi enviado da Direção Nacional um comunicado ao chefe dos escoteiros de Piquete, o Gugu, para espalhar uma notícia falsa, que Marco Aurélio Simon tinha sido encontrado.[51] Tal atitude visava diminuir a evasão, segundo o chefe João Correa, de Piquete.[51] Ao saber do fato, Ivo Simon foi à imprensa e desmentiu a UEB.[52]

Porém, a notícia falsa continuou se espalhando pela região.[52] O chefe de escoteiros Gugu foi até a sede regional dos escoteiros, que era representada por Antônio Rodrigues e disse a jornalistas que UEB mentia aos jornais, não tinha ajudado em nada.[52] Gugu apresentou uma conta de telefone, com valor gasto referente às buscas por Marco Aurélio Simon.[53]

Após o protesto, a conta foi paga por um grupo de escoteiros.[53] Um mês após o desaparecimento, com a visão negativa imperava sobre os escoteiro, Ivo Simon disse em entrevista ao programde de TV "Jota Silvestre" que o movimento do escotismo precisava ser reavaliado.[53] O representante da seção São Paulo, Antônio Augusto Lopes, disse à Folha de S.Paulo que não precisava de novas regras e que elas foram ignoradas no dia do desaparecimento e que foi aberta uma sindicância interna para apurar o caso.[53] [54]

Juan Bernabeu Céspedes disse em entrevista que estava desamparado pela UEB, mas discordava que a mesma estava em "pânico".[54] Dois dias depois, foi informado no Jornal Nacional que Juan Bernabeu Céspedes foi "afastado definitivamente" por "sucessivas infrações na regras que regem o escotismo".[54]

A UEB não colocou nenhum advogado para defender Juan Bernabeu Céspedes, sendo que ele era membro da instituição e desde o início do caso não deram declarações sobre o assunto.[40] O advogado para Céspedes foi indicado pelo pai do garoto Marco Aurélio Simon, Ivo Simon. A UEB também não liberou outros escoteiros para ajudar nas buscas do garoto desaparecido, sendo que na época, uma empresa privada da região, não ligada a UEB, liberou seus funcionários para ajudar.[55] Segundo comentários da polícia, a UEB interferiu na investigação, impedindo que Juan Bernabeu Céspedes passasse pelo polígrafo.[19]

Outra versão sobre o polígrafo, encontra-se no livro "Operação Marins" (2015), o delegado Izidro Ferraz interrompe o interrogatório entre Juan Bernabeu Céspedes e o major Edmundo Zarboski, ao apresentar uma reportagem de Mário Viana, da Folha de S.Paulo, que dizia que o líder estava sendo pressionado com violência para passar pelo detector de mentiras.[56] O major Edmundo Zarboski manda Juan Bernabeu Céspedes desmentir a informação do jornal em frente a diversos jornalistas,[57] ao responder sobre sua situação indiretamente ao jornalista Flávio Neri, do Vale Paraíbano, o delegado encerra a entrevista abruptamente.[57] O major Edmundo Zarboski vai à imprensa tentar contornar a situação.[22] Porém, as falas de Juan Bernabeu Céspedes foram publicadas nos jornais, mesmo que laconicamente.[22]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 123. ISBN 978 85 69824 00 8 
  2. a b c d e f g «Stranger Things Brasil: garoto desaparece e mistério já dura 31 anos». Consultado em 8 de outubro de 2019 
  3. a b c Vinícius Valverde entrevista Rodrigo Nunes (2007). Operação Marins parte 1 (vídeo). Brasil. Comentários sobre Operação Marins 1 
  4. Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 124. ISBN 978 85 69824 00 8 
  5. a b c d e f Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 184. ISBN 978 85 69824 00 8 
  6. Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 127. ISBN 978 85 69824 00 8 
  7. a b c d e f Rodrigo Nunes (21 de outubro de 2011). Entrevista com Rodrigo Nunes - parte 1 (vídeo). Brasil. Consultado em 25 de julho de 2019 
  8. a b Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 16. ISBN 978 85 69824 00 8 
  9. a b Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. p. 18. ISBN 978 85 69824 00 8 
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  11. Rodrigo Nunes (2015). Operação Marins: desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio: 30 anos de Mistério (Edição Especial) (Volumes 1 e 2) (Edição revista e atualizada). Brasil: Editora Casa. ISBN 978 85 69824 00 8 
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